CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quarta-feira, junho 18, 2025

PMAM: 1º CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS

Aconteceu no saudoso Piquete, quando abrigou o CIM (Centro de Instrução Militar), existente na rua Dr. Machado. Terá sido o primeiro curso deste jaez em 130 anos, pois até então o policial ingressava na graduação por curso PM ou advindo do 27º BC, já diplomado. A partir daí, as promoções ocorriam somente por antiguidade.



Esta turma, possivelmente em 1969, cuja fotografia emoldura o painel no Museu Tiradentes, obteve o privilégio de constituir a primeira turma. Os componentes estão relacionados observando a posição na foto (a partir da esquerda): Francisco Gaio de Moraes; Jonathas Pereira da Silva Neto; Luís Alves de Carvalho; Rossely de Araújo Bastos; Pedro Torres de Lima; Arnaldo Augusto de Souza; Marciano Maciel da Silva; Vicente Ferreira da Silva; José Rodrigues de Castro; José Rodrigues de Freitas; e Severiano Albano Martins.

terça-feira, fevereiro 28, 2023

PMAM: AS PRIMEIRAS OPMs

 O desastre financeiro suportado pelo Amazonas com o declínio da borracha, na primeira década do século 20, levou de roldão as instituições estaduais. No seio delas, a Polícia Militar do Estado. Em meado do século passado, a força estadual instalada no quartel da Praça da Polícia dispunha de cerca de trezentos homens, correspondente ao de um batalhão militar.

Com fundamento nesse efetivo, o governador Arthur Reis (1964-67) baixou, em 3 de maio de 1965, o ato denominando aquele efetivo de “Batalhão Amazonas” (adiante denominado de 1º BPM), para louvar os feitos gloriosos praticados às margens do rio Vaza Barris, quando da campanha de Canudos, “nos ínvios sertões baianos”.

O decreto 188/65 finca de forma indelével um marco da evolução da PMAM. Em sequência vieram outros atos normativos ora criando, ora ampliando, ora extinguindo alguma Organização Policial Militar (OPM). Compete lembrar que um mês antes desta festa, por disposição interna (BI 80/65), foi criado o Centro de Instrução Militar (CIM), extinto em 1972.

O presente capítulo da história da força militar estadual fica balizado com aquela datação, todavia, o decreto 2426/1972 se trata de outro dispositivo renovador do desempenho da corporação. Uma das mudanças alcançadas por este decreto, bem aclamada pela cidade, foi a incorporação dos Bombeiros Municipais ao efetivo da PMAM.

Viatura (prosaico Fusca) da Cia R P, no
pátio do CIM (cujas instalações se vêm ao fundo)


 

Ano de criação

Nomenclatura

1965

·      Centro de Instrução Militar (CIM) - BI 80, 07|04|

·      1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) - Decreto 188, 03|05|                 

1969– Decreto 1394, 06|06|

·      Chefia do Estado Maior Geral (Ch EMG)     

1970

·      2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) – Decreto 1854, 02|09|

·      Batalhão de Policiamento Especial (BPE) – Lei 1011, 31|12|   

 

Viatura da Cia de Rádio Patrulha

                 

1972 – Decreto 2426, 14|12|

·      Corpo de Bombeiros (CB)                                                                   

·      Companhia de Rádio Patrulha (Cia R P)                                          

·      Companhia de Trânsito (Cia Tran)                                        

·      Companhia de Polícia Rodoviária (Cia P Rdv)                                

·      Companhia do Comando Geral (Cia CG)    

Portão do extinto Piquete de Cavalaria, hoje
exposto no quartel do CPM, na Praça 14 


  

quarta-feira, novembro 23, 2022

PMAM: ORGANIZAÇÃO POLICIAL MILITAR (OPM)

 O desastre financeiro causado ao Amazonas com o declínio da borracha, levou de roldão as instituições estaduais. No seio delas, a Polícia Militar do Estado. Em meado do século passado, a força estadual instalada no quartel da Praça da Polícia, dispunha de cerca de trezentos homens, correspondente ao de um batalhão militar.

Antigo quartel da Polícia Militar na Praça
da Polícia, hoje Palacete Provincial

Com fundamento nesse número, em 3 de maio de 1965, o governador Arthur Reis (1964-67) baixou ato denominando ao efetivo de “Batalhão Amazonas”, para louvar seus feitos gloriosos às margens do rio Vaza Barris, quando da campanha de Canudos, “nos ínvios sertões baianos”.

O decreto 188/65 finca de forma indelével um marco na evolução da PMAM, pois em sequência vieram outros atos normativos ora criando, ora ampliando, ora extinguindo as Organizações Policia Militares (OPM). Compete lembrar que um mês antes, por disposição interna (BI 80/65), foi criado o Centro de Instrução Militar (CIM), e extinto em 1972.

Quadro alusivo a campanha de Canudos,
existente na entrada do Palacete Provincial

O presente capítulo da história da força militar estadual começa com esta datação, e segue até a publicação do decreto 2426/1972, outro dispositivo renovador da atuação da corporação. Uma das mudanças mais aclamadas pela cidade foi a incorporação do serviço de contra incêndios, até então sob a administração municipal.

 

Nomenclatura                                                                    ano de criação

 

·      Centro de Instrução Militar (CIM)                                                1965

·      1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM)                                        1965

·      Chefia do Estado Maior Geral (Ch EMG)                                      1969

·      2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM)                                        1970

·      Batalhão de Policiamento Especial (BPE)                                     1970

·      Corpo de Bombeiros (CB)                                                           1972

·      Companhia de Rádio Patrulha (Cia R P)                                      1972

·      Companhia de Trânsito (Cia Tran)                                               1972

·      Companhia de Polícia Rodoviária (Cia P Rdv)                              1972

·      Companhia do Comando Geral (Cia CG)                                      1972

Capacetes utilizados pelo Corpo de Bombeiros/PMAM


sexta-feira, setembro 25, 2020

QUARTEL DE PETROPÓLIS: 50 ANOS

A pandemia do covid19 embaraçou muitas celebrações. No dia da criação da província do Amazonas, a Polícia Militar do Estado não se lembrou da inauguração do seu principal aquartelamento situado no bairro de Petrópolis, acontecido há 50 anos. Ainda que somente estivesse concluído o pavilhão principal, destinado a abrigar o comando superior da corporação, como em nossos dias acontece, o fato é que o governador Danilo Areosa o realizou solenemente.
Muro frontal do quartel,
em Petrópolis (2019)

Areosa efetuou com dupla solenidade. A primeira, ocorreu no quartel do CIM (Centro de Instrução Militar), localizado na rua Dr. Machado, sobre o barranco do igarapé do Mestre Chico, onde atualmente o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano) preserva o que restou do velho quartel do “Piquete” de cavalaria, o portão de ferro construído no final do século 19.  No espaço esportivo ali existente, local de tantas “peladas”, o governado do Estado realizou a entrega das medalhas Tiradentes e Cidade de Manaus.

Detalhe: no CIM, a instrução policial foi inicialmente realizada em barracão de madeira, que fora improvisado, a fim de treinar o primeiro grupo de soldados, antes deste enfrentar os problemas da rua. Em 1972, o Piquete foi demolido e dele foi guardado o portão da entrada, ainda agora exposto no pátio do novo aquartelamento.

Uma descrição jornalística relata a segunda parte da solenidade, que diz respeito à inauguração do pavilhão (ainda inominado) principal do quartel em Petrópolis. A planta da edificação prenunciava mais quatro pavilhões, no entanto, somente mais dois foram concluídos. Com esse fato, parte do vasto terreno adjudicado para a edificação foi ocupado por terceiros. Ainda assim, o quartel sempre foi grande demais para sua ocupação.

Terminada a aposição das condecorações, os presentes se dirigiram às novas instalações da PM, no bairro de Petrópolis.  O governador inaugurou o pavilhão lá existente e prometeu que entregaria em dezembro os outros quatro pavilhões que formarão o Quartel General da Polícia Militar do Amazonas. O pavilhão tem linhas discretas, modernas, e foi feito para alojar 150 homens. (Jornal do Commercio, 6 set. 1970)

Pretendi, esforcei-me com afinco para que a corporação afixasse sequer uma placa – dessas de alumínio modesto – no pavilhão, com o fito de assinalar a sua fundação. Não obtive vitória. Desse modo, vou afixar a minha, ainda que virtual.

Em 5 de setembro de 1970, ocorreu a inauguração deste pavilhão, 

que compõe o complexo policial de Petrópolis, obra do Arquiteto

SEVERIANO MÁRIO PORTO

nascido nas Minas Gerais, mas que adotou a capital amazonense,


onde produziu suas mais premiadas obras, daí seu reconhecimento


 internacional.

 

Com o respeito deste rabiscador

Roberto Mendonça


Solenidade no CIM, coronel Maury apõe medalha no prefeito Paulo Nery;
ao fundo, a extinta castanheira; (à dir.) a inauguração do novo quartel
(Jornal do Commercio, 6 set. 1970)


quinta-feira, dezembro 19, 2019

NATAL 1978: RECORDAÇÃO



Nas festas desse final de ano, major da Polícia Militar do Amazonas, estava eu no comando da Companhia de Rádio Patrulha sediada na rua Dr. Machado, no bairro da Praça 14 de Janeiro. No quartel ainda hoje existente, que abriga o Comando do Policiamento Metropolitano, ponto de referência – aos fundos da “Maternidade Balbina Mestrinho”.
Major Roberto diante do centenário
Portão (foto pessoal)
Neste sítio, subsiste um portão de ferro, tudo quanto restou do Piquete de Cavalaria que ali foi instalado ao final do século XIX. A imensa área, todavia, foi paulatinamente sendo loteada, sendo reduzida pela construção da maternidade; pela implantação de uma igreja evangélica à margem do igarapé do Mestre Chico; pela ligação com o bairro da Cachoeirinha através da citada rua; pelo desenvolvimento da corporação.
O Piquete (mesmo sem a cavalaria) marcou por décadas aquele ponto do bairro. Em 1965, o aquartelamento bem reduzido e anacrônico, recebeu o CIM (Centro de Instrução Militar), a primeira etapa para a formação de praças. Após esta iniciativa, o aquartelamento foi sendo modificado para receber outras designações. Enfim, desapareceu para a construção do quartel destinado à Rádio Patrulha, em 1975, restando dele o Portão, fixado no pátio fronteiro, para lembrar essa relíquia da PMAM.
No Portão, fiz afixar uma árvore de Natal, creio que elaborada em isopor; com ela meus votos de venturoso Ano Novo e relevante sucesso aos meus subordinados e amigos.

segunda-feira, novembro 18, 2019

PMAM: SELEÇÃO DE SOLDADOS



Edital da PMEA circulado no Jornal
do Commercio (8 novembro 1969)
Na passagem do calendário, de apenas 50 anos. O edital para a seleção de soldados combatentes revela inúmeros detalhes: a Força Estadual ainda assinava como PMEA (Polícia Militar do Estado do Amazonas) e era titulada de Batalhão Amazonas, nomenclatura conferida pelo governador Arthur Reis (1964-67). Seu comandante era o tenente-coronel EB José Maury de Araújo e Silva, todavia, assinava como coronel PM.

A inscrição era realizada no CIM (Centro de Instrução Militar), na rua Dr. Machado, detrás da maternidade Ana Nery (hoje Balbina Mestrinho). Este quartel depois de várias modificações, agora abriga o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano). O diretor do CIM era o major Laurindo Lopes de Souza, carinhosamente saudado por “lacerdinha”.

Vê-se que a corporação não exigia muito de seus candidatos (apenas masculino): deveria ter até 25 anos, regularizado no Exército, ter servido (1ª categoria) ou não (2ª), desde que possuidor de saúde. Escolaridade de – no mínimo – primário completo (equivalente ao 5º ano fundamental). Além de solteiro, estabelecia a altura de 1m65 (mínimo).

Para finalizar, lembro que a esta ocasião a Zona Franca de Manaus começava a concorrer com a PM. Até então, era esta quem “socorria” os mais inválidos, os sem profissão, apenas desejosos de um emprego. Assim, a procura pela PM era intensa, mas se observava que os incluídos estavam “de olho” nas vagas do Distrito. E, somente para efeito comparativo: aos ingressos do corrente período são exigidos: curso superior e CNH, entre outros predicados.

sábado, agosto 17, 2019

QUARTEIS DA PMAM


Em 26 de setembro de 1970, a PMAM (Polícia Militar do Amazonas), sob o comando do tenente-coronel EB José Maury de Araújo Silva, inaugurou no mesmo dia dois aquartelamentos. 

De verdade, o Centro de Instrução Militar (CIM), sua publica designação, já existia desde 1965, essa festa apenas serviu para exibir sua revitalização.  O comando da corporação aproveitou o campo de futebol ali existente, onde tantas “peladas” participei, para efetuar a entrega das condecorações. Neste local, estou convicto, foi a única oportunidade em que semelhante cerimônia ocorreu.
A esq. coronel Maury condecora o prefeito de Manaus, Paulo Nery. A dir. o pavilhão inaugurado


Acerca das Medalhas e dos agraciados: a Tiradentes diz respeito a PMAM, enquanto a Cidade de Manaus, ao Estado. Esta condecorou apenas civis, sendo membros do governo e o presidente da Varig. A da Força Estadual premiou ao prefeito de Manaus (Paulo Nery) e outros três comandantes militares, com destaque para o coronel Jorge Teixeira.
A caserna de Petrópolis, em construção, destinava-se a servir de quartel do comando-geral, que funcionava na praça da Polícia. Desse modo, a inauguração de apenas um pavilhão não permitiu mudar a situação, ou seja, a construção prosseguiu, e somente foi ocupado pela PMAM em novembro de 1971.  
Recorte do Jornal do Commercio, 27 setembro 1970

O dia de ontem [26 setembro] foi duplamente festivo para a Polícia Militar do Amazonas. Foram inauguradas as instalações de seu Centro de Instrução e Treinamento e o seu novo quartel-general em Petrópolis. Na oportunidade, também várias personalidades foram agraciadas com as Medalhas Tiradentes e Cidade de Manaus.
O Governador passou revista às tropas no novo Centro de Instrução, na rua Dr. Machado, ao lado da Maternidade Ana Nery, e deu por inauguradas as novas instalações, havendo em seguida uma demonstração das práticas desportivas daquela agremiação, com ênfase em judô, que agradou a grande maioria dos presentes.
Pouco depois, se fez a entrega das medalhas aos cidadãos que com elas foram distinguidos pelo Governo do Estado.
CONDECORAÇÕES
As medalhas entregues foram de dois tipos. Primeira, a Medalha Cidade de Manaus, que se destina a cidadãos cuja atuação em quaisquer dos setores da vida humana, tenham se destacado na cidade de Manaus. A outra condecoração se destina a personalidades que, com sua atuação, tenham contribuído com relevantes serviços com a Polícia Militar do Amazonas.
Com a Medalha Cidade de Manaus, foram agraciados os senhores: Érico de Carvalho, presidente da Varig; Jorge Augusto de Souza Baird; Francisco Monteiro de Paula; Aderson Dutra; Stepherson Vieira Medeiros e Agesilau Araújo. Todas foram entregues pelo Governador do Estado.
Já os que receberam a Medalha Tiradentes tiveram um paraninfo individual. Os agraciados foram: Paulo Pinto Nery, paraninfo Amaury Silva; Mário Jorge Fonseca Hermes, paraninfo coronel Arídio Brasil; Paulo Figueiredo de Andrade Oliveira, paraninfo José Lopes; coronel Jorge Teixeira, paraninfo deputado Miranda Leão; Alberto Rocha, paraninfo governador Danilo Areosa.
Terminada a aposição das condecorações, todos os presentes se dirigiram às novas instalações da PM, no bairro de Petrópolis.
O governador inaugurou o Pavilhão lá existente e prometeu que entregaria em dezembro os outros quatro pavilhões que formarão o quartel-general da Polícia Militar do Amazonas.
O pavilhão tem linhas discretas, modernas, e foi feito para alojar 150 homens.
Depois dos discursos de praxe foi servido um coquetel aos presentes.

domingo, junho 03, 2018

PMAM: PARTE DE SUA HISTÓRIA


A foto ilustrativa da postagem (Jornal do Commercio, 6 set. 1970) foi realizada no CIM (Centro de Instrução Militar), localizado na rua Dr. Machado, no centenário Piquete, hoje quartel do Comando do Policiamento Metropolitano. Ponto de referência: atrás da maternidade Balbina Mestrinho. Naquele tempo, a mencionada artéria acabava no igarapé do Mestre Chico, em dias correntes, perdeu até a nomenclatura, veja as placas de sinalização.
Recorte do jornal, vendo-se o governador, ao fundo, à
esquerda, junto ao Capitão dos Portos
A penúria da corporação de então mantinha nesta localidade uma alfaiataria, sob direção do subtenente Nonato Bento e seus alfaiates. A equipe era capaz de atender ao efetivo, porquanto este era bem reduzido e a incorporação de policiais ocorria em número bem limitado. Ou seja, a procura por emprego na cidade, deixava a PM como “última escolha”.
No pátio interno, junto a um campo de futebol, foi construído um galpão de madeira e, neste, o tatame para o treinamento de defesa pessoal. O governador Danilo Areosa (1967-1971) prestigiou a demonstração dos alunos, acompanhado do comandante-geral, coronel Maury Silva.

Defesa na Polícia
 Os soldados da Polícia Militar já possuem melhores condições de alojamento. Ontem foi inaugurado um pavilhão pertencente ao grupo de edifícios que formarão o quartel-general, no bairro de Petrópolis. Dotado das mais modernas comodidades, o pavilhão pode abrigar 150 soldados. Mas não ficou só nisso.
Os praças também já têm um lugar onde poderão realizar suas práticas desportivas. Lá eles treinarão judô, luta livre e outras formas de defesa pessoal, para que melhor possam defender os cidadãos.
Aliás, o Centro de Treinamento da PMA já vem sendo usado para treinar elementos de segurança de diversas instituições, como a CEM [Companhia de Eletricidade de Manaus], COPAM [Companhia de Petróleo do Amazonas] e outras. Tudo isso foi visto ontem, pelo governador Danilo Areosa, que lá esteve para presidir a inauguração do outro pavilhão, assistindo, na oportunidade, a uma demonstração de judô.