CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, dezembro 22, 2013

BOMBEIROS DO AMAZONAS


Capa do livro
Trata-se do livro que escrevi, para efetuar uma retrospectiva desta instituição, surgida em Manaus há 137 anos. Como foi longo o tempo que levei para concluir esta memória, mas, enfim, saiu da gráfica na noite de quinta-feira (19). As dificuldades foram múltiplas: a inexistência de uma equipe de trabalho; apoiado pelo CBMAM, vieram os entraves burocráticos, como as substituições direcionais; concluído o texto, sobrevieram a seleção e o tratamento das imagens, com a necessidade de substituir, devido a acidentes de trânsito, o primeiro designer contratado; elaborada essa etapa, com os acréscimos de última hora, restava catar os recursos para a impressão.  E a data marcada para o lançamento, ou melhor, a apresentação deste aos “homens e mulheres do fogo” aproximando-se célere. Deu na medida!
Coronel BM Antonio Dias
Um ligeiro cálculo permite-me afirmar que desde 1993 venho trabalhando o tema. Em 1995, editei Os Bombeiros de Manaus que, diante do novo, se tornou um ensaio, um esboço. Somente em 2005, voltei ao trabalho, quando o então comandante dos Bombeiros Militares, coronel Marinho de Alcântara, contratou-me para a elaboração do texto. Tudo caminhava bem, até que a exoneração deste oficial do referido comando emperrou a conclusão da obra por outra temporada. Somente há três anos voltei ao batente sob o entusiasmo do coronel Antônio Dias e, como relatado, concluir o projeto. Assim, pois, essas diversas paradas na linha do tempo, devido aos entraves acima elencados, fizeram que este compêndio demorasse tanto.

Todavia, vencemos. Em especial pela dedicação do coronel Dias, empenhado ao extremo, mas cuidadoso com a administração que há alguns anos desenvolve no CBMAM. Às vezes, entusiasmado, eu tentei discordar, mas fui vencido, como quando recorri ao secretário de Estado da Cultura e ao presidente da Rede Amazônica. Desisti. Deixei que o coronel Dias conduzisse o processo. Foi desse modo que triunfamos. Este livro, por tantas razões e colaborações, pertence ao centenário Corpo de Bombeiros do Amazonas.

Para melhor expressar meu ponto de vista, reproduzo a Apresentação que assinei em os Bombeiros do Amazonas:


O exercício da significante função no Corpo de Bombeiros e o próprio tema que já expandi, nessa ordem, inquietaram-me. A primeira inquietação ocorreu quando servi na instituição em três situações e, a segunda, ao publicar a brevíssima retrospectiva dos Bombeiros de Manaus, em 1995. Ainda que na reserva, prossigo estimulado pela temática. Desse modo, a exploração que ora concluo
ultrapassa suficientemente a antecedente, ao recordar treze décadas de existência do serviço de extinção de incêndios na capital amazonense, núcleo básico de sua atuação.
De outro modo, creio existir um condão mágico seduzindo àquele que se relaciona com essa abnegada profissão, porque não dizer, a todos os combatentes do fogo. Daí meu reconhecimento: sofri o aludido fascínio. Os substratos deste estão assim sistematizados: anteontem, quando jovem capitão (1973) comandei o Corpo de Bombeiros, subordinado à Polícia Militar; ontem, ao retornar ao Corpo (e alma), em ocasiões bastante afortunadas. E hoje, por esta retrospectiva que entrego a você, leitor.
Para a concretização desta empresa, deste compêndio, busquei com afinco, documentos e outros elementos exequíveis; uns foram alcançados no Rio de Janeiro, onde os repositórios nacionais permitiram-me deslindar a fundação e a existência da Polícia Militar do Amazonas. Com semelhante intento estagiei em Belém do Pará, onde manuseei ou pus os olhos em centenários apontamentos. Pa-
tenteei, pois, com os papéis examinados, a saga desses bombeiros, aos quais, sem distinção externo meu profundo apreço.
Devo acrescentar que nesta obra, observei o relato cronológico dos fatos zelando pelos fundamentos básicos da corporação. Do efetivo geral; dos comandantes; das repetidas transferências devido às mudanças políticas; dos vencimentos; e por aí afora. E ainda há muito a relatar. Declaro, enfim, que o livro não me pertence com exclusividade - porque aqui e ali reproduzo citações honrosas e transcrições jornalísticas. E não foram poucas!
Estruturei esta obra em três fases: a primeira, mais alongada, narra desde a criação do serviço de extinção de incêndios até meados do século passado, cujo balizamento foi a passagem desse ofício para a competência da Prefeitura de Manaus. A segunda, iniciada em 1951, prospera até 1973, quando o Corpo de Bombeiros de Manaus foi incorporado à Polícia Militar do Amazonas. A terceira,
com duração de 25 anos, cobre a responsabilidade do Estado com os serviços, enquanto competência da Força Pública.
A partir de 1998 abre-se novíssima idade, quando o encargo do combate ao fogo prossegue com o Estado, porém, desvinculado da Polícia Militar, a corporação dos Bombeiros veleja autônoma.
Sou agradecido aos "companheiros de viagem", àqueles que contribuíram de qualquer modo para a concretização desta retrospectiva. O primeiro, sem dúvidas, é o "civil folgado" Ed Lincon. Ed vestiu a camisa, o boné, avermelhou-se de bombeiro, por isso, qual a todos os bombeiros, é um herói.
Fogo!,  assim se saúdam os Bombeiros. A mesma saudação para a Sandra Assayag, funcionária do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, pelo apoio dispensado, ontem e hoje. Ao sargento Jorge Medeiros, que mantém o arquivo desta corporação
com dedicação e zelo.


Agradeço ao Antônio Matos, subtenente, e ao Jocemar Luís P. Marcos, soldado, ambos do arquivo-geral do Centro Histórico e Cultural do Corpo de Bombeiros Militar (RJ) o adjutório dispensado. Ainda, a Salete Lima, da Fundação Dirson Costa, pela gravação das entrevistas, e ao Carlos Navarro, pelas fotografias elaboradas. Finalmente, aos familiares de combatentes do fogo que, entre fortes emoções e copiosas lágrimas, me emprestaram suas lembranças para tornar bem mais crível esta retrospectiva.
Fogo!

sexta-feira, dezembro 06, 2013

BOMBEIROS DO AMAZONAS (1)

Recorte de EmTempo, 5 dezembro
Encerrei nesta terça-feira (3) um curso com os novos Soldados do Fogo. Quanta vivacidade, tamanha vibração entre eles, os quais, estimulados por um teste, descobriram o conceito dos Bombeiros no Brasil e no mundo. Enfim, estavam mais que contentes, pois esperaram mais de cinco anos para usufruir desse privilégio.
No entanto, no dia seguinte, a polícia adentrou o quartel do comando dos Bombeiros para, cumprindo determinação judicial, recolher material junto ao Departamento Técnico. Neste, se processam as análises técnicas tanto para a autorização da construção do imóvel como para a renovação do Alvará de Funcionamento. Inicialmente, as taxas eram pagas no próprio quartel. Deu problemas. Recentemente as taxas passaram a ser recolhidas aos cofres estaduais. Ainda assim deu zebra. O diabo da propina arruinou o comando do coronel Antônio Dias.
Recorte de A Crítica, 5 dezembro
Aproveito para dizer aos recém-incluídos Bombeiros: a instituição continua bem conceituada e assim prosseguirá. Acreditem! São os seus integrantes que, vez ou outra, tisnam esta corporação. Por isso, o esforço de cada de vocês será oportuno para o soerguimento desse ligeiro desastre. Aproveito ainda para reproduzir o texto que será inserido no livro Bombeiros do Amazonas, recordando que a emancipação dos Bombeiros ocorreu há 15 anos, cujo festejo ocorreu dia 26 passado.
Fogo!
A promulgação da Constituição Federal de 1988 permitiu um ferrenho duelo, entre os corpos de bombeiros e as polícias militares, em busca da desvinculação. No Amazonas, o processo foi extenso, se considerarmos que outros corpos alcançaram essa prerrogativa em tempo exíguo. A “Constituição-cidadã” permanece marcada, entre outras facetas, pela enorme lista de privilégios conferidos a diferentes organismos do Estado. Nesse elenco, inclui-se o serviço de extinção de incêndios que, especialmente durante o Governo Militar, a exceção do Rio de Janeiro e Distrito Federal, foi submetido às polícias militares. O art. 144 da CF teve o condão de permitir a separação deste primordial serviço. 
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
(...)
V – polícias militares e corpos de bombeiros militares.
No entanto, séria controvérsia permeava a questão: a Carta Magna permitia, não ordenava. Por isso, uma peleja surda, muitas vezes dramática, ocorreu no interior de quartéis de bombeiros, a fim de viabilizar este anseio da classe. O empenho, a arregimentação da categoria era imprescindível, mas, vez por outra, esbarrava na deliberação do comando superior, na ausência de apoio político, na indiferença de governantes, entre outros obstáculos.  Pois que, preciso escrever, a nova situação traria múltiplas cargas; a separação importava em novos gastos, na abertura de mais uma estrutura operacional e administrativa no Estado. Tanto estimularia quanto poderia atingir interesses, anseios pessoais de integrantes. Então, como conciliar tantos entraves?  O tempo, a meu ver, foi o real mestre. Ao expor as iniciativas bem sucedidas de outros Corpos e assim aplainando os bloqueios. Por fim, doutrinando os bombeiros amazonenses da maneira como outros perpetraram a separação. 
Esses fatores alcançaram de alguma forma ou com intensidade o Corpo de Bombeiros da PMAM. Desde o primeiro Corpo de Bombeiros Militar a usufruir da vigente Constituição Federal, em 1989, ao desiderato amazonense decorreu exato uma década. No Amazonas, o primeiro passo foi amplo, alterando a Constituição Estadual, com a aprovação da EC n.º 31, de 26 de novembro de 1998. A legislação seguinte veio complementar a deliberação do Legislativo local, pois competia ao governo disciplinar essa passagem. Como deve ter ocorrido pelo Brasil afora, aqui também não foi desigual, questiúnculas sobrepuseram-se ao correto desdobramento.
O primeiro comandante – tenente-coronel PM Nilson Pereira da Silva (1999-2000), registrou para esta retrospectiva, que encontrou o Quartel destroçado, e que precisou apelar para seu círculo de amizades para sanar alguns entraves. Foram momentos difíceis, superados por árdua determinação pessoal.           
De parte da PMAM, seu comandante – coronel Raimundo Gutemberg Soares (1997-1999), registrou, para este trabalho, seu esforço um tanto heterodoxo para sanar o impasse. Reconhece, sim, que se empenhou, diante do fato consumado, em promover o apartamento. Em Manaus, a fim de tirar proveito do ano de eleições, político municipal ligado ao quadro policial-militar assumiu esta reivindicação. Consultado o governador Amazonino Mendes, e conquistado seu beneplácito, o trâmite do processo de desvinculação enviado pela PMAM, acelerou-se.
Lamenta o ex-comandante Gutemberg Soares que o açodamento não tenha comportado uma demanda com mais aprumo. Em especial, a questão orçamentária, básica para a suspensão do arcabouço administrativo. Tal questão afligiu em demasia o primeiro comandante do CBMAM, ante a impossibilidade de desvincular os recursos da Polícia Militar no decorrer do exercício. De outra maneira, coronel Gutemberg jacta-se de ter bem apurado a transferência de pessoal. Aprovou diversas portarias para disciplinar o procedimento, de sorte que foram reduzidos os problemas. Enfim, pensa hoje que a separação já existia, pois era manifesta no Corpo e, na eminência de sobrevir, que fosse o proclamador desta nova etapa do Corpo de Bombeiros.  

                                       Decreto nº 2523, de 30 de dezembro de 1998
                                        Disciplina a desvinculação do Corpo de Bombeiros Militar da Polícia Militar do Estado do Amazonas. 

                                              Art. 1º-- Para efeito do disposto na Emenda Constitucional n.º 31, de 26 de novembro de 1998, o Corpo de Bombeiros Militar fica desvinculado da Policia Militar do Estado de acordo com as normas constantes desta Lei.
                                               Art. 2º -- O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas passa a integrar a estrutura organizacional do Poder Executivo Estadual como órgão da Administração Direta, subordinado ao Governador do Estado, diretamente ou através do órgão coordenador do Sistema de Segurança.
                                               Art. 3º -- O efetivo do Corpo de Bombeiros da Policia Militar, consolidado de acordo com a classificação vigente a 30 de abril de 1998, passa a constituir o efetivo provisório do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas, desvinculado do efetivo da Policia Militar do Estado.
                                               Parágrafo único – Permanece inalterado o efetivo da Policia Militar fixado pela Lei n.º 2.066, de 20 de setembro de 1991.
                                               Art. 4º – Até a fixação do efetivo por lei específica, a organização e o regime jurídico do Corpo de Bombeiros Militar obedecerão ao disposto nas Leis n.º 2.011, de dezembro de 1990, 2.066, de 20 de setembro de 1991 e 1.154, de 09 de dezembro de 1974, e no Decreto n.º 17. 974, de 18 de julho de 1997.
                                               Art. 5º – Fica transferido para o Corpo de Bombeiros Militar o acervo patrimonial em geral, inclusive viaturas e equipamentos operacionais utilizados pelo Corpo de Bombeiros da Policia Militar.
                                               Art. 6º – Enquanto o Corpo de Bombeiros Militar não implantar serviços de saúde, ação social e lazer a todo o efetivo e seus dependentes, os referidos serviços serão prestados pelos órgãos de apoio e saúde da Policia Militar.
                                               Art. 7º – Fica o Chefe do Poder Executivo autorizado a dispor sobre o remanejamento ou a transferência de dotações consignadas no Orçamento da Policia Militar do Estado, de sorte a viabilizar o funcionamento do Corpo de Bombeiros.
                                               Parágrafo único – Até que o Corpo de Bombeiros Militar disponha de dotação orçamentária própria, as despesas inerentes às suas atividades correrão à conta da unidade orçamentária da Policia Militar, consumadas através de delegação de competência.
                                               Art. 8º – Os Comandos da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar constituirão, em conjunto, comissão para, no prazo de 90 (noventa) dias, adotarem todos os procedimentos administrativos, nas áreas de patrimônio, pessoal e finanças.
                                               Art. 9º – Revogam-se as disposições em contrário.
                                               Art. 10º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, operando efeitos a partir de 1.º de janeiro de 1999. 

Amazonino Armando Mendes – Governador do Amazonas
Aluízio Humberto Aires da Cruz – Secretário-chefe da Casa Civil

quinta-feira, novembro 28, 2013

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO AMAZONAS

Há 15 anos, em 26 de novembro, a Assembleia Legislativa do Estado, aprovando uma Emenda Constitucional, concedeu a emancipação do Corpo de Bombeiros, então subordinado à Polícia Militar do Amazonas. Essa decisão veio coroar a luta dos Bombeiros em prol da autonomia; foram dez anos, depois que a Constituição Estadual foi promulgada.

Quartel do comando-geral dos Bombeiros
QDesde então a expansão vem sendo observada e, melhor ainda, usufruída pela sociedade; ontem, apenas a de Manaus, mas hoje, em bom número de municípios. A solenidade ocorreu na sede principal do CBMAM. Programada para o pátio do quartel, a chuva caída pouco antes, obrigou que os convidados se reunissem no Auditório local.
Na ocasião, o comandante-geral dos Bombeiros proclamou o contentamento que segue estimulando os soldados do fogo amazonenses. O documento vai abaixo transcrito.

Ordem do Dia
"Missão dupla o dever nos aponta: Vida alheia e riquezas salvar".
Com estas palavras, extraídas do Hino do Soldado do Fogo, exalto, juntamente com os nobres integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas, que completa 137 anos, e com as graças de Deus, o compromisso histórico da corporação com a sociedade amazonense.
Criado em 1876, por ordem do então presidente da Província, Nuno Alves Pereira de Mello Cardoso (oficial da Marinha, fundador da Capitania dos Portos), inicialmente sem caráter militar, dirigido pelo então diretor de Obras Públicas, coronel Leovegildo Coelho, nosso Corpo de Bombeiros foi o segundo organismo do gênero estabelecido no país, sendo o primeiro o Corpo de Bombeiros Provisório da Corte, criado em 2 de julho de 1856, no Rio de Janeiro, pelo Decreto nº 1.775, do Imperador Dom Pedro II, patrono dos Corpos de Bombeiros do Brasil.
A natureza militar do serviço só foi concebida no governo de Eduardo Ribeiro (1892-1896), quando da subordinação ao Batalhão Militar de Segurança, a PMAM de nossos dias. Após várias permutas de subordinação entre o Estado e o município da Capital, em janeiro de 1973 retornou à esfera do Estado sob a administração da PMAM.
Depois de um quarto de século subordinada à PMAM (1973-98), o Corpo de Bombeiros, em 26 de novembro de 1998, conquistou sua autonomia, tanto operacional como administrativa, desvinculando-se da briosa Polícia Militar do Amazonas, passando à denominação de Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).
Os desafios da jornada foram enormes, porém, maiores foram as conquistas que seguiram e nos trouxeram até aqui.
Durante esse período, muitos foram os integrantes da corporação, cuja dedicação foi determinante para sua perenidade. Homens abnegados, que empenharam suas vidas com coragem e ousadia, a despeito de qualquer dificuldade ou perigo, para bem servir à sociedade nos diversos momentos de angústia e desespero. A esses heróis do passado, deixamos aqui registrado nossos sinceros reconhecimentos.
Enalteço também os relevantes serviços prestados pelos atuais integrantes, bombeiros militares e funcionários civis, motivos pelos quais os parabenizo e concito-os a permanecer com a mesma perseverança, para que possamos entregar aos futuros Soldados do Fogo uma corporação forte e coesa, na certeza de que, a cada geração, estágios ainda mais elevados possam ser alcançados.
Nesse momento de comemoração expressamos nossos agradecimentos ao Governo do Estado, nas pessoas do Excelentíssimo Senhor Governador Omar Aziz e do Vice-Governador Professor José Meio, pelo reconhecimento da importância da Corporação para o bem-estar da sociedade. Reconhecimento esse refletido nos investimentos tanto em viaturas e equipamentos como também na admissão de novos Soldados do Fogo.
Agradecemos também ao coronel Paulo Roberto Vital de Menezes que, como titular do Sistema de Segurança do Estado, no qual a corporação está inserida, tem disponibilizado o apoio necessário às ações do CBMAM.
Com a compreensão de que na vastidão de nosso Estado não se atua de forma individualizada, saliento a importância das parcerias com as Forças Armadas e com os demais órgãos Federais, Estaduais e Municipais que, tantas vezes, compartilharam conosco operações de busca e salvamento, resgate e prevenção em todo o território amazonense.
Aos agraciados com a medalha Imperador Dom Pedro lI, a maior comenda concedida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, nosso sincero agradecimento e reconhecimento pelas relevantes contribuições dispensadas a essa Corporação e à sociedade amazonense.
Aos Bombeiros Militares agraciados com medalhas de tempo de serviço nossos parabéns pela distinção merecida ao longo de anos de dedicação ao trabalho.
Enfim, nesta data, em que tempos muito a comemorar e nos orgulhar, reforçamos outro compromisso do Soldado do Fogo, o de que – "Nenhum passo daremos atrás", no momento de atender mais uma vez o chamado de socorro.
FOGO!!!

Antônio Dias dos Santos - Coronel QOBM
Comandante-Geral do CBMAM



terça-feira, março 12, 2013

CORPO DE BOMBEIROS: APURAÇÃO


Coronel Dias, comandante do CBMAM,
mostra o tamanho do "pepino"
Por longo período, foi denominado de Centro de Atividades Técnicas (CAT) o setor do Corpo de Bombeiros encarregado de expedir certidão sobre normas de segurança. Todavia, sempre deu problemas de ordem financeira: a “caixinha” funcionava e nem os inquéritos administrativos já instaurados foram capazes de sanear a questão. Hoje, informa o noticiário, começa mais um, agora nomeado pelo governador Aziz.

Creio que, no início dos anos 1990, estive presidindo um deles, e conclui que acolá funcionava uma espécie de “ação entre amigos”. Os indiciados foram julgados, mas absolvidos. Para entender a situação atual, exponho pequena evolução desse serviço, que estou convicto não cabe aos Bombeiros, ao menos, na proporção que os interessados emprestam.

Em 1974, quando a Polícia Militar do Amazonas assumiu o serviço de extinção de incêndios, que era obrigação da Prefeitura de Manaus, não existia essa armadilha, a do atestado. Todavia, a legislação da prefeitura, entre tantas exigências descabidas, exigia dos Bombeiros um atestado de alguma coisa. Estava assim gerado esse pecado capital.

Dois anos depois, o comando do CB/PM estabeleceu uma comissão para implantar o serviço de “análise de projetos e instalações” etc. Logo passou à seção, com o prefixo de B/6. Adiante, macaqueando o CB de São Paulo, tomou a nomenclatura de Centro de Atividades Técnicas (CAT, para os íntimos), com séria agravante: a de receber as taxas pela análise de projetos. Em dinheiro vivo. Caixa dois. Deu-no-que-deu.

Houve evoluções, claro. O centro agora é uma Diretoria de Serviços Técnicos, empregando um bom número de bombeiros, em razão do crescimento das exigências na cidade.  As normas de conduta sofreram modificações, como exemplo, o pagamento é recolhido aos cofres do Estado.

Aproveito para registrar a minha palavra, de ex-comandante dos Bombeiros ao amigo coronel Antônio Dias. Pedir uma averiguação, como você fez, não trará grandes resultados. Sabe por quê? Porque os averiguadores, a comissão instalada é composta de elementos da corporação. Há sempre corporativismo. Nenhum técnico civil ou representante da Prefeitura está presente na investigação. Milagre não vale.

É preciso que a comissão não apenas averigue os malfeitos, mas importante, que apresente os meios para consertar, se houver desvio, a caminhada. Por isso, coronel Dias, mande este “abacaxi” para a Prefeitura de Manaus, ela sim tem obrigação e recursos para averiguar as edificações, os reparos, os elevados, a Ponta Negra (onde o senhor está quase solitário). O Cbmam deve participar disso, sim, mas com uma representação lá na sede do serviço montado pela PMM.

Não pense que não dará certo. Basta lembrar que a mesma Prefeitura tomou da Polícia Militar o encargo da circulação de veículos e vai levando (bem ou mal). Assim, aproveite a oportunidade para se livrar dessa encrenca, os futuros bombeiros vão lhe agradecer penhoradamente. Fogo!!!!!!!!!

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

ANIVERSÁRIO DO CORONEL DIAS

Coronel Antonio Dias
Hoje, o coronel Antônio Dias completa 53 anos. Amanheceu como sempre de bem com a vida, com a família, com o Flamengo, com os comandados, portanto, nada podia perturbá-lo. Até porque é difícil vê-lo com o cenho cerrado, Dias é sempre sorriso.
Mas o jornal A Crítica de hoje resolveu prestar-lhe “singela homenagem”. Na coluna Sim&Não, com direto a foto, sapecou o comandante dos Bombeiros de ladeira abaixo, colocou-o no Desce porque a sua corporação não possui equipamentos para mergulho abaixo de 40 metros. Grande deficiência do Corpo.

Em conversa com o aniversariante, entendi a motivação para esse ataque. Trata-se de uma implicância que vem de algum tempo. Teve início quando, diante de uma notícia atravessada sobre equipamento dos Bombeiros, o comandante reagiu junto ao jornalista que, importunado, vem usando as páginas de seu jornal para espezinhar o reclamante. Por isso, tem-se lido diferentes notas e “descidas” sobre o comandante e o benquisto Corpo de Bombeiros.
Contudo, os bombeiros do Amazonas não esqueceram a data. Reuniram-se no auditório para demonstrar a gratidão pelo longo trabalho que vem desenvolvendo o coronel Dias. Longo porque há mais de cinco anos dirige esta corporação. Por isso, podemos dizer que desfruta da confiança dos governadores Eduardo Braga e Omar Aziz.
Aproveito o registro para o abraço de um ex-comandante do Corpo, convicto de que muitos outros fevereiros contemplarão a escalada do coronel Dias.
Nas fotos, no primeiro, os oficiais do comando-geral do CBMAM e, nos demais, a reunião com o  aniversariante.
 


  

quinta-feira, novembro 29, 2012

BOMBEIROS: ENTRE FESTA E FOGO

Manoel Ribeiro, 1984
O Corpo de Bombeiros amazonense não imaginava passar a semana de seu aniversário tão atribulado. Na segunda-feira 26, comemorou duas datas em única solenidade. No curso desta, tive o privilégio de apor a Medalha Dom Pedro II, patrono dos Corpos de Bombeiros, em duas personalidades: o artista plástico Moacir Andrade e Manoel Ribeiro, secretário municipal.

A parada realizada no pátio de formatura da corporação, cujo aquartelamento destacava-se pelas luzes vermelhas, relembrou os 136 anos de existência desse Serviço no Amazonas e os 11, de emancipação.

A primeira data recorda o esforço do administrador provincial de regulamentar o serviço de combate ao fogo na capital amazonense. Ocorreu, pois, em 11 de julho de 1876, e tudo quanto se podia esperar dessa organização era água, solamente  água. Mas, foi a partir desse elemento abundante na região que o Corpo cresceu, passando, claramente, por acertos e tropeços. Assim evoluiu assim nos alcançou.


Daí a razão da segunda comemoração -- sua desvinculação da Polícia Militar, sob cuja direção esteve por 25 anos (1973-1998). Há 11 anos, o agora Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas passou, como tantos congêneres no Brasil, a se conduzir com independência administrativa, hoje sob o comando do coronel Antônio Dias.


Detalhe do incêndio, A Crítica, 28 novembro 2012 e
jovem salvando inestimável bem (ao lado)
Não se pode deixar de observar a evolução deste ofício na cidade. Também não se podem esquecer os custos para a manutenção desta profissão. Se fosse de maneira contrária, qualquer município manteria uma corporação dos homens do fogo.

Mas, como para contrariar tais análises, na manhã seguinte 27, o fogo no bairro de São Jorge testou com rigor aos bombeiros de tantos julhos. A corporação compareceu com todas as forças, o efetivo mantido em Manaus estava no local. Uma favela construída há mais de 30 anos serviu lamentavelmente para o desafio. Não houve mortes, mas a destruição foi total, os casebres de madeira desapareceram, escapando utensílios domésticos, em especial, uma TV LED conduzida sobre a cabeça, com o transportador imerso no igarapé extremamente poluído que circundava o casario.

Nos dois ultimas dias, as queixas contra a atuação dos Bombeiros tomaram as paginas dos periódicos, ou melhor, da mídia em geral. Queixas como o atraso em chegar; falta de água; despreparo do pessoal; entre outras, pautam a imprensa.

Ainda hoje, o #1, de A Crítica, assegura que o incêndio na favela de São Jorge acendeu uma luz. E que para solucionar o problema, basta aumentar o efetivo do Corpo de Bombeiros. Porque, teme o colunista, se esse desastre acontece na Copa 2014...  

Falo por mim. A questão não é somente aumentar o efetivo, isso é o mais simples, apesar dos entraves burocráticos.  Para que não volte acontecer outra semelhante catástrofe, basta a prevenção. Não permitir a construção de favelas, com seus casebres em tantas existentes na cidade; não permitir que os gatos desafiem nossa paciência e nosso bolso; não permitir outros abusos patrocinados pela lambança política. Chega?

No mais, é preciso entender as técnicas de combate ao fogo, de mergulho, de salvamento em geral, de retirada de corpos, entre outras atividades dos bombeiros, para não se desgostar com o saldo desse fogaréu. Que se ouça o comandante, coronel Dias, para as explicações competentes, com isso, a capital vai continuar solidária com os homens e mulheres do fogo.

terça-feira, julho 12, 2011

Corpo de Bombeiros do Amazonas

Certo dia de certo ano, entrevistei o coronel Osório Fonseca, que fora comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar, e perguntei-lhe sobre as satisfações que tivera quando conduziu aquele serviço.

Ele me respondeu assim: minhas melhores alegrias foram o reconhecimento da população aos serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros.

Aquele “muito obrigado”, ou aquele gesto que chegava no dia seguinte, ou aquela visita ao quartel para dizer: “Olha, muito obrigado, porque vocês fizeram isso”.
“Nós perdemos o nosso filho” ou “perdemos o nosso motor, mas se não fossem vocês”. Esse retorno, nessas condições, muito nos reconforta. Para quem aqui trabalha, é deveras reconfortante.

Semana passada uma dessas visitas aconteceu. A vítima, ainda com as marcas do incêndio no corpo, foi ao quartel dos Bombeiros para ratificar o que sentira o antigo comandante.

Coronel Antonio Dias cumprimenta a doutora Miriam Martins
Extraído do Boletim Informativo do Corpo de Bombeiros do Amazonas
O comando-geral do Corpo de Bombeiros do Amazonas recebeu na manhã da sexta-feira 8, a visita da Dra. Miriam Martins Serra, proprietária do apartamento que pegou fogo no dia 1º de julho no condomínio Central Park, localizado na av. Umberto Calderaro (antiga rua Paraiba), Zona Sul de Manaus.

Ela fez questão de ir pessoalmente ao comando, para agradecer aos Bombeiros que impediram que o fogo se alastrasse para outros apartamentos. Bastante emocionada, ela disse aos Bombeiros que estavam em formação no pátio da corporação que, no momento do incêndio, a guarnição de serviço naquela noite lhe transmitiu muita calma e amparo.
“Eu vim aqui de coração agradecer a todos que me ajudaram naquele momento tão difícil para a minha família”, ressaltou.

O comandante-geral dos Bombeiros, coronel Antônio Dias dos Santos, enfatizou que tanto o agradecimento pessoal quanto o realizado através de carta foi bem-vindo à Corporação. Disse ainda que a rapidez de tempo-resposta no atendimento é resultado de treinamento que as guarnições estão sempre realizando.
“Isso prova que estamos buscando a excelência no atendimento rápido à sociedade amazonense. O nosso trabalha não pára e vamos continuar realizando treinamentos, simulados e cursos para melhor aperfeiçoar a tropa de Bombeiros”, explicou.


“Meu apartamento foi destruído, mas tenho certeza que vou reconstruí-lo, mas estou feliz porque ninguém se feriu, graças aos bravos guerreiros do fogo”, finalizou a Dra. Miriam Martins.
Além deste gesto pessoal, a doutora Miriam fez publicar no Diário do Amazonas (página Classilider 3, de 8 julho 2011), Nota de agradecimento.

segunda-feira, julho 11, 2011

Corpo de Bombeiros do Amazonas: aniversário

Hoje, os “homens e mulheres do fogo” comemoram 135 anos de atividade na capital do Amazonas. A inauguração deste serviço ocorreu em 1876, com a sanção da Portaria n.º 268-1.ª Seção, pelo vice-presidente da Província, Nuno Pereira Cardoso, que estabelecia “para o serviço de extinção de incêndios nesta cidade se observem as seguintes instruções”.

Moderna Plataforma incorporada este ano aos Bombeiros, lembrando
que a primeira Escada Metz data de 1974
E as instruções compreendiam a cooperação de igrejas, com seus sinos; de aguadeiros, no transporte de água; das corporações militares e da chefia de polícia. Mas, para incrementar este serviço, o governo provincial havia adquirido uma bomba.

Em caso de atuação, todo este aparato ficava a cargo do diretor das obras públicas. Na ocasião, Leovigildo Coelho, oficial do Exército, era seu titular. Daí, a homenagem que o mais moderno sucedâneo daquele primitivo agrupamento -- o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) -- presta aquele oficial, considerado o primeiro comandante dos Bombeiros do Amazonas.
Documento de julho de 1926

Coincidência, mas em 2 de julho se comemora o Dia Nacional dos Bombeiros. Aqui, a data passou a sofrer a concorrência do festival de Parintins (AM), que exige da corporação o deslocamento de respeitável efetivo. Assim, tanto esta data quanto a comemorativa hoje, foram transferidas para outro evento.

Atualmente, o CBM concentra as suas comemorações natalinas em novembro, quando soleniza a desincorporação deste serviço da Polícia Militar. Em nossos dias, independentes, os Bombeiros têm a direção do coronel Antonio Dias dos Santos.

quarta-feira, março 30, 2011

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: PASSAGEM DE COMANDO (XXII)

Palacete Provincial, antigo Quartel da
Praça da Polícia
Aconteceu nesta manhã, diante do tradicional Quartel da Praça da Polícia, hoje conhecido por Palacete Provincial, a posse do novo comandante. Presente o governador Omar Aziz, que suportou bravamente a ordem do dia do comandante substituído.

Coronel Dan Câmara se despediu contabilizando suas iniciativas, lembrando o convite que recebeu de "certa autoridade" para aceitar o comando.

Estiveram presentes diversas autoridades, apesar da organização não ter contido o número de penetras. Estavam todos aglomerados.

Assumiu o comando o coronel Almir David Barbosa, 47 anos de idade e 27, de serviço policial militar.

Dr. Robério Braga, secretário Estadual de Cultura,
e o Procurador Evandro Farias

Coronel da reserva Joaquim Colares

Anônima baby, na segurança do ombro paterno

Coronel Antonio Dias, comandante do Corpo de Bombeiros, e o
Dr. Frânio Lima, da Procuradoria Geral do Estado