CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, maio 24, 2026

POEMA DOMINICAL

 A postagem reproduz o poema de Clóvis da Mata - Deus no Amazonas, em que louva a realização do Congresso Eucarístico Nacional em Manaus, em julho de 1975, portanto, há 50 anos. Da ornamentação produzida para a festa religiosa resta a Cruz no pátio da Igreja de Fátima, obra do artista Severiano Porto.

Jornal do Commercio, 20 julho 1975

Sob um pálio de luz nas alturas

Refulgindo de Fé e de Amor,

 neste chão que a tantos deu glória

oh! Senhor dos Altares, fulguras,

na imponente canção da Vitória!

Acústica do mundo cristão

 e vergel de lembranças sagradas,

o Teu nome rebrilha nos Salmos

e agasalha milénios de História!

Nossas matas, dosséis de verduras 

conhecidas por Selva Selvaggia

constituem a bela escultura

 que Vossa sempiterna presença

às páginas do Gênesis deu,

na visão imortal do profeta!

Rei dos Reis, o Teu trono é eterno,

e um céu de alabastro e de luz

 sobre a terra da Fé, que é unção,

onde o povo exultante Te adora

e com todos reparte o Pão.

No recesso dos templos sagrados

 Tua imagem entre lírios reluz

ante as velas eretas e ardentes

incensadas por turibulários

que invocam o poder da Oração

contra os ímpios e vãos aretinos,

adorando o Menino-Jesus!

Amazonas, Estado altaneiro

que se ergue indomável e viril,

tens um nome que fala de amor

e rebrilha nos céus do Brasil

com requintes das aves canoras

como rios que se beijam no alvor

 das manhãs, em idílios de correr,

e esmagam irmãos ribeirinhos.

És portal da União e da Fé,

catedral nacional da oração,

no teu solo sagrado chantaram

nosso símbolo — a Cruz dos Altares

dos cristãos, é na dor refrigério,

dos ateus, conversão nos esgares! 

Amazonas das lendas suntuárias

o teu dorso se ergueu bem no alto,

pois do plano naval transbordou

tuas águas cidades cobriram,

quem ousara, Amazonas, dizer-te,

neste instante de tanto esplendor,

que o Congresso tuas águas não viram?

Há presença de Deus na floresta,

na grandeza do solo e dos rios,

no carinho das aves cantantes

que a ternura teceram nos ninhos;

na bondade do povo glebário,

nas casinhas de teus ribeirinhos,

que em lufadas de vento compõem

as medonhas tragédias dos rios

no transcurso das cheias hiantes

Manaus, coração da Amazônia

por direito e estratégia local

repetindo o feito de outrora

 hoje ergues o fulvo ostensório

e convidas ao rito litúrgico

o rebanho de Deus nas planuras,

ante os céus a o esplendor da aurora.

És sacrário da Paz e Harmonia,

Altar-mor de ungidas orações

circundado de luz triunfal,

sob o manto da Eucaristia!

Peregrinos n’estoria te rendem

homenagem, e ao Pai-Redentor,

são romeiros de outras distâncias

que a Cruz a Bíblia transportam

como fontes eternas de amor.

Que após o Congresso Eucarístico

destas plagas, com raro fervor

irradiam mensagens divinas

em hosanas ao Cristo-Senhor;

Pai de pobres e ricos também,

exaltado que foi nas origens

no soturno da gruta em Belém

 que no início do mundo foi Verbo,

hoje em dia é Verbo e Mundo,

dê a todos unidos de Fé,

como exemplo de santa humildade

um Amazonas de Paz e de Amor.

sábado, dezembro 12, 2020

SEVERIANO MARIO PORTO (1930-2020)

Partiu anteontem o respeitado Mestre da arquitetura regional. Muito já escrevi neste espaço sobre as obras que, com exclusividade, ele projetou e foram destinadas à Polícia Militar do Amazonas. São, em ordem cronológica: 1) em novembro de 1969, a Granja construída na rodovia 010, hoje pertencente ao município de Rio Preto da Eva; 2) em dezembro de 1970, o hoje quartel central da corporação, que se encontra no bairro de Petrópolis.

Tentei por vários meios afixar uma placa comemorativa nestes dois edifícios, para lembrar o cinquentenário. Não consegui, apesar de circular por diversos escalões da secretaria da Segurança. Todavia, pude dialogar com o doutor Marcos Cereto repetidas vezes sobre o nosso homenageado.

 

Desse modo, aproveito este espaço para homenagear ao “Arquiteto da Amazônia”, reproduzindo fotos das peças concebidas por Severiano Porto em posse da PMAM. 

Severiano Porto

Inauguração da Granja, presente o governador
Danilo Areosa (na foto, junto aos oficiais)


Situação em maio de 2016, quando visitei 
junto com o Cereto (foto abaixo) e o arquiteto 
Humberto Barata



Quartel central da PMAM, em Petrópolis , foto de 1975

sexta-feira, setembro 25, 2020

QUARTEL DE PETROPÓLIS: 50 ANOS

A pandemia do covid19 embaraçou muitas celebrações. No dia da criação da província do Amazonas, a Polícia Militar do Estado não se lembrou da inauguração do seu principal aquartelamento situado no bairro de Petrópolis, acontecido há 50 anos. Ainda que somente estivesse concluído o pavilhão principal, destinado a abrigar o comando superior da corporação, como em nossos dias acontece, o fato é que o governador Danilo Areosa o realizou solenemente.
Muro frontal do quartel,
em Petrópolis (2019)

Areosa efetuou com dupla solenidade. A primeira, ocorreu no quartel do CIM (Centro de Instrução Militar), localizado na rua Dr. Machado, sobre o barranco do igarapé do Mestre Chico, onde atualmente o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano) preserva o que restou do velho quartel do “Piquete” de cavalaria, o portão de ferro construído no final do século 19.  No espaço esportivo ali existente, local de tantas “peladas”, o governado do Estado realizou a entrega das medalhas Tiradentes e Cidade de Manaus.

Detalhe: no CIM, a instrução policial foi inicialmente realizada em barracão de madeira, que fora improvisado, a fim de treinar o primeiro grupo de soldados, antes deste enfrentar os problemas da rua. Em 1972, o Piquete foi demolido e dele foi guardado o portão da entrada, ainda agora exposto no pátio do novo aquartelamento.

Uma descrição jornalística relata a segunda parte da solenidade, que diz respeito à inauguração do pavilhão (ainda inominado) principal do quartel em Petrópolis. A planta da edificação prenunciava mais quatro pavilhões, no entanto, somente mais dois foram concluídos. Com esse fato, parte do vasto terreno adjudicado para a edificação foi ocupado por terceiros. Ainda assim, o quartel sempre foi grande demais para sua ocupação.

Terminada a aposição das condecorações, os presentes se dirigiram às novas instalações da PM, no bairro de Petrópolis.  O governador inaugurou o pavilhão lá existente e prometeu que entregaria em dezembro os outros quatro pavilhões que formarão o Quartel General da Polícia Militar do Amazonas. O pavilhão tem linhas discretas, modernas, e foi feito para alojar 150 homens. (Jornal do Commercio, 6 set. 1970)

Pretendi, esforcei-me com afinco para que a corporação afixasse sequer uma placa – dessas de alumínio modesto – no pavilhão, com o fito de assinalar a sua fundação. Não obtive vitória. Desse modo, vou afixar a minha, ainda que virtual.

Em 5 de setembro de 1970, ocorreu a inauguração deste pavilhão, 

que compõe o complexo policial de Petrópolis, obra do Arquiteto

SEVERIANO MÁRIO PORTO

nascido nas Minas Gerais, mas que adotou a capital amazonense,


onde produziu suas mais premiadas obras, daí seu reconhecimento


 internacional.

 

Com o respeito deste rabiscador

Roberto Mendonça


Solenidade no CIM, coronel Maury apõe medalha no prefeito Paulo Nery;
ao fundo, a extinta castanheira; (à dir.) a inauguração do novo quartel
(Jornal do Commercio, 6 set. 1970)


segunda-feira, julho 20, 2020

PALÁCIO "RUI BARBOSA"

De certo, a cidade de Manaus possui meia duzia de palácios, mas não se tem notícias deste homenageando ao eminente jurista baiano. Seguinte: quando do governo de Arthur Reis (1964-67), este promoveu um movimento tentando prover o Poder Legislativo de sua sede. O arquiteto Severiano Porto foi encarregado de idealizar a construção, e assim procedeu. 
Arthur Reis

As demais informações foram compartilhas de O Jornal (27 janeiro 1965). A foto é péssima, por dificuldades do periódico de antanho, e não consegui situar o local, apesar da indicação que seria construído na av. Getúlio Vargas com fundos na rua Joaquim Nabuco. 
Lembro que a Assembleia Legislativa vinha ocupando espaços de outros departamentos; creio que na época estivesse instalada no IEA, antes de chegar ao endereço da Praça Dom Pedro II, atual Centro Cultural Palácio Rio Branco.


A foto mostra o esboço da fachada da futura sede do Poder Legislativo, cuja frente será na avenida Getúlio Vargas. O próximo Palácio “Rui Barbosa” dará melhores condições aos parlamentares, aos funcionários, à imprensa e ao público. Ontem, o arquiteto Severiano Porto mostrou aos deputados o esboço do projeto, dando as necessárias explicações. O projeto é arrojado; o preço, ainda mais, variando de um bilhão a um bilhão e meio de cruzeiros.






Manhã de ontem, na Assembleia Legislativa, presentes o deputado Francisco Cavalcante de Oliveira (presidente) e vários parlamentares, foi mostrado pelo engenheiro-arquiteto Severiano Mário Porto, o esboço do projeto do futuro Palácio Rui Barbosa, que será construído em terreno já desapropriado pelo Governo do Estado, entre a avenida Getúlio Vargas e a [rua] Joaquim Nabuco.

APRESENTAÇÃO DO PROJETO
O esboço do projeto apresentado pelo arquiteto Severiano Porto, dá uma ideia da suntuosa obra que será a sede do Poder Legislativo, que terá seis pavimentos, com ar condicionado, elevadores para o público e exclusivo dos deputados e funcionários legislativos, local de estacionamento de carros no subsolo, varandas, auditório, salas de reuniões etc.
O plenário ficará no térreo, circundado pelas galerias que, devido a posição em forma de rampa, ocuparão a altura de três pavimentos. Circulando a galeria funcionarão os serviços de secretaria, imprensa, salas de reuniões das comissões (que terão local apropriado para o público) etc. Os dois últimos pavimentos serão ocupados pelo auditório, na mesma forma das galerias, ambos com capacidade normal para trezentas pessoas, sentadas. O plenário poderá abrigar 48 deputados.

ARQUITETO PRESTA INFORMAÇÕES
O arquiteto Severiano Porto ao mostrar o esboço do projeto deu amplas explicações aos deputados, acentuando que ele poderá sofrer alterações, inclusive para a facilidade de sua construção. Todos os detalhes foram explicados e de todas as dependências o dr. Severiano Porto mostrou os croquis.

CONCORRÊNCIA PÚBLICA PARA CONSTRUÇÃO
Dentro de dois meses o arquiteto Severiano Porto estará em Manaus, com o projeto pronto, acompanhado de todas as exigências para a sua construção, que será fiscalizada, provavelmente, pelo citado profissional. O Governo do Estado, então, abrirá concorrência pública para escolha da firma construtora que melhor condições apresentar dentro das exigências a serem feitas.

CUSTARÁ MAIS DE UM BILHÃO

Respondendo a uma pergunta da reportagem, o dr. Severiano Porto respondeu que a construção da sede do Poder Legislativo deverá custar ao Estado cerca de um bilhão a um bilhão e meio de cruzeiros, conforme a época de sua construção. Acredita que o material necessário, especialmente cimento e ferro, sejam adquiridos nas fontes de produção, não apenas pela questão do preço, mas ainda para que a mesma não sofra solução de continuidade.

domingo, março 29, 2020

LEMBRANÇAS DE MANAUS

Ano de 1970. em 30 de março, o jornal A Crítica publicou, em homenagem ao 3º ano do governo de Danilo Areosa, a propaganda sobre a inauguração de reservatórios, que foram projetados pelo arquiteto Severiano Porto.À direita, também de março de 1970, o jornal A Notícia estampou a caricatura de Amadeu Teixeira (1926-2017), treinador do América FC,  por 53 anos, cuja longevidade nesta função deu-lhe o recorde inscrito no Guiness.


O caricaturista João Miranda integrava o jornal A Crítica que, em 19 de março de 1995,
publicou esta charge. A ideia básica era a polícia contra os carros com insulfilm,
cuja  modernidade - corriqueira em nossos dias - começava a incomodar a segurança. Daí o vexame
do guarda diante do impasse: que fazer com meu superior?


Quem não teve uma Barsa, deve ter consultado ou, na pior, sonhado com uma na estante de casa.
Atualmente, diante da expansão dos meios de comunicação, virou peça de arquivo. Este anúncio compartilhei de A Crítica, março de 1995.


terça-feira, novembro 19, 2019

ITACOATIARA: CASA DA CULTURA


Não sabia onde havia lido a respeito do projetista da Casa da Cultura, que o governador Danilo Areosa começava a implantar nos municípios. Por isso, receei em afirmar que o autor era o conhecidíssimo arquiteto Severiano Porto. Porém, a comprovação estava logo ali, no matutino A Crítica, de 6 de novembro de 1969 (foto).
 
Severiano Porto observa, sentado ao fundo, o prefeito de Itacoatiara.
(A Crítica, 6 nov. 1969)
 Às 17 horas de hoje, no “hall” da Biblioteca, vão ser apresentadas ao público a maquete padrão das “Casas de Cultura”, que a Fundação Cultural construirá brevemente no interior amazonense, começando por Itacoatiara e Manacapuru. Trata-se do projeto de Severiano Mário Porto. Faz parte, a iniciativa, do programa de administração do governador Danilo Areosa, de levar a cultura também aos municípios. O prefeito Jurandir Oliveira (foto) localiza no mapa de Itacoatiara, com o arquiteto Severiano Porto, o local onde será construída a CASA DE CULTURA da Velha Serra (sic).

terça-feira, agosto 13, 2019

SEVERIANO PORTO E O “TARTARUGÃO”


O estádio de futebol de Manaus, que a Copa do Mundo no Brasil impôs o arrasamento, era conhecido por Vivaldão (de Vivaldo Palma Lima). 

No entanto, nos idos de sua construção, era alcunhado de Tartarugão. Pensando bem, havia certa semelhança da praça esportiva ovalada com nossos quelônios.

O governador Danilo Areosa deu início a construção, e ao engenheiro Severiano Porto coube a idealização. Em 1970, às vésperas da Copa do Mundo no México, o estádio foi pré-inaugurado com jogos entre a seleção nacional enfrentando a local. Em agosto, já indicado governador do Estado, o engenheiro militar João Walter de Andrade visitou o estádio e, dias depois, participou de uma reunião com os dirigentes da obra e os esportivos. Lá estava, o engenheiro Severiano Porto, bem marcado pelo vistoso bigode. Vê-se na foto, entre tantos, o futuro governador (primeiro à esquerda).

Jornal do Commercio, 5 agosto 1970

Essa reunião, o Jornal do Commercio (5 agosto de 1970) registrou em sua coluna – de frente, de perfil – com a foto anexada e o texto abaixo, sob a legenda Visão do Estádio:
Participando da reunião que o Grupo Executivo de construção do Estádio “Vivaldo Lima” realizou à tarde de ontem, o coronel João Walter de Andrade obteve informações mais detalhadas acerca da obra, que na semana passada visitara juntamente com o governador Danilo Areosa.Todos os membros do referido GT, os engenheiros que fazem o “Tartarugão” e auxiliares da atual administração também participaram do encontro, em cujo decurso foi exibido para o futuro governante um filme sobre a pré-estreia do Estádio, com o jogo entre as seleções do Brasil e do Amazonas.

sábado, dezembro 30, 2017

FINAL DO ANO [2]


Administrador do blog
Não estava em meus propósitos de passagem do ano passado relembrar o cinquentenário da Granja da Polícia. Antes, uma digressão sobre a dita-cuja. Nos primeiros anos do Governo Militar, o governador Danilo Areosa resolveu construir uma granja para a administração da corporação, diante da deficiência de avícolas. Buscava atender ao rancho dos policiais e, quem sabe, alguma população. O local escolhido foi o Km 95 da então Manaus-Itacoatiara, agora crismada de AM 010 – Torquato Tapajós.

O projeto do edifício central todo em madeira exigiu os dotes do arquiteto Severiano Porto, que seus admiradores ignoram. Talvez o façam por ter este integrado o politicamente incorreto governo castrense. Ao tempo da construção, que foi elaborada por elementos da própria polícia, com material extraído dos arredores, ainda resiste de pé, como a reclamar de seus “donos” um olhar ao menos de curiosidade. O rio Preto da Eva corria em direção à sua foz. E tudo que existia à margem da rodovia, onde agora a cidade prospera, era poucas casas de madeira, cujo rio servia de quintal. Entre essas residências, existia como ponto de referência a taberna de Dona Teté.

Dona Teté servia tapiocas e café e refrigerantes, o viajante sempre parava para reabastecer o estomago, pois nada mais se encontrava na rodovia. O falecido coronel Câmara era um cliente inveterado, capaz de viajar saindo de Manaus para saborear o pé-de-moleque rio-pretense. Nem se pensava em município, porém a granja serviu para implementar a região, a par do atrativo populacional com a distribuição de terras. Policiais diversos aproveitaram o maná, dessa maneira ajudaram a desenvolver a estrada.

Edificação, em maio 2017
(acima e abaixo)


Na inauguração em 1967, vendo-se o governador Areosa (de branco) junto
aos oficiais, sob o comando do coronel Omar Silveira

Enfim, bem que tentei rememorar os 50 anos da Granja da Polícia.  Não consegui realizar porra nenhuma, não obstante visitar o local, conforme fotos postadas; de buscar o comando da corporação, donde sai ouvindo funesta decisão de escalão subordinado; de buscar a imprensa; até o secretário de Segurança do Rio Preto da Eva. Desse modo, observei com esse malogro que disponho de reduzido (ou nenhum) poder de convencimento.

Contrariando a desdita, vou me empenhar no 2018 junto ao comando da PMAM para que afixe uma Placa a fim de relembrar que foi o arquiteto Severiano Mario Porto, aquinhoado com a Medalha Tiradentes, o idealizador do Quartel de Petrópolis, atual Comando-Geral. Quem puder me ajudar, sou, desde já, agradecido.

domingo, maio 29, 2016

GRANJA DA PMAM: OBRA DE SEVERIANO PORTO

Inauguração em dezembro 1967




 Situação atual - maio 2016

domingo, junho 07, 2015

COMANDO-GERAL DA PMAM

Dois aquartelamentos da Polícia Militar do Amazonas exponho hoje. O primeiro, sobejamente conhecido, está situado na Praça da Polícia, legalmente de Heliodoro Balbi, agora se encontra transformado em Centro Cultural Palacete Provincial. E deve continuar assim, ao menos, esta é minha opinião.

O segundo quartel está situado no bairro de Petrópolis. Foi inaugurado em 1970, e sua idealização coube ao arquiteto Severiano Porto, tanto que se pode observar ainda detalhes em madeira que foram a marca deste profissional. Em nossos dias bastante modificado, requer uma placa com essa indicação.


As fotos expostas são da década de 1970, e pertencem ao Arquivo Histórico da corporação.

Zuavos em frente ao quartel da Praça da Polícia

Quartel do Comando-Geral em Petrópolis

Corredor central do quartel em Petrópolis, com venezianas em madeira

Soldado do então 1º Batalhão, em Petrópolis, diverte crianças

terça-feira, fevereiro 19, 2013

SEVERIANO PORTO E A PMAM



Quartel do 1º Batalhão, em Petrópolis
Comentários circulantes na corporação quando ali desembarquei davam conta que o arquiteto Severiano Mário Porto chegara em Manaus a convite do governador Arthur Reis (1964-67). Tudo porque este habilíssimo profissional estava encarregado da elaboração de um novo quartel para a Força Estadual.
Hoje, Porto completa 85 anos. Por este motivo, seus amigos e admiradores promoveram em jornais locais os merecidos parabéns. Lembro-me que a Polícia Militar, agora comandada pelo coronel David Barbosa, já expressou seu entusiasmo pelo mestre, na concessão da Medalha Tiradentes.
Sei igualmente que os amigos reúnem os dados sobre as obras produzidas no Amazonas pelo aniversariante. Gostaria de colaborar, lembrando mais detalhes sobre o Quartel da Polícia Militar, no bairro de Petrópolis. Este trabalho deve concorrer em precedência com o estádio Vivaldo Lima.
As obras em Petrópolis consumiram dois governos: de Arthur Reis e Danilo Areosa, este as deixou relativamente acabadas quando passou o Poder Executivo ao coronel João Walter de Andrade, em janeiro de 1971. O complexo militar estava destinado a aquartelar toda a corporação em Manaus, afinal, esta mal contava com 1000 homens.

Quartel do 1º Batalhão, em Petrópolis, em 1979
No entanto, o comandante da PM, coronel Paulo Figueiredo, preferiu manter-se no quartel da Praça da Polícia, apesar deste estar se desmanchando. Em novembro desse ano, transfere o 1º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando do tenente-coronel Flávio Rebello, para o longínquo bairro de Petrópolis.
Somente 40 anos depois, o comando-geral da corporação ocupou seu espaço. E, por muito pouco, a PM não se encontrava no mesmo endereço, afinal foram tantas unidades para lá transferidas, que faltam acomodações para abrigar tantos, ao contrário de sua inauguração.
Recordo informação ouvida não sei onde e de quem: a Escola Estadual Castelo Branco, situada no bairro de São Jorge, teria sido construída copiando a planta do quartel de Petrópolis. Bastante modificado, o edifício da Polícia ainda resguarda aqui e ali uma das marcas deste arquiteto: a madeira. As janelas foram construídas de madeira, ao lado de outros elementos vasados. 
Detalhe final: os alojamentos (dormitórios) dispunham de armadores de redes, contribuindo para que os policiais utilizassem as regionais “baladeiras”.