CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

3 de março de 2011

PRAÇA DA POLÍCIA

Como todas as praças de Manaus, também esta é mais conhecida por seu codinome. Em verdade, praça Heliodoro Balbi, situada no centro da cidade.

Praça da Polícia vista pelos zuavos, anos 1990
A existência desse logradouro vem dos tempos provinciais, tendo se destacado quando o argentário Custódio Pires Garcia, capitão da guarda nacional, construiu seu palacete nos arredores. Depois o governo adquiriu o prédio para nele abrigar repartições públicas. Foram diversas essas repartições, mas a mais destacada foi a Polícia Militar que o ocupou desde 1890. Dessa presença vem a alcunha da Praça. Que o imortal Heliodoro Balbi absolva o gosto popular.
Largo do Palacete Garcia, a primeira foto da praça, c1870
É certamente a praça com maior número de denominações. A primeira foi a de Largo do Palacete. Quando o presidente da Província proclamou a liberdade dos escravos no Amazonas, mudaram-lhe o nome para 28 de Setembro. Mais adiante, da Constituição, quando o Amazonas se tornou estado federado.

Tomou o nome de João Pessoa, no alvoroço do golpe de 1930. Durou pouco tal escolha. Logo foi conhecida por Gonçalves Ledo, ao tempo em que a Polícia Militar foi extinta e perdeu o quartel da praça.

Na metade do século passado, havia três praças: a Roosevelt, num apêndice limitado pela rua Marcilio Dias (onde hoje funciona o Café do Pina); a parte central, a Heliodoro Balbi, e na “ilha” em frente ao cine Guarany, a praça Gonçalves Dias.
A partir de 1975, o prefeito Jorge Teixeira deu-lhe o formato que desfrutamos. Ligou as praças, eliminando o Pavilhão São Jorge ou Café do Pina e o segmento da rua Marcilio Dias para a av. Sete de setembro.
As fotos que postamos têm a finalidade de ilustrar a conversa sobre a Praça da Polícia.
Praça João Pessoa, com a Escola Normal no quartel
A legenda indica praça Gonçalves Ledo, deve ser engano

Detalhe da praça da Polícia, anos 1950

Detalhes da Praça da Polícia, ao fundo, quartel da Polícia