CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

11 de março de 2011

Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR)

Em Manaus, os primeiros oficiais da reserva, R/2 no jargão militar, despontaram no período da Segunda Guerra, basicamente por imperativo de defesa nacional. Foram realizadas apenas duas turmas, quando foram diplomados cem alunos. Após esse esforço, o NPOR foi suspenso.
Um dos promovidos a aspirante oficial foi Francisco Assis Peixoto que, no governo de Gilberto Mestrinho (1959-63) comandou a Polícia Militar. Na verdade, o Dr. Assis Peixoto era formado em direito e exercia com brilhantismo a profissão. Foi um civil na direção desta corporação.

Somente no ano de 1965 foi reiniciado o NPOR, funcionando no então 27º BC (hoje 1º BIS) localizado no bairro de São Jorge, sob o comando do tenente-coronel Alípio Carvalho. O curso foi aberto para vinte candidatos, com exigência do ensino médio completo. Depois de aprovados nos testes de saúde e de outras aptidões, o curso foi realizado. Entre os instrutores, destaque para o tenente Waldir Belisário, o besouchet. ano passado, o hoje general Belisário visitou os velhos camaradas. O encontro ocorreu na churrascaria.
Parte da Turma Ajuricaba. Ten Belisário (à esq.), alunos
Okada, Roberto, Waldir, Cohen e Ilmar
Os óbices foram muitos, certamente por se tratar do primeiro curso da nova etapa. As instalações eram improvisadas e, entre outras curiosidades, os exercícios de tiro e manobras foram realizados em terreno particular do comandante do Batalhão.
A turma NPOR 1966 em "guerra" de futsal
Da turma inicial, três se “perderam” pelo trajeto, por questão disciplinar e por insuficiência intelectual. Dessa maneira, em 11 de março de 1966, dezessete alunos constituindo a Turma Ajuricaba receberam a espada em solenidade realizada no pátio do Batalhão Amazonas. À noite, foi realizado o baile de gala no Ideal Clube.
Diploma do autor, que não passou do 9º  lugar na turma
General Belisário e coronel Osório (à dir) 
Há 45 anos – Amilcar Ferreira; Antonio Marinho; Renato Tribuzy; Osório Fonseca; Carlos Coelho; Ilmar Faria; Germano Gadelha; Antonino Bacellar, Ruy Freire, Odaci Okada, João Lopes, Pericles Brandt, Mario Verçosa, Helio Santos, Waldir Silva, Salomão Cohen; Roberto Mendonça (perdão pelos lapsos, por isso, indico alguns colegas apenas pelo nome de guerra), estes jovens saíram do quartel para escrever, de alguma forma, páginas de boas pelejas. Sucesso, mais sucesso a todos.