CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quinta-feira, agosto 06, 2020

ODACI OKADA (1946-2010)

"O amor não conhece sua própria intensidade

até a hora da separação." Khalil Gibran

 A frase do profeta Khalil Gibran ilustra bem o momento em que todos estamos vivendo com a despedida do nosso querido Odaci de Lima Okada. Pois o homem ao encaminhar, escreve a sua história.

O Odaci, que para a sua esposa Calmi era simplesmente o "Oda", o seu "bem", o seu companheiro de uma vida inteira, de um casamento de quase 47 anos e o seu eterno namorado de uma união de mais de 50 anos.

O Odaci, que para os seus filhos Karla e Patrick sempre foi o pai amigo, amoroso, conselheiro, o porto seguro de todas as horas. O pai exemplo de honestidade, honradez e bondade.

O Odaci, que para o seu neto Matteus sempre foi o avô dedicado, atencioso, o avô que, enquanto teve condições de saúde, pegava o seu netinho na escola e não media esforços para desfrutar de sua companhia.

O Odaci que rapidamente conquistou a admiração, o amor e o respeito de seu genro Kalil e sua nora Mayra.

O Odaci irmão, o Odaci cunhado, o Odaci compadre, o Odaci padrinho, o tio "Oda", que humildemente conquistou o carinho e o respeito de toda a sua família, sempre com seu bom humor, seu sorriso fácil, suas piadas, seus conselhos e sua ajuda a quem precisasse.


O Odaci de inúmeros amigos, de muitas pescarias, de muitos karaokês, de muitos festivais de Parintins, de muita animação, de muitas festas do Garantido.

O Odaci, coronel Okada, que sempre exerceu com muita dedicação e honrou todas as atribuições e responsabilidades que recebeu durante a sua carreira militar. Período em que galgou muitos cargos de comando na Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Chefia da Casa Militar do Amazonas. Na sua profissão também conquistou muitos amigos, muitos companheiros, para os quais era carinhosamente chamado de "Kokadinha".

O Odaci, guerreiro de muitas lutas contra uma doença devastadora que, com seu exemplo de garra, determinação e amor à vida, impressionou e conquistou o carinho e a admiração dos seus médicos, enfermeiros, cuidadoras e de todos os profissionais de saúde que o ajudaram durante a sua jornada.

Todos esses Odacis são o motivo de nos reunirmos para expressar nossas eternas saudades. Hoje, o nosso Odaci de Lima Okada não possui mais forma, peso nem tamanho. Mas, o que ele foi está espalhado, vivo dentro de cada um de nós, em nossas boas lembranças.

Para finalizar, mais um trecho de Khalil Gibran:

"Adeus a vocês e à juventude que com vocês vivi.Ainda ontem nos conhecemos em sonho.

Vocês cantaram para mim em minha solidão, e com seus anseios construí uma torre no céu.

Agora, porém, nosso sono se foi e nosso sonho acabou, e já não é mais manhã.

O meio-dia chegou, e nosso breve despertar se tornou dia pleno, e devemos partir.

Se no crepúsculo da memória nos encontrarmos uma vez mais, falaremos juntos mais uma vez, e vocês cantarão uma canção mais profunda.

E se nossas mãos se encontrarem em mais um sonho, construiremos mais uma torre no céu."

Se estas são palavras obscuras, não tentem torná-las mais claras. Obscuro e nebuloso é o começo de todas as coisas, mas não o fim.

E quero que se lembrem de mim como um começo..."

 


segunda-feira, julho 27, 2020

LUTO: CORONEL OKADA (1946-2020)

Coronel Okada

Faleceu hoje o coronel PM Odacy de Lima Okada, depois de enfrentar longamente uma luta contra o câncer. 

Qual um samurai, não se rendia, estava sempre dilatando o desfecho da disputa, apesar de abatido pelos tantos desconfortos. Foram anos de provação. Não tive a consistência emocional de visitá-lo, em particular nesses derradeiros momentos da luta. Sabia de seu estado de saúde e das complicações pelos amigos, e torcia pelo melhor desenlace.

Encontrei Okada no início do nosso Serviço Militar obrigatório, em 1965, portanto, dobrado o cabo do cinquentenário desta e de outras efemérides. Assim foi com o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, no antigo 27 BC; com nosso ingresso na Polícia Militar do Estado, em 1966; e no Curso de Armamento (eu) e de Moto-mecanização (ele), na extinta Escola de Material Bélico (EsMB), no Rio de Janeiro, no ano seguinte.
Ficha do NPOR (1965)
A formatura impõe certo bullyng aos militares de baixa estatura, de metro e sessenta, meu caso e dele. Porém, essa “discriminação” com os baixinhos nos aproximou enormemente, pois éramos os cerra-fila, junto com o Ruy Freire. Este trio ingressou na PMAM e hoje desfruta da benevolência do Estado, ultrapassados os “setentanos”. Foram trinta anos de severa camaradagem. Ele muito me auxiliou com sua palavra peculiar e terminante.


Há cinquenta e três anos estava com o Okada, no Rio, encerrando os cursos na EsMB, ao cabo daquele ano na (então) Cidade Maravilhosa. De regresso, estivemos sempre próximos, tendo a cidade de Manaus como menagem, pois a Polícia Militar ao tempo não dispunha de grandes efetivos no Interior. Creio que ele esteve como delegado de Polícia em Parintins, na ilharga de Maués, de onde era originário, filho de Hideomi Okada e Zelinda Batista de Lima.

Okada e governador Areosa
Após o retorno do Rio, Okada foi designado para integrar a Casa Militar do governador Danilo Areosa (1967-71). E lá estava ele de ajudante de ordens, ao lado de sua excelência para cima e para baixo, sem essa atual quantidade de seguranças. Foi promovido a capitão em setembro de 1969 e a major, cinco anos depois.
Efetuou os cursos básicos de Aperfeiçoamento e Superior de Polícia, na PM de São Paulo. Esteve como delegado de Polícia em Parintins, quando se apaixonou pelo Garantido. Novamente promovido, em dezembro de 1978, agora a tenente-coronel.


Roberto e Okada

Nosso derradeiro trabalho em conjunto aconteceu no Carpo de Bombeiros da PM, no quartel de Petrópolis, que ele comandou entre 1979 e 1981. No ano seguinte, foi ano de eleições, a primeira a permitir a escolha de um governador, após longo período. A PM passou por uma turbulência política, grande parte provocada pelo comandante-geral – oficial do Exército, que desejava eleger o candidato situacionista. Todavia, venceu Mestrinho, opositor, de interesse dos policiais.

Nesse meio-tempo, Okada passou a comandar o CPC, que era o órgão responsável pelo policiamento da Capital, na condição de coronel, promovido em 1983. Em setembro do ano seguinte, os integrantes da Casa Militar (entre os quais me incluía), opondo-se à uma decisão do governador, retiram-se abruptamente do Palácio Rio Negro, e retornam ao quartel. O Chefe do Executivo, então, acolhe a indicação do coronel Odacy Okada para a chefia da Casa Militar, função que ele exerceu em três governos (1984-91).

Enquanto chefe da Casa Militar, foi nomeado como interino para o comando-geral da PMAM, antecedendo a posse do coronel Romeu Medeiros (1989). Sua última função foi na Prefeitura da capital, chefe do gabinete militar do prefeito Amazonino Mendes. Nessa ocasião, Okada colaborou comigo, concedendo-me passagens ao Rio, a fim de entrevistar familiares de Candido Mariano.
Enfim, as nossas conversas rarearam, cada qual em seu cada qual, aproveitando a aposentadoria. Ele, inspirado adepto do Garantido, não perdia um festival. No entanto, somente hoje, ao me despedir dele na funerária, descobri pela bandeira do clube estendida, sua paixão pelo Botafogo carioca.

Gratíssimo pela camaradagem que nos aproximou e nos permitiu bons momentos, passados na corporação de tantos saudosos amigos: Neper, Ilmar, Câmara, Hilário, entre outros, que nos precederam e nos impulsionaram na vida profissional. À esposa e filhos e netos, meus sentimentos, assegurando-lhes da nobreza de nosso coronel Okada. Até a eternidade!




quarta-feira, janeiro 29, 2020

TELEFONIA EM MANAUS: A CAMTEL

De certo, a CAMTEL (Companhia Amazonense de Telecomunicações) deve ser minimamente a avó da nossa telefonia, exercida hoje por algumas companhias. Inaugurada em fevereiro de 1968, foi a arrojada iniciativa do governo estadual, tentando substituir o falido sistema ainda com ranço inglês. A telefonia local até que funcionava, eram apenas quatro números. (Lembro do primeiro telefone que usei, o do Seminário, o 12-69.) A Telamazon substituiu a CAMTEL, até ser aquela encampada pela iniciativa privada.

Quanto à comunicação interestadual, era um desastre, cujo serviço era prestado pela Pará Telephone Company. Para ilustrar a informação, a telefonista servia de intermediária na conversa, além de se ter que entrar na fila indo a sede da companhia, que funcionava ali próximo do Hotel Amazonas.
A Camtel para expandir a rede vendia telefone a prazo, todavia, havia que ter paciência para aguardar a instalação. No entanto, quanto valor possuía este investimento, cabendo declarar esta propriedade no Imposto de Renda, valorizado conforme o prefixo. O 32.. era o mais bem cotado. De quatro números, passou-se pra cinco e, atualmente, são nove.

Anúncio circulado em janeiro 1970
Já em 1970, a Camtel inaugurou uma escola primária para os filhos dos seus funcionários, anunciou a festa o Jornal do Commercio (1º fevereiro 1970). Nesse período, os aparelhos comunitários já se espalhavam pela cidade, trazendo conforto para uns e dificuldades para as organizações de segurança, em especial, os Bombeiros, que recebiam largo número de trotes. Ainda mais que o 193 era gratuito. Era esse telefone intitulado (amigo) público nº 1, conforme anúncio circulado em janeiro de 1970.
Para mais detalhes: consulte no Blog do Durango: Aspectos do Serviço de Telefonia em Manaus (Série 1960).



A Escola da CAMTEL

Os filhos dos funcionários da Companhia Amazonense de Telecomunicações têm, desde ontem, uma escola primária própria, que está localizada na rua Major Gabriel, trecho compreendido entre a Ramos Ferreira e a Leonardo Malcher. A inauguração do estabelecimento foi feita pelo governador Danilo Areosa, que aplaudiu a iniciativa da CAMTEL dizendo ser a escola mais uma afirmação de que a empresa está bem administrada.
O presidente da Companhia, Carlos Lins, mostrou as instalações e o equipamento da escola ao chefe do Executivo e ao secretário de Educação, Vinícius Câmara — que são vistos na foto inferior —, tendo também estado presentes à cerimônia outras autoridades e os demais diretores da CAMTEL, Prof. Júlio Silva e Eng. Calil Dib.

Nota: A legenda da foto deixou de citar o ajudante de ordens do governador, o então capitão PM Odacy Okada (primeiro, à esq.). Está feito o reparo, caro amigo, coronel.

quinta-feira, dezembro 12, 2019

DE NOVO É NATAL (7)




Cartão de Natal,
expedido pelos Correios,
comemorativo do nascimento
do Menino Jesus,
em 1987.

Com meus desejos de saúde,
ao amigo e companheiro de farda –

Odacy de Lima Okada





domingo, novembro 17, 2019

CORONEL ODACY OKADA


Encontrei-me com o Okada por ocasião do Serviço Militar, na turma do NPOR/65. No ano seguinte, ingressamos na Polícia Militar do Estado e, adiante, em 1967, estivemos na extinta Escola de Material Bélico/EB, no Rio de Janeiro, ele, cursando Manutenção de Auto e eu, de Armamento.
Em 1969, ele estava no Palácio Rio Negro como ajudante de ordens do governador Danilo Areosa (1968-71). E, quanto a mim, dirigia a Tesouraria da PMAM. É daquele ano, as duas fotos aqui compartilhadas, recolhidas do matutino A Crítica.
Em nossos dias, o coronel aposentado Okada trava uma difícil batalha pela saúde. Oxalá ele veja esta publicação, a qual segue com meus votos de sucesso.
 
A partir da esquerda: tenente Okada, dr. Araújo Cavalcante, coronel
Temistocles Trigueiro e o governador Danilo Areosa (A Crítica,
 8 novembro 1969)
O ESTÁDIO “VIVALDO LIMA” passa à íntegra, à realidade. Os trabalhos ali executados pela firma Irmãos Prata com o apoio decisivo do governador Danilo Duarte de Matos Areosa estão bastante adiantados, observando-se nitidamente a construção dos primeiros lances das gerais que servirão para acomodar a torcida amazonense na mais moderna praça de esportes do Norte do País. Ontem, o governador Danilo Duarte de Matos Areosa, esteve em visita às obras do TARTARUGÃO, acompanhado do coronel [PM] Temístocles Trigueiro, presidente do Grupo Executivo e de seu secretário particular, sr. José Araújo Cavalcante. O Chefe do Executivo Amazonense mostrou-se entusiasmado com os adiantamentos dos serviços, voltando a afirmar na ocasião que em 1970, o “Vivaldão” será inaugurado. 
A esquerda, de quepe, o tenente Okada no aeroporto da Ponta Pelada
(A  Crítica, 29 novembro 1969)
Viajando nos dois jatos comerciais da linha, chegaram a Manaus ontem à tarde Dr. João Lúcio de Souza Coelho, Álvaro de Souza Carvalho e José Rebuzzi, diretores da Brasil-Juta e Braspérola, sendo recebidos no aeroporto pelo industrial Mário Guerreiro e o tenente OKADA - Ajudante de Ordens do Governador do Estado.

terça-feira, dezembro 05, 2017

OKADA: HIDEOMI E ODACY


A dupla Roberto e Okada, em 2011
Encontrei Odacy no início do nosso Serviço Militar, em 1965, portanto, já dobrado o cabo do cinquentenário desta e de outras efemérides. Assim foi com o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, no antigo 27 BC; com nosso ingresso na Polícia Militar do Estado, em 1966; e no Curso de Armamento (eu) e de Moto-mecanização (ele), na extinta Escola de Material Bélico (EsMB), no ano seguinte.

A formatura militar impõe certo bullyng aos de metro e sessenta, meu caso e dele. Porém essa “discriminação” com os baixinhos nos aproximou imensamente, pois éramos os cerra-fila, junto com o Ruy Freire. Cujo trio ingressou na PMAM e hoje desfruta da benevolência do Estado, ultrapassados os “setentanos”.

Há exatos cinquenta anos estava com o Odacy no Rio, encerrando os cursos na EsMB, ao final de um ano na (então) Cidade Maravilhosa. De regresso, estivemos sempre próximos, com a cidade de Manaus como menagem, pois a Polícia Militar ao tempo não dispunha de grandes efetivos no Interior. Creio que ele esteve como Delegado de Polícia em Parintins, na ilharga de Maués, de onde era originário, filho de Hideomi Okada.

Elaborei este resumo não para homenagear o Odacy, mas seu pai – Hideomi Okada, posto que este, em 5 de dezembro de 1975, recebeu uma condecoração do Império Japonês pelos serviços prestados no Amazonas. Tive pouco contato com o agraciado, sabia de suas conquistas e feitos pela fala mansa e despretensiosa do filho. Pouco o encontrei. Talvez por isso, guardei de seu Hideomi uma estranha imagem: ele montado a cavalo em Manaus.

Para encerrar, informo que a postagem abaixo foi sacada do extinto matutino A Notícia, da mesma data, esperando que ela chegue ao amigo Odacy, que hospitalizado intenta superar mais outra adversidade. Saúde, Kokada!

CONDECORAÇÃO
O Imperador Hiroito, do Japão, concedeu a Hideomi Okada, residente em Manaus, a comenda "Sexto Grau da Ordem do Tesouro Sagrado", por serviços relevantes de natureza
 
A Notícia, 5.XII.1975
 social. A cerimônia da entrega da condecoração acontecerá hoje, às 10 horas, na residência oficial do Cônsul do Japão.
O agraciado nasceu em 1896, na província de Yamaguchi, e é pai da Dra. Massue Okada, professora Carna Okada, Major PM Odaci Okada e Dr. Orlando Okada, este recentemente formado pela Universidade do Amazonas.

OS SERVIÇOS
Hideomi Okada chegou a Maués (AM) em 1930, onde, a par de serviços odontológicos, trabalhou na erradicação da malária. Em 1933 exerceu a direção da Associação Japonêsa de Maués. Em 1958, atendendo convite da Prefeitura de Parintins, mudou-se para o citado município, onde, juntamente com a filha Massue Okada, prestou assistência odontológica à comunidade municipal.
Registro na sepultura

Em 1960 mudou-se para Manaus, ajudando, naquela época, a JAMIC na organização da Casa do Estudante Nissei, principalmente com o seu trabalho e exemplo junto aos pais, mostrando-lhes a importância da educação dos filhos a fim de que pudessem participar e se Integrar na comunidade brasileira. 

domingo, março 10, 2013

NPOR – TURMA 1966


Em 10 de março  – Ocorreu no quartel do 27º BC (atual 1º BIS) a formatura da 1ª turma do renovado NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva). Parte dos 17 concludentes dessa Turma Ajuricaba ingressou na Polícia Militar do Amazonas, os hoje coronéis da reserva Osório Fonseca Neto, Amilcar da Silva Ferreira, Ruy Freire de Carvalho, Odacy de Lima Okada e Manoel Roberto Lima Mendonça (autor deste post) e Ilmar dos Santos Faria, que morreu em 1999. Outros três experimentaram a então farda caqui da corporação estadual, porém a deixaram em pouco tempo. São eles: Antônio Germano Gadelha; Carlos Salustiano Coelho e Hélio dos Santos Graça.

Foto oficial com alunos, comandantes e auxiliares, em
frente ao comando do 1º BIS
Quando me refiro à renovação do NPOR, torna-se necessário explicar que ocorreu uma etapa deste curso em Manaus, durante a II Guerra Mundial. No biênio 1942-43, o mesmo 27º BC preparou a pioneira, vastíssima turma de jovens, visando apoiar obviamente o esforço de guerra em que se metera o Brasil. Preparou 100 (isso mesmo, uma centena) oficiais da reserva, e com isso envolveu filhos das famílias mais distintas da cidade. Acredito que, dos mais conhecidos, o último destes oficiais R/2 a morrer foi o doutor Samuel Benchimol, em 2002.

É praxe militar dar números aos integrantes de curso; assim foi efetivado com a turma do NPOR da II Guerra. Em decorrência dessa providência, os componentes do novo curso também foram designados por números e na ordem alfabética, começando pelo Al (aluno)101 Amilcar da Silva Ferreira. Porque me chamo Manoel Roberto, tomei o número 111. Já o Renato de Azevedo Tribuzy, doutor em Matemática da Ufam, respondia pelo número 113.

Da turma pioneira, três concludentes passaram pela Polícia Militar do Amazonas.  Nessa ordem: Omar Gomes da Silveira, que foi incluído como tenente em fevereiro de 1947. Quando tenente-coronel, Omar assumiu o comando-geral da Força Policial (de novembro 1967 a março 1968), no interregno entre oficiais do Exército, como era praxe no Governo Militar. Depois veio Alcimar Guimarães Pinheiro, falecido coronel. Incluído na corporação em Bastante conhecido no bairro da Praça 14 e no Palácio Rio Negro, aonde serviu na Casa Militar dos governadores Arthur Reis e Danilo Areosa. Graduou-se em 1961 na Faculdade de Direito do Amazonas.
O terceiro foi Francisco de Assis Albuquerque Peixoto, na condição de coronel comandante da Polícia Militar, nomeado pelo governador Gilberto Mestrinho, em 1959. Tornou-se o último paisano a dirigir esta instituição militar. Já postei algumas informações sobre o comando do coronel Assis Peixoto, especialmente ressaltando a reforma e o embelezamento que empreendeu no quartel da Praça da Polícia. Cabe-lhe a primazia de matricular três alunos na Escola de Formação de Oficiais da Guanabara, constituindo a primeira turma. Seu comando durou até 1963.
A turma que hoje completa 47 anos de conclusão do NPOR, apesar do pequeno número de concludentes, nunca mais se encontrou. Semana passada, ensaiei com outro colega um movimento para que isso ocorresse. Não ocorreu. Talvez o cinquentenário, que se aproxima, seja a última oportunidade.

sábado, julho 30, 2011

ASSOCIAÇÃO DOS VELHOS CORONÉIS (AVC)

Sucedeu ontem, no Emporium Roma, o encontro mensal dos coronéis inativos da Polícia Militar. Aceitando convite dos colegas, compareceu ao festim o coronel Almir David Barbosa, comandante-geral da corporação, acompanhado de seu assistente, tenente-coronel Samuel Farias.

Parte dos presentes, com Medeiros e
Okada em primeiro plano
Bom número de companheiros compareceu, alguns pela primeira vez, valendo sempre pelo reencontro de velhos camaradas. As recordações da caserna, com os acertos e os desacertos, pontuam o papo.


Ontem, ao final da mesa, usou da palavra o coronel Eber Bessa para recepcionar o convidado ilustre. Aproveitou para desejar ao coronel comandante-geral o sucesso nesse dificílimo cargo que, a cada dia, exige disposição reforçada para enfrentar os entraves da segurança.

Nogueira, eufórico, mostra o número de gols do seu Flamengo

Coronel Eber sauda o comandante-geral, com Medeiros, Câmara
e Pereira atentos.

Coronel Almir David agradece aos companheiros a homenagem
Compareceram cinco ex-comandantes: coronéis Helcio Motta; Odacy Okada; Amilcar Ferreira; Romeu Medeiros e Mael Sá. Os demais convivas foram os coronéis José Cavalcanti; Antonio Carlos Pereira; Abelardo Pampolha; Luiz da Rocha; Célio Silva; Claumendes Cardoso; Antonio Santarém; Ary Renato; Raimundo Régis; Deusamar Nogueira; Eber Bessa; Pedro Câmara; Valente Pereira; Odorico Alfaia; e Roberto Mendonça, que postei esta nota.
Coronel Roberto, dono do Blog, e Okada alegres com o encontro
O próximo encontro, acertado para 26 de agosto, ocorre em novo restaurante.

quinta-feira, abril 14, 2011

A TRAGÉDIA DO "DOMINIQUE"

Okada (à esq.), ajudante de ordens
 do governador Areosa, 1969
Conversei com o coronel da reserva Odaci Okada sobre o comando que ele exerceu no Corpo de Bombeiros (1979-1981). A entrevista sairá no livro Os Bombeiros do Amazonas, cujo lançamento acontecerá no final do ano. Lembrou-me os graves acidentes que aconteceram nos dois anos de seu comando. O relato abaixo pertence a ele, complementado pela publicação do jornal A Notícia.

A competência da equipe de homens-rã dos bombeiros é comprovada. Mas sempre motivou comentários bem diversos, favoráveis ou não. Pretextos sempre existiram. Anteontem, porque não existia nem homens nem equipamentos; ontem, apesar dos aparatos técnicos, da instrução e do aprimoramento, os obstáculos ficavam por conta de nossos rios.
Verdade. Não é fácil mergulhar nos rios amazônicos, seja qual for a profundidade ou extensão. O pessoal encarregado desse serviço, todavia, seguia adestrando-se e a corporação adquirindo o material adequado. O desafio para esse treinamento surgiu quando o barco Dominique naufragou.

A Notícia (jornal dEsaparecido). Manaus, 15 fevereiro 1980

“30 mortos no naufrágio do motor Dominique“ bradou a edição de 15 fev.1980. Em resumo, este barco afundou na madrugada de 14 de fevereiro, no rebojo “Ponto do Vapor”, próximo à sede do município de Codajás, no rio Solimões, quando “foi envolvido por um remanso em forma de uma imensa onda que virou o motor”.

A Notícia. Manaus, 15 fev. 1980
Homens-rã do Corpo de
Bombeiros
Entre os mortos, há “duas crianças de colo, uma de nove meses e outra de um ano,” e dezesseis com idade até quinze anos. Não há informação sobre o trabalho dos bombeiros nesse periódico (17 fev.), mesmo quando relata a busca e os cuidados com os sobreviventes.
Mas os homens-rã estiveram no local empenhando-se como sempre. Obrigados a recolher do rio os mortos. Será sempre um serviço doloroso, mesmo para os profissionais mais experimentados.

Dois destaques: a iniciativa do proprietário do barco, Manoel Viana Neto, em mobilizar “mais de 40 canoeiros para auxiliar a equipe de resgate que fora providenciada pela Capitania dos Portos”. O outro, o resgate do neném Alberto Marinho, de nove meses, amparado em “colete salva-vidas preso ao galho de uma árvore caída dentro do rio caudaloso”.

quinta-feira, março 17, 2011

TURMA AJURICABA - NPOR 1966

Procura-se desesperadamente...

Os jovens diplomados em 1966 pelo Núcleo de Preparação de Oficiais do Exército (NPOR), que funcionou no então 27º BC, hoje 1º BIS. Qualquer informação pode ser encaminhada para os endereços listados.

Amilcar da Silva Ferreira (ammilcar@oi.com.br),
Antonio Ferreira Marinho,
Antonio Germano da Costa Gadelha,
Carlos Salustiano de Souza Coelho,
Francisco Antonino Bacellar,
Helio Francisco dos Santos Graça,
Ilmar dos Santos Faria (falecido em 1999),
João Lopes de Souza,
Mário Jurandir Verçosa Paes,
Manoel Roberto Lima Mendonça (mroberto.mendonca@hotmail.com),
Odacy de Lima Okada (odaci.okada@gmail.com),
Osório Fonseca Neto (osofon@gmail.com),
Péricles de Souza Brandt,
Renato de Azevedo Tribuzy,
Ruy Freire de Carvalho,
Salomão Fortunato Cohen,
Waldir João Ferreira da Silva.
Parte da turma, incluída na PM do Amazonas, em 1966
 

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Dezembro de 1970

Algumas fotos abaixo expostas mostram os acontecimentos da época, mostram as autoridades de então, que coincidência ou não estavam em todas.
O Governador era Danilo Areosa, já em final de mandato, e com o sucessor a tiracolo. O sucessor era João Walter de Andrade. Paulo Nery era o Prefeito, que foi exonerado no ano seguinte. O Capitão dos Portos - Mário Hermes da Fonseca - era um marinheiro de destacada estatura, como se observará nos flagrantes. Enfim, o arcebispo Dom João de Souza Lima pastoreava a Igreja do Amazonas.

Dia 5, a Academia Amazonense de Letras empossou um novo imortal. Era Moacir Alves que, oriundo da Bahia, foi acolhido em Manaus por sua competência. Inicialmente no serviço público, quando dirigiu a Chefatura de Polícia, sendo o último Chefe de Polícia e, consequentemente, o primeiro Secretário de Segurança do Amazonas. Depois na Casa de Adriano Jorge.

Jornal do Commercio. Manaus, 5 dez. 1970

Em 6, a agência do Banco do Brasil local efetuou a exposição da Taça Jules Rimet, que o Brasil conquistou em definitivo nos campos do México. A mesma taça que algum "colecionador" alguns anos depois surrupiou da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), no Rio de Janeiro.

Jornal do Commercio, Manaus, 6 dez. 1970
Jornal do Commercio. Manaus, 11 dez. 1970

Dia 10, desembarcou em Manaus o embaixador de Portugal José Manoel Fragoso. Como de praxe, a recepção incluía uma guarda de honra que, na ocasião, foi prestada pela Polícia Militar do Estado. O comandante da mesma foi o então capitão Alrefredo Melo de Souza, falecido no corrente ano.
Jornal do Commercio. Manaus, 11 dez. 1970
A acolhida governamental foi excepcional, não apenas pela obrigação protocolar, mas porque o governador Areosa era descendente de português, o comendador Areosa.


Dia 16, o governador Danilo Areosa embarca para cumprir agenda fora do Estado. Várias autoridades estiveram presente (Capitão dos Portos, governador eleito, Chefe de Polícia, chefe da Casa Militar, general comandante da guarnição, e presidente da Assembleia). A esquerda, caminha com a pasta do governador o tenente Odacy Okada (hoje coronel da reserva), então ajudante de ordens. O embarque aconteceu no aeroporto de Ponta Pelada e o governador, certamente, seguia em avião de carreira.


sexta-feira, julho 30, 2010

ASSOCIAÇÃO DOS VELHOS CORONÉIS (AVC)

Aconteceu hoje o almoço mensal desta associação, no restaurante do Hotel Comfort, localizado no Distrito Industrial.

Lembro que, no mês passado, o encontro foi suspenso em decorrência do falecimento do coronel Assante, que hoje recebeu uma singela homenagem da turma. O espaço onde aquele cordial colega sempre ocupava, ficou vazio.
Estiveram presentes os coronéis Cavalcanti (organizador do encontro), Medeiros, Alfaia, Ruy, Okada, Câmara, Amilcar, Nogueira, Celio, Torres, Eber, Abelardo, Osório (tesoureiro), Pereira, Alcantara, Torres, Santarém e Roberto.

Na preliminar, os acertos e os aperitivos

Alfaia (à esq.) e Santarém discutem a temperatura ideal da cerveja

Houve um fato interessante: a turma exercitava aquela conversa mensal, tomava algum aperitivo, quando o salão foi invadido por um congresso de jovens secretárias do DI. Os distintos cavalheiros correram ao bufet, antes que fosse tarde. Mas, "dançaram".
Cavalcanti
No final, como mostra a foto do Cavalcanti, o rancho foi de primeira. A conta, porém, sempre sofre fiscalização do conselho (Okada e Ruy).

Entre outros acertos, como saúde, proventos e outros indicativos médicos, ficou o de que, em agosto, nos veriamos no hotel junto ao Studio 5.