CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, junho 13, 2026

HUMAITÁ - ENERGIA ELÉTRICA

 No final de julho de 1968, a cidade de Humaitá recebeu a visita do governador Danilo Areosa (1967-71), acompanhado de vasta comitiva para realizar a inauguração de diversas obras, sendo a principal o gerador de energia. A postagem foi retirada do jornal A Crítica.

Jornal A Crítica, de 22 julho 1968

O GOVERNADOR Danilo Areosa acenderá hoje as luzes de Humaitá, ao inaugurar sua Central Elétrica, que consta como solenidade principal a ser cumprido naquele município, no programa que inclui o lançamento da pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL e a visita à Jornada Pedagógica que a Secretaria de Educação, ali está realizando.

— PROGRAMA

Com duas horas de viagem, o governador e comitiva serão recebidos às 10 horas em Humaitá por uma concentração na Praça Benjamin Constant e homenageados com um almoço às 12 horas. Às 15, visitarão a Jornada Pedagógica que a SEC está promovendo para aprimorar os professores do Ensino Médio daquela região, presidindo logo depois o reinicio das obras do Grupo Escolar “Osvaldo Cruz”, de acordo com promessa anteriormente feita pelo Secretário Vinicius Câmara.

Uma hora depois, será lançada a pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL. Algumas ruas terão suas obras inauguradas até às 18 horas, quando o governador acionará a grande chave, fazendo brilhar as luzes de Humaitá. Um jantar e um baile tomarão conta da noite e o regresso será na manhã de terça-feira.

— COMITIVA

Está assim constituída a comitiva do governador Danilo Areosa: senador Álvaro Botelho Maia, dep. federal José Lindoso e sra. Amine Lindoso, dep. federal Raimundo Parente, dr. Antonio Vinícius Raposo da Câmara (secretário de Educação e Cultura), dep. estadual Anfremon d'Amazonas Monteiro (vice-presidente da ALE), dr. Sinval Gonçalves (secretário de Imprensa e Divulgação), cel. Themistocles H. Trigueiro (chefe da Casa Militar), cel. José Maury de Araújo Silva (comandante da PMEA), cel José Mauro Carijó (diretor do DERAM), dr. Wilson Aguiar (diretor do Departamento Administrativo do MEE), dr. José Lopes da Silva (diretor-presidente da Celetramazon), engenheiro Ernani Vilar Câmara (diretor-técnico da Celetramazon), engenheiro Nélson Silva (Celetramazon), engenheiro Paulo Sotero (Celetramazon) dr. João Wanderley de Carvalho (assessor da diretoria da CEM), prof. Júlio José da Silva (diretor-administrativo da CAMTEL), dr. Idalmir Monteiro (odontólogo da Secretaria de Saúde), sr. Hélio Marques Trigueiro (chefe do Gabinete do Sec. Fazenda) sr. António José de Mattos Areosa (assessor da REGEAM-GB) e sr. Mariano Mendez (fotógrafo oficial).



quarta-feira, outubro 08, 2025

DO PIQUETE AO CPM

 No final do século 19, a área onde em nossos dias está edificada a Maternidade Balbina Mestrinho e outras edificações vizinhas, pertencia à Força Estadual. Necessitando implementar a cavalaria, o governo fez construir na rua Dr. Machado o quartel que ficou conhecido por Piquete de Cavalaria, em 1897.

Quartel do Piquete, em 1964

A Cavalaria perdurou até 1942, quando o comandante da PM, major EB Gentil Barbato cumpriu a legislação que a desativou. No espaço estabeleceu oficinas de alfaiataria e calçados, a fim de fardar os policiais.

Em 1950, já somente existia uma oficina, e para maior incremento incluiu subtenente Nonato Bento (irmão de Onias Bento, que foi sacerdote e, dispensado dos votos, foi secretário de Fazenda do governo de José Lindoso) - técnico alfaiate. Dez anos depois foi inaugurada a maternidade, que tomou uma parte considerável do Piquete.

Subtenente Nonatão, devido a estatura
 

Mais adiante, em 1965, acola foi criado o CIM (Centro de Instrução Militar), destinado à formação e especialização de praças. Para tanto, teve salas e alojamentos construídos pelo pessoal da carpintaria da corporação, autênticos “puxadinhos”. Em 1972, no outro extremo do terreno surgiu o quartel da Rádio Patrulha.

 

Governador Areosa em visita ao CIM, 1968

Até que, 78 anos depois, o Piquete desapareceu para dar lugar ao novo aquartelamento da Companhia de Rádio Patrulha, inaugurado em janeiro de 1977. A evolução não parou, logo o quartel da Dr. Machado abrigou um Batalhão de diversas finalidades, até ser atualmente ocupado pelo CPM (Comando de Policiamento Metropolitano). 

Quartel da Rádio Patrulha, hoje CPM, em 1978

 

sábado, junho 07, 2025

PMAM: ANIVERSÁRIO DE 91 ANOS

Esta postagem reproduz uma cena da festa pela passagem dos 91 anos de existência da Polícia Militar do Amazonas, realizada em 4 de maio de 1967. Estranho, não? Afinal esta corporação comemora sua criação em abril e, mais, a contar de 1837, portanto, àquela data a PMAM deveria comemorar 130 anos. Explico o possível equívoco.

Até o ano de 1972, a briosa reverenciava sua criação datada de 4 de maio de 1876. A partir de 72, a data tomou um anabolizante e a criação foi arremessada para 3 de abril de 1837. Daí os 91 anos reportados pelo jornal com uma foto icônica. Diria, até constrangedora.
Mais um esclarecimento: à época, as forças estaduais eram comandadas por oficiais da Força Terrestre. Aqui era um oficial EB, porém, da patente de capitão. Talvez o único no Brasil do regime militar a exercer este comando. Daí o desnível entre os generais comandantes do Exército no Amazonas e o capitão EB (nas funções de coronel PM) Hernany Guimarães Teixeira. 

Publicado em O Jornal, 4 maio 1967

Cópia da legenda: 

Os 91 anos da Polícia Militar do Estado foram festejados, ontem com brilhantismo. No flagrante acima, em primeiro plano, o governador Danilo Areosa, os generais Isaac Nahon e Ayrton Tourinho e o coronel Ernani Teixeira, comandante da briosa corporação, assistem ao desfile da tropa.

segunda-feira, janeiro 15, 2024

MERCADO DE BARCELOS, AM

 Notícia da inauguração do mercado público de Barcelos, município da calha do Rio Negro, bem lembrado por ter sido capital da Província. A solenidade foi presidida pelo governador Danilo Areosa (1967-71). E este recorte foi extraído do Jornal do Commercio, circulado em 13 de novembro de 1969.



quarta-feira, janeiro 10, 2024

PMAM: NOTA + Q CINQUENTENÁRIA

 

A sede da Polícia Militar do Amazonas vai novamente mudar de endereço. o quartel da rua Benjamin Constant, em Petrópolis, está sendo modificada para abrigar os cursos de formação e especialização do pessoal. Será uma grande reviravolta, bastante tempo reclamada na corporação.

Quero lembrar que este aquartelamento foi construído para absorver - em 1970 - todo o pessoal então abrigado na Praça da Polícia, menos de 1000 policiais. A ideia, porém, não vingou. Somente em 2001, houve a transferência.


O recorte do Jornal do Commercio, de 27 de setembro de 1970, (acima) relembra o encerramento das obras, promovidas pelo governador Danilo Areosa (1967-71). 

AMAZONAS: ENERGIA ELÉTRICA

 O governo de Danilo Areosa (1967-71) incrementou a instalação de fonte de energia elétrica no interior do Estado. A capital havia recebido sua usina de energia ainda no governo de Gilberto Mestrinho (1959-63). 

Assim, em 26 de setembro de 1969, inaugurou algumas usinas nos municípios amazonenses, entre as quais, conforme registro do Jornal do Commercio, as de Autazes, Eirunepé e Codajás.

Central de Autazes


Central de Codajás e, abaixo, a de Eirunepé



quarta-feira, fevereiro 23, 2022

POLICIAMENTO DE TRÂNSITO EM MANAUS (2)

Sigo com a avaliação sobre o policiamento de trânsito na capital, efetuado a pé e com os prosaicos Fuscas. A primeira parte foi postada no dia anterior.

Na ocasião, o controle do trânsito efetuado pela Segunda teve um comandante assaz cumpridor de metas (caxias, em linguajar da caserna): tenente Ruy Freire. Exigente no trajar, exigia o mesmo dos subordinados, que tiravam serviço em pontos fixos e móveis da cidade, todos dotados do temido “talão de multas”. Ao tempo, cada policial cuidava de resolver os problemas encontrados, pois, não havia como contactar com o quartel. Afora o sargento “rondante”. As artérias mais preocupantes, em decorrência do comércio que carecia de carga e descarga e pela aglomeração de fregueses, situavam-se em redor do Mercado Público. Outra bastante agitada, era a rua Marechal Deodoro (antes de se tornar exclusiva de pedestre).

Adesivo distribuído em 1991

Essa operacionalidade prosperou até 1971, por conta de um episódio grotesco que apressou a implantação de nova etapa de policiamento. Em Manaus, atuava a Polícia Rodoviária, subordinada à Divisão de Trânsito do extinto Deram (Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas), cujo aquartelamento situava-se diante do entroncamento do atual elevado de Flores, localidade onde em nossos dias opera o Batalhão de Bombeiros Especial (BBE). Próximo ao final de dezembro de 1970, um guarda rodoviário altercou-se com o comandante-geral da PM, coronel EB Maury Silva, amigo do governador Danilo Areosa. Este, ao conhecer o fato, sancionou a lei 1.011, de 31 de dezembro, criando o Batalhão de Policiamento Especial para cumprir o policiamento urbano e rural de trânsito, florestal, rodoviário nas estradas estaduais, entre mais atribuições, e, com este regramento, extinguiu a Polícia Rodoviária do Deram.

O batalhão foi instalado de imediato, posto que foi agraciado com “o acervo patrimonial, inclusive as viaturas” do suprimido órgão controlador. Ainda que desse modo premiado, somente em 1 º de fevereiro de 1971 assumiu o comando o tenente-coronel Pedro Lustosa, que o transferiu para o capitão Ruy Freire, em 25 de março, a fim de assumir a chefia da Casa Militar do governador João Walter. Ruy passou ao tenente-coronel Helcio Motta, menos de um mês depois; Helcio foi até novembro daquele ano, quando passou ao major Osorio Fonseca, que o conduziu até a data do desmembramento.

Durante aquele ano de 1971, o pessoal encarregado do trânsito urbano enfrentou amplos obstáculos logísticos, posto que sua sede estava situada fora do centro de Manaus, principal local de desempenho. Como distribuir e como alimentar os policiais? relembrando que o aquartelamento estava em Flores. O arranjo ocorreu em abril do ano subsequente, com a disposição do comandante-geral, coronel EB Paulo Figueiredo, que providenciou o afastamento dos irmãos siameses. No quartel acima indicado, permaneceu a Companhia de Polícia Rodoviária, sob o comando do capitão Humberto Soares; e a de Trânsito, ocupou as dependências que antes serviam de almoxarifado do quartel da Praça da Polícia, com entrada pela rua José Paranaguá, sob o comando do major Osório Fonseca.

Este arranjo, contudo, somente seria legalizado pelo Decreto 2.426, de 14 de dezembro de 1972, que dispôs “sobre a Organização Básica da Polícia Militar do Amazonas”. Como enunciado, este edito promoveu vigorosa reformulação na estrutura geral da corporação. Oportunidade em que foram criados e extintos alguns corpos policiais, tendo obtido mais evidência a incorporação do serviço de extinção de incêndios, até então executado pelo Corpo de Bombeiros Municipais.

Relíquia instalado no CPM

Relacionado ao policiamento de trânsito, foram tomadas as seguintes medidas: extinção do Batalhão de Policiamento Especial, art.  29 - e, com seu efetivo, criadas a Companhia de Trânsito (Cia Tran) e a Companhia de Polícia Rodoviária (Cia Pol Rdv), consoante o art. 30, mantidos o efetivo e o aquartelamento já ocupados, desde abril.

A atividade da Cia Tran veio disciplinada no art. 15: “tem por missão realizar todo o policiamento de trânsito na capital e atuará em obediência ao planejamento do Departamento de Trânsito (Detran)”. No parágrafo único ficou estabelecido que “as atividades de policiamento deverão ser disciplinadas em convênio celebrado entre a Polícia Militar e o Detran”. Tamanha proximidade e subordinação se esclareciam pelo apoio financeiro que este departamento obsequiava à Cia Tran, como retribuição ao reforço nas finanças que esta promovia mediante a aplicação de multas.

Circulada em A Crítica, 1995

Seu primeiro comandante – major Osorio Fonseca – permaneceu na direção até outubro de 1973, quando foi nomeado diretor do Detran. De maneira casual, foi simples essa permuta, bastou-lhe atravessar a rua e meter o paisano, pois como já descrito as duas repartições estavam uma na ilharga da outra. (segue)

segunda-feira, abril 26, 2021

EXPOSIÇÃO FILATÉLICA REGIONAL (1975)

Os Correios estão na mídia, lamentavelmente por um infeliz motivo: sua desestatização. Em outras palavras, o governo se empenha em passar seu emprego à iniciativa privada. No entanto, múltiplas perguntas circulam, algumas ainda sem retorno. Uma delas é: qual o destino dos Selos e, em consequência, dos colecionadores?

Em Manaus, como em inúmeras unidades territoriais do país, funciona um clube ou associação, abrigando os filatelistas. O Clube Filatélico do Amazonas (CFA) data de 1969, e segue em funcionamento. Ainda que claudicando, vai tentando se reerguer, para isso vem realizando reuniões semanais. De outro modo, busca reunir os antigos filatelistas e, para tanto, repassa os jornais antigos da cidade que contam a trajetória do CFA.

Compartilho a publicação do Jornal do Commercio (8 junho 1975), que noticia a terceira exposição regional promovida pelos Correios e o CFA.  

Recorte do Jornal do Commercio (8 junho 1975)

 A exemplo de anos anteriores, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — Diretoria Regional do Amazonas realizará de 12 a 22 de julho próximo a III EXFILAM —Exposição Filatélica do Amazonas, com a participação direta do Clube Filatélico do Amazonas e de convidados especiais.

A III EXFILAM visa, evidentemente, difundir em termos mais amplos a Filatelia em nosso Estado, conforme vem ocorrendo no resto do país, dentro de diretrizes educacionais, de alcance maior voltadas para a grande massa estudantil. Cumprindo a nova política filatélica da ECT e do CFA, os objetivos da III EXFILAM são, despertar o interesse em estudantes e no povo em geral por selos, como também mostrar a todos os novos os amplos caminhos que a Filatelia vem tomando no Brasil, e seu sólido prestígio, pois trata-se de atividade eminentemente educacional.

Esses caminhos se consubstanciam na constante melhora do selo na Casa da Moeda, que com equipamento moderno, matéria prima de alta qualidade c ainda com excelentes artistas, equiparou o selo brasileiro aos melhores do inundo, superando velhas dificuldades. A evolução foi tão acentuada que dentro em breve o Brasil passará a exportar selos, operação verdadeiramente sem precedentes, e que mostra definitivamente o avanço técnico-artístico do nosso selo. (...)

 

Programação oficial para a realização da III EXFILAM —Exposição Filatélica do Amazonas. Realização — Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Participação — Clube Filatélico do Amazonas. Data — de 12 a 22 de julho do corrente ano. Local — Pinacoteca do Estado.

 

Serão oito os prêmios a que concorrerão os filatelistas que participarem da III EXFILAM:

a) Grande Prémio de Honra (melhor conjunto).

b) Grand e Prêmio Amazonas (Melhor Brasil).

c) Grande Prémio Cidade de Manaus (melhor temática).

d) Grande Prémio ECT (melhor coleção estrangeira).

e) Premiu Especial Paulo Emílio Bregaro (O Correio da Independência). Melhor coleção juvenil.

f) Segunda melhor do Brasil.

g) Segunda melhor temática.

h) Segunda melhor estrangeira.

Além desses prémios, serão distribuídas cerca de 20 medalhas às damas concorrentes.

 

Comissão julgadora: comendador Danilo Duarte de Matos Areosa, ministro Álvaro Bandeira de Melo, dr. Jaime Bitencourt, Hugo Fracarolli (possivelmente, vice-presidente da Associação Brasileira de Filatelia), um representante do Conselho de Cultura, presidente do Juri: Sra. Lais Scuoto, Assessora Filatélica da ECT

Comissão Executiva: engenheiro Nelson Porto, Roderick Castelo Branco e Edilson Aguiar.

Carimbo — Haverá distribuição de envelopes carimbados com carimbo especial da exposição.

Diplomas — Todos os participantes da III EXFILAM terão direito a um Diploma de Honra, como também o Diretor Regional da ECT e os patrocinadores.

Quadros — As coleções serão expostas em 21 quadros de propriedade da empresa. Caso haja necessidade, poderão ser utilizados os painéis da Pinacoteca.

Inscrições — As inscrições terão início no próximo dia 10 de junho, e serão aceitas até o dia 10 d e julho, gratuitamente, no Guichê Filatélico da ECT.

Coquetel — Por ocasião da abertura da III EXFILAM, haverá um coquetel para os convidados e para a imprensa. Segurança — As coleções estarão sob a guarda da Polícia Militar do Estado.

sexta-feira, setembro 25, 2020

QUARTEL DE PETROPÓLIS: 50 ANOS

A pandemia do covid19 embaraçou muitas celebrações. No dia da criação da província do Amazonas, a Polícia Militar do Estado não se lembrou da inauguração do seu principal aquartelamento situado no bairro de Petrópolis, acontecido há 50 anos. Ainda que somente estivesse concluído o pavilhão principal, destinado a abrigar o comando superior da corporação, como em nossos dias acontece, o fato é que o governador Danilo Areosa o realizou solenemente.
Muro frontal do quartel,
em Petrópolis (2019)

Areosa efetuou com dupla solenidade. A primeira, ocorreu no quartel do CIM (Centro de Instrução Militar), localizado na rua Dr. Machado, sobre o barranco do igarapé do Mestre Chico, onde atualmente o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano) preserva o que restou do velho quartel do “Piquete” de cavalaria, o portão de ferro construído no final do século 19.  No espaço esportivo ali existente, local de tantas “peladas”, o governado do Estado realizou a entrega das medalhas Tiradentes e Cidade de Manaus.

Detalhe: no CIM, a instrução policial foi inicialmente realizada em barracão de madeira, que fora improvisado, a fim de treinar o primeiro grupo de soldados, antes deste enfrentar os problemas da rua. Em 1972, o Piquete foi demolido e dele foi guardado o portão da entrada, ainda agora exposto no pátio do novo aquartelamento.

Uma descrição jornalística relata a segunda parte da solenidade, que diz respeito à inauguração do pavilhão (ainda inominado) principal do quartel em Petrópolis. A planta da edificação prenunciava mais quatro pavilhões, no entanto, somente mais dois foram concluídos. Com esse fato, parte do vasto terreno adjudicado para a edificação foi ocupado por terceiros. Ainda assim, o quartel sempre foi grande demais para sua ocupação.

Terminada a aposição das condecorações, os presentes se dirigiram às novas instalações da PM, no bairro de Petrópolis.  O governador inaugurou o pavilhão lá existente e prometeu que entregaria em dezembro os outros quatro pavilhões que formarão o Quartel General da Polícia Militar do Amazonas. O pavilhão tem linhas discretas, modernas, e foi feito para alojar 150 homens. (Jornal do Commercio, 6 set. 1970)

Pretendi, esforcei-me com afinco para que a corporação afixasse sequer uma placa – dessas de alumínio modesto – no pavilhão, com o fito de assinalar a sua fundação. Não obtive vitória. Desse modo, vou afixar a minha, ainda que virtual.

Em 5 de setembro de 1970, ocorreu a inauguração deste pavilhão, 

que compõe o complexo policial de Petrópolis, obra do Arquiteto

SEVERIANO MÁRIO PORTO

nascido nas Minas Gerais, mas que adotou a capital amazonense,


onde produziu suas mais premiadas obras, daí seu reconhecimento


 internacional.

 

Com o respeito deste rabiscador

Roberto Mendonça


Solenidade no CIM, coronel Maury apõe medalha no prefeito Paulo Nery;
ao fundo, a extinta castanheira; (à dir.) a inauguração do novo quartel
(Jornal do Commercio, 6 set. 1970)


sexta-feira, abril 03, 2020

NELSON FREIRE NO TEATRO AMAZONAS

Nelson Freire
(A Crítica, 1970)

Ao final de março de 1970, o pianista Nelson (José Pinto) Freire (1944-), nascido em Minas Gerais, já consagrado internacionalmente, veio a Manaus para inaugurar o piano de nossa Casa de Espetáculos. O acontecimento estava incluído na programação do terceiro ano de governo do Dr. Danilo Areosa. Por esse motivo, a presença da esposa do governador neste concerto.

Ao escrever este preâmbulo, lembrei-me de um texto do padre Luiz Ruas sobre este pianista. O lembrete do Ruas ocorreu em 17 de agosto de 1957, em sua coluna jornalística intitulada Ronda dos Fatos (encartada em A Crítica), quando Freire participou, aos 12 anos, do Concurso Internacional de Piano, realizado no Rio de Janeiro. Conquistou o 7º lugar, mas foi brilhante.
NELSON BRILHA NO PIANO 
E por falar em meninas prodigiosas nos vem à lembrança o menino Nelson Freire de doze anos de idade que, parece, vai conseguir um ótimo lugar, tendo sido classificado para as provas finais, no Concurso Internacional de Piano.Nas provas semifinais, Nelson foi chamado cinco vezes ao palco, sendo o que conseguiu maiores aplausos. O menino interpretou o estudo Op. 10 nº 8, Noturno Op. 27 nº 1 e Polonaise Op. 53.E segundo o júri, ”os brasileiros formam com os americanos os melhores candidatos do concurso”.
  
A notícia aqui compartilhada retirei de A Crítica, de 30 de março de 1970, portanto, são passados 50 anos.


Em entrevista exclusiva concedida a este jornal, à tarde de ontem, no Hotel Amazonas, o pianista Nelson Freire teve oportunidade de dizer que, de hoje em diante com esse piano (Steinway & Sons), Manaus passará a ser uma cidade disputadíssima pelos artistas.
Nelson Freire logo à noite estará inaugurando o belo instrumento recém-adquirido pela Fundação Cultural do Amazonas, para nosso Teatro, com um programa que Inclui Mozart, Beethoven e Chopin.
Na ocasião da entrevista o poeta Elson Farias, o engenheiro e crítico musical Nelson Porto, o jovem Malcolm Kigar, paulista, estudante de música (orquestração) em Los Angeles (California) em trânsito por Manaus e o poeta Alencar e Silva.
Nelson Freire é um artista que dispensa maiores apresentações. É um nome mundial consagrado como dos mais excepcionais virtuoses do piano. A plateia amazonense inclusive já o conhece de sua apresentação no Teatro Amazonas em 10 novembro 1967.

ENTREVISTA
Gostaríamos, Nelson Freire, que v. nos falasse das qualidades de piano que será inaugurado pelas suas mãos.  Trata-se de um ótimo instrumento. Requer por isso mesmo cuidados especiais para a sua boa conservação, principalmente contra a umidade. Doravante será um prazer vir tocar em Manaus, pois com esse piano, Manaus passará a ser uma cidade disputadíssima pelos artistas.
— Qual o seu próximo compromisso internacional? Canadá. Darei dois concertos em Montreal. Em seguida, irei a Nova York, onde gravarei 24 prelúdios de Chopin
Quais, na sua opinião, os maiores centros musicais da atualidade? Londres, Paris e Nova York

O PIANO
O ato inaugural do piano à noite de hoje se revestirá de solenidade, devendo ser aberto pela Sra. Violeta de Mattos Areosa, primeira dama do Estado, que se fará assim madrinha do belo instrumento.
Podemos adiantar, ainda que, para assinalar o evento, a Fundação Cultural do Amazonas proporá ao Conselho Estadual de Cultura a afixação de uma placa comemorativa do segundo centenário de nascimento de Beethoven.

domingo, março 29, 2020

LEMBRANÇAS DE MANAUS

Ano de 1970. em 30 de março, o jornal A Crítica publicou, em homenagem ao 3º ano do governo de Danilo Areosa, a propaganda sobre a inauguração de reservatórios, que foram projetados pelo arquiteto Severiano Porto.À direita, também de março de 1970, o jornal A Notícia estampou a caricatura de Amadeu Teixeira (1926-2017), treinador do América FC,  por 53 anos, cuja longevidade nesta função deu-lhe o recorde inscrito no Guiness.


O caricaturista João Miranda integrava o jornal A Crítica que, em 19 de março de 1995,
publicou esta charge. A ideia básica era a polícia contra os carros com insulfilm,
cuja  modernidade - corriqueira em nossos dias - começava a incomodar a segurança. Daí o vexame
do guarda diante do impasse: que fazer com meu superior?


Quem não teve uma Barsa, deve ter consultado ou, na pior, sonhado com uma na estante de casa.
Atualmente, diante da expansão dos meios de comunicação, virou peça de arquivo. Este anúncio compartilhei de A Crítica, março de 1995.


domingo, fevereiro 23, 2020

TV BARÉ E O GOVERNADOR AREOSA

Okada, na foto de cima,
de quepe.

Em Manaus, a primeira estação de televisão foi a TV Ajuricaba (canal 38 VHF), dos Hauache, que se transformou na TV Amazonas, afiliada da Rede Globo. A segunda foi a TV Baré, pertencente aos Diários Associados, que eram proprietários do Jornal do Commercio e da Rádio Baré. Não demorou muito, pois os Associados, já em decadência, passaram a concessão para a atual TV A Crítica.
Quando da construção do edifício em operou a TV Baré, o governador Areosa (1967-71) fez uma visita de cortesia. Uma nota sobre essa visitação foi publicada no Jornal do Commercio (13 fevereiro 1970), esquecendo o noticiarista de nominar o ajudante de ordens do governador, trata-se do capitão PM Odacy Okada que, em nossos dias é coronel reformado, todavia, vem lutando com galhardia pela saúde própria.

Legenda da foto (Jornal do Commercio, 13 fev. 1970)
O governador Danilo visitou todas as instalações em construção da TV Baré, ouvindo com interesse as informações que lhe eram dadas pelos jornalistas Epaminondas Barahuna, superintendente dos "Associados" na Amazônia Ocidental, Ayrton Pinheiro, diretor da nova emissora. Acompanharam-no na visita o secretário de Imprensa, Sinval Gonçalves, e seu ajudante de ordens [capitão PM Odacy Okada].

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

CAMTEL EM MAUÉS


O governador Danilo Areosa (1967-71) teve o privilégio de inaugurar a Camtel (Companhia Amazonense de Telecomunicações), a iniciativa incisiva para restaurar o serviço de telefonia no Estado. Ao término do terceiro ano de seu governo, o interior começou a se comunicar com a capital.
A nota do Jornal do Commercio (5 fevereiro 1970) ilustra bem esse empreendimento, quando da cidade de Maués o governador Areosa se comunica com o general comandante do CMA, em Manaus. 


 CAMTEL em Maués

Instante em que o governador Danilo Areosa realizava a primeira ligação radiotelefônica entre Maués e a nossa capital, após a inauguração da estação da CAMTEL, vendo-se ainda o sr. Carlos Lins, presidente da entidade.
O governador Danilo Areosa (foto) falou com o general Rodrigo Octávio Jordão Ramos, comandante Militar da Amazônia e 12ª Região Militar, no ato da inauguração, realizada segunda-feira última como parte do programa de festejos do 3º aniversário de seu governo.

terça-feira, fevereiro 04, 2020

GRUPO ESCOLAR PRIMEIRO DE MAIO: 1970


Para marcar o terceiro aniversário de administração do governo Danilo Areosa (1967-71), foi aberto aos estudantes primários, após restaurado, o GE (Grupo Escolar) 1º de Maio, ao tempo com frente para a rua Barcelos. As modificações impostas à edificação transferiram seu endereço para a rua Duque de Caxias, nº 1856, onde permanece atuando.
A solenidade ocorreu em 1º de fevereiro de 1970, portanto, perfazendo o cinquentenário. Lembrando que a posse do governador àquela época acontecia em 31 de janeiro.

O registro jornalístico cabe ao matutino O Jornal (3 fevereiro 1970), em cuja foto inseriu a legenda:

Recorte de O Jornal, 3 fevereiro 1970
Em companhia do Secretário de Educação, sr. Vinicius Câmara, a esposa do governador do Estado, sra. Violeta Areosa, inaugurou as reformas do grupo escolar “Primeiro de Maio”, na Praça 14. Na foto, entre os participantes da solenidade, entre eles o secretário Vinicius Câmara e a professora Stela Braga, diretora do “Primeiro de Maio”.

sexta-feira, janeiro 31, 2020

FUTEBOL AMAZONENSE - 1970


Janeiro de 1970, o presidente da FAF (Federação Amazonense de Futebol), Flaviano Limongi, empenhava-se em trazer a seleção brasileira, que preparava para a Copa do Mundo (no México), para um jogo em Manaus. O estádio “Vivaldão” ainda que semipronto, já permitia jogos de futebol. Enfim, o futebol amazonense desfrutava de excelente prestígio, em função da qualidade do futebol dos clubes.
Era isso que o informava o Jornal do Commercio, quando desembarcou em Manaus o presidente da FAF.
Uma semana antes, o Nacional FC, “o mais querido”, comemorou seu aniversário na nova sede, na rua São Luís, bairro de Adrianópolis, conforme registrou o matutino O Jornal (14 janeiro 1970).

Limongi, ao centro. Jornal do Commercio, 21 janeiro 1970
 Limongi retornou
Limongi voltou ontem da Guanabara e foi recebido no Aeroporto de Ajuricaba, por inúmeros amigos e desportistas, a despeito do horário impróprio. Na foto aparece o "marechal" do esporte amazonense (de terno escuro) ladeado por dirigentes departamento de futebol amador e jogadores da seleção juvenil, além do tenente Arlindo Luchards, preparador físico do escrete que vai a Santo André.
 
Festa do Nacional. (O Jornal, 14 janeiro 1970)

Nacional Festejou Aniversário Oferecendo Coquitel (sic)

O Nacional Futebol Clube festejou, ontem, a passagem do seu 57º aniversário de fundação, oferecendo, em sua nova sede (em construção), no bairro de Adrianópolis, um coquetel as mais altas autoridades, constituídas e esportivas, clubes coirmãos, Imprensa, Rádio e Televisão.
Na foto, um aspecto da festiva reunião, que contou com a presença do governador Danilo Duarte de Matos Areosa, prefeito Paulo Pinto Nery, coronel José Maury Silva e esposa, deputado Rafael Faraco, presidente da ALE, deputado federal José Lindoso e outras pessoas ilustres.

Nota pessoal: na legenda ocorreu um lapso, não há a identificação do coronel PM Trigueiro, chefe da Casa Militar do governador (à frente, à esq.)



quarta-feira, janeiro 29, 2020

TELEFONIA EM MANAUS: A CAMTEL

De certo, a CAMTEL (Companhia Amazonense de Telecomunicações) deve ser minimamente a avó da nossa telefonia, exercida hoje por algumas companhias. Inaugurada em fevereiro de 1968, foi a arrojada iniciativa do governo estadual, tentando substituir o falido sistema ainda com ranço inglês. A telefonia local até que funcionava, eram apenas quatro números. (Lembro do primeiro telefone que usei, o do Seminário, o 12-69.) A Telamazon substituiu a CAMTEL, até ser aquela encampada pela iniciativa privada.

Quanto à comunicação interestadual, era um desastre, cujo serviço era prestado pela Pará Telephone Company. Para ilustrar a informação, a telefonista servia de intermediária na conversa, além de se ter que entrar na fila indo a sede da companhia, que funcionava ali próximo do Hotel Amazonas.
A Camtel para expandir a rede vendia telefone a prazo, todavia, havia que ter paciência para aguardar a instalação. No entanto, quanto valor possuía este investimento, cabendo declarar esta propriedade no Imposto de Renda, valorizado conforme o prefixo. O 32.. era o mais bem cotado. De quatro números, passou-se pra cinco e, atualmente, são nove.

Anúncio circulado em janeiro 1970
Já em 1970, a Camtel inaugurou uma escola primária para os filhos dos seus funcionários, anunciou a festa o Jornal do Commercio (1º fevereiro 1970). Nesse período, os aparelhos comunitários já se espalhavam pela cidade, trazendo conforto para uns e dificuldades para as organizações de segurança, em especial, os Bombeiros, que recebiam largo número de trotes. Ainda mais que o 193 era gratuito. Era esse telefone intitulado (amigo) público nº 1, conforme anúncio circulado em janeiro de 1970.
Para mais detalhes: consulte no Blog do Durango: Aspectos do Serviço de Telefonia em Manaus (Série 1960).



A Escola da CAMTEL

Os filhos dos funcionários da Companhia Amazonense de Telecomunicações têm, desde ontem, uma escola primária própria, que está localizada na rua Major Gabriel, trecho compreendido entre a Ramos Ferreira e a Leonardo Malcher. A inauguração do estabelecimento foi feita pelo governador Danilo Areosa, que aplaudiu a iniciativa da CAMTEL dizendo ser a escola mais uma afirmação de que a empresa está bem administrada.
O presidente da Companhia, Carlos Lins, mostrou as instalações e o equipamento da escola ao chefe do Executivo e ao secretário de Educação, Vinícius Câmara — que são vistos na foto inferior —, tendo também estado presentes à cerimônia outras autoridades e os demais diretores da CAMTEL, Prof. Júlio Silva e Eng. Calil Dib.

Nota: A legenda da foto deixou de citar o ajudante de ordens do governador, o então capitão PM Odacy Okada (primeiro, à esq.). Está feito o reparo, caro amigo, coronel.

sábado, janeiro 18, 2020

DR. ZERBINI VISITA A UA



São passados 50 anos em que o Reitor da Universidade do Amazonas – Dr. Jauary Marinho – convidou ao Dr. Euryclides de Jesus Zerbini para abrilhantar o primeiro quinquênio de existência desta Escola de ensino superior. Dr. Zerbini notabilizara-se ao executar o primeiro transplante cardíaco no Brasil. Desse modo, recebido com toda cortesia, esteve presente às várias solenidades que marcaram a data e a expansão da Universidade.

A foto do Jornal do Commercio (18 jan. 1970) mostra o convidado descerrando a fita de inauguração, e pode-se destacar o governador do Estado, Dr. Danilo Areosa e sua esposa, além do prefeito de Manaus, Dr. Paulo Nery, e ao fundo o arcebispo de Manaus, dom João de Souza Lima, e o próprio dirigente da UA.


O prof. Euryclides de Jesus Zerbini, que veio a Manaus especialmente convidado pelo Reitor Jauary Marinho, inaugurou ontem o Ambulatório “Araújo Lima”, desatando a fita estendida à entrada do prédio. À noite, no Instituto de Anatomia e Histologia “Alfredo da Mata” o famoso cirurgião brasileiro, inaugurando o auditório que recebeu o seu nome, pronunciou a conferência sobre o “Tratamento cirúrgico da interferência coronária”.
Página do Jornal do Commercio, 18 jan. 1970