CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, julho 27, 2025

POESIA DOMINICAL (9)

 O poema deste domingo é obra do saudoso Sergio Luiz Pereira (1965-2015), que nos herdou duas obras (Cordas da Lira e Sopros do Oboé) e uma póstuma, donde recolhi a ilustração poética. Metais Sonoros é o título da obra será editada para relembrar o décimo ano da morte do Poeta, que ocorre em dezembro próximo. Dele escreveu Tenório Telles, em Estudos de Literatura do Amazonas (2021): “A morte precoce de Sergio Luiz Pereira interrompeu não só uma história de vida, mas o trabalho criativo de um dos mais dedicados e meticulosos poetas de sua geração.” E conclui: “É particularmente marcante na poética de Sergio Luiz Pereira o rigor formal, a linguagem elegante e a beleza que reveste sua lírica.”

 

Serginho, nos pincéis do Bjarne (2016) 


DOS CANTOS DA CIDADE

Amanhece o encanto já perdido.

 · Bandeira Tribuzi

 Quando o dia estender seus lençóis brancos

Quase nada seremos: carnes frias

Corpos comuns em tristes letargias

Contrário do que foram solavancos.

 

A tarde mais virá com ventos francos

Bater em nossas mentes, fugidias

Lembranças do que fomos nas sadias

Ondas de amor, sem trancos ou barrancos.

 

Quando a noite pesar em nossos passos

Cada qual mitigará os seus cansaços

À procura de encanto renovado.

 

Quem sabe não seremos só saudade

Nos quatro cantos da nossa cidade

     Banhada pelo gozo já apagado.

quinta-feira, outubro 14, 2021

LITERATURA AMAZONENSE

 Mais uma página do folheto Amazonas Cultural, publicação da subsecretaria de Cultura do Amazonas, circulado em dezembro de 1992. O trabalho literário pertence ao poeta Cláudio Fonseca e a ilustração saiu do pincel do saudoso artista Anísio Mello.

“Cláudio Fonseca (1952) é um poeta que, seguindo a senda aberta por Luiz Bacellar, apresenta, em seu discurso poético, elementos clássicos. O autor faz uma poesia com forte conotação existencial e densidade literária. O poeta transcende a percepção regional da vida e elabora uma lírica identificada com os dramas humanos, a solidão e o tempo”, registra Tenório Telles em Estudos de Literatura do Amazonas (Valer, 2021).
 

 

domingo, março 07, 2021

OCTAVIO SARMENTO (1879-1926)

 Esta semana tomei a iniciativa de enfrentar as setecentas páginas que o mestre Tenório Telles escreveu para a sua obra Estudos de Literatura do Amazonas (Manaus: Valer, 2021). Lá pelas tantas deparei com o estudo sobre o poeta Octavio Sarmento, que foi fundador da Academia Amazonense de Letras, e esteve redondamente esquecido. Contudo, em trabalho para o Silogeu, o acadêmico Zemaria Pinto, ocupante da Cadeira fundada por Sarmento, retirou-o do limbo com a publicação A Uiara & outros poemas (Manaus: Valer, 2007).

Na ocasião, li as duas anotações citadas, e, para meu gáudio, remexendo meu arquivo encontrei um poema de Octavio Sarmento, publicado na revista Cá e Lá (janeiro de 1917), dedicado ao diretor da revista; aqui vai compartilhado.

  

Detalhe da capa do estudo academico

CABELOS BRANCOS

Para Heitor de Figueiredo

 

O’ moços de hoje, alegres companheiros

Dos mesmos brincos e da mesma idade.

Quão diferente a estrada que, ligeiros

Seguis agora, em viva alacridade,

 

Da que meus passos vão, entre espinheiros,

Em meio à minha funda soledade,

Em meio aos mortos risos meus, fagueiros,

A perlustrar, na extinta mocidade!...

 

Que santa mágoa, doce e pungida,

Me toma a ver-vos, pela penedia,

Vencendo a vida, em rápidos arrancos...

 

E eu não poder seguir-vos!... E entre escombros

Dos sonhos meus, sentir já, sobre os ombros,

Cair-me a neve dos cabelos brancos!


Original extraído da revista


terça-feira, novembro 08, 2016

CLUBE DA MADRUGADA: 62 ANOS

Apesar de desativado há tempos, o Clube da Madrugada segue lembrado por uma legião de saudosistas. Este mês de novembro marca seu 62º aniversário de fundação. 
Elson Farias contempla o poeta Alencar e Silva, 2004

Para relembrar esta efeméride, reproduzo (em três partes) a publicação sobre o Madrugada, produzida pelo falecido poeta - Alencar e Silva, em sua obra póstuma Quadros da Moderna Poesia Amazonense (Ed. Valer, 2011).

PRELUCIDAÇÃO

Esta prelucidação se faz indispensável por vários motivos, mas, em especial, por ensejar ao leitor uma notícia pormenorizada da situação em que se encontrava a capital amazonense, no período imediatamente anterior ao surgimento do Clube da Madrugada.

A redação destes textos foi feita ao sabor das lembranças, nos dois últimos anos do século recém-findo evitando-se naturalmente a pressa desfiguradora que pudesse incidir sobre o fluxo seletivo do que se tinha a narrar. Neste passo inicial, trata-se apenas de pôr em ordem e reduzir a termos as memórias que guardo acerca do tempo e das pessoas que compunham ou vieram a compor o cenário cultural da minha província natal, ao iniciar-me nos mistérios e graças da poesia.

É claro que, em se tratando de matéria de memória, deverão essas circunscrever-se ao meu tempo vital, isto é, ao que presenciei ou de que tive conhecimento através de fontes inequívocas. Para situarmo-nos mais facilmente no tempo, direi que nasci em 1930, no Alto Solimões, tendo decorrido toda a minha infância em Fonte Boa e Codajás, em cujas barrancas, diante do rio majestoso, aprendi lições de silêncio e de contemplação interior.

Daí por que sempre tive com os rios da minha terra uma espécie de relacionamento amoroso, de enamorado que se compraz em contemplar a amada, vendo-a passar. E mais contemplativo fiquei, e mais cauteloso, ao dar-me conta de que, por umas seis vezes, tanto no Negro como no Solimões e também, depois, no mar, eu escapara por pouco de morrer, ao afoitar-me em suas águas fundas.

Não obstante, a contemplação das grandes massas líquidas responde-me sempre com a sua serenidade. O certo é que, desde quando abri os olhos, cheios de perplexidade, para as misérias do mundo (que eu procurava entender, sem muito êxito), e as indagações do espírito me afundavam em prolongados mutismos - eu ia olhar e interrogar o rio. E o seu sereno fluir devolvia-me a paz. Isto, desde a infância e seus alumbramentos, dentre os quais um deslumbrante pôr de sol sobre o Solimões, que me fez ir às lágrimas, de pura beleza.

Aos dez anos, eu chegara a Manaus. E logo os rumores da Segunda Guerra Mundial e o afundamento de navios mercantes em águas territoriais brasileiras, por submarinos alemães, ecoavam e faziam sentir os seus efeitos diretamente na capital amazonense, refletidos no racionamento de quase todos os gêneros de primeira necessidade, produtos importados e energia elétrica, até chegar-se, mais adiante, ao permanente blecaute e à volta aos lampiões e lamparinas a querosene.

Tempos duros em que os cursos noturnos praticamente deixaram de funcionar ou o faziam a duras penas, à luz de velas. Estava-se em plena vigência do "Estado Novo". E a atmosfera que se respirava em Manaus era, como não poderia deixar de ser, quase só aquela "consentida" pela censura ditatorial, exercida em todo o país pelo Departamento de Imprensa e Propaganda.

Vale dizer: manifestações, só a favor; contra, nem pensar. Eu não conhecera até então outra realidade, senão aquela, mas sentia que havia alguma anormalidade naquilo tudo. Tempos de estranha unanimidade.

É claro que havia vida literária em Manaus, que sempre fora um centro intelectual requintado, o, mercê do surto de progresso e desenvolvimento determinado pelo ciclo de ouro da borracha, que lhe embelezara a cidade e propiciara o surgimento de uma elite perfeitamente sintonizada com a belle époque e em dia com a literatura francesa, cujo idioma muitos dominavam.

A intelectualidade da terra –  excetuada, naturalmente, aquela parcela que atuava extramuros da Academia – era, ainda na metade da década de 50, basicamente a que remanescia dos idos de 1918 (ano da fundação do silogeu amazonense) e reunia-se, por assim dizer, em torno das figuras de João Leda e outras lideranças de variada abrangência, escritores de elevado e justo renome, capazes de brilhar em qualquer cenáculo de cultura, mas que, enquanto viveram, ofereceram tenaz oposição aos cânones da Semana de Arte Moderna, de 1922.

Principalmente João Leda, vernaculista de nomeada, que chefiara uma infeliz manifestação de desapreço – incluindo vaia e panfletos – a Mário de Andrade, quando de sua estada em Manaus, em 1927, e que tanto desgosto causara ao rapsodo de "Macunaíma", o qual só por elegância não desfaria de público a impressão favorável e os louvores que a cidade lhe merecera, mas da qual se queixaria amargamente em cartas a amigos.

Esse episódio exemplifica, de algum modo, um certo vezo, que havia então, de considerar-se a capital amazonense uma destruidora de mitos e reputações. Citavam-se, a propósito, casos de intelectuais que, justa ou injustamente, ali teriam sido desmascarados etc.


Não constituirá, pois, mera metáfora afirmar-se que, ainda nos anos 50, havia trincheiras, dentro e fora da Academia, de onde se atiravam calhaus ao Modernismo. É claro que, sobrepondo-se a tais pecadilhos, a bela e vaidosa província sabia receber com graças de mulher formosa as celebridades que a visitavam. E disso nos dá conta a pena jovial de Genesino Braga, inexcedível cronista dos fastos históricos de Manaus.
 (segue)

segunda-feira, outubro 26, 2015

SERGIO LUIZ PEREIRA (1966-2015)

Sérgio Luiz Pereira
Faleceu ontem, em pleno domingo de bastante chuva, chuva que parecia lamentar a partida de nosso amigo. Serginho, como nos acostumamos a tratá-lo, saiu de cena sem alarde, sem atender ao nosso insistente apelo para que nos acompanhasse por mais anos. Não deu ou não foi possível. Morreu às vésperas de seu cinquentenário.

Funcionário da Editora Valer há quinze anos, onde servia como Revisor de talento e competência. Nesse labor, teve a oportunidade auxiliar a revolução editorial que a Valer executou em nossa cidade, assegurou o editor Tenório Telles. Assim, por sua apreciação técnica passaram inúmeros livros, tanto os clássicos reeditados quanto os livros de escritores amazonenses e de outras procedências.

Sonetista de qualidade, produziu dois livros: Cordas da lira e Sopros do oboé. Preparava um terceiro, já em fase de editoração, que os amigos já se comprometem em lançar logo que possível.

Bjarne Furtado
De outro modo, era vice-dirigente de uma associação litero-musical-etílica, que responde pelo dialético nome de Chá do Armando, e que se reúne toda sexta-feira, após o expediente. Ou seja, desde o começo da noite até o encerramento das lembranças e lambanças, ou que as altercações e as criações artísticas se esgotem, por parte dos presentes. Serginho era o termômetro desse pessoal, pois sabia conduzir a entidade com sorriso espontâneo e uma estimulante dose de Red. 

Três músicos desse pessoal, sob a direção do violinista Bjarne Furtado, reuniram forças para, executando o Carinhoso e outros temas de prazer do falecido, promover uma despedida repleta de soluços entre a plateia. Nessa oportunidade, o Cauã (foto), filho do falecido, achegou-se ao caixão e parecia dialogar com o pai. Que terão conversado?

No final desta tarde, os "chazistas", os amigos e os parentes o levaram para o Campo Santo. No cemitério Nossa Senhora Aparecida, popularmente do Tarumã. A partir de hoje, é naquele local que ele vai -- ao som do oboé -- nos aguardar.  
Até a eternidade, amigo Sérgio Luiz Pereira.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

QUARTA LITERÁRIA: FIM


Renan Freitas Pinto, palestrante
Quase uma centena de aficionados deste movimento, reuniu-se ontem no horário costumeiro. A palestra estava a cargo do doutor Renan Freitas Pinto, que falou sobre a obra Galvez, o imperador do Acre, de Márcio Souza.

Os participantes já sabiam antecipadamente que iriam apreciar a última palestra, pois estava decretado o encerramento da Quarta Literária. Por isso, antes do palestrante, falou o proprietário do Grupo Valer, Isaac Maciel, que sacramentou o réquiem com meias palavras, talvez buscando consolar aos inúmeros frequentadores que, em 14 anos de existência, viam o fim deste empreendimento.
Isaac Maciel, do Grupo Valer

Acenou Maciel com o prosseguimento, mas que este passava por uma reestruturação. Em palavras mais simples: devemos aguardar. Mas, não era isso que os ouvintes queiram ouvir. A turma queria mais e melhor.

Encerrada a sessão, quando se consumia o “chá literário”, a conversa básica era a forma de se manter a QL. Se o movimento estava consolidado, com forma compacta, testada e conhecida, precisava-se apenas de um local para sua reabertura.

Dessa maneira, foram surgindo opiniões, foram catalogados locais no Centro que podem acolher a QL. Como em política, e como as nuvens que mudam de forma abrupta, os apelos podem levar a direção da Valer prosseguir com a Quarta. Prometemos manter a frequência e a divulgação.

Ausente o maior divulgador, Tenório Telles, a noite cultural recebeu dois personagens marcantes: um dos fundadores,  Zemaria Pinto (ao lado),  e o primeiro palestrante, professor Marcos Frederico. Até breve.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Livros publicados em Manaus (1900-60) 2ª parte


Ansias (poesia), de 1913, reeditado
pela Editora Valer
Tomei a iniciativa de listar os livros que foram publicados em Manaus, no século passado. Para facilitar a exposição, fixei o período entre 1900 e 1960. Veja outra pequena parte.

1916

ELYSIO, Luís. Versos antigos. Imprensa Pública. (acervo Biblioteca Pública)
BELÉM, Júlio Furtado. Amazonas-Pará: questões de limites. Imprensa Pública (acervo Biblioteca Pública)
MATA, Alfredo Augusto da. Geografia e topografia médica de Manaus. Livraria Renaud. (acervo Biblioteca Pública)
QUEIROZ, Joaquim Francisco de. O município de Itacoatiara: Os inimigos do seu progresso e sua administração. Livraria Clássica. 184p. (acervo Biblioteca Pública)

1930

MORAES, Raymundo. País das pedras verdes. Imprensa Oficial.
MONTEIRO, Raymundo. As Horas lentas. Imprensa Oficial (acervo Biblioteca Pública)
LIMA, Oswaldo Palma. Moços, atendei-me.  Phenix. (acervo Biblioteca Pública)
LISBOA, Achilles. A campanha contra a lepra no Amazonas. Imprensa Pública. (acervo Biblioteca Pública)
MANAUS, Prefeitura Municipal de. Prefeito Dr. Herbert de Azevedo “in memoriam”. Palácio Real. (acervo Biblioteca Pública)


Logomarca da tipografia

Nota – A denominação da tipografia Phenix sofreu modificação  em razão de mudança da ortografia.

terça-feira, julho 17, 2012

Lançamento de livro

Abaixo, o convite para o lançamento do livro A Caçada do Snark, tradução de Jorge Bandeira, cujo trabalho pertence a Editora Valer, em 2ª edição. O acontecimento ocorrerá na Livraria Saraiva, no Shopping Manauara.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Tenório Telles e a Editora Valer

Tenório Telles
Quase atravessava o ano a notícia da saida do editor Tenório Telles da Editora Valer. Quase... ontem, de forma categórica, o conceituado homem dos livros entregou a carta de despedida. Nela, efetua um ligeiro retrospecto de seus quinze anos de Valer. Tenório e a Valer (livraria ou editora) se confundiam. Talvez seja uma longa pausa, mas, certamente, ele nos ensinou o caminho.

Obrigado Tenório Telles pelos ensinamentos, pela luta (muitas vezes desigual) renovada a cada, em busca de fornecer livros aos que desejam ler.
Sucesso nos novos passos que você começa a percorrer.


COMUNICADO
VIDA, LIVROS E LEITURA
A vida se faz de momentos – e cada etapa da caminhada cumpre o seu ciclo. O que importa em tudo é desempenhar com entusiasmo e verdade as tarefas e responsabilidades que nos cabem na existência.
Cioso do papel que cumpri, nos últimos 15 anos, na coordenação editorial da Valer Editora, ajudando a promover a cultura do livro e o prazer da leitura no Amazonas, venho a público comunicar meu afastamento da função de editor responsável dessa importante casa de livros.
Motivado pelo desejo de contribuir com o processo de construção do conhecimento, dediquei-me ao desafio de popularizar o livro e sensibilizar a sociedade para a importância da leitura na formação das crianças e dos jovens. O resultado desse trabalho foi a publicação de mais de 700 títulos de autores principalmente regionais, além de várias iniciativas concebidas com o mesmo objetivo, como exemplo a Quarta Literária, o Flifloresta, Encontros de Escritores, a criação do Clube Literário do Amazonas – Clam e a idealização de várias coleções de livros publicadas pela Editora Valer.
Neste momento de despedida, não poderia deixar de agradecer à imprensa pelo apoio dado a essas iniciativas, aos escritores que confiaram seus trabalhos à Editora, à equipe de jovens do corpo editorial que tornou possível a realização desse sonho, aos amigos que nos apoiaram no momentos difíceis e, muito especialmente, aos leitores – objetivo de nosso esforço e os grandes responsáveis por termos chegado até aqui.
Assim me despeço – com gratidão e o sentimento de que fiz a minha parte na luta pela construção de uma sociedade de seres humanos esclarecidos e de um mundo mais tolerante e civilizado.
Manaus, 22 de dezembro de 2011.
Tenório Telles

sexta-feira, julho 15, 2011

Lançamento de livro (VI)

Encontro com a Palavra com o lançamento do livro O pescador e a princesa encantada


Promoção: Editora Valer e Livraria Saraiva MegaStore
Capa do livro em lançamento

Autor do livro: Antônio Magalhães Morais, natural de Tianguá (CE), onde concluiu o primeiro grau. Em 1979 chega a Manaus, com o ideal de crescer profissionalmente na vida militar. Sabedor de que na cultura e educação está a solução ao crescente número estatístico da violência em relação à juventude, desenvolveu um projeto literário denominado: A família: um escudo existente em defesa da juventude.


O projeto apresenta histórias do imaginário com objetivo de ocupar intelectualmente as crianças e adolescentes. As obras da produção são: Quando o caçador vira a caça; O pescador e a princesa encantada; A princesa e o camponês inventor; A deusa Amazônia; Lendas de princesas; A revolução dos pensamentos e mais uma dezena delas.


Data: 16 de julho de 2011 (sábado) as 16 horas.
Local: Livraria Saraiva Megastore no Manauara Shopping, situado na av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga rua Recife), 1300 – Adrianópolis.

domingo, junho 05, 2011

Convite & Convite

A Editora Valer e a Livraria Saraiva MegaStore realizam no próximo dia 8 de junho, quarta-feira, mais uma edição do projeto Encontro com a Palavra. Na ocasião será lançada a terceira edição do livro Simá – Romance Histórico do Alto Amazonas, do escritor Lourenço Amazonas. O escritor convidado para conversar com o público sobre o conteúdo do livro será o professor Tenório Telles.

O evento acontece na Livraria Saraiva MegaStore do Manauara Shopping, às 19h30, com entrada franca.

Tenório Telles, apresentador da obra


Um dos romances mais contundentes da literatura brasileira, Simá é contemporâneo do ciclo das narrativas indianistas do Romantismo brasileiro. Seu autor, Lourenço Amazonas, publicou-o em 1857, mesmo ano em que O Guarani veio a público. Na época o índio despontava como o elemento possuidor da brasilidade que faltava à literatura ou mesmo como uma justificativa ante os caminhos que tomava o país frente ao processo de implantação da República e o incômodo que representava a escravidão negra. Nesse sentido, Simá preenche esses requisitos, apresenta a primeira personagem-título feminina e tematiza um assunto igualmente inédito para a época, o estupro.


O livro de Lourenço se vincula, pelo tema, a Iracema, clássico de José de Alencar, embora seja anterior ao texto do romancista cearense, que só foi publicado em 1865. Segundo o professor Tenório Telles, Alencar não é o precursor dessa reflexão sobre a questão da construção da identidade nacional, expresso no encontro do mundo europeu e o primitivo, mas sim Lourenço Amazonas, militar baiano que passou parte da sua vida na Amazônia, convivendo com os indígenas e com o processo de colonização da região.

Do ponto de vista temático e histórico, Simá – Romance Histórico do Alto Amazonas, tem mais relevância que Iracema, embora faltasse a Lourenço Amazonas o talento literário de Alencar. A percepção do autor de Simá em relação à presença europeia na Amazônia é crítica e pessimista, o que o difere do autor de Iracema, que é condescendente e tenta justificar o processo civilizatório empreendido pelos europeus no Brasil e no continente americano. A postura de Lourenço é radical, sem condescendência com a violência e oportunismo de Régis, português que simboliza o colonizador: acolhido na casa de Marcos, um tuxaua manaus destribalizado, violenta a filha do indígena, Delfina, e a engravida. Para alcançar o seu intento, Régis usa o mesmo artifício que Alencar usará em Iracema: oferece vinho com ópio a Marcos e sua filha, que embebedam-se, tornando-se presas fáceis dos intentos do português, que, aproveitando-se da situação, estupra Delfina. Em Alencar, a personagem indígena, Iracema, seduz Martim, o português, sendo, assim, responsabilizada pelo nascimento de Moacir, fruto dessa relação espúria. (Texto e ilustração a cargo da editora)

segunda-feira, maio 30, 2011

Quarta Literária: Convite

A Livraria Valer tem a satisfação de convidá-lo(a) para a Quarta Literária que acontecerá dia 1º de junho, no Espaço Cultural da Livraria Valer, situado na Av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro. O evento tem início às 16h30, com a exibição do documentário Os Lusíadas – Luís Vaz de Camões. Em seguida, às 18h30, terá início a palestra sobre a obra Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, ministrada pelo professor Marcos Frederico Krüger, que também participará da mesa de autógrafos de lançamento da terceira edição de seu livro Amazônia: mito e literatura.
Professor Marcos Frederico e seu livro
A Quarta Literária é um encontro mensal entre escritores, professores, estudantes e leitores, em que são discutidos temas ligados à literatura, às artes e a cultura em geral, firmando-se como um espaço para geração de novos conhecimentos e diálogo intelectual. Após as discussões há sorteio de livros e é servido o Chá Poético. Os encontros acontecem sempre na primeira quarta-feira de cada mês no Espaço Cultural Valer (altos da Livraria Valer) situado na Av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro. A entrada é franca.

O encontro de junho acontecerá no dia 1º, às 16h30, com a abertura da exposição “Camões” e exibição do documentário da Série Grandes Livros: Os Lusíadas – Luís Vaz de Camões, narrado por Diogo Infante, ator e diretor do Teatro D, Mª II.
Em seguida, às 18h30, terá início a palestra sobre a obra Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, ministrada pelo professor Marcos Frederico Krüger.
Ao final da palestra, Marcos Frederico participará da mesa de autógrafos de lançamento da terceira edição de seu livro Amazônia: mito e literatura.

quinta-feira, maio 19, 2011

Lançamento de livro (IV)

No sábado 21, às 10h30, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e demais patrocinadores lançam o livro Diálogos com a Amazônia (Manaus: Editora Valer), de Marcus Barros, Marilene Corrêa e Marcílio de Freitas.



Os autores pertencem a Universidade Federal do Amazonas e, na condição de professores e estudiosos da região, cada um em sua especialidade, produziram esta interessante conversa com o leitor sobre a Amazônia. Não perca.


Não há qualquer formalidade, o traje é esporte, próprio para o sábado, e será servido um coquetel.

quinta-feira, março 17, 2011

Lançamento de livro (II)

A Livraria Valer tem a satisfação de convidá-lo(a) para o lançamento do livro A Amazônia na Visão dos Viajantes dos Séculos XVI e XVII: percurso e discurso, da professora Auricléa Oliveira das Neves, que acontecerá sábado 19, às 10h na Livraria Valer, situada na av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro.


Auricléa Oliveira das Neves é professora atuante no Ensino Fundamental, Médio e Superior, com mais de 30 anos de experiência profissional. Também atuou como professora no sistema presencial em estúdio e transmitido simultaneamente aos municípios do Amazonas, através do sistema desenvolvido pela UEA e dirigido à formação de professores amazonenses. Possui Licenciatura em Letras, Especialização em Língua Portuguesa e em Literatura Brasileira, pela Ufam; Mestrado e Doutorado em Letras, pela Universidade Federal Fluminense – Niterói (RJ), com a tese: Imagens de Maria, a mãe do Redentor: pintura, teatro, literatura.