A postagem recorda dois pontos distantes na história da PMAM (Polícia Militar do Amazonas): a atuação do "Cosme e Damião" e o serviço de Relações Públicas. Os nomes dos Santos marcaram por décadas o policiamento efetuado por duplas, criado em 1957. Presença muito respeitada em Manaus devido sua atuação no centro da cidade, onde na metade do século passado, circulava a população em torno do comércio. Este policiamento pedestre desapareceu com a presença da Rádio Patrulha.
O serviço de Relações Públicas de 1958 foi se modificando, modernizando e, hoje, intitula-se DCS (Diretoria de Comunicação Social). Todavia, diante de tanta modernidade ao alcance de qualquer portador de celular, este serviço parece mantido dentro do Corpo. A nota que reproduzo conta um pouco mais destas apreciações próprias.
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| Circulado em Diário da Tarde, 5 julho 1958 |
POLÍCIA MILITAR DO
ESTADO
SERVIÇO DE RELAÇÕES PÚBLICAS
O Senhor Coronel Cleto Veras, Comandante da Polícia Militar do Estado, tendo
se inteirado do apelo lançado por um dos órgãos de imprensa local no sentido de
intensificar a vigilância policial, na parte da noite, por motivo de estarem
elementos marginais arrancando as placas indicativas das ruas; recentemente
colocadas, vem esclarecer, através deste Serviço, que o policiamento da cidade
não tem sido descurado, pois o mesmo que por parte da Polícia Militar está
afeto ao Grupamento “COSME e DAMIÃO”, não tem sofrido solução de continuidade.
Transmitindo a resposta do Comandante da P.M. e credenciado para tal, informamos
que, esses policiais, que têm missão específica, não podem permanecer em
vigilância continua a determinado lugar ou proteger determinada coisa, isto
porque cabe-lhes o policiamento de setores bem extensos, que compreendem de
três a quatro quarteirões, incluindo, ainda as praças públicas e não se podem
ater a determinado trecho em detrimento da proteção geral à comunidade, que é a
razão de ser de sua existência.
Durante o turno da noite são colocados em serviço 14 duplas dos “Cosme e
Damião”, cobrindo toda a parte central da cidade e mesmo suburbana e os setores
a eles atribuídos são vigiados continuamente. Daí se conclui não ser possível atender
apenas a um determinado local e deixar outros trechos despoliciados.
O apelo da imprensa tem sua razão de ser e o Comandante da P.M., não
obstante o que vem exposto acima, alertou os nossos policiais para que tenham a
atenção mais alertada nos pontos em que se acham colocadas as placas, a fim de
ver se é possível prender esses malfeitores.
Seria também interessante que se estendesse o apelo à Guarda Civil, pois que
com a sua cooperação, colocando elementos nos lugares indicados, o serviço
seria produtivo e haveria mais possibilidades, no que diz respeito à captura
dos celerados noturnos.
Quartel
em Manaus, 4 de julho de 1958
ALCIMAR
GUIMARÃES PINHEIRO
2º Ten.
encarregado das Relações Públicas da P.M.A.

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