CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quinta-feira, julho 23, 2026

PRAÇA RIBEIRO JÚNIOR (2)

 Há setenta e um anos, precisamente em 23 de julho de 1955, foi aberta ao público a então denominada Praça Ribeiro Junior, instalada no canteiro central da avenida Leovigildo Coelho e delimitada entre as ruas José Paranaguá e Lima Bacuri. 2 anos depois, ela foi soterrada. A postagem – dividida em duas seções – expõe o texto do saudoso jornalista e acadêmico Arlindo Porto, publicada em A Crítica, em 23 julho de 1978.

Recorte do livro editado em Manaus
Detalhe do artigo de Arlindo Porto

                                                     SALVE  RIBEIRO JÚNIOR

Arlindo Porto

Tudo isso ocorreu após os eventos golpistas de 1964, nada tendo eu podido fazer a respeito, nem mesmo protestar contra a agressão à memória de Manaus, pois tangido pelas circunstâncias, me auto exilara e fixara residência por mais de 10 anos, no Rio de Janeiro. Manda a justiça que se proclame, no entanto, que atendendo a uma solicitação que eu lhe fizera, o prefeito Paulo Pinto Nery, no que se obedecia a uma recomendação do próprio mestre Branco e Silva, então já falecido, mandou pintar todos os anos, enquanto esteve à frente da Prefeitura, a herma de Ribeiro Junior com a cor bronzeada apropriada, o que levou muita gente, até hoje, a pensar que a peça fora elaborada naquele precioso metal. Esse trabalho na conservação somente deixou de ser feito após a saída de Paulo Nery da Prefeitura, com o consequente escorraçamento da herma da praça que tinha o nome do homenageado.

Quanto à herma, em nova avalanche modernizadora, esta já ocorrida na gestão atual do sr. Manoel Henriques Ribeiro, foi derrubada da anônima e anódina mureta em que fora depositada, e desapareceu. provavelmente soterrada nos trabalhos de nivelamento ocorridos na praça da Saudade.

Quanto à praça em si, penso que esta continua existindo oficialmente, tal como já afirmei antes. Pelo menos não é do meu conhecimento a aprovação de qualquer lei extintora da homenagem, pela Câmara Municipal. É bem verdade que ela não aparece na planta de Manaus impressa no catálogo telefônico da cidade, mas este não é um documento plenamente confiável, pois até chega a grafar o nome do grande Heliodoro Balbi, como “Heliodora Balisa'”... Até bem pouco tempo o nome de Ribeiro Júnior continuava aparecendo nas contas de água, luz e telefone. Agora já não sei.

É bem verdade que, com a expulsão e degredo da herma para a praça da Saudade e desaparecimento da passarela central, o logradouro que homenageava o “Redentor” perdeu visualmente a condição de praça, nada mais tendo que possa sequer lembrar haver existido ali, algum dia, aquela característica urbana.

Creio ser chegado o tempo daqueles que pugnam pela manutenção da memória de nosso Estado, tendo à frente o Instituto Geográfico e Histórico, de encetar uma campanha junto às autoridades competentes, no caso a Câmara Municipal e a Prefeitura, para que se nomeie uma outra área da cidade com o nome de Alfredo Augusto Ribeiro Junior e para ali se devolva, renovada, a sua herma, a fim de que as gerações que nos sucederem tenham a oportunidade de recordar a figura brava de um homem que, mesmo aqui não tendo nascido, não vacilou em arriscar sua carreira e o seu futuro em bem do povo amazonense.

sábado, janeiro 18, 2020

DR. ZERBINI VISITA A UA



São passados 50 anos em que o Reitor da Universidade do Amazonas – Dr. Jauary Marinho – convidou ao Dr. Euryclides de Jesus Zerbini para abrilhantar o primeiro quinquênio de existência desta Escola de ensino superior. Dr. Zerbini notabilizara-se ao executar o primeiro transplante cardíaco no Brasil. Desse modo, recebido com toda cortesia, esteve presente às várias solenidades que marcaram a data e a expansão da Universidade.

A foto do Jornal do Commercio (18 jan. 1970) mostra o convidado descerrando a fita de inauguração, e pode-se destacar o governador do Estado, Dr. Danilo Areosa e sua esposa, além do prefeito de Manaus, Dr. Paulo Nery, e ao fundo o arcebispo de Manaus, dom João de Souza Lima, e o próprio dirigente da UA.


O prof. Euryclides de Jesus Zerbini, que veio a Manaus especialmente convidado pelo Reitor Jauary Marinho, inaugurou ontem o Ambulatório “Araújo Lima”, desatando a fita estendida à entrada do prédio. À noite, no Instituto de Anatomia e Histologia “Alfredo da Mata” o famoso cirurgião brasileiro, inaugurando o auditório que recebeu o seu nome, pronunciou a conferência sobre o “Tratamento cirúrgico da interferência coronária”.
Página do Jornal do Commercio, 18 jan. 1970


quarta-feira, janeiro 15, 2020

EXPLOSÃO DA CALDEIRA: 50 ANOS


Ontem, 14 de janeiro, ocorreu o cinquentenário de um trágico episódio: a explosão da caldeira da Santa Casa de Misericórdia. Mortos e feridos e larga destruição marcaram aquela instituição de saúde. O desastre levou os manauaras à consternação, posto que o próprio governador, Danilo Areosa, e o prefeito, Paulo Nery, estiveram no local para acudir às precisões.
No cruzamento das ruas Lobo D’Almada e José Clemente funciona o Caldeira, um bar bem movimentado que guarda no título comercial aquela olvidada explosão. Recorri ao extinto jornal A Notícia (edição de 15) para ilustrar esta tragédia, que julgo ter dado à Santa Casa o início de sua derrocada.

Resultado da tragédia (fotos de A Notícia) 

O seu barulho já era familiar para a vizinhança. Nas noites escuras, era bonito quando, pelas suas chaminés, escapavam milhares de fagulhas que lembravam uma "Maria-Fumaça", arrancando da estação. O seu apito, longo ou curto, criou um anedotário. Quando era curto dizia-se: "morreu um pobre"; se saia longo, era porque havia morrido "um rico". Não era nada disso O apito era o esvaziamento de suas câmaras, aliviando a pressão do vapor, utilizada há mais de 20 anos para lavar a roupa da Santa Casa de Misericórdia.
Ontem, não havia apitado. E o fato não passou despercebido a alguns dos habituais ouvintes. E, às 9h45, explodiu. Pareceu um terremoto. 

Arrebentou casa, paredes, paredão. Levou como um bólido dois dos seus servidores, estatelando-lhes os corpos deformados no asfalto da rua José Clemente, de onde foram recolhidos, disformes, sem vida. Uma outra vítima morreu do choque. Outras ainda sofrem, de modo grave. Até crianças, que brincavam na rua, distantes sofreram. Pedaços de pernas-mancas, pedras volumosas, caliças, voaram a dezenas de metros de distância e foram danificar telhados, janelas, vidraças, paredes e pessoas.

Por que ela explodiu? De velha, disseram uns. Porque já estava rachada e ontem não deveria ter sido posta em funcionamento. Quem a conheceu bem deu-nos sua nacionalidade: era francesa, tinha mais ou menos 20 anos. De válvula manual, o operador devia acioná-la para descarregar a pressão toda vez que esta chegava a determinado ponto. Então, duas hipóteses estão na raiz da tragédia: a pressão subiu além da segurança e o operador descuidou-se, ou estava sem água e esta foi ligada abruptamente e provocou as explosões.
Sim. Pois não foi só uma. Após a primeira, grande, estrondosa, brutal, os socorros foram demorados, pelas outras que se seguiram, acompanhadas, ainda, das descargas elétricas de fios de alta-tensão, que se arrebentaram e tornaram os trechos da [rua] Lobo D'Almada e [rua] José Clemente, um inferno, na manhã de ontem.

Explodiu a caldeira da Lavandaria da Santa Casa.


sábado, agosto 17, 2019

QUARTEIS DA PMAM


Em 26 de setembro de 1970, a PMAM (Polícia Militar do Amazonas), sob o comando do tenente-coronel EB José Maury de Araújo Silva, inaugurou no mesmo dia dois aquartelamentos. 

De verdade, o Centro de Instrução Militar (CIM), sua publica designação, já existia desde 1965, essa festa apenas serviu para exibir sua revitalização.  O comando da corporação aproveitou o campo de futebol ali existente, onde tantas “peladas” participei, para efetuar a entrega das condecorações. Neste local, estou convicto, foi a única oportunidade em que semelhante cerimônia ocorreu.
A esq. coronel Maury condecora o prefeito de Manaus, Paulo Nery. A dir. o pavilhão inaugurado


Acerca das Medalhas e dos agraciados: a Tiradentes diz respeito a PMAM, enquanto a Cidade de Manaus, ao Estado. Esta condecorou apenas civis, sendo membros do governo e o presidente da Varig. A da Força Estadual premiou ao prefeito de Manaus (Paulo Nery) e outros três comandantes militares, com destaque para o coronel Jorge Teixeira.
A caserna de Petrópolis, em construção, destinava-se a servir de quartel do comando-geral, que funcionava na praça da Polícia. Desse modo, a inauguração de apenas um pavilhão não permitiu mudar a situação, ou seja, a construção prosseguiu, e somente foi ocupado pela PMAM em novembro de 1971.  
Recorte do Jornal do Commercio, 27 setembro 1970

O dia de ontem [26 setembro] foi duplamente festivo para a Polícia Militar do Amazonas. Foram inauguradas as instalações de seu Centro de Instrução e Treinamento e o seu novo quartel-general em Petrópolis. Na oportunidade, também várias personalidades foram agraciadas com as Medalhas Tiradentes e Cidade de Manaus.
O Governador passou revista às tropas no novo Centro de Instrução, na rua Dr. Machado, ao lado da Maternidade Ana Nery, e deu por inauguradas as novas instalações, havendo em seguida uma demonstração das práticas desportivas daquela agremiação, com ênfase em judô, que agradou a grande maioria dos presentes.
Pouco depois, se fez a entrega das medalhas aos cidadãos que com elas foram distinguidos pelo Governo do Estado.
CONDECORAÇÕES
As medalhas entregues foram de dois tipos. Primeira, a Medalha Cidade de Manaus, que se destina a cidadãos cuja atuação em quaisquer dos setores da vida humana, tenham se destacado na cidade de Manaus. A outra condecoração se destina a personalidades que, com sua atuação, tenham contribuído com relevantes serviços com a Polícia Militar do Amazonas.
Com a Medalha Cidade de Manaus, foram agraciados os senhores: Érico de Carvalho, presidente da Varig; Jorge Augusto de Souza Baird; Francisco Monteiro de Paula; Aderson Dutra; Stepherson Vieira Medeiros e Agesilau Araújo. Todas foram entregues pelo Governador do Estado.
Já os que receberam a Medalha Tiradentes tiveram um paraninfo individual. Os agraciados foram: Paulo Pinto Nery, paraninfo Amaury Silva; Mário Jorge Fonseca Hermes, paraninfo coronel Arídio Brasil; Paulo Figueiredo de Andrade Oliveira, paraninfo José Lopes; coronel Jorge Teixeira, paraninfo deputado Miranda Leão; Alberto Rocha, paraninfo governador Danilo Areosa.
Terminada a aposição das condecorações, todos os presentes se dirigiram às novas instalações da PM, no bairro de Petrópolis.
O governador inaugurou o Pavilhão lá existente e prometeu que entregaria em dezembro os outros quatro pavilhões que formarão o quartel-general da Polícia Militar do Amazonas.
O pavilhão tem linhas discretas, modernas, e foi feito para alojar 150 homens.
Depois dos discursos de praxe foi servido um coquetel aos presentes.

terça-feira, julho 16, 2019

TRICENTENÁRIO DE MANAUS


50 anos são passados, quando dos festejos do Tricentenário de Manaus - 1969.

Para comemorar aquela memorável data, a prefeitura de Manaus envidou múltiplos esforços, em particular, na expansão viária. Enorme avenida foi ampliada e, em parte aberta, em direção ao aeroporto de Ajuricaba, o popular Ponta Pelada, saindo do bairro da Cachoeirinha. Na ocasião, o DRM (Departamento Rodoviário Municipal) também procedeu a ampliação da atual avenida Castelo Branco. Era prefeito, o Dr. Paulo Pinto Nery.

Para se alcançar o aeroporto houve a necessidade de ampliar a ponte sobre o igarapé do 40, então conhecida por Ponte do Crespo. As fotos destas obras foram sacadas de O Jornal (28 out. 1969), em edição especial sobre a mencionada data.



• Variante, em Construção
O DRM está concentrando sua capacidade de trabalho e equipamentos na construção da Variante para o Aeroporto de Ajuricaba. Essa rodovia, com 18,5 quilômetros de extensão, possibilitará o desenvolvimento da zona de influência industrial, facilitando o acesso mais prático da concentração humana que ali se instala.



ARTES ESPECIAIS
As obras da ponte sobre o igarapé do Crespo, que ficarão prontas ainda este ano, foram confiadas à firma CERTAM Comércio e Engenharia Ltda. A ponte terá 25 metros de comprimento por 10,40 ditos de largura, com passadiços para pedestres. A ligação Raiz-Crespo será a revelação do sistema rodoviário municipal. O custo dessa obra monta em NCr$ 80.000, (oitenta mil cruzeiros novos). As metas prioritárias do DRM estão dimensionadas na atualização do Plano de obras correntes e especiais, figurando a ponte sobre o igarapé do Crespo.

quinta-feira, junho 13, 2019

CENTENÁRIO DE MANAUS (2)


Ontem, escrevi (http://catadordepapeis.blogspot.com/2019/06/centenario-de-manaus.html) sobre o engano jornalístico circulado no matutino A Gazeta, ao apreciar o monumento instalado na Praça da Matriz. Para consolidar minha apreciação, transcrevo o discurso do então deputado Paulo Nery, saudando o Centenário de Manaus, estampado em O Jornal (24 out. 1948)  

Recorte de O Jornal, 24 outubro 1948
  
Cumprindo o que prometemos ao nosso mundo ledor, damos publicidade, a seguir, do notável discurso proferido pelo deputado Paulo Pinto Nery, na sessão especial, realizada sexta-feira última na Assembleia Legislativa do Estado, discurso esse que foi lido, em nome da bancada udenista, majoritária no Legislativo Estadual. Eis o discurso: 

As páginas vivas da história, recordadas nesta semana de eloquente alegria e satisfação para quantos tiveram a ventura de aqui nascer, ou aqui empregar as suas atividades, oferece-nos passagens maravilhosas que bem dizem da grandiosidade de espírito e dos propósitos sadios e patrióticos dos nossos maiores.
Os colonizadores portugueses e espanhóis, sedentos pelas grandes conquistas, e sonhadores no desbravar os mundos lendários, voltaram as suas vistas para as terras selváticas, fabulosas e misteriosas, na esperança de satisfazerem as suas curiosidades, aumentarem os seus domínios com a anexação de novas faixas de terras, transportarem para as suas metrópoles as riquezas formidáveis, inesgotáveis e cobiçadas por todos.
A efetivação desta conquista foi feita a troco de vidas preciosas e sofrimentos indescritíveis, onde a coragem do homem foi posta à prova, face às intempéries da região, à ferocidade dos selvícolas, senhores absolutos da terra, à temibilidade das feras, às dificuldades de transportes, à ambição descomedida e sempre insaciável dos próprios companheiros de jornada.
Cada palmo de terra conquistada, recebia o sinete de sangue derramado por aqueles heróis desconhecidos, que impulsionados pela miragem de tudo vencer, de pigmeus insignificantes, transformavam-se em gigantes indomáveis, levando de roldão a quase invencibilidade da natureza agreste.
Lendas e mais lendas atravessavam as fronteiras do território ainda inexplorado, aumentando o entusiasmo e a ânsia de conquista de quantos ouviam falar no Eldorado e no País dos Omagua.

Arthur Reis, bacharel
O festejado historiador amazonense Arthur Cezar Ferreira Reis, nas páginas lapidares da sua História do Amazonas, apresenta-nos em cores emocionantes essas lendas: “Para o Oriente, como o país da canela, fora também do domínio incaico, reinava, um príncipe, El Dorado, cujas riquezas não eram possíveis medir. Os templos, os palácios, a pavimentação das ruas da cidade de Manoa, onde vivia, tudo nessa região encantada se construíra em ouro. Ouro puro, só ouro. O monarca, pelas manhãs, banhava-se num lago de águas perfumadas, sob as quais lançavam ouro em pó”. (...)

O certo, porém, é que a preocupação dominava os espíritos dos homens civilizados além-fronteiras, forçando-os a projetarem expedições, que de escalada em escalada, iam varando a selva densa que escondia as paragens buscadas,
plantando aqui e ali um povoado.
Com o transcorrer dos anos, com a vinda de novas expedições, com a catequese dos selvícolas, ora pela imposição da garrucha, ora pelos meios convincentes, com a organização de novas povoações, com a implantação nestas regiões de uma civilização com caraterísticas já definidas, a história, afinal, oferece-nos o quadro soberbo da Assembleia Provincial Paraense, votando a Lei nº 147, de 24 de outubro de 1848, que eleva a Vila de Manaus a cidade, com o nome de cidade da Barra do Rio Negro.
Descrever os pormenores do evoluir daquela Vila, com foros de cidade, por força legal, gravando em páginas resplandecentes de heroísmo e de trabalho os nomes de todos aqueles que como chefes ou como parcelas ínfimas de urna coletividade, que presentearam-nas esta encantadora e risonha Manaus, seria empresa ciclópica, privilégio dos espíritos amadurecidos no manusear cotidiano os documentos que a História nos legou, e não para um espírito curioso, como o do orador que vos fala, que só agradecimentos tem para com o Grande Deus por lhe ter dado como pátria essa terra abençoada e dadivosa.
Todavia, o que não nos foge à imaginação, é a imprecisão das primeiras linhas urbânicas (sic), a insignificante e disseminada população, o mando absoluto como lei suprema, o trabalho forçado e escravo do nativo, a ganância como bússola de todos os sentimentos. (...)

Como todas as grandes cidades, Manaus teve os seus dias de apogeu. Agigantou-se na senda do progresso às suas demais irmãs da Federação. Começaram os traçados das grandes avenidas. As construções dos edifícios suntuosos, que tanto nos orgulhecem. A organização do porto fluvial, que é admiração para todos aqueles que aqui aportam pela primeira vez. O aterramento dos igarapés. As ligações dos bairros pelas pontes metálicas. A instalação de luz elétrica e água encanada. A inauguração dos serviços de bondes elétricos. O pronunciamento de uma vida comercial movimentada e irrequieta, atraindo as atenções dos brasileiros e estrangeiros, que impulsionados pelas ideias de lucros fabulosos e fáceis, transportavam-se em massa para a nossa capital, tornando-a o centro das grandes transações, colocando numa situação privilegiada a sua balança econômico-financeira, onde o Ouro Negro, como majestade, era rendado por todos.

Aquela minúscula cidadela, pontilhada de barracas e tapiris, de que um momento para o outro, como num sonho maravilhoso de mil e uma noites, transformou se numa capital elegante, exuberante de alegria, onde os salões e os teatros, as ruas e os cabarés, feericamente iluminados, acolhiam prazerosamente uma população feliz e despreocupada, que dava expansão a uma prodigalidade sem medida, numa demonstração edificante de riqueza e abundância.

Num trabalho ritmado e coordenado, os seus administradores iam imprimindo um cunho de grande metrópole a esta capital que tanto nos envaidece. Figuras de homens públicos exalçaram-se as cumeadas mais elevadas do dever de bem cumprir a árdua e delicada missão de que se achavam investidas. Exemplos marcantes nos foram deixados.
Encobrir, porém, os inúmeros colapsos de que fomos vítimas, seria crime imperdoável. Tivemos momentos de verdadeiro estado pré-agônica. Manaus, como um moribundo apelava para todos os recursos. Anêmica e depauperada, moral e financeiramente, sentia faltar-lhe as últimas forças. O espetro da desmoralização administrativa, sobrevoava como um corvo os nossos céus. Manaus, de decadência em decadência, despida dos dias festivos de grandeza e pompa, quedava-se abandonada e triste à margem do grande rio Negro. (...)

Para glória de Manaus e contentamento de todos que aqui mourejam, vemos que a sua trajetória ao alcançar o seu centenário, indica-nos uma curvatura ascensional, prometendo-nos que em dias não muito longe readquirirá, por justo título, o seu galardão de “Cidade Risonha”.

A União Democrática Nacional, com a responsabilidade que lhe é inerente na atual administração, sente-se no dever irrestrito de envidar todos os esforços no sentido de reafirmar os seus propósitos de em cumprir a sua finalidade de partido político genuinamente democrático e progressista, transformando a nossa Manaus na CATEDRAL AMAZÔNICA, de onde irradiarão beleza, opulência e hospitalidade.
Salve Manaus.



quarta-feira, abril 03, 2019

IGHA – HÁ 50 ANOS


Em outubro de 1969, a cidade de Manaus recebeu a visita do sociólogo Gilberto Freire, que cumpriu em dois dias variada programação. A descrição desse evento retirei de O Jornal (edição de 11 out. 1969). 

Recorte de O Jornal, 11 outubro 1969
 
PROCEDENTE de Georgetown, chegou ontem a Manaus, o sociólogo Gilberto Freire, tendo desembarcado no Aeroporto de Ponta Pelada às 15:30 horas, onde foi recebido por expressivo número de personalidades locais, à frente o Diretor Superintendente da Fundação Cultural, professor Elson Farias.
À noite, às 21 horas, o autor de “Casa Grande & Senzala” esteve no Teatro Amazonas, assistindo a peça LSD (Luar sobre Danúbio), na interpretação do Grupo 7, concorrente do III Festival da Cultura do Amazonas.

PROGRAMA E CONFERÊNCIA
No dia de hoje, o sociólogo Gilberto Freire cumprirá intensa programação em nossa capital, a qual está assim constituída: 9 horas – visita à Biblioteca e a Pinacoteca Pública; 15 horas – visita a Universidade do Amazonas; 16 horas – visita ao Governador Danilo Areosa; 17 horas – visita ao Prefeito Paulo Pinto Nery; 20 horas – Conferência no Auditório Alberto Rangel sobre tema: “Intelectual em época de transição”.
No dia de amanhã haverá às 8 horas, visita a Turislândia, a convite do Sr. Cosme Ferreira Filho; 12 horas – almoço oferecido pela Secretaria de Educação e Cultura, no restaurante Chapéu de Palha; 16 horas – visita as livrarias da cidade: 20 horas – visita ao Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.
O retorno de Gilberto Freire se dará no dia 10 do corrente, devendo seguir ás 6 horas por via aérea com destino a Belém do Pará.

sábado, março 30, 2019

EDUCAÇÃO FÍSICA NO AMAZONAS

Capa do livro


O material deste post foi sacado do livro Traços Históricos da Educação Física no Amazonas (Manaus, 1984), de Guilherme Nery. Pertencente a tradicional família Nery, professor Guilherme marcou sua presença na área educacional dos esportes. Formado na Escola Nacional de Educação Física e Desporto da Universidade do Brasil, começou suas atividades ao inaugurar, em 1937, a Academia Nery, situada na rua Luís Antony. Foi professor da Universidade Federal do Amazonas sobre a matéria.


PRECURSORES DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DOS DESPORTOS

JORGE DE MORAIS
médico, ex-prefeito de Manaus, Deputado Federal pelo Amazonas. Assinalamos como pioneiro da Educação Física que, em boa hora, teve uma ideia feliz de apresentar um Projeto na Câmara Federal em 1905, em prol da Educação Física, criando duas escolas de Educação Física, sendo uma civil e outra militar. O projeto foi aprovado, mas não foi executado. Em 1927, voltou como Deputado Federal e fez reviver essa grande causa.

ANTONIO MONTEIRO DE SOUZA
professor, escrivão das Obras Públicas, diretor do Ginásio Amazonense Pedro II e da Escola Normal, diretor da Instrução Pública, Odontólogo, jornalista, Deputado Federal e Estadual pelo Amazonas, presidente da Assembleia Legislativa e Governador, em exercício. Ressaltamos que foi nomeado professor de Educação Física em 5 de abril de 1906 e foi de uma dedicação em toda prova em prol da Educação Física. Apresentou uma bela tese em concurso intitulada Educação Física: Ginástica Pedagógica e os Jogos Escolares. Em março de 1908, fez uma admirável preleção sobre o curso de Educação Física, para professores primários de Manaus.

FRANCISCO XAVIER CARNEIRO DE ALBUQUERQUE
médico, professor. Foi nomeado professor de Educação Física da Escola Normal, em 1917. Foi um autêntico professor de Educação Física, suas aulas de Anatomia, Fisiologia e Higiene eram verdadeiras magnitudes de sabedorias.

ORLANDINO BACELAR
Em 1933, foi o maior culturista e propagador da Cultura Física no Amazonas.

LAERTE DE MIRANDA
comerciário, tornou-se o incansável batalhador do Esporte Amador, o qual, até hoje, dá tudo de si em prol dos desportes.

MENANDRO TAPAJÓS
médico, deu apoio imensurável aos desportes.

MANSUETO QUEIRÓS
jornalista, membro da FADA (Federação Amazonense de Desportos Atléticos) e com sua pena maravilhosa, motivou muito o esporte.

JOÃO LIBERAL
professor, técnico e foi desportista em diversas modalidades dos desportes; foi um dos dinâmicos impulsionadores dos desportes.

WUPSCHLANDER LIMA,
advogado, primeiro cronista do Amazonas, verdadeiro propagandista dos desportos.

Governador Paulo Nery (irmão de Guilherme) premia o vencedor
ENCERRAMENTO DA OLIMPÍADA DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS 
DO ESTADO DO AMAZONAS

O governador do Estado, Dr. Paulo Nery, ao encerrar a Olimpíada dos Funcionários Públicos do Estado, usou a seguinte expressão: A semente está aí. Foi lançada num terreno fértil e germinará, tornando-se uma árvore frondosa que há de dar muitos frutos, alegrando sempre a festa do funcionário públicos.
Dr. Paulo Nery também lembrou o grande idealizador da Olimpíada, professor Guilherme Nery que por motivo de estar operado esteve ausente, tanto na abertura como no encerramento da Olimpíada.
Agradeço o empenho de todos, mas devo reconhecer, hoje a figura do grande idealizador desta Olimpíada: Guilherme Nery, que foi sem favor um atleta, professor de Educação Física e que nesta hora ausente de nós, não teve a oportunidade de ver materializado a sua grande ideia, que se transformará, sem dúvida, no maior acontecimento na festa maior de todos os funcionários do Estado.
O governador encerrou seu pronunciamento prestando significativa homenagem ao General de Brigada Francisco Batista de Melo, comandante da Região Militar e representante do comandante Militar da Amazônia, Gen. Euclides de Figueiredo Filho, assinalando “que ele representava na festa maior dos funcionários públicos do Estado,” o verdadeiro entrosamento entre civis e militares, os quais devem lutar unidos para a paz e também pelo engrandecimento da própria Pátria.
O ponto alto da programação foi a apresentação da Dança Venezuelana pelos alunos da Unidade de São Raimundo, seguida do abafamento do Fogo Simbólico pelo atleta da Seduc.

sábado, fevereiro 03, 2018

GOVERNADOR DORVAL PORTO - 1930


No início de 1930, o gaúcho Dorval Pires Porto assumiu o governo do Estado do Amazonas, para o quadriênio seguinte. Todavia, seu mandato foi interrompido nove meses depois pelo Golpe de Estado, praticado por Getúlio Vargas, que assumiu a presidência da República. Coincidência, também gaúcho. A despeito da brevidade, seu nome segue batizando uma Escola Estadual, no bairro da Betânia.

Somente para relembrar saudosos partidários de Dorval Porto, que assumiram a gerência do Estado naquele ano, continuamente rememorado pela revolução getuliana, efetuo este compartilhamento.
A galeria foi copiada da revista Amazônia, de Carlos Mesquita, circulada em janeiro de 1930. Detalhe: todas as fotos trazem a marca do fotógrafo Gil, que deveria participar da direção da revista.





segunda-feira, outubro 10, 2011

SILVÉRIO NERY (1858-1934)

No sábado 8, o finado Silvério José Nery foi lembrado pelos 153 anos de seu nascimento. Nascido em Coari (AM), seu pai possuía o mesmo nome; para diferenciá-los, informo que o sênior, como major reformado do Exército, foi comandante da Guarda Policial (germe da Polícia Militar do Amazonas).

O filho, aqui lembrado, foi governador do Estado, na abertura do século passado. A seguir, firmou-se no senado do País, dominando a cena política amazonense por mais de três décadas, até seu falecimento em 1934.

Outro detalhe: a família Nery conseguiu durante o século passado emplacar no governo do Amazonas quatro familiares: Silvério José Nery (1900-04); Constantino Nery (1904-07); Júlio Nery (1943) e Paulo Nery (1982).

Em homenagem a data natalícia de Silvério Nery, reproduzo aqui o panegírico divulgado em A Crítica, por ocasião do centenário do homenageado.



Dentre o grande número de amigos de Silvério Nery, cujo centenário de nascimento se comemora em 8 de outubro de 1958, um sobrevive: o que assina estas linhas. Os demais, na sua quase totalidade, já foram, um a um, encerrando o ciclo da existência.

Fui também um dos seus amigos mais íntimos, um auxiliar de seu governo (1900-1904), desde o primeiro ate o último dia. Oficial de gabinete e secretário particular, eu que o conhecia desde que cheguei ao Amazonas por volta de 1895, vivi ao seu lado.

Conhecera-o em Manaus, entre os amigos do meu irmão Antonio Nogueira, que me precedera na chegada ao Amazonas e ali exercia o cargo de chefe da Repartição de Terras. Silvério havia deixado o exército, depois de servir de ajudante de ordens do presidente do Amazonas [Augusto] Ximeno de Villeroy. Ocupava-se, então, de trabalhos de agrimensura, procedendo à demarcação e legalização de posses dos seringais nativos, que, durante muito tempo, foram a base da riqueza do Estado.

Apesar de pertencer à oposição local, Silvério tinha um vasto circulo de amigos. Naqueles tempos remotos, a política não assumira ainda a catadura severa e intransigente nas relações humanas. Somente por ocasião das eleições se tratava um pouco de política. Passada essa época, reagrupavam-se todos, sem ódios, cordialmente, reajustando o círculo patriarcal da família amazonense, como num verdadeiro seio de Abrahão.

Dotado de tão excelentes qualidades, Silvério Nery não se poderia manter por muito tempo alheio da vida administrativa do seu Estado, que ele tanto amava. Entrou nela pelo voto dos seus concidadãos e tão bem aceito a todos que cedo chegou à suprema curul, depois de o representar na Câmara Federal.

Cumpria-lhe, em primeiro lugar, refazer as finanças do Estado, anular empenhos e compromissos de obras adiáveis, o que tudo ele fez com a mão firme de um timoneiro experimentado, mas sempre dentro dos limites do direito, sem preparar indenizações vultosas para o Tesouro. Nessa tarefa teve a auxiliá-lo o bacharel em direito Porfírio Nogueira, outro irmão meu.
A Crítica, Manaus, 22 out. 1958
Foi secretário de Silvério Nery durante a maior parte do seu governo. Do seu trabalho, na tarefa de reorganizar o Estado disse o bastante, em palavras sinceras, inspiradas pelo sentimento de justiça, o Dr. Júlio Nery, filho de Silvério. Nesse ensejo, o Dr. Júlio Nery relembrou as palavras com que o eminente Rui Barbosa se referiu a Porfírio Nogueira, pondo em relevo o auxílio eficiente que lhe prestara “no granjeio de documentos, informações e elementos de vários gêneros” para a defesa do Amazonas, no memorável pleito do Acre.

Impunha-se agora dotar o Estado de uma lei que o protegesse a sua economia. O Amazonas fora, até 1850, comarca da então província do Pará. Tornando-se província independente, alguma coisa perdurou da rotina administrativa. A borracha, que se tornara o principal produto de exportação da região amazonense, continuava a passar em trânsito para o estado do Pará, onde era feito o beneficiamento e exportada como borracha do sertão, sem que o nome do Amazonas aparecesse nos grandes mercados europeus e americanos.

Veio, então, a lei de beneficiamento da borracha amazonense nos entrepostos de Manaus, medida forte, dessas que somente se animam a tomar os governos fortes, que sabem o que fez casas exportadoras de Belém protestaram contra a nova lei, que lhes parecia iníqua e destruidora dos seus interesses, sem reconhecer que representava apenas um direito do Amazonas, concernente à sua autonomia e no seu próprio território. Ferveu Troia, mas a resolução justa e segura de Silvério resistiu a toda a campanha que se levantara contra ele. Por fim, cessou o clamor e as casas do Pará fizeram o que lhes cumpria: estabeleceram filiais na cidade de Manaus, para melhor execução de seus negócios, com grande vantagem para a capital amazonense.

Além de haver defendido os interesses do comércio e das indústrias, a lei de beneficiamento veio tornar possível uma medida de alto alcance para o progresso do Amazonas: a construção do porto de Manaus, velho sonho de administrações passadas.

Ao despedir-se de Campos Sales, por ter de ir assumir o governo do Estado, Silvério Nery fizera sentir ao presidente da República que levava para o seu governo a decisão firme de promover a construção do porto de Manaus. Daí a necessidade da prévia lei de beneficiamento, sem a qual aquela construção decerto não se faria, por faltarem elementos de receita que assegurassem o êxito financeiro do investimento de capitais.

Durante todo o seu governo, Silvério cumpriu sempre, com fidelidade, o slogan que tomara para orientá-lo: “Menos política e mais administração”. Para isso mostrava-se acessível às boas ideias, pronto a auxiliar todas as atividades que representassem modalidades de progresso para o seu Estado. Em todas as classes produtoras foi sempre apreciado como um homem inteligente e firme na defesa de suas ideias.
Paulo Nery, 1982

Já fora do governo, mas não da política, porque depois nunca deixou de ser representante do estado na Alta Câmara da República, recebeu as mais inequívocas demonstrações de apreço, não somente do Estado, mas ainda do exterior. Em Londres e em Paris foram-lhe oferecidos banquetes com que os homens do alto comércio e indústria, que tinham interesses no Amazonas, atestavam a sua gratidão pelo que fizera como governador, amparando-as e promovendo o desenvolvimento delas.

Estive presente a essas demonstrações de homens independentes, prestadas a um ex-governador. Não é raro promover-se a exaltação dos que vão governar e dos que estão governando. Difícil é fazer a dos que já não governam. A memória humana é tarda para agradecer, se bem que pronta para louvar os que se acham cheios de prestígio.

As contingências da vida nos separaram. Vim para o Rio tentar a continuação na carreira do magistério, que iniciara no Amazonas. Aqui, porém, nunca deixei de acompanhar os passos do grande amigo, então senador da República. Foi-me ainda grato servi-lo numa piedosa tarefa em que ele andava empenhado: a publicação do excelente livro do conde Ermano Stradelli, nosso amigo comum.

Era este uma figura impressionante de incansável trabalhador intelectual. Durante a sua estada no interior, dedicara-se ao estudo da língua “nheengatu”, a boa língua dos indígenas. Fez um trabalho completo: dicionário, gramática, exercícios de versão etc. Tudo isso ameaçava perder-se porque Stradelli, já velho e enfermo, não encontrava editor. Depois de algumas tentativas inúteis, consegui o apoio de Max Fleiuss e, após um parecer favorável de Teodoro Sampaio, foi o livro publicado na Revista do Instituto Histórico [brasileiro].

Os dias trágicos de 1930 afastaram Silvério Nery do cenário político. Recolhendo-se ao seu Estado, começou a sentir os primeiros assaltos do mal que o haveria de levar. Calmo, resignado, esperou o momento extremo com a mesma coragem, o mesmo equilíbrio que jamais perdera nos embates mais difíceis da vida.

A sua missão estava cumprida.
Júlio Nogueira

terça-feira, janeiro 18, 2011

MEMÓRIAS AMAZONENSES (XLIII)

Janeiro, 18

1918 – Nasceu no Rio de Janeiro, Ormail Stockler de Oliveira Junqueira, falecido coronel do Exército. Quando major, em abril de 1962, assumiu o comando da Polícia Militar do Amazonas, a convite do governador Gilberto Mestrinho. O antecessor do coronel Stockler fora o doutor Assis Peixoto, nomeado coronel para a função.

Gov. Plínio Coelho, 1963
No ano seguinte, Plínio Coelho retorna ao Palácio Rio Negro, na condição de governador. Ao promover a mudança do comandante da PM, o substituto do coronel Stockler é o primeiro tenente PM Alfredo Barbosa Filho.

Quando em nosso cotidiano, a conversa paralela interroga-me sobre a mudança superior realizada na PM, costumo lembrar esses fatos. Apesar de pouco condizentes com as bases militares.


1962 – Por iniciativa do padre Lino, redentorista, é fundada a Sociedade Atlética Guarda de Aparecida (SAGA), de moderna arquitetura, situada a rua Wilkens de Matos, em Aparecida. Bem próxima da centenária Cervejaria Amazonense. Consta que o terreno foi adquirido pelos genitores deste sacerdote.
A sociedade promovia o congraçamento das famílias e, em especial, dos jovens do bairro. Algum tempo depois foi vendido, tendo desaparecido a edificação original, em seu lugar surgiu o espigão, onde funcionou, entre outros, a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), na década de 1980.

Cervejaria Amazonense, no bairro de Aparecida, ainda existente
1966 – Ocorreu a instalação do Banco de Produção e Fomento do Estado do Acre, melhor conhecido por Banacre. Esteve localizado a Rua Henrique Martins 286, ao lado da Papelaria Velho Lino, e do Banco do Estado do Amazonas (fundos).

1973 – Para concretizar os entendimentos, o Governo Estadual, pelo governador João Walter de Andrade, e o Municipal, sendo prefeito Paulo Pinto Nery, firmam o convênio que transfere o serviço de combate a incêndios e afins para a gestão da Polícia Militar do Amazonas.