CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

Mostrando postagens com marcador Nacional FC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nacional FC. Mostrar todas as postagens

terça-feira, junho 30, 2026

FUTEBOL NO AMAZONAS: 1968

Aproveitei a Copa do Mundo para postar esta conquista bem esquecida de nosso futebol - ou como registrou o cronista - do pebol amazonense. Trata-se de um amistoso entre o Nacional e o Flamengo, em julho de 1968.
Brasão do Naça


 

Recorte do jornal A Crítica, 15 julho 1968

 A vitória do Nacional FC, ontem, sobre o Clube de Regatas do Flamengo, por 1x0, veio consolidar o progresso do futebol amazonense. E assim aconteceu para dissipar latidas as dúvidas daqueles que, incompreendidamente, tentam de uma maneira ou outra, ofuscar a beleza do “association” que presentemente praticam nossas agremiações. O triunfo do Fast Clube sobre o Vasco (1x0) e a nova vitória do “Rolo Compressor” ante o Madureira e ainda o seu empate contra o Flamengo, à noite de quinta-feira passada e, agora, o feito nacionalino ao abater o famoso Mengo do futebol carioca, são argumentos indestrutíveis a atestar a evolução do pebol baré [futebol amazonense].

Esperavam alguns que o fato do Flamengo vir integrado de todos os seus titulares, facilmente, venceria os compromissos a saldar em sua temporada. Porém, o preparo e o bom futebol de nossas representações suplantaram as esperanças flamenguistas, e, como tal, aí está o Flamengo cumprindo dois jogos, sem marcar qualquer gol, empatando um jogo e perdendo o outro, ontem, para o Nacional FC.

Naturalmente, que pela importância empreendida ontem ao jogo Nacional x Flamengo, dado que o empate de 2x2, verificado entre essas mesmas equipes em 1966, serviu de principal atração, sabido que naquela ocasião o inconformismo se apoderou da festejada agremiação da Gávea. E, assim, o o prélio de ontem Flamengo x Nacional, passou a ser olhado como sendo decisivo.

Da esq. 👉alguns atletas do Mengo que jogaram em Manaus:
Murilo, Manicera, Marco Aurélio, Onça, Carlinhos 
e Paulo Henrique (Internet 3º Tempo)

RENDA E QUADROS

O espetáculo teria proporcionado uma arrecadação superior a 40 mil cruzeiros novos. E os quadros jogaram assim:

NACIONAL — Marialvo; Pedro Hamilton, Sula, Berto e Teo (Jonas); Mário e Rolinha; Zezé (Pretinho), Lió, Rangel e Pepeta.

FLAMENGO — Marco Aurélio; Murilo, Manicera, Onça e Paulo Henrique; Carlinhos e Reyes; Zélio, Luiz Carlos, Silva e Rodrigues Neto.

EXPULSÃO: O jogador Onça, zagueiro do Flamengo, foi expulso de campo ao final do segundo tempo, por insulto e desrespeito ao árbitro Manoel Luiz Bastos.

sábado, junho 21, 2025

GAROTOS DE ANTEONTEM

 Não tenho muito a acrescentar à legenda sobre os garotos, que buscavam, como buscam os nossos hoje, sucesso no futebol. Apenas que eles nos parecem treinar sem utilizar qualquer equipamento do esporte, apenas um calção e os pés descalços. Qual deles venceu, não há registro, salvo se um deles, aos 70 ou mais anos, reconhecer a turma. Torço que aconteça, pois o registro foi postado em A Gazeta, edição de 18 de março de 1964.

Jornal A Gazeta, 18 março 1964

 COMO SÃO BELOS OS DIAS DO DESPONTAR DA EXISTÊNCIA

Embora não corram pelas campinas, atrás de borboletas azuis, ainda andam de pés descalços, braços nus, principalmente quando chega a hora da pelada. Aí, cada um deles se sente um Pelé, Garrincha ou Nilton Santos em potencial. Para ser Gilmar, só na torcida, que jogar no gol ninguém quer, isto aí todos nós fizemos em nossos tempos de meninice, sem direito, porém, a retrato no jornal, que certamente será guardado para, na posteridade, lembrar os companheiros, com seus apelidos divertidos.

E estão na gravura, numa pose especial para “A Cidade em Foto”: Cobra, Amarelão, Nato, Colorau, Cabeção, Torpedo, Léo, Casqueta, Pé- chato, Mucura, Coelho e Tá-tá-tá.

O futuro, para todos eles, é uma incógnita, mas, enquanto isto, se divertem no campinho da sede do Nacional e se sentem uns futuros heróis dos gramados, quase uns campeões do mundo. Nada de nome completo com filiação e outras identidades. O gostoso é guardar os apelidos, para relembrar depois, quando forem grandes e tiverem vencido na vida. Com muitas saudades destes tempos ditosos que passarão céleres.  

terça-feira, setembro 24, 2024

DUELO ENTRE JOGADORES NACIONALINOS (1969)

 A encrenca que aqui compartilho de um jornal manauara somente será lembrada pelos mais antigos torcedores do “mais querido” amazonense. Briga entre jogadores do mesmo clube sempre acontecem, ainda ontem (23) dois atletas do “Papão” paraense – ao vivo - foram separados pelos colegas. Todavia, a disputa que reproduzo foi bem mais grave, Lió e Berto, do Nacional FC, marcaram encontro na rodovia AM 010, para resolver uma desavença. Detalhe: usando armas, que permite assegurar tratar-se de um duelo.

Vamos aos fatos, narrados com muito arrebatamento pelo jornalismo de A Crítica, edição de 21 de fevereiro de 1969.

Recorte do mencionado jornal
 

UMA velha rixa que ninguém sabe de que nasceu culminou ontem com um duelo à bala entre Berto e Lió, logo após o treino do Nacional, clube pelo qual jogam no quadro titular. A equipe profissional do clube realizava o primeiro treino, depois do período carnavalesco, e tanto o zagueiro quanto o atacante jogavam pelo mesmo lado, quando de repente passaram a discutir. Apartados a tempo, acertaram os dois um “tira-cisma” para fora de campo. Sem aceitarem deixar por menos, os dois tomaram suas motonetas e rumaram para a AM-1, escolhendo o km 10 para o duelo.

Lió chegou um pouco atrás de Berto e foi recebido com uma saraivada de tiros, dos quais dois o atingiram em cheio. Puxou sua arma, e respondeu à bala, atingindo de leve o zagueiro. Depois da luta armada, acompanhada de perto pelos jogadores Mário Jorge e Chiquinho, e de longe pelos outros companheiros do time, Lió caiu sem forças e era transportado para o “Pronto Socorro São José”, enquanto Berto fugia num Volks de cor gelo.

DISCUSSÃO

Nenhum jogador do Nacional sabe a origem da discussão. Nem mesmo os que atuavam mais perto dos dois. Só viram quando um chamou o outro para brigar. Foi Berto que tomou a iniciativa e Lió topou a parada dizendo que era homem para brigar em qualquer parte. O técnico Barbosa Filho interveio com energia e fez ver aos dois que se quisessem brigar, deixassem para depois do treino, sob pena de estragarem sua carreira esportiva. Os dois concordaram em continuar o treino sem brigas, mas acertaram logo que depois iriam ajustar as contes.

Quando o “bate-bola” encerrou, no caminho para o vestiário ao lado da sede nova, Lió indagou a Berto: Como é, vai ser aqui, ou lá fora?

Nesta ocasião os outros jogadores chegaram e evitaram o choque, do que se aproveitou Berto para propor a saída para a AM 1. -- Aceito, e vou já, disse Lió.

Ambos entraram no vestiário sem ligar para os pedidos dos amigos, Berto nem tomou banho. Tirou o uniforme e vestiu uma calça preta e camisa branca, pegou sua “bereta”, botou na cintura e saiu em uma motoneta. Lió não se apressou muito. Tirou o uniforme, tomou banho, vestiu uma camisa, limpa e foi de calção para sua lambreta. Com uma diferença de dois minutos seguiu Berto pela Estrada do Parque 10. Os demais jogadores que têm motonetas seguiram atrás, mas os primeiros foram Mário Jorge e Chiquinho, que montava a “Honda” deste último.

Quando Berto atingiu o quilômetro 10, perto da Ponte do Parque 10, parou sua máquina e a colocou no descanso, passando a esperar por Lió. Quando este chegou e foi freando a lambreta, foi surpreendido com os tiros. Dois lhe atingiram em cheio, um no pé esquerdo e outro na inguinal direita (virilha). Se esquivando por trás da máquina, Lió tirou do porta-luvas um revólver e enfrentou o inimigo. Berto subiu o barranco, escondendo-se por trás de umas árvores. Lió na perseguição. De quando em quando, disparavam. No intervalo de um para outro tiro, Chiquinho e Mário Jorge se aproximavam dos dois pedindo por tudo que acabassem com aquilo. Mas Berto os afastava, apontando-lhes a arma. (...) 

POLÍCIA

Ao mesmo tempo em que que o comissário Salum Omar, da Delegacia de Segurança chegava ao Pronto Socorro, vários soldados da Polícia Militar iniciavam o trabalho de isolamento do hospital, pois populares estavam prejudicando a ação dos médicos e enfermeiros, querendo ver o jogador baleado. O comissário Salum Omar anotou alguns detalhes e tomou nota do nome de uns 10 jogadores que serão ouvidos hoje no inquérito instaurado. Até às 22 horas, Berto continuava desaparecido, embora houvesse a informação de que se encontrava na residência do advogado Benjamim Ramos.

Jogador Lió

QUEM É QUEM

Leonardo Andrade, baiano, 24 anos solteiro, é Lió. Joga no Nacional, onde é o maior ídolo da torcida, há quase dois anos. Durante este período esteve fora da equipe por duas vezes. Na primeira oportunidade foi a São Paulo operar os meniscos.  Depois, foi vítima de um acidente de trânsito montando a mesma lambreta que ontem utilizou para ir ao local do duelo. É tido como jogador padrão. Goza de grande cartaz com a diretoria do clube e com a torcida.

Lauriberto Ignácio é o nome de Berto, um crioulo de 1m72, quarto zagueiro do quadro nacionalino do qual se encontrava afastado por enfermidade. É um jogador de grande cartaz no seio da torcida, porém, tido como mau-caráter. Diferente de Lió — que com tudo concorda com a Diretoria -- Berto é tido como “um criador de casos”. Já andou até envolvido em casos policiais, numa das vezes por agressão a uma mulher. Há quem diga até que a rixa surgiu há quase um ano por causa de mulher.

terça-feira, agosto 27, 2024

NACIONAL NO MARACANÃ (1969)

Encerrando as postagens sobre o prélio entre o Nacional FC 1x0 e o GE Maringá, em 24 de agosto de 1969, compartilho a página frontal de matutino, mostrando a explosão dos manauaras com o feito até hoje único. São passados 55 anos. 

Detalhe da 1ª página do Jornal do Commercio, 
27 agosto 1969 

Nacional de todas as cores  

Ontem, dia 26 de agosto, houve verdadeiro Carnaval na cidade com a chegada dos jogadores do Nacional, que no domingo souberam honrar o futebol amazonense no estádio Mário Filho (Maracanã), vencendo a valorosa equipe do Maringá, do Estado do Paraná, pelo placar de um a zero. Incalculável multidão, desde o meio-dia, começou a deslocar-se para o aeroporto de Ponta Pelada. As avenidas e ruas de acesso ao aeroporto apresentavam um movimento surpreendente, com milhares de pessoas a caminho de Ponta Pelada. Centenas de carros, caminhões, ônibus, motonetas conduziam milhares de pessoas. Os coletivos que fazem aquela linha eram insuficientes e os que não dispunham de ao menos uma "carona", foram a pé. Em frente à estação de passageiros a festa virou carnaval e as bandeiras de todos os times confraternizaram na recepção ao Nacional que honrou o futebol amazonense. Desaparecia o clubismo para predominar apenas o Futebol Amazonense, que vive bastantes de glórias, cabendo ao time mais querido mostrar no Maracanã, a evolução do pebol baré. E ao som de batucadas e da banda da Polícia Militar do Estado, milhares de pessoas cantaram e pularam na maior explosão de alegria que o futebol já proporcionou ao manauara. Bandeiras do Nacional, Rio Negro, América, São Raimundo, Olímpico, Fast, Sul América e Rodoviária, entrelaçavam-se numa apoteose esportiva. A tarde quente caiu, chegou à noite, e a cidade ainda cantava o grande feito.

O dia de ontem, efetivamente, será de agora em diante, o Dia do Futebol Amazonense.

Nota própria – pebol (corruptela de “pé na bola”), futebol.


domingo, agosto 25, 2024

NACIONAL NO MARACANÃ (1969)

Transcrito do O Jornal, edição de 27 de agosto, descrito com merecido entusiasmo a vitória do amazonense Nacional FC (conhecido por Naça) sobre o paranaense GE Maringá. 

Recorte de O Jornal, 27 agosto 1969

Dia 24 de agosto de 1969, o Maracanã repleto assistia também a caminhada vitoriosa do Brasil rumo ao título mundial de futebol. E antes o futebol amazonense se consagrava perante o país inteiro, graças ao esforço do grande e dedicado presidente Flaviano Limongi da Federação Amazonense, que conseguiu junto à CBD a apresentação do Nacional, campeão amazonense.



O Nacional bravamente venceu seu valoroso adversário pela contagem mínima gol assinalado por ação de Pepeta [José Ricardo dos Santos Silva], aos 10 minutos do segundo tempo. Gol que fez vibrar não só a torcida amazonense, bem como a torcida presente que simpatizou com o onze do maior Estado do Brasil. A partida apresentou os seguintes detalhes: Juiz — Luiz Carlos Oliveira; auxiliares — Eduardo Menezes e Aloísio Felisberto da Silva, todos da Federação Carioca de Futebol.


O glorioso quadro do Nacional venceu com Marialvo; Pedro Hamilton, Sula, Valdemiro e Téo; Mário e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho (Marcelo) e Pepeta. Maringá (Paraná) com Adelson; Cisca, Zé Carlos, Ditão e Japonês; Gauchinho e Reginaldo; Varley (Peter), Ademir (Zé Leite), Edgar e Valtinho. (...)

SERÃO HOMENAGEADOS

Para comemorar a visita do Nacional ao Maracanã, o presidente da FAF prestará significativa homenagem aos componentes da delegação do Nacional, bem como os demais cronistas que assistiram a grande exibição do representante do futebol amazonense. A delegação do Nacional FC que viajou ao Estado da Guanabara, para o jogo com o Maringá estava assim constituída e todos receberão medalhas amanhã em solenidade a ser realizada na FAF.

Presidente - Des. Joaquim Paulino Gomes. Diretores - Alfredo Ferreira Pedras, José Renato da Frota Uchoa, Samuel Facundo do Valle e José Soares Portela. Colaboradores - dr. Péricles Toledo e sr. Emanuel, antigo craque do Nacional. Técnico - Alfredo Barbosa Filho; médico - dr. Juarez Klinger; massagista - Júlio Fernandes; Roupeiro - Eduardo Santos, e Messias Sampaio, que foi como representante da crônica, escolhido pelo clube, e os seguintes atletas: Marialvo, Procópio, Pedro Hamilton, Sula, Valdemiro, Valdir Santos (emprestado pelo São Raimundo), Téo, Mário, Rolinha, Bell, Zeze, Rangel, Pretinho, Pepeta, Márcio, Marcelo e Chiquinho.

sábado, agosto 24, 2024

NACIONAL FC VENCEU O GE MARINGÁ (1969)

 Há 55 anos, era domingo – 24 de agosto –, no Estádio do Maracanã jogariam as seleções do Brasil vs da Venezuela (eliminatórias da Copa do Mundo 1970). À época havia a preliminar, normalmente entre os juvenis das mesmas agremiações. A fim de concluir a programação, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), do presidente João Havelange, programou em preliminar o encontro entre os vencedores do Torneio Centro/Sul x Norte/Nordeste. O Nacional campeão do Norte enfrentou o Grêmio Maringá, campeão do Torneio Centro–Sul de Futebol de 1968 e do Torneio Centro-Sul x Norte-Nordeste de 1968. Tratavam-se de duas agremiações vitoriosas em seus estados.

Recorte do Jornal do Commercio, 27 agosto 1969

Era a primeira vez que um clube caboclo ousava essa aventura, inclusive enfrentar o estádio do Maracanã. Narram os registros do clube que para tanto receberam ajuda do CR Vasco da Gama, que cedeu um ônibus; e do Fluminense, que brindou a delegação com um coquetel. Venceu o time amazonense pelo placar mínimo, com gol de Pepeta (ainda hoje vivo para confirmar esta história), cujo resultado capacitou a cidade de Manaus a festejar com euforia tamanha conquista.

55 anos depois, em decorrência de sérios tropeços destes quadros esportivos, tanto o Nacional como o Maringá disputam a segunda divisão do torneio regional.


sábado, abril 30, 2022

ALMOÇO DA AVC

Ontem (29) ocorreu mais um encontro dos coronéis veteranos da Polícia Militar, e o número de comensais foi expressivo. A coordenação do evento conseguiu retirar de casa alguns impertinentes “domésticos”. A farra ocorreu no “Lenhador” e foi de bom tamanho e de boas risadas, em particular as gargalhadas do amado Torres. Assinaram a lista de presença: Osorio Fonseca| Ruy Freire| Romeu Medeiros| Mael Sá| Cavalcanti Campos| Odorico Alfaia| Eber Bessa| Deusamar Nogueira| Ewerton Amaral| Marinho Alcantara| Vital Menezes| Pereira da Encarnação| Chagas Pereira| Frandemberg Maués| Silvestre Torres| Ary Renato| Adson Costa e Silva| Luís da Rocha| Ronaldo Toledano| Cauper Monteiro| Edmilson Nascimento| Roberto Mendonça e Zé Alberto.

Arnaud, Macedo e Cabral no quartel do
então Corpo de Bombeiros/PM

O evento serviu para relembrar o falecimento de um camarada: coronel Arnaud Barbosa, fato acontecido em Fortaleza, onde residia, mas que foi sepultado em Manaus, com as honras de praxe. Em complemento, compartilho a oração divulgada por outro veterano, coronel PM/BM Levy Marques Sobreira, que a torno minha:

Amigos veteranos da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), hoje é um dia triste para nós devido a separação da matéria de um grande amigo: coronel PM e CBM, sim, posto que em ambas as corporações Nestor ARNAUD Barbosa serviu com amor e dedicação. A ocorrência é motivo também de alegria, visto ele ter sido presenteado com a vida eterna que Deus promete aos seus seguidores.

Arnaud sempre foi um sujeito alegre, brincalhão, gozador, bom de bola, bom companheiro. Saudades ficam, tristeza não, a vida da carne acabou, porém o espírito vivo permanece e nos serve como protetor.

Arnaud, bons momentos vivemos aqui e são eles que guardarei como lembrança. Obrigado pela sua amizade. Kelly e Eduarda, meus sentimentos por tão grande perda, todavia, vocês são muito fortes pela maravilhosa estrutura cristã em aceitar as decisões divinas. A todos os familiares do Arnaud os meus sentimentos.

Acima, Arnaud (com a mão na bola) no juvenil do Nacional FC
abaixo (à esq.) em congresso ao lado do tenente Levy


sábado, abril 17, 2021

VOLEIBOL EM MANAUS

O esporte em suas várias modalidades floriu com vigor na capital do Amazonas. Faz algum tempo, certamente. Mesmo os amadores depararam nos clubes sociais um ponto de apoio. Nesta postagem vou destacar a final de voleibol disputada entre os dois dos mais lembrados clubes de Manaus: Rio Negro e Nacional. O evento ocorreu em julho de 1976, na quadra René Monteiro.

Roberto Gesta

Um detalhe convém se destacar: a movimentação de desportistas levou à criação da Federação Amazonense de Voleibol, cuja presidência foi exercida pelo entusiasmadíssimo dirigente Roberto Gesta (1945-), que se destacou nao apenas no Amazonas, mas como dirigente por décadas do esporte brasileiro.

 

Recorte do jornal A Crítica, 5 julho 1976

Rio Negro — Paulinho, Sérgio, Ozenir, Atala,
Paulo, Osvaldo, Advar, Hamilton, Manoel e Mário.

O Rio Negro manteve sua superioridade no sábado à noite, no Ginásio Renê Monteiro, ao derrotar o Nacional por 3 a O, sagrando-se Hexacampeão Amazonense de Voleibol Masculino Adulto. Nos dois primeiros sets, a equipe do Negão aplicou dois capotes: de 15 a 02 e 15 a 04. No terceiro, o técnico Thales Verçosa lançou vários reservas para que seus principais elementos fizessem descanso de 10 minutos, e depois voltaram com todo gás e liquidaram a fatura, com o set de 15 a 06.

Nos dois primeiros sets, o jogo estava sem motivação de torcidas, em face da fragilidade do time adversário. Mas nos primeiros minutos do último set, a torcida rionegrina começou a festejar o título de hexacampeão, conquistado com méritos pela melhor equipe do voleibol do Amazonas.

Os nacionalinos não conformados com os capotes aplicados pelo Rio Negro, resolveram catimbar a partida, tentando talvez desequilibrar o bom senso do juiz Alcimar Sampaio, que por sinal conseguiram. Porém, o resultado da catimba acabou causando a expulsão do atleta Marcão. Antes do jogo, os atletas do Nacional se recusaram entrar na quadra para decidir o título contra o Negão. Mas, tão logo isso aconteceu, o presidente da FAV, Dr. Roberto Gesta de Melo, agiu de bons modos e conseguiu convencer os nacionalinos.

Quadro do Nacional — Márcio, Manasseh, Marcão, Tadeu, Beto e Humberto. 

sexta-feira, janeiro 31, 2020

FUTEBOL AMAZONENSE - 1970


Janeiro de 1970, o presidente da FAF (Federação Amazonense de Futebol), Flaviano Limongi, empenhava-se em trazer a seleção brasileira, que preparava para a Copa do Mundo (no México), para um jogo em Manaus. O estádio “Vivaldão” ainda que semipronto, já permitia jogos de futebol. Enfim, o futebol amazonense desfrutava de excelente prestígio, em função da qualidade do futebol dos clubes.
Era isso que o informava o Jornal do Commercio, quando desembarcou em Manaus o presidente da FAF.
Uma semana antes, o Nacional FC, “o mais querido”, comemorou seu aniversário na nova sede, na rua São Luís, bairro de Adrianópolis, conforme registrou o matutino O Jornal (14 janeiro 1970).

Limongi, ao centro. Jornal do Commercio, 21 janeiro 1970
 Limongi retornou
Limongi voltou ontem da Guanabara e foi recebido no Aeroporto de Ajuricaba, por inúmeros amigos e desportistas, a despeito do horário impróprio. Na foto aparece o "marechal" do esporte amazonense (de terno escuro) ladeado por dirigentes departamento de futebol amador e jogadores da seleção juvenil, além do tenente Arlindo Luchards, preparador físico do escrete que vai a Santo André.
 
Festa do Nacional. (O Jornal, 14 janeiro 1970)

Nacional Festejou Aniversário Oferecendo Coquitel (sic)

O Nacional Futebol Clube festejou, ontem, a passagem do seu 57º aniversário de fundação, oferecendo, em sua nova sede (em construção), no bairro de Adrianópolis, um coquetel as mais altas autoridades, constituídas e esportivas, clubes coirmãos, Imprensa, Rádio e Televisão.
Na foto, um aspecto da festiva reunião, que contou com a presença do governador Danilo Duarte de Matos Areosa, prefeito Paulo Pinto Nery, coronel José Maury Silva e esposa, deputado Rafael Faraco, presidente da ALE, deputado federal José Lindoso e outras pessoas ilustres.

Nota pessoal: na legenda ocorreu um lapso, não há a identificação do coronel PM Trigueiro, chefe da Casa Militar do governador (à frente, à esq.)



domingo, maio 20, 2018

NACIONAL FC (2)

Sobre a reportagem compartilhada do Diário da Tarde (26 fevereiro 1965), aqui postada, faço algumas observações para facilitar o entendimento do leitor novo. Afinal, são decorridos 53 anos. Muitas águas já rolaram pelo futebol amazonense, causando o desastre que tristemente vivenciamos.
Na rua Saldanha Marinho, onde hoje se encontram um depósito do Carrefour e a loja Tropical, existiu a sede do Nacional FC, porém, dela não existe qualquer resquício.
O treinador Alfredo Barbosa Filho era oficial da Polícia Militar e, como amigo do governador Plínio Coelho (ambos dirigentes deste clube), chegou ao comando da referida corporação. Nesse mesmo ano, foram cassados pelo Governo Militar.
O Nacional era conhecido pelo “Mais Querido”, visto que possuía a maior torcida amazonense. Os concorrentes eram o Rio Negro e Fast Clube, conhecidos por “Galo Carijó” e “Rolo Compressor”, respectivamente.
Enfim, dos atletas mencionados na foto: estive junto de Gadelha e Holanda frequentando o NPOR. E Maneca, tornou-se professor, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Os atletas agachados, ao contrário da legenda, estão postados à partir da direita.
Bom domingo. 

Diário da Tarde, 26 fevereiro 1965

O Nacional tem sido uma escola. Tem dado muitas alegrias à juventude amazonense. Tem proporcionado oportunidades a vários garotos de subúrbio, que desde pequenos buscam o clube para tentar vencer no futebol. Da Saldanha Marinho já saíram autênticos craques. Remember: Orsini, Pratinha, Pedro Brasil, Jaime Costa, Mario China, Gilberto, Coimbra, Ribas, Português e muitos outros.
Jovens que se projetaram posteriormente em diferentes clubes. Dificilmente um rapaz que sai do time juvenil permanece como titular no Nacional. De todos os que citamos, apenas Ribas ainda está na Saldanha Marinho. O que ganhou mais cartaz foi Pratinha, tendo uma oportunidade de jogar no Recife.

DEDICAÇÃO E CARINHO
O Nacional deve muito — podia-se dizer que deve tudo — a Alfredo Barbosa Filho, o homem que nasceu para liderar. Para tratar de times de futebol. Formando-os. Imprimindo senso de conjunto. Quando o “Mais Querido” está sem ninguém como aconteceu em 60, ele teve juvenis para lançar no time de cima.
Da sua dedicação e carinho, sempre à frente da escolinha de futebol, Barbosa Filho tem dado a maior parte de sua existência ao clube. Tem revelado bons jogadores tanto para o Nacional como para outros grêmios manauaras. Porque depois de ter cartaz, geralmente o jogador deixa o “Mais Querido”.

DA SAFRA PARA ESTE ANO
O time de profissionais do Nacional já está com a média de 25 anos. Conta com jogadores que dentro de dois anos abandonarão as chuteiras. E o que vai salvar o clube é a safra do ano passado. De quem disporá o clube? Tem Holanda, Gadelha, Téo, Maneca e Gilberto. Elementos que podem ser aproveitados no time de cima em qualquer oportunidade, pois possuem boas qualidades no trato da bola.

INFLUÊNCIA PSICOLÓGICA
Quem está acostumado a acompanhar as partidas preliminares do Nacional, vê sempre os "cobrinhas" em ação. Produzem muito. Jogam em conjunto. Lutam pelo título todo ano. Todavia, quando são lançados no time de cima, os juvenis nacionalinos atuais, não são muito felizes. O resultado foi no jogo pela “Taça do Amazonas” quando os garotos não conseguiram acertar. Houve, entretanto, a alegação de que não estavam preparados para o prélio, pois caíram na folia na noite anterior.

TIME ATÉ 1970
O Nacional tem jogadores para ser campeão até o ano de 70. Campeão ou vice, pelo menos. Sabendo a direção tratar o material humano que possui o grêmio "mais querido", perseguirá o título todas as vezes. E a torcida aguarda ansiosa o crescimento técnico para as próximas lutas.

GAROTADA É BOA DE QUADRA
O mesmo time de juvenis do Nacional é campeão de futebol de salão de Manaus. Tem artilheiro, goleiro menos vazado e outros requisitos que fizeram os paraenses maravilhados quando da excursão realizada a Belém. O plantel é bom de verdade. Precisa apenas que seja introduzido aos poucos no time de cima de futebol de campo, para que os resultados positivos sejam conseguidos. É questão de tempo.

sábado, abril 28, 2018

NACIONAL FC. CAMPEÃO


O campeão de futebol amazonense de 1974 foi o Nacional Futebol Clube. A reportagem de A Crítica (10 dezembro) elabora uma reduzida explicação para o êxito do “Mais Querido”, ilustrando a publicação com a apresentação do elenco principal.
Assim, para os saudosistas, para aqueles que tiveram o prazer de assistir os bons espetáculos do futebol amazonense, ali estão enfileirados a base do time: Procópio – Antenor – Ângelo – Bibi – Toinho – Renato – Rolinha –Reis – Fausto – Eurico Souza – Ismael – Pedrilho e Djalma. A maioria pertencia ao Clube Atlético Mineiro.


Quais os fatores que levaram o Nacional à conquista do título? Não será preciso exagerar ou superestimar o clube ou o time: os principais fatores foram o excelente padrão de desempenho da equipe, resultado da categoria técnica dos jogadores, a conscientização de trabalho da equipe, trabalhada humildemente pelo técnico Edmilson, a dedicação dos dirigentes do clube no setor de futebol profissional. E os gols, naturalmente.
Desde o primeiro jogo do campeonato a equipe revelava qualificação para o título, e conquistou, afinal, invictamente, o que significa merecidamente.
Com efeito, o Nacional é digno campeão do começo ao fim, mostrando aos demais concorrentes uma conduta técnica bem representativa do estágio do futebol amazonense.

PARQUE AMAZONENSE

Vista do Parque Amazonense

A história de nossa saudosa praça de esportes, que abrigou o futebol amador, deve ser algum dia impressa. Contudo, uma marca relevante nessa narrativa deve ser o Parque Amazonense, que pertenceu à maçonaria. Daí ter sido alcunhado pela imprensa esportiva de Dispensário Maçônico. A última cicatriz desta praça de futebol é a cabeça do cavalo que ornava a entrada do estádio, situado na rua Belém, no Beco do Macedo.
Com a inauguração do Estádio Vivaldão, em 1970, o Parque foi definhando, tanto que desapareceu. Pequena resenha dessa trajetória vai abaixo, compartilhada do matutino A Crítica (31 dezembro 1974).

Depois de passar cerca de cinco anos administrando o Parque Amazonense, o América [Futebol Clube] perde o direito de usá-lo em face da crise financeira que o clube vem passando. Desde 1973 que o clube dos irmãos Teixeira, por falta de condições, está perdendo quase todo o seu patrimônio.
Os dirigentes da Loja Maçônica — proprietária do imóvel — alegam que o América desde janeiro deste ano não efetua o pagamento regular das mensalidades como estabelece o contrato de arrendamento. O América pagava cerca de dois mil cruzeiros por mês, e tinha opção de ficar em definitivo com o Parque Amazonense, caso cumprisse as suas obrigações financeiras.
Por outro lado, embora não se tenha confirmação dos dirigentes da Maçonaria, o Nacional [Futebol Clube], através do seu novo presidente, Manuel do Carmo Chaves, mostra-se bastante interessado em arrendar o Parque Amazonense para a sua equipe de futebol treinar, bem como construir um alojamento para concentração do time em véspera de jogos pelo campeonato.
Hoje é o último dia de prazo para o América entregar o Parque Amazonense à Maçonaria. Ainda esta semana, deverá receber uma visita dos dirigentes do Naça, com objetivo de acertar as bases para assinatura do contrato, já que o Nacional pretende iniciar os preparativos da sua equipe para a Taça Amazonas realizando os treinos no PA.

sábado, março 17, 2018

BARBOSA FILHO EM DOIS TEMPOS

Barbosa (à dir.) A Crítica, 23 nov. 1971 

Barbosa Filho era de fato tenente da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), instituição que chegou a comandar. Punido pelo Governo Militar, dedicou-se ao Nacional F. Clube, e no impedimento do titular, era o treinador interino. Apesar da distância entre anos, com tais atributos produziu esses dois fatos: um bem atraente, o outro, nem tanto. Afinal acabaram “amistosamente”, como salienta a matéria jornalística aqui compartilhada.

Recorte de A Crítica, 23 nov. 1971






O treinador Paulo Emílio (foto à esquerda), deixou mesmo a direção técnica do Nacional, confirmando o nosso noticiário anterior. Domingo dirigiu pela última vez o onze nacionalino quando empatou com o Olímpico por 2x2. Paulo Emílio permanecerá em Manaus até os primeiros dias do próximo mês, devido aos seus compromissos na Faculdade de Educação Física, da qual é professor. Barbosa Filho que aparece ao lado de Paulo Emílio, assumirá hoje, a direção técnica do plantei nacionalino.
O veterano servidor sempre nestas horas empresta seus serviços ao Clube e dirigirá a equipe, mais uma vez, no tradicional clássico Rio-Nal, pelo Pentagonal.
Paulo Emílio pretende voltar a Manaus. Esteve conversando ontem, com o presidente Aureo Cid Botelho, da Rodoviária. Nada ficou ainda acertado e não será novidade que venha a ser o treinador da "Formiga" na próxima temporada. Quanto a proposta do Clube do Remo, Paulo Emílio não teve ainda resposta.

Recorte de A Crítica, 16 jan. 1963
Segundo fomos informados na Policia Civil, momentos de pânico viveram os nossos confrades da imprensa falada, quando o tenente Barbosa, técnico do Nacional Futebol Clube, capitaneando uma turma de soldados da corporação, ameaçou depredar por volta das 23 horas de anteontem, os estúdios da Rádio Rio Mar, em S. Raimundo, tendo a mencionada tentativa depredatória sido motivada por um desafio acompanhado de termos fortes, incisivos, que um locutor esportivo teria lançado do microfone daquela emissora ao citado oficial, pela maneira desabrida como este teria respondido ao dito locutor sobre uma enquete esportiva.
Ainda ao que soubemos, não se consumou a depredação em virtude da pronta interferência dos diretores daquela emissora, que compareceram imediatamente à Polícia, onde solicitaram providências do chefe de Polícia, que, entrando incontinente em ação, conseguiu amistosamente serenar os ânimos dos militares, evitando, portanto, que praticassem atos de violência, de consequências imprevisíveis.

sábado, março 10, 2018

NACIONAL FC

Governador cumprimenta os campeões 
Não sei se ainda prospera, mas desde a administração do futebol amador, a ACLEA (Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas) promovia o Torneio Início. Tratava-se de competição jogada numa mesma tarde entre os clubes participantes do campeonato. Por óbvio, com um regulamento adaptado, principalmente quanto ao tempo de jogo.
Em 1973, o Nacional FC foi o campeão, jogando no Vivaldão. Acabara de receber reforço do Atlético Mineiro, portanto, exibia-se com força. O governador João Walter foi ao estádio e, ao final, entregou a taça de campeão ao "capitão" da equipe, o goleiro Procópio.

As ilustrações foram compartilhadas do Jornal do Commercio (13 de fevereiro). 

Recorte do Jornal do Commercio, 13 fevereiro 1973

quarta-feira, março 07, 2018

CORONEL NEPER ALENCAR: CENTENÁRIO



A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) possuiu dois comandantes (àquela época não se intitulava “geral”) que estiveram envolvidos com o Nacional Futebol Clube: Alfredo Barbosa Filho e Neper da Silveira Alencar.

Desembargador Paulino Gomes, Domingos Ianaconne e
Neper Alencar (a partir da esq.)
O primeiro foi um diligente treinador, em especial das categorias de base, conhecido por juvenis. Creio por acolá fez-se amigo do governador Plínio Coelho (igualmente nacionalino) e que, ainda tenente da PM, foi alçado ao cargo de coronel-comandante. Acabou cassado pelo Governo Militar em 1964.

Ao coronel Neper coube no clube uma função mais eclética. Homem elegante, de gabinete e de boas conversas, serviu no Palácio Rio Negro quando do governo de Plínio Coelho. Entretanto, quando foi obrigado a frequentar o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, o realizou na PM de São Paulo. Aproveitou o ensejo e consolidou uma amizade com dirigentes do EC Palmeiras. Dessa amizade, surgiu um intercâmbio entre os dois clubes, trazendo benefícios ao clube amazonense, que chegou a participar da série “A” do campeonato brasileiro. Hoje, vergonhosamente, batalha na série “D”.

Em 1970, conforme o post compartilhado do extinto O Jornal (30 abril), coronel Neper acolheu em Manaus a um dirigente palmeirense, que havia seguido para Cuba, em avião sequestrado.

O Jornal, 30 abril 1970


quarta-feira, fevereiro 28, 2018

NACIONAL vs SÃO RAIMUNDO

Pelé no Vivaldão,
A Notícia, 7 abril 1970
No início de abril de 1970, apresentou-se a seleção brasileira de futebol no Vivaldão (ainda em construção), com Pelé no time. Finalizando o mês, jogaram o Nacional (o mais querido) contra o São Raimundo (Tufão da Colina). 

Os recortes compartilhei do extinto jornal A Notícia.

Time do Nacional FC (acima) e do São Raimundo, em
A Notícia, 29 abril 1970