CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quinta-feira, agosto 20, 2026

PRIMEIRA VIGEM AO PERU

Aproveitei as férias de julho de 1981, para viajar a Iquitos, no Peru, terra natal de meu pai. À época, José Lindoso exercia o cargo de governador do Estado e recebera um protótipo de barco – um catamarã – para emprego na região.  Como a viagem inaugural subiria o rio Solimões, vivenciei a prova de funcionamento. Parti de Manaus numa quarta-feira e só desembarquei na semana seguinte; sem recursos de comunicação, levei a semana sem qualquer notícia sobre o restante do país.

Autor no Callao - Peru, em julho de 1981

Em Tabatinga, procurei informações sobre a viagem até Iquitos; além do serviço aéreo da Cruzeiro do Sul, existia um hidroavião da FAP (Força Aérea Peruana), cujo atrativo era o preço da passagem.  Na margem peruana, o hidroavião embarcava os passageiros junto a um flutuante, onde também se comprava a passagem. Sem horário fixo, passei a tarde aguardando e tomando “umas e outras”. Por razões logísticas, o avião pousou num pelotão militar próximo à cidade de Pebas, onde pernoitei. Na manhã seguinte, desembarquei em Iquitos, sendo calorosamente recebido pelos familiares.

A família de tia Laura e filhos e nora na recepção,
em Iquitos, julho de 1981

Queria ir mais longe: a ida e volta à capital Lima foi encaminhada pelo parente Miranda, funcionário da Cruzeiro, que me adquiriu passagem como se fosse nacional. Em 26 de julho, embarquei em um DC-3 ou 4 da Faucett Perú, no aeroporto – Francisco Secada Vignetta, inaugurado em 1979; assentado à janela observei a mudança da selva amazônica para os picos nublados dos Andes e, por fim, as ondas do Pacifico. Um amigo da família me recepcionou no aeroporto Jorge Chavez, na província do Callao.

Avião da Faucett Peru, no aeroporto de Iquitos,
em 26 julho 1981.

Celebrei as “Festas Patrias” em Lima, junto aos amigos da família, ocasião em que visitei as principais atrações turísticas. No retorno a Iquitos, ainda pela Faucett Perú, fui assediado no aeroporto por inúmeras pessoas pedindo para levar uma “encomenda”. Lembrando a recomendação do Miranda: nada de transportar pacotes. Assim fiz. Em Iquitos, tomei passagem na Cruzeiro para Manaus, cujo voo fazia escala em Tabatinga e Tefé. Somente voltei a Iquitos em 2015.

sábado, junho 13, 2026

HUMAITÁ - ENERGIA ELÉTRICA

 No final de julho de 1968, a cidade de Humaitá recebeu a visita do governador Danilo Areosa (1967-71), acompanhado de vasta comitiva para realizar a inauguração de diversas obras, sendo a principal o gerador de energia. A postagem foi retirada do jornal A Crítica.

Jornal A Crítica, de 22 julho 1968

O GOVERNADOR Danilo Areosa acenderá hoje as luzes de Humaitá, ao inaugurar sua Central Elétrica, que consta como solenidade principal a ser cumprido naquele município, no programa que inclui o lançamento da pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL e a visita à Jornada Pedagógica que a Secretaria de Educação, ali está realizando.

— PROGRAMA

Com duas horas de viagem, o governador e comitiva serão recebidos às 10 horas em Humaitá por uma concentração na Praça Benjamin Constant e homenageados com um almoço às 12 horas. Às 15, visitarão a Jornada Pedagógica que a SEC está promovendo para aprimorar os professores do Ensino Médio daquela região, presidindo logo depois o reinicio das obras do Grupo Escolar “Osvaldo Cruz”, de acordo com promessa anteriormente feita pelo Secretário Vinicius Câmara.

Uma hora depois, será lançada a pedra fundamental da Central Radiotelefônica da CAMTEL. Algumas ruas terão suas obras inauguradas até às 18 horas, quando o governador acionará a grande chave, fazendo brilhar as luzes de Humaitá. Um jantar e um baile tomarão conta da noite e o regresso será na manhã de terça-feira.

— COMITIVA

Está assim constituída a comitiva do governador Danilo Areosa: senador Álvaro Botelho Maia, dep. federal José Lindoso e sra. Amine Lindoso, dep. federal Raimundo Parente, dr. Antonio Vinícius Raposo da Câmara (secretário de Educação e Cultura), dep. estadual Anfremon d'Amazonas Monteiro (vice-presidente da ALE), dr. Sinval Gonçalves (secretário de Imprensa e Divulgação), cel. Themistocles H. Trigueiro (chefe da Casa Militar), cel. José Maury de Araújo Silva (comandante da PMEA), cel José Mauro Carijó (diretor do DERAM), dr. Wilson Aguiar (diretor do Departamento Administrativo do MEE), dr. José Lopes da Silva (diretor-presidente da Celetramazon), engenheiro Ernani Vilar Câmara (diretor-técnico da Celetramazon), engenheiro Nélson Silva (Celetramazon), engenheiro Paulo Sotero (Celetramazon) dr. João Wanderley de Carvalho (assessor da diretoria da CEM), prof. Júlio José da Silva (diretor-administrativo da CAMTEL), dr. Idalmir Monteiro (odontólogo da Secretaria de Saúde), sr. Hélio Marques Trigueiro (chefe do Gabinete do Sec. Fazenda) sr. António José de Mattos Areosa (assessor da REGEAM-GB) e sr. Mariano Mendez (fotógrafo oficial).



sábado, abril 25, 2026

AMAZONENSES NA ACADEMIA

Ontem (24), dois abalizados amazonenses tomaram o fardão de acadêmicos: no Rio, na Academia Brasileira de Letras (ABL), o festejado autor Milton Hatoum; em Manaus, na Academia Amazonense de Letras, o cronista Pedro Lucas Lindoso.

Milton Hatoum mostra o Diploma

A entrada de Milton Hatoum marca um feito inédito na história da ABL. O autor é o primeiro amazonense a conquistar esta grandeza na instituição de 128 anos de existência, com este feito reforça a presença da região Norte no cenário literário nacional.

A cerimônia cumpriu o protocolo tradicional da Academia. O novo acadêmico foi recebido pela escritora Ana Maria Machado e, ao longo da solenidade, o colar foi aposto pela acadêmica Rosiska Darcy, o diploma das mãos de Lilia Schwarcz e a espada conferida pelo decano José Sarney. Hatoum ocupa a Cadeira nº 6, sucedendo ao jornalista e escritor Cícero Sandroni.

Vida longa, coberta de novas conquistas e obras, ao primeiro acadêmico amazonense na Brasileira de Letras.

 

Pedro Lucas Lindoso, no folheto
da Academia

No mesmo horário, a Academia Amazonense de Letras (AAL) engalanou-se para receber ao cronista e poeta Pedro Lucas Lindoso, filho de José e Amine Lindoso, nascido em Manaus em 1957. Entre outras identidades, é membro do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas); integra a Associação dos Escritores do Amazonas. É membro efetivo da Academia Amazonense Maçônica de Letras e da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

A recepção foi conduzida pelo presidente Abrahim Baze, e o discurso de recepção foi elaborado pelo acadêmico Elson Bentes Farias. A entrega do Diploma e do Colar Acadêmico coube aos consócios os irmãos José e Robério Braga. Lindoso ocupa a Cadeira nº 25, do patronato de José Francisco de Araújo Lima, antes ocupada pelo escritor Marcio Bentes de Souza, toma lugar na poltrona que foi ocupada por seu genitor.

Ao amigo Pedro Lindoso, desejo  sucesso em mais bem sucedidos trabalhos literários e vida longa de saúde e fortuna.

 

domingo, novembro 16, 2025

PMAM: PRIMEIRA CORONEL FEMININA

Recebi da Coronel PM (veterana) Sandra Regina Bulcão Bringel a correspondência aqui postada. Fácil verificar a motivação: sua antiguidade, sua precedência na Polícia Feminina do Amazonas seguem contestada pelas colegas mais graduadas. Por um detalhe de somenos. Coronel Sandra efetuou, em 1981, o curso especial de formação de oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, não o curso básico da Academia do Barro Branco. Ao retornar, foi promovida ao oficialato pelo governador José Lindoso e o restante de sua vida profissional ela mesma narra com autoridade.
Não há dúvidas, Sandra, você é a primeira Coronel feminina da PMAM. 

Coronel Sandra,
homenageada no
Dia do Soldado 

“Quando criança ouvi com atenção as atividades realizadas por Ilse Julia Heise, integrante da primeira turma de policiais femininas da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), contada com detalhes e entusiasmo por tia Laura. Ao ouvi-la, por segundos imaginei me uniformizada segurando a mão de uma criança. Encontrei registrado nos anais da PMESP que as pioneiras do 1º corpo policial feminino do Brasil, e também da América Latina, eram chamadas de “as 13 mais corajosas de 1955”.

O serviço exemplar prestado por policiais femininas da PMESP à primeira-dama amazonense, Sra. Amine Lindoso fez com que ela retornasse de São Paulo motivada a iniciar a participação da Mulher no efetivo da Polícia Militar do Amazonas. O governador José Lindoso aprovou a ideia e, pelo decreto 4.819, de 8 de fevereiro de 1980, criou o Pelotão de Polícia Feminina.

Ao prestar concurso para ingresso nas fileiras da PMAM concorri com centenas de candidatas, obtive êxito em todas as etapas, sendo classificada em 1º lugar, ingressando nas fileiras da corporação em 1º de abril de 1980. Os cursos militares frequentados moldaram-me para bem servir a sociedade. Ao concluir o 1º Curso de Formação de Sargentos Feminino, em dezembro de 1980, passei a exercer as atividades de policiamento ostensivo no centro comercial, no aeroporto, na estação rodoviária e nas atividades específicas preconizadas na Diretriz 001/82. Inicialmente nossa missão era voltada às mulheres, adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade.

Em 1981, a Polícia Militar do Estado de São Paulo concedeu a Polícia Militar do Amazonas duas vagas destinadas a policiais femininas aptas a frequentarem o Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais na Academia da Polícia Militar do Barro Branco. Fui uma das indicadas ao curso devido minha classificação no CFSFem. Essa indicação representou ser premiada e ao mesmo tempo um grande desafio, verdadeiro divisor de águas em minha carreira. A turma era formada por policiais femininas da PMESP com larga experiência na atividade policial e pelas duas policiais da PMAM, com muita expectativa em início de carreira. Aprovadas ao final do Intensivo Curso de Habilitação do Quadro de Oficiais fomos promovidas ao posto de 2º tenente, e habilitadas a prosseguir a carreira no Quadro de Oficial de nosso Estado. Ao retornar a Manaus, passei a colocar em prática os ensinamentos recebidos e logo comecei a exercer o comando do Pelotão de Polícia Feminina.

Realizei o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais em 1996, na Academia General Edgard Facó. Nesse Curso além de policiais militares de vários Estados havia a presença de duas policiais: eu, da Polícia Militar do Amazonas e a outra, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ou seja, meu primeiro curso misto. A viagem de estudo foi a países da América Latina. Em 2006, realizei o Curso Superior de Polícia, em Fortaleza, na Academia de Polícia Militar General Edgard Facó, sendo a única policial feminina na turma. Nessa viagem de estudo foi visitando as polícias de Portugal, Espanha e Itália.

As principais funções exercidas: comandante do Pelotão de Polícia Feminina, comandante da Companhia de Polícia Feminina, diretora do Centro de Assistência Social, diretora da Promoção Social, diretora da Creche da PM, Ajudante-Geral, comandante do 7º BPM (Batalhão de Polícia Militar), diretora da Escola de Trânsito do DETRAN e diretora dos Centros Integrados de Segurança da secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Cursos Policiais Militares: 1. Curso de Formação de Sargentos – PMAM, 1980; 2. Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais – PMESP, 1981; 3. Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais – PMCE, 1996; 4. Curso Superior de Polícia – PMCE, 2006.

Maiores destaques na carreira: • 1º lugar no concurso para ingresso na PMAM. • Êxito nos cursos militares e civis. • 1ª comandante de Companhia e Batalhão na PMAM. • Contribuição para a unificação dos quadros de oficiais e praças policiais militares masculino e feminino. • Reconhecimento profissional durante a carreira por civis e militares. • Apoio e aconselhamento espiritual aos policiais militares. • Contribuição na integração Polícia x Comunidade (1º Conselho Comunitário na Zona Leste). • Várias promoções por merecimento. • A 1ª policial a galgar o posto de Coronel na PMAM (grifei).

➢ Conselho às Policiais Femininas e às mulheres interessadas em ingressar na Polícia Militar: Amem a DEUS com toda força e entendimento; peçam proteção divina em suas carreiras; conheçam a palavra de DEUS para uso pessoal e profissional; obedeçam aos regulamentos militares; agradeçam as oportunidades e dádivas recebidas e reconheçam que todo êxito depende única e exclusivamente da boa mão do SENHOR.

Frase motivacional: “Perseverai no SENHOR até o fim”. Fui transferida para a reserva remunerada em 14 de fevereiro de 2012, porém, reconvocada posteriormente para o serviço policial militar; ainda hoje, em contínua missão divina pela Graça e Bondade do Todo-Poderoso." Amém.

sexta-feira, outubro 24, 2025

POLÍCIA FEMININA: JUBILEU DE RUBI

 Nos 356 anos de Manaus, hoje comemorado, lembrei os 45 anos da Polícia Feminina da PM amazonense.



sábado, agosto 16, 2025

"SANTINHO" DO ARCEBISPO

 No início da semana da Pátria do ano pouco santo de 1981, forte manifestação envolveu o templo da Padroeira do Amazonas, que exigiu do arcebispo dom Milton Pereira uma reprimenda. E deixou o governador José Lindoso, católico fervoroso, em sinuca. A Polícia Militar convocada, resolveu a questão, porém deixou sua marca de força. Aproveitando este detalhe, João Miranda de A Crítica publicou a charge aqui postada. 

Diário A Crítica, data acima

quarta-feira, julho 23, 2025

POLÍCIA FEMININA PMAM: INSTALAÇÃO

Há 45 anos – 7 de fevereiro de 1980 - foi criada a Polícia Feminina na corporação da Praça da Polícia. Adiante, em abril, foi instalado o Pelotão Feminino no quartel existente no entroncamento da Constantino Nery com Rua Recife e avenida Djalma Batista, caserna ora ocupada por um Batalhão do Corpo de Bombeiros. Esteve presente o casal governante, pois coube à dona Amine sugerir ao esposo governador, José Lindoso, a criação desta organização.

A solenidade de instalação integrou os festejos do 143º aniversário de fundação da Força Estadual, e a descrição do evento compartilhei do matutino A Crítica (07 abril 1980).


Após o encerramento da solenidade no 1° BPM, os presentes deslocaram-se para o antigo quartel da Polícia Rodoviária, onde foi realizada a solenidade de instalação do quartel do Primeiro Pelotão Feminino de Polícia. Às 10 horas foi realizada a cerimônia oficial de instalação do Quartel da Polícia Feminina que funcionará no ex-quartel da RP [em verdade, da PR (Polícia Rodoviária)] em Flores.

A primeira dama do Estado, D. Amine Lindoso, que foi a idealizadora da polícia feminina de Manaus, convidada pelo Cel. Raizer, cortou a fita e o governador inaugurou a placa comemorativa do ato. O comandante da PMAM, em um trecho de sua alocução aos presentes, disse que “aí estão vossas filhas, D. Amine Lindoso, são 32 jovens que irão prestar um serviço verdadeiramente maravilhoso para a comunidade manauara. Estamos muito alegres e satisfeitos porque hoje vemos concretizado o sonho objetivo de D. Amine Lindoso”.

Placa existente no Palacete Provincial

Depois, os convidados passaram a visitar as instalações do quartel e encerrando foi oferecido um coquetel aos presentes. 

domingo, julho 07, 2024

MANAUS: JORNAL GREMIAL EM 1936

 Varejando os jornais escolares produzidos em Manaus no século passado, recolhi mais um periódico: O GRÊMIO, lançado pelos alunos do Grêmio Estudantal (sic) Humberto de Campos. Apesar de inexistir o registro do colégio, acredito se tratar de iniciativa de alunos do Ginásio Amazonense Pedro II. Uma consulta à pequena diretoria, além disso responsável pela editoria do jornal, permite ver-se sobrenomes de realce na capital (Benchimol, Byron, Soriano de Mello) e, entre os mesmos, dois futuros membros da Academia Amazonense de Letras: Moacir Rosas e José Lindoso (futuro governador do Estado). Mais um detalhe: a redação certamente era na residência do Soriano de Mello.


Recortes de O Gremio


A edição é a 2ª do primeiro ano, circulada em julho de 1936. Dela reproduzi o poema Esperança Amazônica, de José B. [Bernardino] Lindoso, ressaltando a atividade do então governador Álvaro Maia.

  

Esperança Amazônica JOSÉ B. LINDOSO

(Do Grêmio Estudantal “H. de C.”)

Sol abrasador. 

Caaporas, Saci, Curupiras

na floresta opulenta vivem...

Nos igarapés granigeros

banha-se a Yara...

O passaredo acompanha o Uirapuru...

O vento sopra de leve

como se beijasse os atavios da corte divina...

Os caboclos queimados pela impiedade do sol

uns caçam...

outros andam pelos seringais arcanos...

inda outros heroicos e ousados

volvem dos centros carregados de caucho, balata...


domingo, agosto 23, 2020

JOSÉ LINDOSO: CENTENÁRIO DE NASCIMENTO

Governador Lindoso 
recebe oficiais da PMAM
 Na última sexta-feira (20), a família do ex-governador José Lindoso festejou o centenário de nascimento do patriarca. Na igreja de
Nossa Senhora de Nazaré, reuniram-se os familiares e os amigos – raros, por sinal – para a celebração. Estive presente, em uma igreja vazia. Amostras do longo tempo e da pandemia, certamente.

Conheci o governador José Lindoso, na condição de oficial da Polícia Militar, observando a sua administração a partir da Praça da Polícia. Confesso que foi um período confortável, cumprido no encerramento do período do Governo Militar (1964-85). Seu sucessor foi o professor Mestrinho, que me convocou para trabalhar no Palácio Rio Negro.

O filho Pedro Lindoso foi quem organizou a manifestação religiosa, ocasião em que distribuiu o folheto sobre o pai, que é patrono da Cadeira 34, ocupada pelo Pedro, na Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas. Compartilhei do folheto os parágrafos finais: 

 

Lindoso sempre demonstrou uma enorme preocupação com a Natureza. Ensinava que os movimentos de preservação da Natureza começaram no norte da Europa e que nesses países a legislação era severa e fiscalizada com rigor. Admirava São Francisco de Assis, que valorizava os pequenos e os pobres em alto grau de espiritualidade, irmanando-se aos peixes e às árvores, protegendo os rios e a floresta.
Capa do folheto da ACLJA

José Lindoso é lembrado como um governador cioso quanto à responsabilidade fiscal e na estrita observância da legalidade dos gastos públicos. No pleito de novembro de 1982 Lindoso foi derrotado pelo candidato do PMDB ao Senado, Fabio Lucena, companheiro de chapa vinculada obrigatoriamente em toda legenda, ao candidato vitorioso ao governo do estado, Gilberto Mestrinho.

Sempre brincou com seus interlocutores. Sempre dialogou com os filhos, parentes e amigos. Era um homem de família. Acreditava no papel positivo de um grupo familiar bem constituído. Sua última atividade em vida foi a de professor de Direito cedido à Universidade de Brasília (UnB) pela Federal do Amazonas.

Em sua última viagem ao Amazonas desejou fazer um passeio de barco no rio Negro. Providenciaram uma tartarugada. Foi um belo encontro de confraternização entre seus amigos e ex-auxiliares. Parecia estar voltando à cena política. Fez vigoroso discurso recheado de ideias e projetos. Mas após esse encontro, retornou a Brasília e não mais voltou ao Amazonas. Pouco depois faleceu em Brasília em 25 de janeiro de 1993.

Era casado com Amine Daou Lindoso, com quem teve sete filhos: Felipe José, Maria Adelaide, Luís Maurício, Pedro Lucas, Liliana Maria, Flávia Maria e Clara Maria.

Convite para a Missa do centenário

 

sábado, fevereiro 08, 2020

POLÍCIA FEMININA PMAM


Placa comemorativa, existente no Palacete Provincial
Nesse 8 de fevereiro, há 40 anos, o governador José Lindoso baixou o decreto nº 4819 criando a Polícia Feminina, integrante da Polícia Militar do Amazonas. No país, o Amazonas tornava-se o terceiro estado a criar um organismo feminino em sua Força, precedido, pela ordem, por São Paulo e Paraná. 
Essa iniciativa do governador Lindoso, é sabido, decorre da indicação de sua esposa - Amine Lindoso, a qual empolgou-se com a acolhida dispensada a si por policiais femininas, em São Paulo.  
Todavia, a instalação do Pelotão de Policiais Femininas somente aconteceu em 4 de maio, com a aula inaugural do Curso de Sargentos, realizada no quartel localizado nas proximidades do complexo viário de Flores. Quartel em nossos dias ocupado por um batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado.

Atualmente, o corpo de policiais femininas inexiste, pois as mulheres compõem com os homens um agrupamento. 

domingo, agosto 25, 2019

ANIVERSÁRIO DE MANAUS



O painel aqui exposto circulou no aniversário de Manaus, quando a capital do Amazonas completava 310 anos, portanto, em outubro de 1979. Os homenageados foram o fundador da Província - Tenreiro Aranha; o governador do Estado – José Lindoso; o prefeito de Manaus – José Fernandes; e o superintendente da Suframa – Ruy Lins.



quarta-feira, fevereiro 07, 2018

PMAM: POLÍCIA FEMININA

Recorte do mencionado jornal

A Polícia Feminina surgiu na PMAM em 1980, quando o governador José Lindoso, atendendo indicação de sua esposa Amine Lindoso, deliberou pela sua criação. Em 8 fevereiro daquele ano, baixou o decreto nº 4819, com essa finalidade.
Amanhã, portanto, a PF completa 38 anos de presença na instituição policial amazonense e, para lembrar essa efeméride, compartilho a edição de A Crítica (16 julho 1983).



Mais uma turma de soldados PMs femininos foi formada ontem, no quartel do 1° Batalhão de Polícia Militar, tendo como primeira colocada a soldado Margareth Cabral [depois concluiu o CFO, estando aposentada no posto de coronel]. O major Mar [falecido coronel em final de janeiro passado], comandante do CFAP — Centro de Formação e Aprimoramento de Praças, em sua ordem do dia lembrou "que a melhor arma utilizada pela Polícia Feminina ainda é o sorriso, pois a altivez militar jamais deve apagar a candura peculiar da mulher, muito pelo contrário dar-lhe-á mais colorido e equilíbrio".
A solenidade foi presidida pelo coronel Hélcio Rodrigues Motta, comandante-geral da Polícia Militar, e prestigiada pelo coronel Henrique Lustoza, secretário de Segurança Pública, oficialidade da PM e grande número de populares, na maioria amigos e familiares das 29 novas milicianas da Polícia Militar.

 TURMA "SORRISO"
Depois da leitura da ordem do dia do major Mar, em que o oficial comandante lembrou que "a melhor arma utilizada pela Polícia Feminina ainda é o ‘sorriso’, pois a altivez militar jamais deve apagar a candura peculiar da mulher", a turma "Sorriso" prestou juramento e desfilou em continência ao comandante-geral da PM. Antes do encerramento da solenidade foram entregues prêmios às três soldadas (sic) primeiras colocadas no curso de formação de praças, Margareth Cabral, Rita Cley Chaves e Maria de Lourdes Costa dos Santos, que receberam suas lembranças das mãos dos coronéis Hélcio Motta, Henrique Lustoza e Pedro Câmara, chefe do Estado-Maior da Policia Militar.

terça-feira, março 08, 2016

EDUCAÇÃO NO AMAZONAS: NOTAS (3)

Etapa final do folheto escrito pelo falecido mestre João Crisóstomo de Oliveira sobre a Educação em nosso Estado, e publicado em 1981 sob a orientação do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas), durante o governo de José Lindoso (1979-82).

Quando na interventoria do Estado o capitão Nelson de Mello (10.10.1933 a 06.01.1934), a Escola foi transferida para o edifício do então extinto Quartel de Polícia, já remodelado, onde permaneceu pouco tempo, daí passando para o grandioso prédio em que se encontra magnificamente instalado, à praça Antônio Bittencourt. Tem hoje a escola o nome de Instituto de Educação do Amazonas.
Obs.: Rebuscando os Arquivos do Colégio Estadual e do Instituto de Educação, deverão ser encontrados numerosos subsídios, sobretudo modernos, baseados em fatos e estatísticas, para a formação de um contexto histórico da evolução dessas casas de ensino.
* * *
Teses de concurso, apresentadas às Congregações do Colégio Estadual e da Escola Normal ao ensejo de provimentos efetivos das cadeiras de Português e Pedagogia, desses estabelecimentos.
JÚLIO NOGUEIRA - A Linguagem: teorias sobre a sua formação. Leis criadoras e leis modificadoras. Estudo de semântica. Tese de concurso para provimento da cadeira da Língua Portuguesa e Literatura da Escola Normal, para ser publicamente sustentada em novembro de 1905. Manaus: 1905.
LUIZ BARREIROS - A Literatura: princípios gerais, seus aspectos e literatura nacional. Tese apresentada à congregação da Escola Normal para o concurso da cadeira de Literatura e Língua Nacional. Manaus:1905.
MARIA AUGUSTA DE CASTRO ARAÚJO - Economia Doméstica. Tese de concurso para a cadeira de Trabalhos Manuais da Escola Normal do Amazonas. Manaus: 1918.
GENTIL PINHEIRO - O Caráter na Pedagogia. Tese de concurso à cadeira de Pedagogia, Metodologia em geral, Educação Cívica e Moral da Escola Normal do Amazonas. Manaus: 1926.
ALVARO MAIA - O Ritmo na Língua Nacional. Tese de concurso para o provimento da cadeira de Português do Ginásio Amazonense Pedro II. Manaus, 13 de janeiro de 1925.
WASHINGTON MELLO - I - A proposição, estudo desenvolvido e II - O caráter nacional da linguagem - Teses apresentadas à congregação do Ginásio Amazonense Pedro II. Manaus: 1928.
MARTINS SANTANA (JOSÉ JOAQUIM) - Da proposição (discursos) - Do neologismo (síntese). Teses apresentadas à Congregação do Ginásio Amazonense Pedro II, para o concurso de provimento da cadeira de Português. Manaus: 1928.
AURÉLIO PINHEIRO - Personalidade Consciente (Estudo sobre as teorias filosóficas e psicológicas da sua evolução). Tese de concurso à cadeira de Psicologia, Higiene e Primeiros Cuidados Médicos da Escola Normal do Amazonas. Manaus: 1926.
SABBAS TELLES - Da linguagem interior (Estudo fisiopsicológico). Tese de concurso à cadeira de Noções de Psicologia, de Higiene e Primeiros Cuidados Médicos da Escola Normal do Amazonas – Manaus: 1926.

Bibliografia, Arquivos e outras fontes, subsidiárias para o estudo da cultura intelectual do Amazonas.
J. B. (João Batista de Faria e Souza). Instrução no Amazonas.  1ª parte. 278 pp. Manaus: 1927.
Obs. Não consta ter sido impressa outra parte. Trata-se de um repositório precioso como lastro de uma história do ensino no Amazonas.

J. B. (João Batista de Faria e Souza). A Imprensa no Amazonas: 1852-1908. 109 pp., publicado sob os auspícios do Governo do Estado.
Obs.: A coleção de jornais a que se refere, figurou na Exposição Comemorativa do Centenário do Descobrimento do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1900. Foi um dos sucessos do Certame. Nela, encontram-se publicações raras e manuscritas desde 1852, quer de Manaus, quer do interior. Pelo falecimento de J. B. foi adquirida e se encontra no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.

MANOEL DE MIRANDA LEÃO - Antiga Província do Amazonas - Ensino secundário. In: Annuario do Gymnasio Amazonense Pedro II, pp. 26 a 48. Manáos, 1925.
Obs: Número especial comemorativo do Primeiro Centenário natalício do ex-Imperador.

PLÁCIDO SERRANO PINTO DE ANDRADE - O Gymnasio Amazonense. In: Annuario do Gymnasio Amazonense Pedro II, pp. 49 a 63.
Obs: Número especial comemorativo do Primeiro Centenário natalício do ex-Imperador. Esse número contém a relação de todos os alunos que concluíram o curso do Estabelecimento, de 1904 a 1924.

CARLOS DA SILVA MESQUITA. Diretor do Annuario do Gymnasio Pedro II, nº 2. Manáos, 1936.
Obs.: Comemorativo do cinquentenário da fundação do Estabelecimento. Este número é fartamente colaborado. Além de uma parte histórica, contém uma resenha biográfica dos integrantes do corpo docente, como também uma relação dos estudantes que concluíram o curso de 1925 a 1935.

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS. Relatórios da Província do Amazonas. Encerra, em cinco (5) volumes todas as Falas e Relatórios, respectivos Anexos que os antigos Presidentes da Província dirigiam à Assembleia Legislativa, desde 1852 a 1884.
OBS: O último, que seria o 6º volume, de 1884 a 1889, não chegou a ser impresso. Sobre a cultura intelectual e exploração cientificas, há muito que respigar nesses alentados volumes.

JOÃO BARBOSA RODRIGUES. Poranduba Amazonense ou Kochymanara Poranduba. In: Anais da Biblioteca Nacional, vol. XVI, 1886 - 1887, de 335 pp. Rio de Janeiro, 1890.
OBS: Trata-se de subsídio mais abundante e documentado sobre o folclore da Amazônia.
Rebusquem-se os seguintes Arquivos: a) Departamento de Educação e Cultura do Amazonas: b) Colégio Estadual; c) Instituto de Educação; d) Colégio Dom Bosco; e) Academia Amazonense de Letras e sua Revista f) Instituto Geográfico e Histórico e sua Revista; g) Missões Religiosas do Interior; h) Teatro Amazonas; i) Lojas Maçônicas e sua Revista; j) Sociedade Amazonense de Imprensa; 1) Sociedade Amazonense de Professores e sua Revista, etc.

Bibliografia sobre o Amazonas.
Não esquecer todas as boas obras, felizmente, já em grande número, obras que têm contribuído para que a região seja conhecida e proclamada uma das mais ferazes e acolhedoras do País.
Ter cuidado com os livros de fancaria feitos longe da "Terra in natura", sem conhece-la e sem senti-la, apenas com o propósito mesquinho de deturpá-la, quando é certo que se trata de um grande e nobre pedaço do Brasil, onde, felizmente, são raros os espíritos apoucados.

IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS
RUA LEONARDO MALCHER Nº 1109 TELEFONES 2324177 — 232-4170 — 232-0772 — TELEX (09221)

MANAUS-AM — Governo JOSÉ LINDOSO


segunda-feira, setembro 28, 2015

NOTAS PARA A HISTÓRIA DA PMAM (2)


Coronel Lucy entrega prêmio a Waldir
Garcia, ao fundo, coronel Câmara.
Jornal A Crítica, 12 março 1975
Em março de 1975, José Bernardino Lindoso tomou posse no Governo Estadual, sequenciando a Henoch da Silva Reis. Para compor seu secretariado, escolheu a Waldir Garcia para a Secretaria de Educação e Cultura. 
Exercendo a função de Juiz Auditor Militar, funcionando na Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Garcia possuía experiência na área, pois fora professor e diretor da então Escola Técnica de Manaus. já havia publicado um livro em que deixa bem patenteado seu trabalho como mestre de sala de aula.

A corporação da Praça da Polícia organizou, para tanto, uma manifestação a fim de expressar o apreço e a admiração com que se despedia desse magistrado. À despedida, compareceu o comandante-geral, coronel Lucy Coutinho de Castro, acompanhado do coronel Pedro Câmara e demais oficiais e outros servidores daquela repartição. 

O registro abaixo, pertence ao jornal A Crítica, de 16 março, mostra (na fileira de cima, a partir da esquerda) os oficiais: Manoel Freire, Nathan Lamego, Romeu Medeiros, Ilmar Faria, Nestor Arnaud, Silva Santos, (?), Celio Silva e Franz Alcantara.  
(Na fileira de baixo) Ivens Carreira, Gonzaga Pinheiro, Simonetti Filho, Pedro Câmara, Waldir Garcia (homenageado), Gebes Medeiros, Edval Fonseca, Osias Lopes, Cavalcanti Campos e Ruy Freire.






domingo, dezembro 15, 2013

WALDIR GARCIA


Faculdade de Direito do Amazonas,
1969
Recorro ao saudoso mestre Waldir Garcia que, em seu livro À Sombra dos igapós, relembra a sua turma na Faculdade de Direito, turma de 1946, da qual ainda se encontra morando em Brasília-DF o poeta Aureo Mello.
 
QUARENTA ANOS DEPOIS
No ano de 1942 após aprovação no 2º ano do Curso Complementar Pré-Jurídico, no Colégio Dom Bosco de Manaus, submetemo-nos à exame vestibular e ingressamos na vetusta Faculdade de Direito do Amazonas. Cinco anos após, concluímos o curso seriado.
Nossa turma, que teve como orador o José Lindoso, era assim constituída: Antônio Barbosa de Amorim Tupinambá, Aury Góis da Silva, Áureo Bringel de Mello, Edílio Ribeiro de Farias, Francisco Zenon Teófilo Lessa, José Bernardino Lindoso, José Ivan de Hugo Silva, Kideniro Stephenson Teixeira, Mário Ypiranga Monteiro, Mário Silvio Cordeiro de Verçosa, Mozart Cervinho Martins, Mateus da Silva, Neper Antony e Waldir Garcia.
De posse dos diplomas de Bacharéis em Direito, a turma partiu para o exercício da vida profissional, e pouco a pouco fomos medrando os mais altos postos da vida pública do Estado.

Escola Técnica Federal do Amazonas, anos 1960
 
Antônio Barbosa de Amorim Tupinambá fez concurso para Fiscal de Consumo e hoje está aposentado como Inspetor de Rendas da União. Reside em São Paulo.

Aury Góis da Silva, exímia cronista social, que assinava sob o pseudônimo de "Thais", destacou-se na vida social. Foi diretora do Departamento Feminino do Atlético Rio Negro Clube, e durante mais de 20 anos promoveu a Festa das Debutantes daquela agremiação, com invulgar sucesso. Funcionária destacada da Universidade do Amazonas, para tristeza nossa faleceu no corrente ano (1986).
Áureo Bringel de Mello é procurador autárquico. Foi deputado federal pelo estado da Guanabara. Poeta, escritor, jornalista profissional e político militante.
Edílio Ribeiro de Farias não militou na advocacia. Optou, entretanto, pela profissão de Despachante, onde se houve com invulgar sucesso.
Francisco Zenon Teófilo Lessa seguiu a carreira bancária. Foi gerente do Basa em várias cidades e está aposentado.
José Bernardino Lindoso: advogado, professor titular da Universidade do Amazonas. Foi secretário de Estado de Educação e Cultura, deputado federal, senador da República e Governador do Amazonas (1979-82). Escritor e membro da Academia Amazonense de Letras.
José Ivan de Hugo Silva: advogado militante e escritor de obras jurídicas. Reside, atualmente, no Rio de Janeiro.
Mário Ypiranga Monteiro: professor, escritor, historiador emérito. Membro destacado da Academia Amazonense de Letras, sodalício que preside com invulgar proficiência.
Mário Sílvio Cordeiro de Verçosa: professor universitário, desembargador decano do Tribunal de Justiça do Estado. Já foi presidente do Tribunal três vezes, e interventor do mesmo Tribunal de janeiro a maio do corrente ano. Foi Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Amazonas de 1962 a 1977 e presidente da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em 1969. É escritor, com três obras publicadas.
Mozart Cervinho Martins foi juiz substituto da Capital. Faleceu no ano passado (1985).
Mateus da Silva é procurador jurídico da Prefeitura Municipal de Manaus. Estudioso de História da Civilização,  é considerado o maior egiptólogo existente no Amazonas.
Neper Antony: advogado brilhante e festejado jornalista, como tal destacado desde seu tempo de estudante, como colaborador da "Página Escolar" do Colégio D. Bosco, tendo merecido, por isso, elogiosas referências do então Diretor, Pe. Estélio Dálison. Nos seus escritos diários, Neper expressa a verdadeira função do jornal, que no dizer de Walter Ramos Poyares é, em resumo, "expor o homem ao homem todos os dias".
Waldir Garcia: professor decano da Escola Técnica Federal do Amazonas; membro do Conselho Estadual de Educação e conselheiro da OAB/AM. Foi juiz substituto da Capital; juiz Auditor Militar do Estado; secretário de Estado de Educação e Cultura e de Segurança Pública em Roraima, onde assumiu por diversas vezes, como substituto, o Governo daquele Território. Foi, também, diretor eleito da Escola Técnica Federal do Amazonas. É advogado militante.
Nossa formação jurídica devemo-Ia aos insignes mestres: Souza Brasil, Análio de Rezende, Manoel Barbosa, Augusto de Rezende Rocha, Sócrates Bonfim, Sadoc Pereira, Adriano Queiroz, Davi Alves de Melo, Raimundo Nonato de Castro, Abdul Sayol de Sá Peixoto, Henoch Reis, Cunha Costa, Alfredo Costa, Afonso Elvas Cordeiro e Tomás de Carvalho.
Eis, pois, numa visão rápida, os caminhos percorridos pelos Bacharéis em Direito de 1946, turma que, sem falsa modéstia, tem honrado e dignificado o nome da tradicional Faculdade de Direito do Amazonas. É o que se constata, Quarenta Anos Depois (1986), na efeméride comemorada pelos bacharéis em Direito de 1946, num lauto jantar de confraternização no dia 14 do fluente.