CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

16 de março de 2011

Lançamento de livro

Ontem, no salão do Bemol Manauara, o economista Osiris Silva fez o lançamento de seu livro Gymnasianos, editado pela Editora Cultural da Amazônia. O autor, ao realizar o retrospecto dos alunos do Gymnasio Amazonense (daí o título), atraiu para o local uma respeitável quantidade de ex-ginasianos. Alguns confessaram que não se viam há pelos menos 45 anos. Esse prazer colegial, apenas isso, garante a oportunidade do livro memorialista.
O livro está gostoso, apetitoso. Trouxe ao conhecimento do leitor inúmeras “paradas” espirituosas da juventude que frequentou aquele colégio nas décadas de 1950 e 1960.

Em suas páginas recolhi uma dessas espiritualidades. Trata-se do Batizado do Romeu. Em verdade, do coronel Medeiros, que foi comandante geral da Polícia Militar do estado (1989-1991). Nada devo acrescentar, o colega Osiris nos conta com desenvoltura o causo.
Quero agradecer ao autor a citação de meu nome, quando relacionou seus colegas que ingressaram na PM em 1966. De fato, fiz companhia a eles. Não passei pelo Gymnasio, por isso minha frustração ao vê-los tão radiantes na festa de lançamento. Sou aluno do Seminário São José, por onde passaram alguns dos padres que, além de dirigentes da JEC, foram professores do Estadual.


Batizado do Romeu



Romeu Pimenta de Medeiros Filho, jeitão simples, divertido, irreverente, solidário em todos os momentos, características mantidas até os dias de hoje, conservava sob reserva um detalhe pessoal não condizente com os costumes da época: não havia ainda sido batizado - o pecado dentre os pecados! Um pagão. Agindo com bastante agilidade, Pe. Vicente tomou providências no sentido de corrigir tão imperdoável falha de conduta religiosa, e, ainda, somar uma ovelha a mais a seu crescente rebanho.
Coronel Romeu Medeiros, 2010

Romeu aceitou e então foi marcada a data da cerimônia a ser realizada no altar-mor da Catedral Metropolitana de Manaus na presença de inúmeros colegas.

Salomão Cohen imediatamente se ofereceu para ser um dos padrinhos. Sua demonstração de amizade e solidariedade, entretanto, foi polidamente recusada por Pe. Vicente tendo em vista Salomão ser judeu. Imagine um descendente de Abraão apadrinhando, em rito católico,um filho do Cristo Jesus?!
Pe. Vicente Albuquerque

Solução: tomaram, por escolha consensual, José Roberto Mendes e Socorro Valente por padrinhos. E assim, perante um sorridente e feliz Pe. Vicente, e rodeado de seus melhores amigos e colegas de JEC e do CEA, como manda a fé católica, Romeu foi finalmente batizado segundo os ritos cristãos inerentes.