CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

31 de março de 2011

Academia Amazonense de Letras V

Sede da Academia Amazonense de Letras
A posse do mais novo membro da Academia - Almino Álvares Afonso, na noite de ontem, ainda deixam abertas cinco vagas. A festa de recepção correu dentro dos parâmetros da Casa de Adriano Jorge. A solenidade foi presidida pelo acadêmico José dos Santos Braga e o discurso de acolhimento coube ao Arlindo Augusto Porto.
Consultando o Dicionário Biográfico dos imortais do Amazonas, de Almir Diniz, editado em 2002, pude elaborar a lista dos membros da Academia nascidos no Amazonas.
Manaus:

Arthur Reis

Heliodoro Balbi; Genesio Cavalcante; Jorge de Moraes; Octavio Sarmento; Manoel Bastos Lira; Carlos de Araújo Lima; Agenor Ferreira Lima; Agnello Bittencourt; Agnello Uchoa Bittencourt; Américo Antony; Antisthenes Pinto; Antonio José Souto Loureiro; Aristophano Antony; Arlindo Augusto dos Santos Porto; Arthur Cézar Ferreira Reis; Áureo Nonato dos Santos; José Bernardo Cabral; Carmen Novoa da Silva; Cláudio de Araújo Lima; Cláudio do Carmo Chaves; Jauary Guimarães de Souza Marinho; José Jefferson Carpinteiro Péres; João Nogueira da Mata; Jorge Carvalhal; José dos Santos Pereira Braga; Mário Ypiranga Monteiro; Max Carphentier Luiz da Costa; João Mendonça de Souza; Mithridates Corrêa; Moacir Couto de Andrade; Moacyr Gonçalves Rosas; Newton Sabbá Guimarães; Raimundo Nonato Pinheiro; Octavio Botelho Mourão; Oyama Cesar Ituassu da Silva; Paulo Herban Maciel Jacob; Paulo Pinto Nery; Walmiki Ramayana Paula e Souza de Chevalier; Roberio dos Santos Pereira Braga; Rodolfo Valle; Ruy Alberto Costa Lins; Sadoc Costa Pereira; Samuel Isaac Benchimol; Ulisses Bittencourt; Violeta Branca Menescal de Vasconcelos; Waldemar Pedrosa; Washington Mello; Pericles Moraes; Aníbal Ferro Madureira Beça Neto; Narciso Julio Freire Lobo; Demosthenes Carminé; Luiz Franco de Sá Huet-Bacellar; Mário Ypiranga Monteiro Neto; Aldisio Gomes Filgueiras; Luiz Maximino de Miranda Corrêa Neto; Marcus Luiz Barroso Barros; Abrahim Sena Baze; Marcio Bentes de Souza; José Roberto Tadros; Maria José Mourão Gomes; Almino Álvares Afonso.

A partir da esq. Raimundo Nonato Pinheiro, Agenor Ferreira Lima e
Áderson Pereira Dutra
Anori: Tenorio Nunes Telles de Menezes
Barreirinha: Amadeu Thiago de Mello 
Moacyr G. Rosas
Boca do Acre: Lafayette Carneiro Vieira

Carauari: Rosa Mendonça de Brito

Careiro da Várzea: Almir Diniz de Carvalho

Coari: Walter Gonçalves Nogueira; Leôncio Salignac e Souza

Eirunepé: Socrates Bonfim

Fonte Boa: Joaquim Alencar e Silva

Humaitá: Raimundo Monteiro; Sebastião Norões; Álvaro Botelho Maia; Plínio Ramos Coelho; Almino Álvares Afonso

Itacoatiara: Elson José Bentes Farias; Francisco Gomes da Silva; Anísio Thaumaturgo Soariano de Mello; Euler Esteves Ribeiro;

Manacapuru: Almeida Barroso;

Manicoré: José Bernardino Lindoso;

Maués: Homero de Miranda Leão; Mario Silvio Cordeiro de Verçosa

Acadêmico Antonio Loureiro
Parintins: Aderson Andrade de Menezes; Áderson Pereira Dutra; Armando Andrade de Menezes;

Rio Juruá (?): Genésio Cavalcante;

Tabatinga: Coriolano Durand;

Tefé: João Crisosthomo de Oliveira

Urucará: Hugo Bellard

Duas curiosidades:
Genésio Cavalcante nasceu em localidade situada na calha do rio Juruá, sem identificação do município.
Amadeu Thiago de Mello é hoje o acadêmico mais velho (85a) e o mais antigo, empossado em 1955.

Acadêmicos Abrahim Baze (acima) e
Elson Farias (abaixo)
 

Acadêmico Arlindo Porto

Acadêmico Armando de Menezes

30 de março de 2011

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: PASSAGEM DE COMANDO (XXII)

Palacete Provincial, antigo Quartel da
Praça da Polícia
Aconteceu nesta manhã, diante do tradicional Quartel da Praça da Polícia, hoje conhecido por Palacete Provincial, a posse do novo comandante. Presente o governador Omar Aziz, que suportou bravamente a ordem do dia do comandante substituído.

Coronel Dan Câmara se despediu contabilizando suas iniciativas, lembrando o convite que recebeu de "certa autoridade" para aceitar o comando.

Estiveram presentes diversas autoridades, apesar da organização não ter contido o número de penetras. Estavam todos aglomerados.

Assumiu o comando o coronel Almir David Barbosa, 47 anos de idade e 27, de serviço policial militar.

Dr. Robério Braga, secretário Estadual de Cultura,
e o Procurador Evandro Farias

Coronel da reserva Joaquim Colares

Anônima baby, na segurança do ombro paterno

Coronel Antonio Dias, comandante do Corpo de Bombeiros, e o
Dr. Frânio Lima, da Procuradoria Geral do Estado

29 de março de 2011

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: NOVO COMANDANTE (XXI)

Coronel Dan Câmara

O coronel Dan Câmara foi afastado do comando da Policia Militar do Amazonas. A decisão foi tomada pelo governador Omar Aziz em acerto com o novo secretário de Segurança, Zulmar Pimentel. A decisão foi tomada no final da tarde de ontem 28. E amanhã, no quartel do Comando Geral, será efetuada a passagem de comando. 
Como se observa, a transferência não pode esperar, aquelas autoridades não deixaram dúvidas em mudar. Hoje devem ter sido publicadas no Diário Oficial as nomeações.  


Dan Câmara será substituído pelo coronel Almir David Barbosa, atualmente coordenador do Grupo de Gestão Integrada da Secretária da Segurança Pública. Donde se pode concluir que foi cotado pelo secretário.
O subcomandante será o coronel José Alves da Silva, substituindo ao coronel Raimundo Oliveira Filho. Enfim, o chefe do Estado Maior será o coronel Herbert Campos de Araújo, no lugar do coronel Hiltomar Régis.
Já presenciei várias passagens de comando. A maioria cumprindo todas as formalidades do regulamento militar. Outras, nem tanto, cercadas de pressa e desprestígio para o substituído.
Nessa categoria parece se enquadrar o atual comandante. Sairá marcado pela insanidade de uma guarnição que alvejou a um menor, cuja cena circulou pelo mundo, graças a internet.

Governador Paulo Nery (centro) conduz a saÍda do tenente-coronel
Guilherme Vieira (à dir.). Assume coronel Helcio Motta, em 1982 

Passagem de comando do coronel Ossuosky (à dir.) para o
tenente-coronel Ribeiro Raizer, presidida pelo governador
José Lindoso, em 1979

Governador Mestrinho preside a troca de comando do
coronel PM Romeu Medeiros para o coronel PM
Amilcar Ferreira, em 1992

28 de março de 2011

Kikão e outros cachorros

Quando o professor Sérgio Freire lançou seu livro Amazonês (Livraria Valer, R$ 30,00), um verbete despertou-me a atenção: kikão. Acredito que mais outros manauenses. Quem não provou um kikão? E quem saboreou o kikão primitivo deve ter suspirado.

Houve uma pequena resvalada do mestre Sérgio, por isso, pensei em escrevê-lo. Mas, precisava consolidar a história do Kikão, que A Crítica de ontem divulgou. Eu apenas sabia da missa a metade, e quem me contou foi o amigo Osório Fonseca.
Extraído de A Crítica, 27 mar. 2011
Ao frequentar um curso militar em Porto Alegre, coronel Osório conheceu o “avô” do Kikão. O pai do Alceu Pereira possuía uma cantina e, em certa ocasião, sabendo da procedência do Osório, contou-lhe que seu filho estava em Manaus trabalhando na churrascaria Gauchão.

Para quem não se lembra: a churrascaria que parece ter sido a primeira em Manaus, funcionava na avenida Castelo Branco esquina da rua Barcelos, atrás do cine Ipiranga. Nos dias atuais, ali funciona a igreja Internacional da Graça de Deus. Deixando a churrascaria, o Alceu criou o Kikão.

Aproveito a oportunidade para relembrar históricos precursores do Kikão em Manaus. Dois por excelência: o cachorro-quente do Mudinho, na República do Pina, e o Disco Voador do seu Vasco, no Parque Amazonense.
Ambos produzidos com “picadinho” (carne moída), o Mudinho servia a porção em pão “pequeno”, massa grossa, de 100 gramas, com algum tempero e acentuada presença de feijão-de-metro. Para quem fosse do ramo, forte molho de pimenta. Ninguém recorda seu nome, mas todos se referem ao Mudinho, que desapareceu, creio, no início de 1970.
Até a publicação de O Jornal (9 jan. 1966), com um título carnavalesco: Pina tirou São Jorge do cavalo e proclamou sua república. Nela, o repórter lembrou o “bem humorado Mudinho”, que começou vendendo em um tabuleiro e já desfrutava de um carro de madeira com toldo.
O Mudinho vendia seu cachorro-quente na República do Pina,
que existiu até 1975
Seu Vasco utilizava o pão de hambúrguer, daí a denominação de Disco Voador. Tinha um detalhe, ele esquentava o sanduba em aparelho de ferro levado direto ao fogo, ainda hoje utilizado. Outro detalhe: costumava “comentar” lances do futebol. Não esqueço um mote. Sempre que o goleiro “encaixava” a bola chutada, seu Vasco confidenciava - “já sei, tá namorando a irmã do goleiro”. Acredito que o leitor encontrará mais detalhes no http://www.bauvelho.com.br/.

27 de março de 2011

MANOEL BESSA FILHO: OITENTANOS

A Crítica, 8 mar. 1960
Costumo dizer-lhe, quando nos encontramos, que não sei se lhe tomo a benção, como antigo seminarista, ou se lhe presto continência, por ter sido ele juiz auditor da força pública. Como hoje é aniversário dele, vou esclarecer de quem se trata.

Aliás, vou deixar esse trabalho para o próprio. Explico o motivo: há alguns anos, tive o privilégio de gravar uma longa (foram vários depoimentos) entrevista com o Manoel Bessa. Então, ele contou desde o começo, onde nasceu e por aí afora.

Um detalhe: ontem, conversando com o Cyrino Jr, sobrinho do Bessa, acertamos a editoração dessa entrevista. Outro, a pequena seção que segue foi trabalho de Ed Lincon, amigo dedicado à pesquisa.

Para começo de conversa, a sua família. É uma história muito interessante. Eles chegaram aqui como cearenses; depois eu soube que, na verdade, eram nascidos no Rio Grande do Norte. O início: antes de irem pro Ceará que era bem distante, nasceram num lugar com um nome muito pitoresco: São Miguel do Pobre Cego. É uma cidadezinha do Rio Grande do Norte, tão longe da capital, que fica mais fácil viajar de Natal para Recife (PE) que de Natal pra São Miguel do Pobre Cego. Meu pai era primo da minha mãe, eram, pois, de famílias ligadas.

Primeiro, veio para o Amazonas o meu avô Raimundo Bessa, que se instalou em São Raimundo. Trouxe consigo os filhos. Ele foi um dos fundadores do bairro. E, pouco depois, soube que a minha avó materna ficara viúva, também era prima dele. Assim, ele retornou ao Ceará e trouxe a cunhada com os filhos e, dessa maneira papai e mamãe que eram primos, casaram-se aqui. Havia uma diferença de quatro anos entre eles. 

Foram morar no bairro de São Raimundo também, foi criado em São Raimundo, e lá ficaram vivendo em torno do Matadouro. Tive uns tios que cortavam carne, outros que cortavam porcos e faziam chouriço, linguiça; vendiam pra sobreviver. Lembro de um tio que passava toda tarde com uma caixa na cabeça vendendo carne de porco. Na ocasião, anunciava: Porqueiro! Descia pela rua, e eu ficava esperando sua passagem para tomar a bênção.


Eu já morava na cidade. Minha família tinha se mudado pra cidade por causa da doença do meu pai, mas nem isso impediu o agravamento da doença. Apesar de seu falecimento, ficamos morando na cidade. 
A gente, todavia, estudava em escola lá no bairro, um bairro muito humilde; assim, quando tomava a bênção do tio, ele ficava feliz porque achava que nós éramos meninos da cidade tomando a bênção dele mesmo que com a caixa na cabeça. Aí, dava-me uns trocados para o bombom, para o pão etc. Por isso, eu adorava tomar a bênção desse tio, porque sempre tinha um bombom como certo. (risos)

Jornal do Commercio. Manaus, 24 mai. 1955
 O casamento dos velhos foi realizado em São Raimundo? Foi no bairro de São Raimundo. Eles se casaram na igreja de São Raimundo, na antiga capela, existente bem antes de se tornar paróquia. Apenas o vigário da Catedral ia rezar missa aos domingos, uma missa um pouco mais tarde. 

Meu pai, também zelador da igreja, possuía uma casa exatamente na praça em frente, ali onde agora existe uma quadra esportiva. Do lado de lá, uma ruazinha onde tinha a casa do meu pai era onde o padre ia tomar café. Naquele tempo a missa era de manhã, o padre ia dizer a missa e depois ia tomar café em casa. Naquele tempo, rezava a missa o velho padre Monteiro, depois monsenhor Monteiro, que faleceu há algum tempo.


Sua família veio do Nordeste e... e se estabeleceu em São Raimundo. Um detalhe: a primeira parte da família que veio para esta capital foi a nossa. Entretanto, meu pai com 43 ou 44 anos começou a sofrer de uma doença... Naquele tempo, a gente não sabia muito explicar o que era, chamavam de canseiras, essas coisas. Ele já não mais conseguia viajar, pois viajava pro JotaGê. Outro detalhe: ele ainda era compadre do velho fundador da firma, do comendador Joaquim Gonçalves de Araújo, o J.G. Araújo.

Preocupada, minha irmã mais velha interrompeu seus estudos nas Doroteias, onde cursava o Magistério. Devo lembrar que naquele tempo tratava-se do Curso Normal. Concluído o curso, ela foi ser professora leiga nas barrancas de Terra Nova, Curarí e por aí vai... Exatamente prevendo que a coisa estava ficando feia.

Nessa ocasião, mamãe combinou com o papai a mudança para a cidade, para o Centro. Porque em caso de precisar de um médico era mais fácil alcançá-lo do que atravessar o igarapé de catraia ou coisa parecida.


Também por ser mais perto da Santa Casa... Mais perto da Santa Casa, exatamente! O casal alugou uma casa no beco da Indústria, no bairro dos Tocos, hoje Aparecida. Ali, meu pai viveu pouco tempo, logo adoeceu e veio a falecer em março de 1931, poucos dias depois da mudança. Quanto a mim, nasci sete dias depois da morte dele, na casa que ainda está mantida no bairro de Aparecida.

Quantos foram os filhos do casal? Meu pai e minha mãe tiveram de fato, uns doze filhos que foram gerados. Dois deles natimortos. Uma irmã chegou aos dois anos e faleceu, portanto, oito se criaram. Então, começou a vida que foi relativamente preocupante. Depois recomeçou a fila, quando foram morrendo um atrás do outro, no espaço de poucos anos. E cá estou eu, que sou a bola da vez.

Sobraram quantos irmãos? – Irmãos? Eram seis mulheres e dois homens, os que se criaram. Das mulheres, uma inicialmente freira, depois deixou o convento, mas ficou se mantendo ainda como religiosa. Quer dizer, liberada da comunidade, porém, manteve sua vida religiosa. É a irmã Conceição, Adoradora do Preciosíssimo Sangue.
As outras cinco casaram-se. A mais velha não teve filhos; as demais tiveram filhos, que são a única geração de parentes dos vários irmãos. A que teve o maior número de filhos foi a Eliza (Bitoca), mãe do Ribamar Bessa Freire, o Babá, o espirituoso colunista do Tá Qui Pra Ti, por sinal, é meu afilhado. Veja a sina! Os meus irmãos têm tantos filhos para me dar como afilhados, olha os que me entregaram: o Ribamar e o Zeca Cirino (José Cyrino Bessa), da Universidade, da UEA, ex-secretário de Educação municipal. São os meus dois sobrinhos-afilhados.
Manoel Bessa foi ordenado padre em 1954, depois dos estudos nos seminários de Manaus, de Fortaleza, de Bogotá (COL) e do Canadá. No ano seguinte, assume a direção do Colegio Estado, melhor do Ginásio Amazonense rompendo uma tradição secular. Assumia o professor mais jovem da congregação de mestres. Esse lance teve outros desdobramentos, que breve pretendo postar.
Logo deixou a batina, fomentando um escândalo na provincial Manaus. Ingressa na política, é eleito vereador. Também abandona a política e realiza uma série de iniciativas.

Capa do livro

Graduado em Direito, realiza o Mestrado em Florianópolis (SC) e o Doutorado na França. Ingressa na magistratura amazonense e, aposentando-se como juiz auditor militar da Polícia Militar.
Deve ter sido difícil para ele deixar a sala de aula, como professor. Era sua vida, seu prazer. Parte desses episódios, Bessa narrou em seu livro Jornal Velho, publicado em 2001. Trata-se da coletânea de crônicas que ele publicou em A Crítica. Este livro precisa ser reeditado, vou fazer força nesse sentido, como um presente ao jovem aniversariante.


Legado artístico de Anísio Mello


Já estão programadas as primeiras manifestações para lembrar o falecimento deste múltiplo artista. O Chá do Armando, entidade lítero-musical-uísqueira, vem coordenando este trabalho. Esta iniciativa, friso, se justifica pelo fato de que por anos a “sede” desta agremiação ocupava a residência do finado Anísio Mello.


Anísio Mello, festejando seus 70 anos
 A abertura acontece no sábado 9 de abril, a partir da 9 horas, na Livraria Valer. Na ocasião, será realizado um bate-papo entre os amigos, admiradores e ex-alunos para “reencontrar” o homenageado. Ao final, será servido um café (ainda não muito) regional.
Na segunda-feira 11, data do primeiro ano de morte de Anísio, haverá dele o lançamento do livro póstumo – Convite à Poesia. A publicação, iniciativa dos amigos do Chá, será distribuída entre os presentes.

A segunda parte da programação tem início no princípio de junho, com a abertura da exposição com obras daquele artista na Galeria Moacir Andrade, do SESC-Centro. No período da exposição, por todo mês de junho, haverá outras manifestações, como o sarau a ser realizado pelos jovens do Clube Literário do Amazonas (Clam).

24 de março de 2011

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS (XX)

O ato de insanidade dos policiais militares do Amazonas contra um adolescente, certamente já rodou o mundo pela Internet. As imagens do crime devem alcançar índices avantajados de audiência.

Ao ver no jornal A Crítica as fotos do infortúnio (soldados justiçando um jovem), lembrei-me de fatos semelhantes com ou sem a repercussão que o presente alcançou. E mais, a charge inserida na edição de hoje do matutino me fez catar no baú outras caricaturas, com o mesmo significado.

Jornal do Commercio. Manaus, 16 jun. 1912

A Crítica. Manaus, 12 fev. 1980

Jornal Maskate. Manaus, 16 fev. 2003

Jornal do Commercio. Manaus, 6 jul. 1980
Não desejo fazer gracejo ou mote para a impunidade. Não, apenas lamento. Mas vejo neste fato gravíssimo alguns perigos: enquanto a PM do Amazonas se preocupa com razão em operar um helicóptero, a falta de controle da corporação sobre os policiais, permitindo que uma patrulha de unicamente soldados, sem um comando mais graduado, patrulhem. Os resultados são deprimentes.

A impunidade que leva a um grupo decidir sobre a vida de terceiro. Finalmente, como os policiais militares estão em todos os sentidos despreparados, pois, se em uma ocorrência se necessitar de um atirador entre os policiais, o resultado será fatalmente uma catástrofe.

A Crítica. Manaus, 24 mar. 2011
O moleque da charge tem absoluta razão: cuidado com a polícia militar.

Lançamento de livro (III)

Neste sábado 26, a Livraria Valer fará o lançamento do livro O Conto no Amazonas, do escritor Zemaria Pinto. Trabalho bem cuidado pelo autor, por sua experiência no ramo e na poesia, o livro ainda recebeu o melhor tratamento da Editora Valer, portanto, merece nosso respeito.


Isso é ótimo, pois lançamento de livro tem se tornado uma febre ou, na linguagem corriqueira, tem "bombado". Na semana passada, foram oito livros que chegaram aos leitores, e tudo indica que na corrente, teremos outro tanto.
O autor, Zemaria Pinto

O horário do evento será às dez horas da manhã.

23 de março de 2011

Deu em... O Jornal

Já descrevi em vários posts a atuação da SAGA (Sociedade Atlética Guarda de Aparecida), entidade criada pelos padres redentoristas. A finalidade era congregar do melhor modo possível a sociedade do bairro. Também se empenhava na educação dos jovens, inclusive na atividade esportiva.


Marcio de Menezes era um oficial do Exército empreendedor. Quando capitão estivera no comando da Polícia Militar, e buscou modificar a situação dos bombeiros. As dificuldades do Estado não permitiram. Quando coronel, comandante do 27º Batalhão de Caçadores, resolveu construir em Manaus um estádio. Espaço existia, o próprio Exército dispunha de ampla área na atual avenida Constantino Nery.
Jornalista João Bosco de Lima entrevista o coronel Marcio de Menzes,
abaixo, a reportagem. O Jornal, Manaus, 5 out. 1957



Onde existia o estande, queria o coronel levantar o Estádio Olímpico. Para saber dos detalhes foi entrevistado pelo jovem repórter João Bosco de Lima, muito depois vice-governador e, morto senador, em 1979. Novamente, o coronel teve que arquivar seu plano.
O Jornal. Manaus, 8 out. 1957
Em 1957, a aviação para Manaus melhorava a cada decolagem. Bem demonstra a oferta de viagens da Panair do Brasil.

O Chefe de Polícia de então dirigia as polícias do Estado, além de atribuiçoes sobre a Penitenciária. Era de prestígio este cargo. O recorte anuncia a substituição do então bacharel José Bernardo Cabral pelo saudoso dr. Antonio Alexandre P. Trindade, efetuada pelo governador Plínio Coelho.
O Jornal. Manaus, 3 out. 1957

22 de março de 2011

Deu no... Jornal do Commercio

Janeiro 1972

Os deputados Joel Ferreira e Natanael Rodrigues recebem no Aeroporto Ponta Pelada o companheiro de lutas políticas, professor Antunes de Oliveira (centro), de regresso do Rio de Janeiro. No dia seguinte, informa o matutino, os dirigentes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao Governo Militar, seguiram para diversos municípios do Estado, preparando as convenções municipais.

Joel Ferreira (à esq), Antunes de Oliveira e Natanael Rodrigues,
Jornal do Commercio. Manaus, 6 jan. 1972
General Ernesto Geisel, presidente da Petrobras, aparece em visita ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica nº 2 da CEM (Companhia de Eletricidade de Manaus), no Mauasinho. Aparecem na foto, o governador João Walter de Andrade (ao centro) e o dirigente da concessionário, Jorge Baird (à dir.). Na ocasião, o futuro presidente do País disse da sua satisfação em conhecer a qualidade da obra e do futuro cliente da Petrobras.
Ernesto Geisel, João Walter (centro) e Jorge Baird, Jornal do
Commercio. Manaus, 13 jan. 1972
Acompanharam ao presidente da Petrobras, além do governador, os chefes da Casa Civil, Gilton de Albuquerque, e Militar, coronel Pedro Lustosa.
Jornal do Commercio. Manaus, 15 jan. 1972
Eis o novo livro de Aureo Mello, poeta grande que agora vive em Brasília, mas não esquece Manaus, onde se formou e se adulto. Neomênia, que significa “lua nova”, foi lançada em Manaus, na Praça da Polícia, dia 25, em promoção do Clube da Madrugada.
Este livro foi lançado inicialmente, informa o Jornal do Commercio, de 20 jan. 1972, no Distrito Federal. Depois de Manaus, será a vez de Belém e de Belo Horizonte. Na festa em Manaus tocou o grupo musical paraense “Os Incas”, que se preparava para excursão ao Peru.

20 de março de 2011

Memorial Amazonense (L)

Março, 20


Seminário São José (1946-1967)
1946 – Dom João da Matta, bispo do Amazonas, inaugura o primeiro pavilhão do Seminário de São José, construído à rua Emílio Moreira 601, na Praça 14. Ao assumir o bispado, empenhou-se ao extremo para reabrir o seminário, fechado desde o início do século. Para isso, em 1943, utilizando a residência episcopal situada ao lado do Colégio Dom Bosco, reiniciou a formação de sacerdotes. Em 1967, o seminário sofreu nova interrupção, voltou a funcionar na Maromba. O prédio aqui anunciado serve hoje a Faculdade de Direito da Uninorte.

Dr. Ruy Lins, na Academia de
Letras do Amazonas
1979 – O saudoso economista Rui Alberto Costa Lins assume a Superintendência da Zona Franca de Manaus. Nasceu em Manaus (AM), graduado pela Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) local, em 1966. Trata-se do primeiro amazonense a ocupar tão disputado cargo, como ainda ocorre nos dias atuais. Seu antecessor fora o Dr. Aloisio Monteiro Carneiro Campelo, que transmitiu o cargo no auditório “Gilberto Mendes de Azevedo”, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, entre outras sociedades.

2003 – Morreu em Manaus (AM), vítima de diabetes, o radialista José Maria Monteiro. Era natural de Alenquer (PA), mas se distinguiu aqui como radialista, primeiro na Rádio Difusora, em seguida na Baré. Em 1976, elegeu-se vereador pela extinta ARENA e conquistou a reeleição em 1980. Quatro anos depois alcançou a Assembléia Legislativa do Estado. Exerceu ainda os cargos de secretário de Estado da Administração e presidente da Fundação de Assuntos Fundiários (Fundac). No final dos anos 80, com o agravamento da doença, perdeu a visão.

Chá do Armando e Anísio Mello

Chá do Armando, em reunião, na nova casa

A confraternização continua às sextas-feiras, agora em novo espaço, cercado de quadros e de religiosidade, em uma das principais avenidas da cidade. Para participar, o convite deve ser recolhido com antecedência, a fim de esclarecer se você deseja o escocês de 8 ou 12 anos.

 Na última sexta, a confraria conheceu o protótipo do Convite à Poesia, livro póstumo do saudoso Anísio Mello, editado por este grupo de amigos. A impressão acontece em Fortaleza (CE), sob a supervisão de Jorge Tufic, velho camarada do finado artista plástico e cultor de outras artes.
Capa do livro

Também foi decidido que o início das homenagens ao falecido diretor do Liceu de Artes Ester Mello, será no dia 11 de abril, quando se completa o primeiro ano de sua morte. Mais adiante, o Chá do Armando promoverá a exposição com o Legado de um multiartista, acompanhada de um audiovisual e da audição de seu LP – Anísio Mello canta a Amazônia, em novo formato.
Desde já o convite está aberto aos amigos e admiradores do Anísio Mello.
Anísio Mello, por J. Maciel, 1982

18 de março de 2011

MERCADO ADOLPHO LISBOA

O centenário Mercadão, agora Mercado Adolpho Lisboa, vem sendo cuidado com mais afinco, depois de sua ruína. Ao menos, é o que assegura o Informativo Cidade Melhor, editado pela Prefeitura de Manaus.



Informativo da Prefeitura de Manaus

Mercado Público  ou Mercadão

Em termos quantitativos, estima a Prefeitura que cerca de 40% das obras do mercado, tanto as de reforma quanto as de restauração, já estão concluídas. Com esse passo, já estão permitidas visitas de turistas e da comunidade para conhecer a estrutura desse estabelecimento. Um grande benefício dessa obra é a qualificação da mão de obra de profissionais da cidade. A empresa tem se empenhado em fornecer aos operários informações sobre o patrimônio histórico de Manaus.

Agora, a população pode visitar a obra na horário vespertino. Para isso, haverá guia bilingue "para explicar as etapas da obra".

17 de março de 2011

Lançamento de livro (II)

A Livraria Valer tem a satisfação de convidá-lo(a) para o lançamento do livro A Amazônia na Visão dos Viajantes dos Séculos XVI e XVII: percurso e discurso, da professora Auricléa Oliveira das Neves, que acontecerá sábado 19, às 10h na Livraria Valer, situada na av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro.


Auricléa Oliveira das Neves é professora atuante no Ensino Fundamental, Médio e Superior, com mais de 30 anos de experiência profissional. Também atuou como professora no sistema presencial em estúdio e transmitido simultaneamente aos municípios do Amazonas, através do sistema desenvolvido pela UEA e dirigido à formação de professores amazonenses. Possui Licenciatura em Letras, Especialização em Língua Portuguesa e em Literatura Brasileira, pela Ufam; Mestrado e Doutorado em Letras, pela Universidade Federal Fluminense – Niterói (RJ), com a tese: Imagens de Maria, a mãe do Redentor: pintura, teatro, literatura.


Turma Ajuricaba - NPOR 1966

Procura-se desesperadamente...

Os jovens diplomados em 1966 pelo Núcleo de Preparação de Oficiais do Exército (NPOR), que funcionou no então 27º BC, hoje 1º BIS. Qualquer informação pode ser encaminhada para os endereços listados.
Amilcar da Silva Ferreira (ammilcar@oi.com.br),
Antonio Ferreira Marinho,
Antonio Germano da Costa Gadelha,
Carlos Salustiano de Souza Coelho,
Francisco Antonino Bacellar,
Helio Francisco dos Santos Graça,
Ilmar dos Santos Faria (falecido em 1999),
João Lopes de Souza,
Mário Jurandir Verçosa Paes,
Manoel Roberto Lima Mendonça (marlim1946@hotmail.com),
Odacy de Lima Okada (odaci.okada@gmail.com),
Osório Fonseca Neto (osofon@gmail.com),
Péricles de Souza Brandt,
Renato de Azevedo Tribuzy,
Ruy Freire de Carvalho,
Salomão Fortunato Cohen,
Waldir João Ferreira da Silva.
Parte da turma, incluída na PM do Amazonas, em 1966