CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, junho 13, 2026

HUMAITÁ - ENERGIA ELÉTRICA

 No final de julho de 1968, a cidade de Humaitá recebeu a visita do governador Danilo Areosa (1967-71), acompanhado de vasta comitiva para realizar a inauguração de diversas obras, sendo a principal o gerador de energia. A postagem foi retirada do jornal A Crítica.

Jornal A Crítica, de 22 julho 1968

O GOVERNADOR Danilo Areosa acenderá hoje as luzes de Humaitá, ao inaugurar sua Central Elétrica, que consta como solenidade principal a ser cumprido naquele município, no programa que inclui o lançamento da pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL e a visita à Jornada Pedagógica que a Secretaria de Educação, ali está realizando.

— PROGRAMA

Com duas horas de viagem, o governador e comitiva serão recebidos às 10 horas em Humaitá por uma concentração na Praça Benjamin Constant e homenageados com um almoço às 12 horas. Às 15, visitarão a Jornada Pedagógica que a SEC está promovendo para aprimorar os professores do Ensino Médio daquela região, presidindo logo depois o reinicio das obras do Grupo Escolar “Osvaldo Cruz”, de acordo com promessa anteriormente feita pelo Secretário Vinicius Câmara.

Uma hora depois, será lançada a pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL. Algumas ruas terão suas obras inauguradas até às 18 horas, quando o governador acionará a grande chave, fazendo brilhar as luzes de Humaitá. Um jantar e um baile tomarão conta da noite e o regresso será na manhã de terça-feira.

— COMITIVA

Está assim constituída a comitiva do governador Danilo Areosa: senador Álvaro Botelho Maia, dep. federal José Lindoso e sra. Amine Lindoso, dep. federal Raimundo Parente, dr. Antonio Vinícius Raposo da Câmara (secretário de Educação e Cultura), dep. estadual Anfremon d'Amazonas Monteiro (vice-presidente da ALE), dr. Sinval Gonçalves (secretário de Imprensa e Divulgação), cel. Themistocles H. Trigueiro (chefe da Casa Militar), cel. José Maury de Araújo Silva (comandante da PMEA), cel José Mauro Carijó (diretor do DERAM), dr. Wilson Aguiar (diretor do Departamento Administrativo do MEE), dr. José Lopes da Silva (diretor-presidente da Celetramazon), engenheiro Ernani Vilar Câmara (diretor-técnico da Celetramazon), engenheiro Nélson Silva (Celetramazon), engenheiro Paulo Sotero (Celetramazon) dr. João Wanderley de Carvalho (assessor da diretoria da CEM), prof. Júlio José da Silva (diretor-administrativo da CAMTEL), dr. Idalmir Monteiro (odontólogo da Secretaria de Saúde), sr. Hélio Marques Trigueiro (chefe do Gabinete do Sec. Fazenda) sr. António José de Mattos Areosa (assessor da REGEAM-GB) e sr. Mariano Mendez (fotógrafo oficial).



sábado, abril 25, 2026

AMAZONENSES NA ACADEMIA

Ontem (24), dois abalizados amazonenses tomaram o fardão de acadêmicos: no Rio, na Academia Brasileira de Letras (ABL), o festejado autor Milton Hatoum; em Manaus, na Academia Amazonense de Letras, o cronista Pedro Lucas Lindoso.

Milton Hatoum mostra o Diploma

A entrada de Milton Hatoum marca um feito inédito na história da ABL. O autor é o primeiro amazonense a conquistar esta grandeza na instituição de 128 anos de existência, com este feito reforça a presença da região Norte no cenário literário nacional.

A cerimônia cumpriu o protocolo tradicional da Academia. O novo acadêmico foi recebido pela escritora Ana Maria Machado e, ao longo da solenidade, o colar foi aposto pela acadêmica Rosiska Darcy, o diploma das mãos de Lilia Schwarcz e a espada conferida pelo decano José Sarney. Hatoum ocupa a Cadeira nº 6, sucedendo ao jornalista e escritor Cícero Sandroni.

Vida longa, coberta de novas conquistas e obras, ao primeiro acadêmico amazonense na Brasileira de Letras.

 

Pedro Lucas Lindoso, no folheto
da Academia

No mesmo horário, a Academia Amazonense de Letras (AAL) engalanou-se para receber ao cronista e poeta Pedro Lucas Lindoso, filho de José e Amine Lindoso, nascido em Manaus em 1957. Entre outras identidades, é membro do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas); integra a Associação dos Escritores do Amazonas. É membro efetivo da Academia Amazonense Maçônica de Letras e da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

A recepção foi conduzida pelo presidente Abrahim Baze, e o discurso de recepção foi elaborado pelo acadêmico Elson Bentes Farias. A entrega do Diploma e do Colar Acadêmico coube aos consócios os irmãos José e Robério Braga. Lindoso ocupa a Cadeira nº 25, do patronato de José Francisco de Araújo Lima, antes ocupada pelo escritor Marcio Bentes de Souza, toma lugar na poltrona que foi ocupada por seu genitor.

Ao amigo Pedro Lindoso, desejo  sucesso em mais bem sucedidos trabalhos literários e vida longa de saúde e fortuna.

 

domingo, novembro 16, 2025

PMAM: PRIMEIRA CORONEL FEMININA

Recebi da Coronel PM (veterana) Sandra Regina Bulcão Bringel a correspondência aqui postada. Fácil verificar a motivação: sua antiguidade, sua precedência na Polícia Feminina do Amazonas seguem contestada pelas colegas mais graduadas. Por um detalhe de somenos. Coronel Sandra efetuou, em 1981, o curso especial de formação de oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, não o curso básico da Academia do Barro Branco. Ao retornar, foi promovida ao oficialato pelo governador José Lindoso e o restante de sua vida profissional ela mesma narra com autoridade.
Não há dúvidas, Sandra, você é a primeira Coronel feminina da PMAM. 

Coronel Sandra,
homenageada no
Dia do Soldado 

“Quando criança ouvi com atenção as atividades realizadas por Ilse Julia Heise, integrante da primeira turma de policiais femininas da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), contada com detalhes e entusiasmo por tia Laura. Ao ouvi-la, por segundos imaginei me uniformizada segurando a mão de uma criança. Encontrei registrado nos anais da PMESP que as pioneiras do 1º corpo policial feminino do Brasil, e também da América Latina, eram chamadas de “as 13 mais corajosas de 1955”.

O serviço exemplar prestado por policiais femininas da PMESP à primeira-dama amazonense, Sra. Amine Lindoso fez com que ela retornasse de São Paulo motivada a iniciar a participação da Mulher no efetivo da Polícia Militar do Amazonas. O governador José Lindoso aprovou a ideia e, pelo decreto 4.819, de 8 de fevereiro de 1980, criou o Pelotão de Polícia Feminina.

Ao prestar concurso para ingresso nas fileiras da PMAM concorri com centenas de candidatas, obtive êxito em todas as etapas, sendo classificada em 1º lugar, ingressando nas fileiras da corporação em 1º de abril de 1980. Os cursos militares frequentados moldaram-me para bem servir a sociedade. Ao concluir o 1º Curso de Formação de Sargentos Feminino, em dezembro de 1980, passei a exercer as atividades de policiamento ostensivo no centro comercial, no aeroporto, na estação rodoviária e nas atividades específicas preconizadas na Diretriz 001/82. Inicialmente nossa missão era voltada às mulheres, adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade.

Em 1981, a Polícia Militar do Estado de São Paulo concedeu a Polícia Militar do Amazonas duas vagas destinadas a policiais femininas aptas a frequentarem o Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais na Academia da Polícia Militar do Barro Branco. Fui uma das indicadas ao curso devido minha classificação no CFSFem. Essa indicação representou ser premiada e ao mesmo tempo um grande desafio, verdadeiro divisor de águas em minha carreira. A turma era formada por policiais femininas da PMESP com larga experiência na atividade policial e pelas duas policiais da PMAM, com muita expectativa em início de carreira. Aprovadas ao final do Intensivo Curso de Habilitação do Quadro de Oficiais fomos promovidas ao posto de 2º tenente, e habilitadas a prosseguir a carreira no Quadro de Oficial de nosso Estado. Ao retornar a Manaus, passei a colocar em prática os ensinamentos recebidos e logo comecei a exercer o comando do Pelotão de Polícia Feminina.

Realizei o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais em 1996, na Academia General Edgard Facó. Nesse Curso além de policiais militares de vários Estados havia a presença de duas policiais: eu, da Polícia Militar do Amazonas e a outra, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ou seja, meu primeiro curso misto. A viagem de estudo foi a países da América Latina. Em 2006, realizei o Curso Superior de Polícia, em Fortaleza, na Academia de Polícia Militar General Edgard Facó, sendo a única policial feminina na turma. Nessa viagem de estudo foi visitando as polícias de Portugal, Espanha e Itália.

As principais funções exercidas: comandante do Pelotão de Polícia Feminina, comandante da Companhia de Polícia Feminina, diretora do Centro de Assistência Social, diretora da Promoção Social, diretora da Creche da PM, Ajudante-Geral, comandante do 7º BPM (Batalhão de Polícia Militar), diretora da Escola de Trânsito do DETRAN e diretora dos Centros Integrados de Segurança da secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Cursos Policiais Militares: 1. Curso de Formação de Sargentos – PMAM, 1980; 2. Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais – PMESP, 1981; 3. Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais – PMCE, 1996; 4. Curso Superior de Polícia – PMCE, 2006.

Maiores destaques na carreira: • 1º lugar no concurso para ingresso na PMAM. • Êxito nos cursos militares e civis. • 1ª comandante de Companhia e Batalhão na PMAM. • Contribuição para a unificação dos quadros de oficiais e praças policiais militares masculino e feminino. • Reconhecimento profissional durante a carreira por civis e militares. • Apoio e aconselhamento espiritual aos policiais militares. • Contribuição na integração Polícia x Comunidade (1º Conselho Comunitário na Zona Leste). • Várias promoções por merecimento. • A 1ª policial a galgar o posto de Coronel na PMAM (grifei).

➢ Conselho às Policiais Femininas e às mulheres interessadas em ingressar na Polícia Militar: Amem a DEUS com toda força e entendimento; peçam proteção divina em suas carreiras; conheçam a palavra de DEUS para uso pessoal e profissional; obedeçam aos regulamentos militares; agradeçam as oportunidades e dádivas recebidas e reconheçam que todo êxito depende única e exclusivamente da boa mão do SENHOR.

Frase motivacional: “Perseverai no SENHOR até o fim”. Fui transferida para a reserva remunerada em 14 de fevereiro de 2012, porém, reconvocada posteriormente para o serviço policial militar; ainda hoje, em contínua missão divina pela Graça e Bondade do Todo-Poderoso." Amém.

sexta-feira, outubro 31, 2025

POLÍCIA FEMININA - DETALHES DA FUNDAÇÃO

 Ainda em homenagem aos 45 anos de sua fundação, a postagem revela duas notas expostas no Jornal do Commercio, de fevereiro de 1980. Estas publicações mostram uma das formas como as candidatas foram alcançadas. 

Jornal do Commercio, 25 fevereiro 1980

A Chefia de Relações Públicas da Polícia Militar do Estado distribuiu ontem à imprensa, a relação das trinta e duas candidatas aprovadas em exame de seleção realizado naquela corporação militar para frequentarem o curso de sargento, consequentemente, formarem a nossa Polícia Militar Feminina, a exemplo do que ocorre em outros centros mais adiantados.

As candidatas aprovadas nos exames de seleção constantes do Edital publicado em toda a Imprensa local, receberá a aula inaugural no próximo dia 7 do mês vindouro [abril], que será ministrada pela primeira-dama do Amazonas,Sra. Amine Lindoso.

São as seguintes jovens aprovadas:

Isaura Moreira de Souza/ Sandra Regina Bulcão Bringel/ Antonia Arlene Silva de Oliveira/ Graça da Silva Barbosa/ Simplicia Euterpe Belfort Mar/ Laine Araújo de Figueiredo/ Minervina Vieira da Silva/ Zeny Trindade Rebelo/ Hanner Cavalcante de Albuquerque/ Maria dos Dores da Silva Gama/ Amelia Lima Mendes/ Almerinda de Souza Figueira/ Ruth Eunice Brito Risuenho/ Maria Auxiliadora Langbeck Soares/ Sonia Garcia de Assis/ Bárbara Borges Menezes/ Marieta Oliveira de Souza/ Dayse Dulcelar Lemos Dias/ Mariene das Santos Oliveira/ Maria Celeste de Souza/ Dagnês Bandeira da Silva/ Maria do Socorro Libório/ Nilcelene de Freitas Pimentel/ Enedina Plácido Gomes/ Rosineide Alves/ Alcenira da Silva Santiago/ Celi das Dores Paulo de Castro/ Ana Regina de Almeida Falcão/ Maria Auxiliadora Martins do Nascimento/ Cleide Grangeiro Queiroz/ Maria Graciely Miléo de Souza/ Enila Antonina da Costa. 

Jornal do Commercio, 29 fevereiro 1980

Trinta e duas candidatas ao curso de Sargento da Polícia Militar do Estado, que comporão o pelotão da Polícia Feminina, já concluíram todos os exames e ainda dentro desta semana receberão fardamento para poderem dar início ao recebimento de instruções militares. As moças, todas com altura superior a 1m65, estão dispostas a enfrentar um período de instruções superiores e oito meses, após o qual serão promovidas ao posto de terceiro sargento PM, em solenidade militar que contará, inclusive, com a presença de oficiais do Exército Nacional, Marinha e Aeronáutica, governador do Estado e oficialidade da PM.

As policiais militares serão aprimoradas inclusive em judô, caratê, educação física etc. Elas serão comandadas por um 1º tenente PM, que já seguiu para São Paulo a fim de receber instruções sobre a Polícia Feminina. As moças já se apresentaram e deverão estar hoje no seu Quartel, no bairro de Flores, onde por muito tempo funcionou a Guarda Rodoviária do Amazonas. 

sexta-feira, outubro 24, 2025

POLÍCIA FEMININA: JUBILEU DE RUBI

 Nos 356 anos de Manaus, hoje comemorado, lembrei os 45 anos da Polícia Feminina da PM amazonense.



terça-feira, outubro 21, 2025

ANIVERSÁRIO DA POLÍCIA FEMININA PMAM

 A postagem relembra o primeiro ano de existência do Pelotão de Polícia Feminina da PMAM, em 1981. A solenidade ocorreu no primitivo quartel, onde hoje opera uma unidade dos Bombeiros Militar. O registro dos matutinos manauaras permite avaliar a relevância que despertava o novo seguimento da corporação, e o entusiasmo do primeiro comandante do pelotão: tenente Claumendes Cardoso. 

Recorte do Jornal do Commercio,
4 abr. 1981

A Polícia Feminina comemorou ontem seu primeiro aniversário, em seu quartel, na Estrada de Flores. O programa que estava elaborado, foi cumprido e constou de formatura da tropa sob o comando do 1º tenente Claumendes [Cardoso], apresentação da tropa, leitura da Ordem do Dia, desfie em continência ao comandante-geral, coronel Wilson Ribeiro Raizer e, finalmente, oferecimento de farto coquetel que foi servido aos presentes. Grande número de oficiais superiores e autoridades civis esteve presente ao ato. 

Recorte de A Crítica, 5 abril 1981

O ato contou com as presenças do Cel. [Wilson] Raizer, que presidiu a solenidade, e comandantes de Organizações da Polícia Militar e convidados.

Em sua alocução, o comandante da Polícia Feminina, 1º tenente Claumendes, ressaltou que, há um ano neste quartel, perante o comandante-geral e a oficialidade da PMAM, a primeira dama do Estado, D. Amine Lindoso, proferia a aula inaugural do primeiro Curso de Formação de Sargentos Femininos, tendo observado com singeleza em sua palestra, que não dava naquele momento uma aula, mas, dizia algumas palavras de incentivo às jovens pioneiras da Polícia Feminina do Estado do Amazonas, animando-as a saber enfrentar a nova tarefa de suas vidas, a bem cumprir o dever policial-militar, em favor da segurança da coletividade e a que fossem, de fato, elementos uteis à sociedade.

segunda-feira, agosto 25, 2025

POLÍCIA FEMININA: AMAZONAS

 As "pioneiras" desta entidade vêm se empenhando na comemoração dos 45 anos de existência. Um dos fatos mais marcantes foi a presença de Dona Amine Lindoso (esposa do então governador José Lindoso) na implantação da Polícia Feminina no Estado. Sua presença, tão determinante, capacitou-a a proferir a Aula Inaugural, cujas fotos bem demonstram a solenidade presidida pelo comandante-geral Wilson Ribeiro Raizer, acompanhado dos instrutores e professoras designados.

Aconteceu em abril de 1980. 

Edição do Jornal do Commercio


O corpo docente e discente na Aula Inaugural, ocorrido no quartel situado no
entroncamento da rua Recife com rua Constantino Nery, onde ora funciona o
Batalhão Especial do CBM. 


quarta-feira, julho 23, 2025

POLÍCIA FEMININA PMAM: INSTALAÇÃO

Há 45 anos – 7 de fevereiro de 1980 - foi criada a Polícia Feminina na corporação da Praça da Polícia. Adiante, em abril, foi instalado o Pelotão Feminino no quartel existente no entroncamento da Constantino Nery com Rua Recife e avenida Djalma Batista, caserna ora ocupada por um Batalhão do Corpo de Bombeiros. Esteve presente o casal governante, pois coube à dona Amine sugerir ao esposo governador, José Lindoso, a criação desta organização.

A solenidade de instalação integrou os festejos do 143º aniversário de fundação da Força Estadual, e a descrição do evento compartilhei do matutino A Crítica (07 abril 1980).


Após o encerramento da solenidade no 1° BPM, os presentes deslocaram-se para o antigo quartel da Polícia Rodoviária, onde foi realizada a solenidade de instalação do quartel do Primeiro Pelotão Feminino de Polícia. Às 10 horas foi realizada a cerimônia oficial de instalação do Quartel da Polícia Feminina que funcionará no ex-quartel da RP [em verdade, da PR (Polícia Rodoviária)] em Flores.

A primeira dama do Estado, D. Amine Lindoso, que foi a idealizadora da polícia feminina de Manaus, convidada pelo Cel. Raizer, cortou a fita e o governador inaugurou a placa comemorativa do ato. O comandante da PMAM, em um trecho de sua alocução aos presentes, disse que “aí estão vossas filhas, D. Amine Lindoso, são 32 jovens que irão prestar um serviço verdadeiramente maravilhoso para a comunidade manauara. Estamos muito alegres e satisfeitos porque hoje vemos concretizado o sonho objetivo de D. Amine Lindoso”.

Placa existente no Palacete Provincial

Depois, os convidados passaram a visitar as instalações do quartel e encerrando foi oferecido um coquetel aos presentes. 

terça-feira, maio 19, 2020

POLÍCIA FEMININA PMAM: NOTA HISTÓRICA


Havia apenas dois anos que a Polícia Feminina fora criada na Polícia Militar do Amazonas, quebrando aquela hegemonia masculina centenária. Enquanto se preparavam as mulheres para dirigir esse quadro, os oficiais masculinos
Tenente Arlene e Dona Amine
tiveram esse encargo. Pronta, em abril de 1982, a 2º tenente Arlene Oliveira (primeiro oficial feminina da corporação amazonense) assumiu o comando, em substituição ao tenente Ewerton Amaral. Os zelos dispensados na formação do primeiro grupo, e a dedicação dessa turma converteram a solenidade em brilhante festa. Dona Amine Lindoso, esposa do governador, escolhida a madrinha do Pelotão, veio prestigiar a posse.

O texto abaixo foi compartilhado do Jornal do Commercio (16 abril 1982).

Extraído da página do Jornal do Commercio (16 abr. 1982)

Em solenidade realizada às 15h 30 de ontem, no Quartel do Pelotão de Polícia Feminina, em Petrópolis, sob a presidência do coronel PM Guilherme Vieira dos Santos, comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, assumiu o comando daquele Pelotão, a 2º tenente feminino Antonia Arlene Silva de Oliveira, cujo cargo vinha sendo exercido há um ano e sete meses, pelo 1º tenente João Ewerton do Amaral Sobrinho.
A solenidade contou com a presença da primeira dama do Estado, sra. Amine Lindoso; coronel PM Guilherme Vieira dos Santos, comandante-geral da PMAM; bacharel João Valente de Azevedo, secretário de Segurança do Estado, que se fez acompanhar de seu oficial de gabinete, sr. Luiz Gonzaga de Souza; coronel Flavio Rebelo, subsecretário de Segurança; oficiais; a imprensa escrita, falada e televisada, e regular número de pessoas de diversas classes. A transmissão de comando constou formatura da tropa, passagem de comando, leitura da Ordem do Dia pelo oficial substituído, desfile da tropa em homenagem à Primeira Dama do Estado, entrega de um ramalhete de flores à nova comandante daquela unidade e um coquetel que foi servido a todas as pessoas convidadas.
A nova comandante do Pelotão Feminino da Polícia Militar, foi muito cumprimentada pelo grande número de pessoas presentes ao evento e, na oportunidade, falou à imprensa dizendo que sentia-se honrada naquele momento por assumir um comando e sentia-se feliz em poder servir à sociedade amazonense como oficial PM, e ao ensejo, incentivava todas as mulheres que admiram o militarismo a seguir tal carreira, que serão bem recebidas.
A jovem oficial é amazonense, nascida em 15 de fevereiro de 1960, filha do sr. Raimundo Valente de Oliveira e de dona Euza da Silva Oliveira. Ingressou na Polícia Militar do Amazonas, em 1º de abril de 1980 e possui os seguintes cursos: Técnico em Contabilidade, pelo Colégio Sólon de Lucena; Relações Públicas, no Senac; Curso de Formação de Sargento PM, tirado no CEFAP, e, finalmente, Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais da Policia Feminina, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na Polícia Militar do Estado de São Paulo.

sábado, fevereiro 08, 2020

POLÍCIA FEMININA PMAM


Placa comemorativa, existente no Palacete Provincial
Nesse 8 de fevereiro, há 40 anos, o governador José Lindoso baixou o decreto nº 4819 criando a Polícia Feminina, integrante da Polícia Militar do Amazonas. No país, o Amazonas tornava-se o terceiro estado a criar um organismo feminino em sua Força, precedido, pela ordem, por São Paulo e Paraná. 
Essa iniciativa do governador Lindoso, é sabido, decorre da indicação de sua esposa - Amine Lindoso, a qual empolgou-se com a acolhida dispensada a si por policiais femininas, em São Paulo.  
Todavia, a instalação do Pelotão de Policiais Femininas somente aconteceu em 4 de maio, com a aula inaugural do Curso de Sargentos, realizada no quartel localizado nas proximidades do complexo viário de Flores. Quartel em nossos dias ocupado por um batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado.

Atualmente, o corpo de policiais femininas inexiste, pois as mulheres compõem com os homens um agrupamento. 

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

PMAM: POLÍCIA FEMININA

Recorte do mencionado jornal

A Polícia Feminina surgiu na PMAM em 1980, quando o governador José Lindoso, atendendo indicação de sua esposa Amine Lindoso, deliberou pela sua criação. Em 8 fevereiro daquele ano, baixou o decreto nº 4819, com essa finalidade.
Amanhã, portanto, a PF completa 38 anos de presença na instituição policial amazonense e, para lembrar essa efeméride, compartilho a edição de A Crítica (16 julho 1983).



Mais uma turma de soldados PMs femininos foi formada ontem, no quartel do 1° Batalhão de Polícia Militar, tendo como primeira colocada a soldado Margareth Cabral [depois concluiu o CFO, estando aposentada no posto de coronel]. O major Mar [falecido coronel em final de janeiro passado], comandante do CFAP — Centro de Formação e Aprimoramento de Praças, em sua ordem do dia lembrou "que a melhor arma utilizada pela Polícia Feminina ainda é o sorriso, pois a altivez militar jamais deve apagar a candura peculiar da mulher, muito pelo contrário dar-lhe-á mais colorido e equilíbrio".
A solenidade foi presidida pelo coronel Hélcio Rodrigues Motta, comandante-geral da Polícia Militar, e prestigiada pelo coronel Henrique Lustoza, secretário de Segurança Pública, oficialidade da PM e grande número de populares, na maioria amigos e familiares das 29 novas milicianas da Polícia Militar.

 TURMA "SORRISO"
Depois da leitura da ordem do dia do major Mar, em que o oficial comandante lembrou que "a melhor arma utilizada pela Polícia Feminina ainda é o ‘sorriso’, pois a altivez militar jamais deve apagar a candura peculiar da mulher", a turma "Sorriso" prestou juramento e desfilou em continência ao comandante-geral da PM. Antes do encerramento da solenidade foram entregues prêmios às três soldadas (sic) primeiras colocadas no curso de formação de praças, Margareth Cabral, Rita Cley Chaves e Maria de Lourdes Costa dos Santos, que receberam suas lembranças das mãos dos coronéis Hélcio Motta, Henrique Lustoza e Pedro Câmara, chefe do Estado-Maior da Policia Militar.

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

POLÍCIA FEMININA DA PMAM: 36 ANOS

Hoje, 8 de fevereiro, a Polícia Feminina (PF) que integra a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) totaliza 38 anos de existência.
Polícia Feminina no desfile do Dia da Pátria,
na avenida Djalma Batista

Quando esta completou 20 anos de frequência na caserna da Praça da Polícia, na virada do século, escrevi o texto aqui postado com algumas inserções, que o decurso do tempo me impeliu.

Escrevi à época que não havia motivos para congratulações, afinal, nem seu tutor recordou a efeméride. Sim, ninguém mesmo! Mas acreditava que a data seria a ocasião propícia para uma reflexão sobre o andamento da “polícia de saia”.

Esperava contribuir com alguns conceitos e, perdão, alguns preconceitos. Vi a PF (maldita sigla pejorativa –prato feito) nascer e colaborei como instrutor em seus passos iniciais, e a segui até a comemoração dos sempre festejados 15 anos.

Conta a lenda que, em certo dia de 1979, no governo de José Lindoso, a primeira dama –dona Amine, viajou a São Paulo, acompanhada de seu ajudante de ordens, o então capitão Moacir Carioca. Lá, o governo paulista colocou à sua disposição uma oficial feminino da Polícia Militar de São Paulo (PMESP). Detalhe: São Paulo foi o primeiro estado a constituir um corpo feminino, ainda na década de 1950. O segundo, foi o Paraná.

A atuação da policial posta à disposição encantou a protegida, tanto que esta, ao retornar a Manaus, empenhou-se junto ao marido na criação da congênere amazonense. Portanto, quando em 8 de fevereiro de 1980, o governador José Lindoso assinou o Decreto n° 4 819, criando o Pelotão de Polícia Feminina, gerou a terceira organização policial feminina no país.

O próprio comandante-geral da PMAM, coronel EB Wilson Raizer, evangélico convicto e atuante cuidou pessoalmente da instalação e dos primeiros passos do pelotão. Convocou para comandá-lo o 1° tenente Claumendes Cardoso (hoje coronel da reserva) que, como nada conhecia sobre a neófita organização policial, foi enviado à São Paulo para examinar o emprego do seu pessoal feminino.

Duas décadas depois, assinalei então que me parecia que a PM ainda não havia encontrado o definitivo emprego das mulheres. A razão foi que que, depois de evoluir para Companhia, consoante o Decreto n° 9 650, de 4 de agosto de 1986, foi a partir de uma decisão de 1989 que começou o desaparelhamento dessa fração da Força Policial.

Explico: naquele ano, seu efetivo, já composto de oficiais e praças intermediários e de execução, perdeu a subordinação à unidade original e ao quartel onde servia. A tropa foi classificada nas unidades da PMAM, ou seja, cada policial feminina passou a pertencer a qualquer quartel, não mais o da Polícia Feminina, que foi desativado.

E, assim, permanece. Sem um aquartelamento e um comando distinto, exercido pelas oficiais. Na época, refiro-me a 1989, havia em seus quadros a major Sandra Bulcão, uma das inauguradoras da primeira turma.

Mais um recuo: o curso inaugural em 1980 teve a duração de dez meses, e formou apenas sargentos, em número de trinta, sendo as primeiras: Antonia Arlene Oliveira (exonerada a pedido quando capitão) e Sandra Regina Bulcão (em nossos dias, coronel da reserva). Uma decisão no meio do caminho fez a PMAM enviar as mencionadas policiais para estagiar na PMESP, e, assim, se tornaram as primeiras mulheres a atingir o oficialato na PMAM.

Depois vieram os soldados femininos. Na conclusão do curso preparatório, Rosa Neire Soares o fez com distinção, daí ser considerada a primeira soldado feminino.

Aos 20 anos, eram cerca de 500 policiais femininas. Agora, aos 38 anos, deve ter dobrado esse efetivo. Todavia, onde se encontram tantas policiais? Um efetivo de um batalhão ou mais, porém nem quartel próprio existe. Seria interessante reunir este pessoal no mesmo aquartelamento? Nem tanto, ponderava a major Sandra, porque “os problemas afetos ao sexo feminino sempre afloram, resultando em embaraços”. Melhor é, argumenta, a atual disposição, em que o pessoal feminino convive com o masculino, e assim se "policiam". Os problemas se diluem, e teremos melhor desempenho. Não creio, vi muitas interações indevidas.

O decreto de criação estabelecia a função primordial da PF: atender aos menores e idosos e, obviamente, as mulheres. No entanto, observada a plástica das jovens então ingressas, foram incumbidas do policiamento do aeroporto Eduardo Gomes. E foram ocupando outros espaços, porém, em nossos dias, poucas são vistas no policiamento, depois que o serviço de trânsito foi alijado da Polícia Militar.


Enfim, onde anda a PF? Melhor seria perguntar pelas policiais femininas, posto que a Polícia Feminina, assim entendida a organização policial militar dispondo se aquartelamento e comando não existe. Existe um bom número de policiais femininas, as quais merecem a lembrança deste memorável dia.