CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

8 de março de 2011

Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar (II)

Na sexta-feira, 12, o Clube dos Oficiais da Policia e Bombeiros Militar escolhe seu novo presidente. São dois candidatos: o da situação, há doze anos na direção, promete manter a “forró da ladeira”; o da oposição, obviamente, deseja subir a “ladeira”, mas parece que falta força. Vou comparecer para rever os colegas, mas aqui vou lembrar algumas “paradas” deste Clube.

Mas, antes de prosseguir, quero consertar a informação ontem postada. Apareceu o mais velho oficial da corporação: falo do major José Areosa de Assunção, nascido em 29 de agosto de 1914. Isso mesmo, vai completar 97 anos. Apesar de quase centenário não consserva informações sobre a criação do Clube. No entanto, aqui não interessa os primeiros dias do COP, interessa para os eleitores os últimos dias.
Confraternização natalina da PM no Rio Negro Clube, em 1976
A partir do crescimento dos oficiais, foi possível ampliar os recursos do clube e pensar numa sede social. Mas, em toda década de 1960, a turma se encontrava na “casa” dos outros, em especial para fazer festa. De outra maneira, o Governo Militar a partir de 1964, impondo o comandante da Força Terrestre acentuou a mudança na Força Policial.
Lembro da primeira festa de carnaval promovida pelo clube. Aconteceu no Rio Negro Clube, na sexta-feira gorda. A ideia era de que os oficiais poderiam comparecer sem atropelos, pois o carnaval propriamente “pulado” começava no sábado. Pouco depois, tornou-se inviável, pois, o Rei Momo expandiu seu reinado e... a festa dos oficiais foi para o brejo. Era o ano de 1974, e o comandante geral da PM era o saudoso coronel Lucy Coutinho.

Depois veio o coronel Ossuosky, ainda vivo, que pode melhor ampliar esse trecho. Foi comandante entre 1975-79, durante o governo de Henoch Reis. Ainda hoje se diz que ele possui o mérito de balizar a evolução da PMAM. Antes e depois dele...
Falando de festas, coube a ele institucionalizar a comemoração de Natal dos oficiais, com as primeiras festas no Rio Negro Clube. A ilustração mostra o então capitão Fausto Ventura que, possuidor de voz de baixo (tinha de ser) forçada, fazia a apresentação da festa.
Festa natalina, com o então capitão Fausto Ventura fazendo
a apresentação, em 1976
Na mesa, o governador Reis e esposa, além do comandante Ossuosky, o general comandante do CMA e o coronel Jorge Teixeira, então prefeito de Manaus.
Confraternização de Natal da PAM, em 1976, no Rio Negro Clube,
todos a rigor.
Outra feliz iniciativa do coronel Ossuosky foi a instalação do almoço dos “cardeais”, ou seja, dos oficiais próximos, que o jargão militar identifica por “peixes”. Não era bem assim, ele costumava convidar diferentes companheiros, pois seu interesse era unir os futuros dirigentes da PM. Tão feliz foi a iniciativa que, ainda na última sexta-feira de fevereiro, os antigos coronéis se reuniram. Com um detalhe, ouvindo os candidatos ao clube.

Enfim, foi em seu comando que o COP conseguiu sua sede, com ladeira e tudo. Cresceu, quando a sociedade buscava se reunir, levar a família, divertir-se e tomar aquelas “geladas”. Os antigos sabem, a ajuda era constante e fundamental da corporação, tudo saía do quartel para equipar o clube. Lá estiveram dirigindo o clube o coronel Okada, que comprou a primeira piscina, dessas coloridas. Foi um desastre. Presidiu o clube o coronel Medeiros, o Brandão e o Arnaud. Tem muito coronéis mais, breve irá ao espaço a relação dessa turma.

Mas, como enfatizei, um dia dos anos 1990 os clubes começaram a se desintegrar. Os clubes foram encerrando as portas. A falência varreu a cidade, que possuía uma eternidade de locais associativos. Do Rio Negro, passando pelo Ideal Clube, Nacional, Barés... Ckeik e Bancrevea, na Getúlio Vargas. Todos da Cachoeirinha, do Educandos. Qual ainda resiste? Nem os clubes militares.
Então tá. O mesmo aconteceu com os clubes do pessoal da PMAM. Viraram “sindicatos”, prometendo apenas aumento salarial, como a PEC 300, de infeliz memória. E distribuindo “cesta básica”. Daí para o “forró da ladeira” foi um passo, criando um arranca-rabo que se discute a cada dois anos. Ao tempo das eleições.


O comandante geral da PM tem competência para resolver o problema, amanhã opino. (segue)