CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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segunda-feira, dezembro 23, 2024

NATAL DE ONTEM... E DE HOJE

Os Correios editaram por anos o Aerograma de festas, tanto para o Natal quanto para o Ano Novo. Era uma fórmula singela que permitia às pessoas enviar os votos natalinos e os venturosos de ano. Isso acontecia ontem... hoje os múltiplos aplicativos tornam mais rápido a remessa desses votos. Em tempo real, resultando a suspensão dos aerogramas.

Filatelista por algum tempo, colecionei estes impressos, e vou publicar nesta época para colorir o Natal 2024, que torço seja de harmonia e do melhor congraçamento.




domingo, dezembro 31, 2023

PASSAGEM DE ANO 2023-2024

 Saúdo aos familiares e amigos por motivo desta data - Dia da Confraternização Universal - ou mais simplesmente: a passagem de ano. Para tanto, tomei a liberdade de recolher parte do texto que a colunista Lília Schwarc publicou em sua página do whatsapp.


Aerograma comemorativo

Pois bem. Vamos pensar no que existe na mágica nessa passagem que termina em 31 de dezembro e começa no 1 de janeiro. Com certeza não há nada demais com essa temporalidade cujo dia desemboca na noite e que dá lugar a mais um dia.

Como canta Caetano Veloso: “todo dia o sol levanta e a gente canta ao Sol de todo dia”.


Também não será por uma questão de hora; afinal enquanto na Austrália as celebrações começam muito antes, nos Estados Unidos depois. Não há hora certa para as demonstrações de felicidade.
O mistério vem assim da nossa própria capacidade de ritualizar e inventar símbolos nos quais passamos a viver e nos emocionar. Portanto, nada há de matemática ou conta de somar ou diminuir. Só essa nossa virtude sonhadora é que faz dessa uma noite diferente das outras. É tempo ocioso para fazer balanços, planejar e projetar o ano que está por vir.


Eu, portanto, do alto da minha subjetiva desejo a vocês um 2024 com mais democracia e igualdade, com mais saúde e sobretudo paz nesse mundo que não se cansa de inaugurar novas guerras — que são sempre sinais de nosso fracasso.

Desejo também um tempo com menos ódio e que as redes sociais se prestem a informar e não a dividir.

sábado, janeiro 21, 2023

JORNALISMO NO AMAZONAS

A postagem de hoje compartilha um artigo de Raul de Azevedo, que foi membro do PEN Clube do Brasil e da Academia Amazonense de Letras, e, na área profissional, dirigente dos Correios na região amazônica. Saquei de meu baú de recortes, que o saudoso Narciso Júlio Freire Lobo me repassou, ao tempo em que ele intentava comemorar o bicentenário do jornalismo no Brasil. Desconheço que forças impediram este projeto, no qual eu estava empenhado. Fica o registro.

O jornalismo de outrora no Amazonas

 


 

Não vou contar a história minuciosa do jornalismo amazonense. Longe de mim tal pretensão. Faltavam-me dados completos, tempo e vocação para essas adoráveis velharias. E depois não sou precisamente um arqueólogo... A ideia desta página simples veio de uma exposição que um dia visitei. O meu pranteado amigo coronel João Baptista de Faria e Souza, - um homem que teve a monomania de colecionar gazetas e revistas do Amazonas, do Brasil, que era de uma paciência evangélica, e que eu tive o prazer de ter ao meu lado nas redações do inesquecível "Diário de Notícias", do "Commercio do Amazonas", do "Rio Negro", de "O Globo", do "Amazonas", da "A Federação" - quis comemorar a data de 13 de maio de 1907, que relembrava o 99° aniversário da fundação do primeiro jornal brasileiro.

E assim fez uma exposição interessante de todos os jornais das terras dos Barés e dos Manaus. Quem, como eu, foi sempre, bem ou mal, um apaixonado da folha impressa, e já aos 18 anos dirigia e fazia a "Gazeta Postal", - o jornal menos postal que tem aparecido no mundo, e em cujas páginas brilhava o talento jaceirado de intelectuais do Pará, Ceará e Pernambuco, - havia de rever, como revi, cheio de um largo prazer e de uma intensa saudade, todas essas gazetas de outrora, principalmente onde há também muito de minha vida... A paixão do jornal! Ela é intensa e forte, como o vício do álcool, do jogo e do fumo.

Pessimistas acrescentariam, - e da mulher. A gente passando pela imprensa, nunca mais, - como o corvo de Edgar Poe - poderá esquecê-las. Fica-se jungido a ela. As vitórias, as polemicas e parece que as injustiças e as calúnias... nos prendem mais. E com que júbilo saboreamos um êxito, mesmo quando ele vem depois de lutas, injustiças e revezes! A minha primeira alegria na imprensa... A primeira e a maior. Recordo-me bem, como se fosse ontem. Eu estava nos meus dezoito anos - há quantos anos? - e até então apenas escrevera na minha pequena gazeta. Acariciava então nos meus sonhos de moço uma ideia para mim irrealizável... "A Província do Pará" era naquela época o empório intelectual do Norte.

O acesso às suas colunas era dificílimo e eu nem sonhara tal fantasia. Quase criança, conhecendo apenas de cumprimento de rua o senador Antonio Lemos, seu diretor, temível e exigente, nunca tivera tal veleidade. Mas, - todos sabem que a mocidade é petulante! - aproximava-se o aniversário da "Província do Pará" e, na véspera, com uma carta de duas linhas, enviava um artigo para esse ternamente moço e que nós chamávamos o "velho Lemos"...

E no dia seguinte, manhã ainda, estava desperto e ávido pela gazeta. Quando recebi o jornal, sôfrego, lancei a vista sobre a folha. Era um número lindo, bem-feito, elegante. E lá estava, abrindo a primeira coluna da segunda página, o meu ensaio sobre os Goncourt, - modesta colaboração intelectual naquelas páginas de intelectuais. (segue)


sábado, dezembro 24, 2022

NATAL DE 2022

Não sei bem explicar o que se passa neste Natal, pois não vejo aquela alegria deslumbrante, aquele entusiasmo contagiante. Manaus está bem decorado e com ampla atividade teatral. Bom. 

Dois eventos me parecem conturbar a festa do nascimento de Jesus, sempre própria para os encontros familiares e a troca de mimos. Talvez seja a festa da democracia com a eleição de novos dirigentes para o país, embolada com a desfeita da seleção nacional no campeonato mundial de futebol. 

Recorte do edital alusivo ao Bloco natalino

Há anos, entre outros preparativos, destacavam-se os produtos servidos pelos Correios: o cartão postal, o aerograma, o telegrama, até que veio o celular e todos esses recursos de saudação foram gradativamente apagados, substituídos. Os selos e seus afins promoviam um exuberante colecionismo, com o funcionamento de clubes e de exposições. Pouco se vê sobre a filatelia, os saudosistas têm que buscar na internet. 

Da produção dos Correios, apenas um ainda teima em marcar a festa do Menino Jesus, é o Selo ou o Bloco comemorativo. Abaixo a emissão postal comemorativa deste ano, intitulada Estrela de Natal. O Edital correspondente explica desse modo a escolha do mais icônico símbolo natalino. 

            Estrela que abraça todos os seus significados: aquela que                brilha, que traz beleza e encanto aos nossos olhares para o                céu, que renova nossa fé e que nos guia e mostra os                            caminhos que devemos percorrer. Natal é renascimento,                    tempo de trazer aquilo que há de melhor em cada um de nós,             de olhar para o outro, de refletir. A estrela de Natal é o                    maior símbolo de esperança de um mundo melhor.

Cartão Postal expedido pelos |Correios para atrair 
donativos para as crianças

Aproveito para registrar a cada leitor desta postagem meus melhores votos pela festa natalina.

domingo, agosto 07, 2022

MARIO YPIRANGA & FILATELIA

 O texto do saudoso mestre Mário Ypiranga circulou em sua coluna dominical em A Gazeta (13 jan. 1963). Parece premonição: os selos vêm perdendo a finalidade, pois não há necessidade deles, todos os tributos cobrados nos Correios são emitidos em impresso de máquinas. A emissão de selos está sendo reduzida e algumas, desgraciosas. E sem atração, isso que MYM comentou neste tópico há sessenta anos.

Selo natalino com o carimbo de controle

 

Recorte de A Gazeta, 13 janeiro 1963

Os colecionadores de selos nos perguntamos a razão do Brasil ser um dos poucos países do mundo a possuir um serviço de emissão filatélica infamérrimo. Todo colecionador de selo sabe por experiência própria que qualquer país, possessão, ilhota, estado, grão-ducado, principado ou domínio capricha nas emissões, levando-se em conta que o selo postal, hoje em dia, torna-se poderoso veículo de propaganda turística, deixando de ser apenas aquela taxa que o cidadão paga em troca de ruim serviço de correspondência.

Aí estão a nossa maravilhosa flora, a nossa fauna, as nossas riquezas naturais, os nossos monumentos, os nossos costumes, a nossa história rica de quadros heroicos. A diretoria da Casa da Moeda, ou quem melhor responda pelo desserviço, ainda não se apercebeu disso.

Enquanto os colecionadores se extasiam diante das séries belíssimas emitidas por Portugal, Angola, São Marino, Vaticano, Liechtenstein, Touva (sic), China, Rússia etc., o Brasil persiste nos selinhos vagabundos de impressão reles sobre ruim papel.

Todas as nossas possibilidades naturais que poderiam constituir um convite, uma insinuação ao turismo está aí à espera de um afeiçoado ou um homem inteligente que seja menos burocrata (eu ia escrever burrocrata) e misoneista e mais técnico e patriota. Que pelo menos saiba ler e escrever como exige o código não escrito.

Para se avaliar o desinteresse dessa gente eu passo a contar um fato: 1948 foi o ano em que Manaus completou seu primeiro centenário como cidade, embora seja mais velha como póvoa. Na oportunidade, escrevi ao diretor da Casa da Moeda, lembrando-lhe uma emissão comemorativa. Uma série modesta: apenas três valores diferentes. No primeiro apareceriam as ruínas da Fortaleza da Barra representando a Capitania e fundação do povoado; no segundo a foto daquele prédio que o vandalismo oficial deixa ruir para se aproveitar do terreno; no terceiro a perspectiva do Teatro Amazonas, representando o estado republicano e uma fase de maior evolução urbana. Três etapas históricas, três aspectos urbanos que coincidiriam com três estágios de cultura.

A Casa da Moeda, que se interessa ordinariamente pelos centenários de qualquer município em outras partes do Brasil, mandou imprimir apenas um selinho vagabundérrimo exibindo o Teatro Amazonas, naquela sua fase de decadência, como se aquela mole, com a sua majestosa manteigueira, representasse isolado a perspectiva histórico-cultural da terra.

Assim é o Brasil, este país de grandes possibilidades, grande até no desserviço que lhe prestam os homens públicos.

  

sábado, abril 02, 2022

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS (5)

Os últimos aficionados filatelistas marcaram para hoje uma reunião no Palacete Provincial. Não deu, as chuvas impossibilitaram o papo e as conversas que temos exercitado, na tentativa de soerguer o colecionismo de selos em Manaus. Aliás, percebemos que a filatelia vem passando por tempos complexos, acontecem em todo o país. De outro modo. observamos a prática de venda por ofertas, por preço fixo, de todo tipo de material, por leilão ou por sites individuais. Ou seja, o selo vem circulando de outra maneira, apenas entre os iniciados. O objetivo premente do CFA é despertar novos colecionadores, como alcançar se nem carta se escreve mais? Este desafio segue em nossa pauta.

Para ilustrar esta postagem, reproduzo material filatélico do acervo do colecionador Jorge Bargas. São miniaturas de classificador que a empresa brindava aos clientes de então. Outro recorte mostra o anúncio da loja filatélica pertencente ao saudoso Joaquim Marinho. E assim vamos vivendo de recordações. Quem sabe, um dia...

Circulado na revista Teminas - 1988

Dedicatória do vendedor Getzel - 1984

Miniatura de classificadores (em cores)





terça-feira, março 08, 2022

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 Com agradecimentos aos filatelistas que me enviaram os Selos aqui postados, emitidos em homenagem a este Dia, felicito as amadas Mulheres que lutam dia a dia por novas conquistas. Sucessos sempre!


Correio da Ucrânia


Correio dos Estados Unidos


segunda-feira, março 07, 2022

REGISTRO NACIONAL DO CFA

Escudo do CFA
A dedicação do secretário do CFA, Adriel França, permitiu encontrar a notícia de fundação do Clube Filatélico do Amazonas em âmbito nacional. Esse “registro de nascimento” nacional ocorreu no Boletim do Clube Filatélico do Brasil, em edição de outubro de 1969, portanto, um mês após o advento do CFA em Manaus.

Fragmento do registro Boletim do CFB

 

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS

Vimos agradecer o noticari0 enviado pelo nosso confrade Ubirajara Almeida (Avenida Eduardo Ribeiro, 556 - Manaus/AM), sobre a atualidade filatélica de Manaus, que f0i recebido com muito agrado entre nós. Soubemos por seu intermédio da fundação do Clube Filatélico do Amazonas, cuja diretoria já eleita ficou assim constituída:

Presidente - Dr. Nelson Ribeiro Porto;

Vice-presidente – Dr. Manuel Lucas Batatel;

Secretário - Ubirajara Almeida;

 Secretario - Dr. Joaquim Marinho;

Tesoureiro - Wagner Vieira;

2º Tesoureiro - Fernando Martinho;

Diretor de Trocas - Dr. Mário Xavier e

2º Diretor de Trocas – Dr. Emilio Garibaldi.

Nosso novo confrade, que mantem uma Coluna Filatélica no "Diário da Tarde", de Manaus, esta em franca atividade, objetivando implantar a filatelia em seu Estado, para o que conta com a colaboração dos demais colegas de todo o país, com o recebimento de matéria diversificada para publicaça0 em seu jornal.

quarta-feira, março 02, 2022

NOTAS PARA O CFA

Três tópicos para a história do Clube Filatélico do Amazonas (CFA). Começo pela capa da revista Planejamento P&D Desenvolvimento, editada em 1977, trazendo uma alegoria do mapa brasileiro com selos postais. Bons tempos da Filatelia, com inúmeros colecionadores e exposições. 

Capa da revista, editada em
agosto de 1977 
Prossigo com a Coluna do Marinho, circulada no jornal O Estado do Amazonas, lembrando os 35 anos de atividades desta agremiação, sem olvidar seu presidente perpétuo, Nelson Porto.


Enfim, uma lembrança pessoal inserta na Coluna Filatélica, de Nelson Porto, encartada no Jornal do Commercio, de 06 | 03 | 1994.  



sábado, janeiro 29, 2022

COLECIONISMO DE SELOS

Conversei em dezembro passado, em Brasília-DF, com um comerciante de selos e outros produtos filatélicos. Roberto Silveira (Filatélica Brasília) me proporcionou algumas informações sobre o quadro atual e as perspectivas para o futuro. Que acontecerá com a Filatelia? Se “ninguém escreve para o coronel”, parodiando o escritor Vargas Llosa.

Carta para o coronel Roberto (1985)
De fato, a correspondência agora é realizada pelo celular. As empresas nos obrigam a sacar o boleto pela internet. Os cumprimentos pelas festas são realizados em viva voz. E, para complicar mais, a empresa de correio fixa de qualquer modo uma tarjeta autocolante que desfigura o envelope. Enfim, o selo perdeu seu fascínio. Dizia-se que o colecionismo de selos ensinava diversas ciências, agora basta digitar o tema no Google, e pronto...

Dias desses, o aficionado filatelista Jorge Bargas me presenteou com recortes de jornais temáticos. Alguns cinquentenários. Neles deparei-me com comentários sobre o assunto, sobre a preocupação com o futuro da Filatelia, já àquela ocasião. Reproduzo trechos do mesmo autor (ainda em atividade): Mauro Nogueira Valias, em Coluna Filatélica, circulada no jornal Correio do Sul (nov. 1994), Varginha-MG.


Coluna de MauroValias

Quando não sabemos, mas tudo caminha rápido e célere para o fim da genial invenção de Sir Rowland Hill em 1840 na Inglaterra. Uma coisa é certa: o selo postal não completará seu bicentenário em 2040. Por que estamos prevendo seu fim com tamanha convicção? Por uma evidência muito simples, que é o progresso fantástico dos meios de comunicação. Com o advento do telex, "fax", porteamentos por verbas e franquias mecânicas, que firma por menor que seja irá mais selar carta por carta, expedi-las e aguardar resposta um mês depois? E o que está por vir no setor?

Estamos avançando muito no tempo, mas com uma certeza quase absoluta que ocorrerá exatamente assim. Não somos videntes agourentos e nem arautos de más novas e sim realistas, pois não há como lutar contra o progresso e a evolução das coisas que nos cercam. Nem mais adiantará que ajudem a salvar a Filatelia Brasileira. Não é ela que está morrendo, mas sim, a razão de sua existência no selo postal.

Recorte da Coluna Filatélica


terça-feira, janeiro 25, 2022

COLUNA FILATÉLICA (5)

 Nelson Porto (1923-2006) prossegue como um marco da implantação do Clube Filatélico do Amazonas (CFA). Estava entre os fundadores, que em 1969, fundaram esta agremiação nas dependências do ICBEU. E, adiante, ele passou a divulgar a filatelia manauara através da Coluna Filatélica, que o Jornal do Commercio encartou por décadas, extinta com a morte do seu redator.

Porto não se limitava ao cenário dos selos e acessórios colecionáveis, escrevia sobre outros assuntos, como se verá na coluna aqui reproduzida, datada de 6 de março de 1994 (domingo). Na ocasião, o país discutia o combate à inflação em meio aos diversos planos adotados. 

Recorte da coluna mencionada

A IMPLANTAÇÃO DA URV (*)

Depois de uma luta desigual, conseguiu o governo implantar a sua conhecida URV que nada mais é que o dólar americano disfarçado para não “ofender” o ilustre presidente. O fato é que nós brasileiros ainda não entendemos muito bem como será possível vencer a inflação com a simples mudança de nome de uma moeda. Se já estivemos (sic) dolarizados há mais tempo, certamente a euforia do ilustre ministro ao dizer que “em dólar a inflação é ZERO” estaria justificada. Mas, não! Nós temos o nosso imbatível “cruzeiro real” que não se importa com discussões, casuísmos etc., que estão aí mesmo. Vamos brilhantemente seguindo os 40% mensais...

E vamos vendo que esta URV vai ter pouco tempo de vida e será substituída pelo REAL que definitivamente será a nossa moeda. E este REAL que deve ser uma “moeda forte”, como será a sua divisão? (...)

REUNIÃO NA CASA DE RODERICK CASTELO BRANCO

Como vinhamos (sic) fazendo há algum tempo, recomeçamos nossas reuniões filatélicas na casa de um dos mais antigos e operosos filatelistas amazonenses: Roderick Castelo Branco. Com a presença de Edgar Altino, Francisco Carmona e o redator da Coluna, no último sábado de fevereiro estivemos lá no Bairro de São Jorge, onde durante algumas horas recordamos as atividades filatélicas amazonenses e brasileiras e discutimos, evidentemente, a atual situação da filatelia brasileira com os preços de seus produtos subindo a cada 15 dias. Nunca atravessamos uma fase tão difícil para todos nós que usamos a correspondência para construirmos coleções de selos.

Uma coisa positiva que comentamos foi a implantação de um selo para porte internacional comemorativo: uma reivindicação que víamos lutando há muito tempo e que parece a ECT vai utilizar para que nossos selos possam voltar a serem respeitados no exterior.

CARTAS ATRASADAS

Estamos muito preocupados com o que vem acontecendo com nossa correspondência para o exterior. Cartas vinda da Europa e dos Estados Unidos, que não devem demorar mais de 10 dias, estão nos chegando às mãos com quase um mês de postadas. Já temos três dessas para mostrarmos a quem de direito. Informaram-nos, não oficialmente, que estaria havendo uma "operação tartaruga" na Agência do Aleixo onde são triadas as cartas estrangeiras, pois os funcionários da ECT brevemente vão lutar por melhores salários (aliás é a luta constante de nossos funcionários).

Detalhe da citada coluna
NOSSAS COLUNAS

Estamos recebendo de alguns leitores cartas elogiando nossa Coluna, não só pelos assuntos que abordamos como também pela bela feitura e distribuição do espaço. Devemos isto a nossos amigos do JORNAL DO COMÉRCIO.

URV (Unidade Real de Valor) veio a ser instituída através da Medida Provisória 434/94, sendo reeditada posteriormente pelas MPs 457/94 e 482/94, e derradeiramente convertida na Lei 8.880/94, que veio a ser conhecida como a Lei do Plano Real, prevendo uma indexação temporária.

quinta-feira, dezembro 30, 2021

ANO NOVO 2022

 Afinal alcançamos o último dia de 2021, ano que ficará marcado como um período difícil, circundado por tantos desafios. Como foi duro transpor os doze meses. A capital amazonense começou o ano sentindo na alma o avanço da Covid19, sem que a Saúde tivesse recursos em quantidade para o enfrentamento. O restante dos meses decorreu entre cuidados sanitários extremos que foram sendo paulatinamente suprimidos pelas autoridades. Quando tudo indicava que os festejos natalinos seriam de amplo entrosamento entre familiares e amigos, nova cepa do vírus mostrou as garras e nos levou a fechar a mão para os cumprimentos. Ou seja, encarramos o 2021 cercados de dúvidas, que nos espera o Ano Novo?

Acredito que em 2022, devidamente reciclados, vamos reconquistar a Paz e a Saúde em todos os segmentos.

Registro com esta postagem, cujo material foi editado pelos Correios, meus votos de FELIZ ANO NOVO!


   

quarta-feira, dezembro 29, 2021

TEMÁTICA: NATAL

 Recorro a minha coleção temática para reverenciar o 

NATAL corrente

Selos do Natal 2021 (acima) e o
Edital (abaixo)

Cartas com motivos natalinos



segunda-feira, dezembro 27, 2021

AINDA ACERCA DO NATAL

 Aproveito a passagem do NATAL para divulgar parte de minha coleção temática, saudando aos visitantes pela data.






sábado, dezembro 25, 2021

DIA DE NATAL

 Saudando aos crentes desta data religiosa, exponho alguns materiais postais de minha coleção cujo tema é o NATAL








sexta-feira, dezembro 24, 2021

NOITE DE NATAL

 De novo é Natal, ainda sem muitas festas ou quase nenhuma. A razão está na pandemia que assola o país. Daí a recomendação de que nos protejamos, mesmo em festa familiar. 

Acabo de regressar à casa, depois de circular pelas residências das filhas e netos. Apesar de ter me preparado para continuar postando alguma matéria durante este afastamento, não consegui me acertar em momento alguma. 

Retomo nesta data a movimentação do meu Blog, aproveitando para registrar os votos de paz e saúde neste Natal do Menino Deus, extensivos aos amigos e familiares e aos eventuais leitores. Para ilustrar a data segue um exemplar comemorativo publicado pelos Correios, que integra minha coleção temática sobre o Natal. 

Aerograma circulado em 1988


sábado, novembro 27, 2021

CFA FESTEJA O NATAL

 A turma muito entusiasta do Clube Filatélico do Amazonas (CFA) aproveitou o encontro desta sexta-feira (ontem), para festejar o Natal. Isso porque a turma deve fazer um intervalo neste momento. O encontro foi regado pelas guloseimas dispostas pelos gremistas, regadas por cafezinho e conhecidos refrigerantes.

A turma do CFA festejando

O colecionismo de selos passa por uma transformação. Já não se tem aquele volume de correspondências, que eram obliteradas pelos selos dos Correios. O próprio Correios está ameaçado. E não se escreve mais, é mais prático o envio de mensagens virtuais, com todas as facilidades da tecnologia.

No entanto, tem-se observado um volume superior no comércio de selos e outros derivados. Não apenas nas casas filatélicas, muito mais entre os colecionadores ou simples vendedores que usam as redes sociais. Não posso avaliar esse trabalho, sei que os escassos colecionadores pouco se encontram, como é o caso de nosso Clube.

A pergunta que fiz aos companheiros ontem: que devemos fazer para superar ou interagir com esse fenômeno comercial? Espero que a resposta seja breve, a fim de que no próximo 2022 tenhamos maior avanço. Afinal, foi possível realizar algum evento e, acima de tudo, manter o pequeno grupo coeso e em atividade.

Meus agradecimentos a todos que prestigiaram o Clube Filatélico do Amazonas.

Detalhes da festa com premiação e sorrisos



sexta-feira, outubro 15, 2021

FILATELIA EM MANAUS

 Ao me preparar para escrever este texto sobre o aniversário do Clube Filatélico do Amazonas (CFA), percebi uma afinidade com o aniversário de Manaus: nossa capital vai comemorar proximamente 352 anos, o CFA acaba de lembrar seu surgimento há 52 anos. Que aconteceu? Meramente sua fundação ocorreu na ocasião em que a cidade de Manaus solenizava seu tricentenário, sendo prefeito da cidade Dr. Paulo Nery.

Presentes a festa comemorativa do 52º ano

O colecionismo de selos, a Filatelia, já prosperava em Manaus, o registro pertence ao primeiro presidente da agremiação, Dr. Nelson Porto. Na primeira crônica escrita por ele e inserta no Jornal do Commercio, assegura que o CFA estava “fundado em setembro de 1969, graças a uma inteligente promoção do confrade Ubirajara de Almeida de “O Jornal” e o “Diário da Tarde” – que àquela ocasião promoveram a 1ª Mostra Filatélica do Amazonas – o Clube Filatélico do Amazonas nasceu com o entusiasmo natural das primeiras iniciativas”.

Todavia, o ato solene de inauguração ocorreu quando “Ubirajara de Almeida conseguiu inicialmente um local para reuniões e, em 11 de outubro de 1969, estavam aprovados os Estatutos da novel associação.” Porto segue informando e relaciona os “nomes dos Fundadores: Manuel Batatel, Carlos Lima, Carlos Alberto Garcia, Mario Xavier, Wagner Vieira, Emilio Garibaldi, Fernando Martinho, Ruy Martinho, Almerindo, Sergio Costa, Luiz Flavio Simões, Nelson Porto, Albino Fernandes, Ubirajara de Almeida e Joaquim Marinho.”

É dele ainda a informação que “as reuniões semanais se realizam na sede do IBEU, à avenida Joaquim Nabuco, gentilmente cedida pelo professor Rui Alencar.” Em nossos dias, modificado para Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos (ICBEU), segue operando no mesmo endereço.

Nesta tarde o CFA efetuou a reunião de confraternização na agência dos Correios Mons. Coutinho, reunindo poucos, é verdade, porém cada vez mais dispostos a suplantar as dificuldades que são densas. Vamos suplantar, já pensando no próximo verão.

Dai meu abraço afetuoso aos presentes à festa de hoje, também àqueles que não puderam comparecer e, em particular, aos que nos precederam, legando o amor aos Selos. Até o 53° aniversário.


sexta-feira, setembro 17, 2021

CLUBE FILATÉLICO DO AMAZONAS (CFA)

Há um mês o CFA vem conquistando adequados resultados: entre 18 e 28 de agosto promoveu a Amostra Filatélica, abrigada no Palacete Provincial. Após este evento, o CFA manteve contato com a superintendência estadual do Amazonas, na pessoa de Elias de Araújo Vieira, para tratar da reabertura da Sala de Filatelia na agência Monsenhor Coutinho, afinal efetivada dia 15. E, nesta sexta-feira, o Clube esteve presente na Reitoria da Universidade Federal para o lançamento do selo personalizado, que marca o 30º aniversário do Museu Amazônico.
Selo do CFA

A reabertura da sala filatélica que, nos bons tempos do colecionismo de selos, funcionava diariamente, com atendimento exclusivo, voltou atendendo apenas a cada sexta-feira. O fato é compreensível, pois, o desinteresse pelo colecionismo diante do avanço tecnológico, acrescido da pandemia, liquidaram os negócios. O Clube com seus poucos membros tenta revitalizar o local, não será fácil, porém, estamos confiantes em novos passos bem-sucedidos.

Assembleia presente à reabertura
Gratos estamos à superintendência regional e, em particular, à Sra. Eudija Cunha que, competente e afável administra a referida agência.  

Hoje, compareci junto com o secretário do CFA, Adriel França, ao lançamento do selo personalizado do Museu Amazônico, ocorrido na Reitoria. Presente o Reitor da Universidade, Sylvio Puga, o diretor do Museu e outros membros daquele Centro de Ensino Superior. Ao falar, relembrei a fundação do CFA, em 1969, e seu primeiro presidente, que foi professor e diretor da Faculdade de Engenharia, Nelson Porto.

Convite do lançamento

Adriel falou de sua gratidão em ter incentivado a produção daquele selo, do entusiasmo com o movimento que se tenta estabelecer. Ao encerrar, o Reitor Sylvio Puga não somente agradeceu a nossa participação, como dispôs as dependências da Casa e seus recursos técnicos em prol da divulgação da Filatelia.

Reitor Sylvio Puga (ao centro) e os dirigentes
do CFA (à direita)