CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

1 de fevereiro de 2017

L. RUAS EM O TRABALHISTA

Padre-poeta Luiz Ruas
Retorno ao L. Ruas, com satisfação. Começo, no entanto, pelo matutino O Trabalhista, de saudosa memória. Pertencente em seus últimos números ao grupo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), cujo expoente maior em Manaus foi o também saudoso governador Plínio Ramos Coelho. O jornal encerrou suas atividades no década de 1970, em oficina situada na avenida Getúlio Vargas (criador do petebismo), cujo edifício o desdém consome lenta e implacavelmente.

Desse periódico parecia que tudo fora tragado pelo tempo: as máquinas, os redatores e alguma coleção do jornal. Uma página sequer encontrara, declaro, nos longos anos “catando papéis”. Para meu regozijo, outro dia, revirando o acervo da biblioteca Mario Ypiranga, deparei-me com raras cópias de O Trabalhista e, para ampliar meu contentamento, uma crônica de L. Ruas (1931-2000), que vai aqui postada.

Foi com esta chancela literária que o padre-poeta Luiz Ruas manteve em A Crítica a coluna Ronda dos Fatos, que circulou entre agosto de 1957 e março seguinte. Surpreendido hoje com essa publicação, tomo conhecimento que L. Ruas se transferiu para o jornal do PTB, não sabendo, todavia, quanto tempo durou sua atuação. Sigo em busca desse jornal perdido...

Mais uma informação: tanto O Trabalhista quanto o Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC) contou com membros da família do escritor Marcio Souza. Este, no GEC, e seu pai, no jornal.

RONDA DOS FATOS (*)

L. RUAS

DOIS FILMES BRASILEIROS

Por iniciativa do Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC) foram projetados em sessões do Grupo e em alguns cinemas da cidade, dois filmes produzidos no Brasil que merecem um destaque especial.
O primeiro é um documentário produzido pelo Ministério da Educação e Cultura sobre aspectos da vida íntima do sociólogo Gilberto Freyre e do poeta Manuel Bandeira e se intitula O Mestre de Apipucos e o Poeta de Castela. O segundo é o Saci, baseado na obra de Monteiro Lobato.

O cinema a serviço da literatura é assim que poderíamos intitular o documentário do Ministério da Educação e Cultura. No primeiro episódio do documentário que se intitula O Mestre de Apipucos vamos encontrar o sociólogo Gilberto Freyre em sua residência. Vemo-lo passeando pelos jardins às primeiras horas do dia entre as plantas e flores, algumas selvagens da flora tropical.  Recolhe-se, depois, ao seu ambiente de trabalho.

Uma fertilíssima biblioteca marcada pela ausência de muita arrumação, embora o sociólogo de Casa Grande e Senzala afirme que se trata de uma certa ordem naquela desordem. Assistimos ao seu café matinal ao lado de sua esposa, bem como cenas de aspecto bem familiar e familiarmente brasileira. (...)
Vamos com Gilberto Freyre ao mar. Ao velho mar pernambucano que o conhece, como ele mesmo acentua desde menino. Conhecemos também seus serviçais e sua preferência por um saboroso peixe preparado à moda de Pernambuco.

No segundo episódio que, digamos de passagem, é tecnicamente muito superior ao primeiro, acompanhamos e vivemos um pouco a solidão de Manuel Bandeira. O seu despertar começa com o despertar do Rio de Janeiro. Vai ao armazém, compra o seu leite. E, enquanto espera ser atendido, contempla a cidade. As ruas vazias e sujas. Os arranha-céus que se perdem numa sucessão de apartamentos. Com a sua garrafa de leite o poeta retorna para o seu [lar] onde prepara, ele mesmo, o seu café. Café frugal: café, leite e pão com manteiga.

Sentado, sozinho, à mesa, diante de uma janela que se abre para a solidão o poeta rumina em silêncio a sua refeição matinal.

É recostado à sua cama que ele trabalha e com a sua cordial simplicidade, com seu riso franco e largo de nortista e de homem bom, atende os chamados telefônicos. Sai depois e, apesar de muito caminhar, permanece, por um jogo cinematográfico, sempre à frente da Academia Amazonense de Letras, que é um símbolo da sua vida, ela se circunscreve ao seu ofício de homem de letras.

O Saci, se não chega a ser uma obra-prima cinematográfica, não chega a perder para muita coisa que se diz “boa” e que pode (...) em nossas telas, além de ser um trabalho que vale acima de tudo pelo seu grande significado brasileiro.

Vale a pergunta feita por um amigo: Por que O Saci não foi comercializado? De qualquer maneira, porém, é um filme muito bom mesmo levando em conta certas deficiências técnicas que não conseguem, porém, lhe tirar a beleza. O ambiente mítico-realista da obra de Monteiro Lobato é perfeitamente contado. Lá encontramos o Sítio do Pica Pau Amarelo e seus habitantes tão conhecidos dos garotos brasileiros.


(*) O Trabalhista. Manaus, 27 de dezembro de 1962

17 de janeiro de 2017

MAIS QUE CENTENÁRIO DE NASCIMENTO

Manuel Mendonça e netos, em 1980
Meu pai, se vivo fosse, completaria hoje 101 anos. Ano passado, intentei celebrar da melhor maneira seu centenário. Por motivos estranhos, não deu. Uma das iniciativas programadas era publicar um livro narrando esta epopeia. Colaborei com vigor para a publicação, que restou acabada sob o título Entre duas viagens. Falta apenas a impressão, mas neste próximo mês estará na praça.

Aproveito o ensejo para reproduzir alguns de meus escritos sobre o saudoso homenageado, começando com o texto abaixo.   


CONVERSA INICIAL

Não me recordo a data integral, ainda assim, inauguro esta narrativa pela segunda viagem. Em 1995, tive a oportunidade de, viajando com meu pai, atravessar de Cometa (empresa de ônibus) a Via Dutra (ligação do Rio-São Paulo), partindo do Terminal Rodoviário do Tietê. Nessa ocasião, ouvi dele a descrição de sua primeira viagem, navegada entre sua cidade natal, Caballococha (na margem direita de uma “hermosa lagoa”, que desemboca no rio Amazonas, a cerca de 50 quilômetros do trapézio amazônico) no Peru, e a cidade de Manaus-AM (plantada à margem esquerda da foz do rio Negro).

Outros desdobramentos de sua vida também vieram à tona e serão aqui relembrados. Talvez tenha sido esta – lamentavelmente, a última conversa aberta e direta entre mim e ele, sem os ressentimentos que me angustiaram nos derradeiros anos da existência dele.

A segunda viagem findou na Rodoviária Novo Rio (RJ). Ali fomos alcançados pelo Renato Mendonça (meu irmão), que organizou comigo a publicação doe livro.
Vou atrasar o relógio, cujo movimento bem distingue esta retrospectiva. Meu pai assegurou-me que a “viagem” em direção a Manaus aconteceu quando ele possuía onze anos de idade. Nascido em 1916, a viagem sucedeu em 1927. Quanto ao seu natalício, cujo registro ele guardou religiosamente, e foi revelado entre suas relíquias somente após seu falecimento, soube-se então que aconteceu el lunes 17 de janeiro de 1916.

A empreitada rumo ao Brasil teve a iniciativa de sua mãe, Victoria Malafaya, mulher que requer respeitosa e compreensível apresentação. Todavia, quase nada se sabe sobre sua origem, somente que nasceu no Peru, em Caballococha, hoje capital da província de Ramon Castilla, pertencente ao Departamento de Loreto, na Amazonía peruana. Era filha de Geraldo Malafaya e de Olinda Barsallo Malafaya, trazendo como pude aferir sobrenomes fartamente espalhados pela região.

A data de seu nascimento se mantinha incógnita, nem o filho sabia, e pior, quando do falecimento dela, em Manaus, o Cartório (2º ofício) registrou-a como viúva de 56 anos(!), isto em 12 de dezembro de 1961. Recorrendo ao registro de nascimento dos filhos Manuel e Francisco, pude estabelecer proximamente o ano do nascimento dela.
Nascida em 1890 ou 91, era analfabeta e identificada por mestiza (designativo de grande número de indígenas da região), Victoria, além disso possuía a cútis morena e baixa estatura, e teve quatro filhos de três relacionamentos. Os dois primeiros filhos: Laura Torres (1910-2000), que viveu em Iquitos, casada com Manuel Miranda (excelente marceneiro) com quem teve seis filhos; Grimaldo Torres (datas desconhecidas), que foi morador de Pucallpa; o terceiro (que utilizou dois nomes) foi José Manuel Mendoza / Manuel Mendonça Malafaya (1916-2014) e, por fim, Francisco (Malafaya) Saens (1918-1997), pai de quatro filhos. Os dois últimos viveram no Brasil.
El cholo, también llamado mestizo, es la mezcla entre un mestizo y una mestiza, un mestizo y una indígena, un mestizo y una blanca o un blanco y una indígena. Esta mezcla fue muy frecuente en los estados o provincias de países latinoamericanos donde la población nativa terminó siendo más del tercio de la población.

Nascida e sofridamente criada em Caballococha, numa noite de fevereiro de 1927, depois de esquematizar a viagem, Victoria reuniu os filhos Manuel e Francisco e, depois de se apoderar de uma canoa, sumiu do porto em direção à tríplice fronteira, distante cerca de 50 quilômetros. O preceito inicial era viajar somente à noite, para despistar a escapada e evitar uma possível busca pelo “marido”. Como navegava rio abaixo, contava com a forte correnteza para avançar.

Para melhor entender o fluxo de loretanos em direção ao Amazonas, em especial, para Manaus, convém ressaltar que estes dois centros habitacionais bem aproveitaram a exploração da hevea brasiliensis. No entanto, Manaus obteve mais recursos, creio eu, pelo tamanho da área explorada e pela proximidade com os países importadores da borracha.

Os moradores de Iquitos (fundado em 1757), sofriam à época intensa atração de Manaus (estabelecido em 1669), atração ainda hoje sentida e mantida, tanto que são consideradas cidades-irmãs. Ambas estão locadas na floresta amazônica, exuberante vegetação que cobre grande parte de nove países sul-americanos, constituindo a Amazônia Continental.

Meu pai seguiu relatando: não podíamos nos expor, como pedir ajuda aos ribeirinhos, devido nossa situação de fugitivos. Daí nos contentarmos em aqui e ali “passar a mão” em algum tubérculo encontrado em plantação isolada, ou pescar, utilizando rudimentar instrumento de captura, com soe ser um anzol improvisado com um alfinete ou um prego.

A fartura de peixes amazônicos facilitava a pesca e a lenha, para a cozedura ou o “assamento”, segue abundante. Ainda assim, apenas o rio não permitia uma alimentação capaz à tropa em retirada. Certamente, por isso e por outras, meu pai recordava de ter passado fome e sono.

A mudança de hábitos, a ausência de cômodos e, fortemente, a tensão de quem enfrenta o incógnito em condições precárias, tudo isso pesava, em especial, sobre as crianças. Tantos anos depois, lembra-se meu pai da passagem por uma fazenda de gado e por uma plantação de feijão-de-metro (mais conhecido por feijão-de-corda, próprio para o baião-de-dois). Do que, e se, aproveitaram, não conseguiu recordar.


Apesar das dificuldades iniciais, avançaram tanto que, é crível, a comitiva esquecendo-se dos “delitos” cometidos remou com mais afinco em direção à fronteira, que se avizinhava. Cabe lembrar que, na região amazônica, na medição entre dois pontos fluviais leva-se em conta a variante da corrente de água. Ou seja, quando se navega de subida, contra a correnteza, gasta-se claramente mais tempo. Dessa medida, como os peruanos desciam o rio, a favor da corrente, eram beneficiados. Vantagem que veremos adiante, quando se descrever a maneira sutil empregada pelos viajantes para enfrentar o turbilhão produzido pelo rio Solimões, e ultrapassar a fronteira brasileira. (segue)

16 de janeiro de 2017

CENTENÁRIO DO IGHA

INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DO AMAZONAS (IGHA)

Quadro da Princesa Isabel existente no IGHA

Logo mais, em 25 de março, celebra-se o centenário do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), a entidade em atividade mais antiga do Estado. Agora, sob nova direção, diretoria que foi aplaudida no final do ano findo. Há 22 anos, detenho nesta agremiação a Cadeira XXIV do patrono frei Gaspar da Madre de Deus.

A Casa de Bernardo Ramos, assim nomeada em homenagem a um dos fundadores e seu primeiro presidente, tem muito a contar nesta passagem do tempo. Sobre o edifício-sede que recebeu do Estado nos primeiros dias de existência, e que conserva com certa dedicação, apesar dos achaques da idade secular, situado no Centro Histórico, em área bastante degradada.

Cópia do Instituto Histórico Brasileiro, o estadual já teve sua importância cultural respeitada ao menos durante a metade de sua idade. Antes da existência da Universidade e demais órgãos federais responsáveis pelo patrimônio, era o IGHA sempre convidado a opinar sobre esse segmento. Em nossos dias, trata-se de um “ilustre ignorado”, que teima em se manter à vista para não soçobrar.

Prossegue repetindo suas tertúlias literárias em ambiente pouco atraente e desconfortável, pois as cadeiras do Salão de Honra são oriundas de uma reforma do Teatro Amazonas. Conserva um museu canhestro ou pouco explorado, dado que não dispõe de único guia. Na verdade, sem funcionários efetivos não se sabe como funciona o IGHA.

A Biblioteca Ramayana de Chevalier necessita de vigorosa atualização, apesar de ter seu acervo sob relativo controle do computador. Sofre de desatualização e de quem a cuide com desvelo. Repito, não existe um profissional sequer para esse mister.

Bem verdade que o Instituto já superou etapas bem mais aflitivas. O sócio Antonio Loureiro acaba de transferir a presidência para a associada Marilene Correia. Em sua gestão conseguiu estabilizar o Caixa, operando com o cofre longe (não muito) do vermelho. Organizou o lançamento de alguns números da Revista do IGHA e, com tal, quase atualizou a coleção. Aumentou o número de cadeiras, buscando alcançar mais associados, quem de fato queira compartilhar com essa associação.

O IGHA resiste, amparado por recursos financeiros do Estado, via Secretaria de Cultura. Porém, este canal de recursos secou com a crise que se espalha pelo país. E, dessa maneira, o festejo do centenário está seriamente ameaçado.

Deus salve o IGHA e a nova Presidente!



8 de janeiro de 2017

REGENTES DA BANDA DE MÚSICA DA PMAM

João José Lentinia (1900-04)




Nicanor Puga (1951-53)
Raimundo Bezerra (1967-74)

Mirtillo Fricke de Lira (1950)
José Arnaud (1945)
Cincinato Ferreira, fundador da Banda, (1893-96)

7 de janeiro de 2017

BANDA DE MÚSICA DA PMAM (1)


A MAIS ANTIGA OPM
Corpo musical da Polícia Militar AM, anos 1950

A Banda de Música é a mais antiga organização da Policia Militar do Amazonas. Desde a sua criação, não deixou de operar mesmo quando a PM esteve desativada (1930-36). Ainda que aos emboléus, a Banda permaneceu tocando pelas esquinas de Manaus, até ser amparada pelo Corpo de Bombeiros Municipais, enquanto sua alma mater penava.

A força policial, ao desfrutar da pomposa denominação de Regimento Militar do Estado (1897-1912), usufruía de expressivo efetivo. Tanto pessoal que foi exequível organizar duas bandas de música. Advirto que eram tempos de vacas gordas, de borracha farta fluindo pelos rios, riqueza que possibilitou construir a belle époque manauense.

Quando essa riqueza se liquefez, a corporação policial do Estado foi igualmente derretendo. De Regimento, apequenou-se em Batalhão. Depois, Força Policial e, mais adiante, Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMEA). A cada mudança, padecia acelerada diminuição do efetivo, backup do que acontecia com a população de Manaus. No beiradão, objeto de vindoura história, nem se imagina como a Polícia mantinha seu pessoal.

Na metade do século passado, a situação econômica do Estado bateu no fundo do rio. Uma recordação assaz aflitiva: o reduzidíssimo fornecimento de energia elétrica, com apagão em dias alternados. Manaus estava prestes a consolidar a decantada designação de “porto de lenha” que, para nosso gáudio, não vingou. A Polícia Militar era um simulacro de força, autêntico fantasma, segundo proclamou o governador Plínio Coelho, ao tomar posse em 1955. A organização, força auxiliar do Exército, reproduzia suas linhas, e correspondia ao efetivo de um batalhão, seccionado em companhias adaptadas para atender as imposições da Segurança.

Obviamente, nesse contexto encontrava-se a Banda de Música. Ora puxando o desfile matinal ou comemorativo, ora encantando os ouvintes nos coretos. Houve liberalidade para adotar um mascote: um carneiro. Nesse quadro sombrio, assumiu o Governo Militar (1964-85), que os estudiosos alcunham de ditadura (seja lá!). O que importa é que, empossado no governo do Estado, Arthur Cezar Ferreira Reis reestruturou a Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMEA), começando por crismá-la de Batalhão Amazonas. Recordou, a fim de sustentar o decreto nº 188/65, que um batalhão da Força Estadual do Amazonas sitiou Canudos, em 1897.

Um mês antes, o coronel Jorge Nardi, comandante da corporação, havia instalado o CIM (Centro de Instrução Militar) destinado, como indica a própria nomenclatura, a instruir aos policiais ingressados na PMEA. Tornou-se o embrião do CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), criada em 1980.   

Não nesta ordem, mas a partir do desempenho do Governo Militar provieram na Força Estadual sua expansão pelos rios do Amazonas; o aumento da força de despersuasão (Choque); o serviço de extinção de incêndios; o policiamento motorizado, o fluvial e, por fim, o aerotransportado. Uns sendo substituídos, outros, extintos, segundo confere a modernidade.

“Porém! ai, porém! há um caso diferente” (como canta o poeta): destoante ou não, a Banda de Música coronel Afonso de Carvalho persiste. Nem tão altaneira, nem tão briosa como se anseia, porém consagrada como a Única organização (mesmo que nunca tenha sido uma OPM) da Polícia Militar do Amazonas a atravessar continuamente os tempos –ora generosos, ora tenebrosos–, de sua existência mais que centenária.

Vida longa ao hodierno Corpo Musical, legatários da Banda inaugurada pelo coronel Afonso de Carvalho e o primeiro regente, Cincinato Ferreira.