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quarta-feira, outubro 08, 2025

DO PIQUETE AO CPM

 No final do século 19, a área onde em nossos dias está edificada a Maternidade Balbina Mestrinho e outras edificações vizinhas, pertencia à Força Estadual. Necessitando implementar a cavalaria, o governo fez construir na rua Dr. Machado o quartel que ficou conhecido por Piquete de Cavalaria, em 1897.

Quartel do Piquete, em 1964

A Cavalaria perdurou até 1942, quando o comandante da PM, major EB Gentil Barbato cumpriu a legislação que a desativou. No espaço estabeleceu oficinas de alfaiataria e calçados, a fim de fardar os policiais.

Em 1950, já somente existia uma oficina, e para maior incremento incluiu subtenente Nonato Bento (irmão de Onias Bento, que foi sacerdote e, dispensado dos votos, foi secretário de Fazenda do governo de José Lindoso) - técnico alfaiate. Dez anos depois foi inaugurada a maternidade, que tomou uma parte considerável do Piquete.

Subtenente Nonatão, devido a estatura
 

Mais adiante, em 1965, acola foi criado o CIM (Centro de Instrução Militar), destinado à formação e especialização de praças. Para tanto, teve salas e alojamentos construídos pelo pessoal da carpintaria da corporação, autênticos “puxadinhos”. Em 1972, no outro extremo do terreno surgiu o quartel da Rádio Patrulha.

 

Governador Areosa em visita ao CIM, 1968

Até que, 78 anos depois, o Piquete desapareceu para dar lugar ao novo aquartelamento da Companhia de Rádio Patrulha, inaugurado em janeiro de 1977. A evolução não parou, logo o quartel da Dr. Machado abrigou um Batalhão de diversas finalidades, até ser atualmente ocupado pelo CPM (Comando de Policiamento Metropolitano). 

Quartel da Rádio Patrulha, hoje CPM, em 1978

 

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