CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

17 de outubro de 2011

Clube da Madrugada

Há exatos quinze dias, um forte temporal no início da tarde deixou marcas pela cidade de Manaus. Foram telhados sobre fios, no chão, pelos ares. Creio até que já esquecemos da falta de energia e de outros sinais de modernidade.

Mulateiro, na praça da Polícia, em três cortes
Quero aqui registrar que a árvore-sede do Clube da Madrugada, o “falso” mulateiro existente na praça da Polícia, teve parte de sua copa arrancada. Vários galhos foram ao chão, no momento do vendaval.


No dia seguinte, contam frequentadores assíduos da praça (entre os quais me incluo), um galho caiu sobre uma jovem (não identificada), causando-lhe ferimentos. Estes, de certa gravidade, obrigaram que a machucada fosse conduzida a um hospital de urgência. Em seguida, acionado o Corpo de Bombeiros, estes profissionais realizaram uma razoável poda, deixando a “sede do Madrugada” quase descoberta (veja a ilustração).


Para quem chegou agora na praça, devo esclarecer que o Clube da Madrugada foi criado em novembro de 1954, portanto, prestes a comemorar 57 anos. Hoje desativado, o CM serviu ao tempo para congregar intelectuais de Manaus, que se reuniam sob a copa desta árvore e, saboreando o Café do Pina, estabeleceram novos rumos e novas lições de artes para Manaus. Alguns integrantes e muitos aficionados do clube seguem-no pela internet.

Os Clubistas Moacir Andrade, Sebastião Norões, Alencar e Silva,
Arthur Engracio, Jorge Tufic, Aluisio Sampaio e Anthistenes Pinto
(a partir da esq.)