CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, agosto 25, 2024

NACIONAL NO MARACANÃ (1969)

Transcrito do O Jornal, edição de 27 de agosto, descrito com merecido entusiasmo a vitória do amazonense Nacional FC (conhecido por Naça) sobre o paranaense GE Maringá. 

Recorte de O Jornal, 27 agosto 1969

Dia 24 de agosto de 1969, o Maracanã repleto assistia também a caminhada vitoriosa do Brasil rumo ao título mundial de futebol. E antes o futebol amazonense se consagrava perante o país inteiro, graças ao esforço do grande e dedicado presidente Flaviano Limongi da Federação Amazonense, que conseguiu junto à CBD a apresentação do Nacional, campeão amazonense.



O Nacional bravamente venceu seu valoroso adversário pela contagem mínima gol assinalado por ação de Pepeta [José Ricardo dos Santos Silva], aos 10 minutos do segundo tempo. Gol que fez vibrar não só a torcida amazonense, bem como a torcida presente que simpatizou com o onze do maior Estado do Brasil. A partida apresentou os seguintes detalhes: Juiz — Luiz Carlos Oliveira; auxiliares — Eduardo Menezes e Aloísio Felisberto da Silva, todos da Federação Carioca de Futebol.


O glorioso quadro do Nacional venceu com Marialvo; Pedro Hamilton, Sula, Valdemiro e Téo; Mário e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho (Marcelo) e Pepeta. Maringá (Paraná) com Adelson; Cisca, Zé Carlos, Ditão e Japonês; Gauchinho e Reginaldo; Varley (Peter), Ademir (Zé Leite), Edgar e Valtinho. (...)

SERÃO HOMENAGEADOS

Para comemorar a visita do Nacional ao Maracanã, o presidente da FAF prestará significativa homenagem aos componentes da delegação do Nacional, bem como os demais cronistas que assistiram a grande exibição do representante do futebol amazonense. A delegação do Nacional FC que viajou ao Estado da Guanabara, para o jogo com o Maringá estava assim constituída e todos receberão medalhas amanhã em solenidade a ser realizada na FAF.

Presidente - Des. Joaquim Paulino Gomes. Diretores - Alfredo Ferreira Pedras, José Renato da Frota Uchoa, Samuel Facundo do Valle e José Soares Portela. Colaboradores - dr. Péricles Toledo e sr. Emanuel, antigo craque do Nacional. Técnico - Alfredo Barbosa Filho; médico - dr. Juarez Klinger; massagista - Júlio Fernandes; Roupeiro - Eduardo Santos, e Messias Sampaio, que foi como representante da crônica, escolhido pelo clube, e os seguintes atletas: Marialvo, Procópio, Pedro Hamilton, Sula, Valdemiro, Valdir Santos (emprestado pelo São Raimundo), Téo, Mário, Rolinha, Bell, Zeze, Rangel, Pretinho, Pepeta, Márcio, Marcelo e Chiquinho.

sexta-feira, janeiro 31, 2020

FUTEBOL AMAZONENSE - 1970


Janeiro de 1970, o presidente da FAF (Federação Amazonense de Futebol), Flaviano Limongi, empenhava-se em trazer a seleção brasileira, que preparava para a Copa do Mundo (no México), para um jogo em Manaus. O estádio “Vivaldão” ainda que semipronto, já permitia jogos de futebol. Enfim, o futebol amazonense desfrutava de excelente prestígio, em função da qualidade do futebol dos clubes.
Era isso que o informava o Jornal do Commercio, quando desembarcou em Manaus o presidente da FAF.
Uma semana antes, o Nacional FC, “o mais querido”, comemorou seu aniversário na nova sede, na rua São Luís, bairro de Adrianópolis, conforme registrou o matutino O Jornal (14 janeiro 1970).

Limongi, ao centro. Jornal do Commercio, 21 janeiro 1970
 Limongi retornou
Limongi voltou ontem da Guanabara e foi recebido no Aeroporto de Ajuricaba, por inúmeros amigos e desportistas, a despeito do horário impróprio. Na foto aparece o "marechal" do esporte amazonense (de terno escuro) ladeado por dirigentes departamento de futebol amador e jogadores da seleção juvenil, além do tenente Arlindo Luchards, preparador físico do escrete que vai a Santo André.
 
Festa do Nacional. (O Jornal, 14 janeiro 1970)

Nacional Festejou Aniversário Oferecendo Coquitel (sic)

O Nacional Futebol Clube festejou, ontem, a passagem do seu 57º aniversário de fundação, oferecendo, em sua nova sede (em construção), no bairro de Adrianópolis, um coquetel as mais altas autoridades, constituídas e esportivas, clubes coirmãos, Imprensa, Rádio e Televisão.
Na foto, um aspecto da festiva reunião, que contou com a presença do governador Danilo Duarte de Matos Areosa, prefeito Paulo Pinto Nery, coronel José Maury Silva e esposa, deputado Rafael Faraco, presidente da ALE, deputado federal José Lindoso e outras pessoas ilustres.

Nota pessoal: na legenda ocorreu um lapso, não há a identificação do coronel PM Trigueiro, chefe da Casa Militar do governador (à frente, à esq.)



terça-feira, janeiro 28, 2020

DERAM E A RODOVIÁRIA



A Associação Atlética Rodoviária inaugurou, dia 27, sua sede social própria, na praça Santos Dumont, construída pela atual diretoria que tem como presidente o sr. Áureo Cid Botelho. Coquetel à imprensa, autoridades, desportista e associados, festejando o acontecimento.
Na foto, deputado Raimundo Parente, coronel Jorge Teixeira, dr. Sergio Paz e sr. Lourival Pinheiro, sr. Manuel Azevedo, drs. Aderbal Menezes, Flaviano Limongi e Jorge de Oliveira Bastos, sr. José Ribamar Xavier, drs. Paulo Nunes e Randolpho Bittencourt. 
Registro da inauguração em O Jornal, 29 janeiro 1970
Bons tempos do Deram (Departamento de Estradas de Rodagem), quando sustentava uma elite de funcionários do Estado. Tanta energia possuía que criou uma associação para estes, sustentou um time de futebol profissional e, enfim, inaugurou a sede social, conforme notícia jornalística, para atender seus associados. Tempos áureos, do presidente Áureo Botelho, pois com o encerramento desse departamento rodoviário, tudo foi para o brejo.

Sede dos jornalistas (foto atualizada)
A foto mostra a elite que compareceu à inauguração da sede, situada na Praça Santos Dumont, 15, no Alto Nazaré. Entre os relacionados, o dr. Aderbal Menezes, do setor jurídico, que acaba de falecer no último dia 22 (quarta-feira).
Com a desativação desta agremiação, o prédio depois algum tempo desabitado, foi repassado para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas, que segue com o usufruto. Esta entidade foi fundada em 1957, e o primeiro presidente foi o jornalista Arlindo dos Santos Porto.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

ASPA: ASSOCIAÇÃO DE SERVIDORES

Conheci a ASPA (Associação dos Servidores Públicos do Amazonas) quando esta atendia na rua Henrique Martins com Lobo D'Almada, em prédio centenário, que acredito pertenceu ao alcaide Adolpho Lisboa. Acredito que fui sócio, por recomendação dos colegas da PMAM. 
GB, um dos agraciados


A proximidade entre estas agremiações era tanta que, em certa ocasião, o Clube dos Oficiais ali realizou uma sessão para eleição de novos dirigentes. Aconteceu ao final dos anos 1960.
Seu dirigente era Aureomar Braz Silva. E esta entidade prosseguiu enquanto seu idealizador existiu. Ao deixar o endereço citado, a ASPA mudou-se para a rua Japurá, onde encerrou melancolicamente seus dias.
O post abaixo compartilho de A Crítica (24 abril 1974).




Um jornalista, um professor, um coronel, o auditor da Polícia Militar, um Procurador-Geral da Justiça e o presidente da Federação Amazonense de Futebol, são desde ontem "sócios honorários" da Associação dos Servidores Públicos do Amazonas.
A razão está num discurso de cinco minutos dedicado aos "homens que muito têm feito pele engrandecimento de nosso país e de nossa gente, significando que tudo aquilo que se faz não pode e não poderá nunca deixar de ser reconhecido".
A solenidade foi realizada no salão nobre da entidade, presentes autoridades civis e militares. Os novos sócios honorários são o professor e jornalista Genesino Braga; o presidente da Celetramazon, coronel Willy Antonio Pereira; o professor e auditor da Polícia Militar, Dr. Waldyr Garcia; o Procurador-Geral da Justiça do Amazonas, Dr. João dos Santos Pereira Braga e o presidente da Federação Amazonense de Futebol, Flaviano Limongi.

UM DISCURSO

Antes da entrega dos títulos de sócio, discursou o presidente da Associação dos Servidores, professor Aureomar Braz da Silva, que depois formou a mesa e presidiu a solenidade com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Lúcio Fonte de Resende, o representante do Comando Militar da Amazônia e da 12ª Região Militar, tenente-coronel João Araripe, o representante do Secretário de Segurança, coronel Neper Antony [correto é Alencar] e outras personalidades. 

segunda-feira, janeiro 22, 2018

FUTEBOL AMAZONENSE

O futebol na capital amazonense era gerenciado pela FADA (Federação Amazonense de Desportos Atléticos), sob a direção de Laercio Miranda. Isso representa dizer que o futebol era amador, jogado no Parque Amazonense. A grande mudança ocorreu com a intervenção do comerciante e jornalista Flaviano Limongi, responsável pela coluna Bazar encartada em A Crítica.
Manoel Luís Bastos (dir.) e Carlos Amato, juízes de
futebol da FAF
Ao lado de outros desportistas, Limongi fundou a FAF (Federação Amazonense de Futebol), promovendo um substancial progresso neste esporte, de repercussão nacional. 
Todavia, diante da condenação do ex-presidente Marin pela malfadada condução da CBF, posso compreender a chacota do Andrea (que foi diretor-geral do Detran), irmão do Limongi, quando traduzia FAF  por "Flaviano e Andrea Faturam". 
Certo mesmo é que o futebol amazonense, ainda que ao tempo disputado apenas com clubes da capital, cresceu, avançou. Em nossos dias, é o marasmo que conhecemos. 
Trago com este post colhido em A Crítica (4 julho 1976), em reportagem sobre árbitros, uma recordação dos bons tempos.



Bastos, juiz condenado a grande atração do clássico

 Manuel Luís Bastos será uma das atrações do clássico de hoje, entre Rio Negro e Fast, no Estádio Vivaldo Lima, após passar um ano afastado do apito por ter tido uma atuação confusa no clássico Rio-Nal do ano passado, pelo campeonato, quando se equivocou ao expulsar o zagueiro Pogito do Rio Negro e Serginho do Nacional.
O jogo entre Rio Negro e Fast será dirigido por Manuel Luís Bastos, a pedido dos dois clubes o que foi prontamente aceito pelos dirigentes da COAMAF.
Os seus auxiliares serão Jander Cabral e José Diniz. Essa foi a primeira vez, neste campeonato, que os clubes opinaram na escolha na arbitragem. O critério dos juízes serem escalados pela federação não vinga mais.
Agora, com o novo diretor de árbitros, Fernando Loureiro, os clubes terão direito de participarem da indicação dos juízes para as suas partidas, desde que haja um acordo entre os representante de ambas partes.
 Manuel Luís Bastos já chegou a ser apontado como um dos melhores árbitros do Amazonas, pelo seu grande conhecimento da regra de arbitragem e autoridade no gramado, sem subestimar os jogadores, quando das advertências contra a violência dentro de campo. Contudo, numa tarde infeliz, Bastos foi escolhido para apitar o maior clássico do campeonato amazonense, ano passado entre Rio Negro e Nacional, tendo como seus auxiliares, Raul Torbes e Carlos Amato.
  

sábado, outubro 23, 2010

Pelé - 70 anos

Hoje, nos jornais de todos os formatos o Pelé estará lembrado pelos seus 70 anos. Os jornalistas listaram os setenta melhores momentos do "Rei do futebol". Certamente, nada sobrou para este escriba. Mas, catando nos jornais da província, vou relembrar quatro momentos do nosso aniversariante. Que ele nos proporcione outros tantos bons momentos!

O Jornal. 5 abril 1970

A primeira viagem de Pelé a Manaus ocorreu com o time do Santos, em 1968. Antes do Vivaldão, e ao tempo do presidente da FAF, Flaviano Limongi. O time paulista ficou hospedado na Maromba e jogou contra o Nacional no estádio Ismael Benigno, do São Raimundo.

Dois anos depois, Pelé voltou, agora com a seleção brasileira, para pré-inaugurar o Vivaldão. A festa foi completa, com a apresentação dos convocados para o selecionado brasileiro, incluindo alguns jogadores locais.
Pelé, na ocasião, recebeu a visita de seu amigo Silvio (Cururu) Moreira (então um esperto moleque, deficiente físico). 

Enfim, em outubro de 1971, quando Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, antes de outro jogo contra o Nacional, recebeu das mãos do governador João Walter o diploma de Cidadão do Amazonas. No dia seguinte, antes do retorno, Pelé foi visitar as Irmãs que assistiam aos hansenianos no sanatório existente no Aleixo. No canto esquerdo da foto, revejo meu amigo Orleilson Guimarães, fiel escudeiro do "Rei".
A Crítica, Manaus, 8 outubro 1971

A Crítica. Manaus, 7 outubro 1971
Agora, sabedor de que Pelé é meu conterrâneo, tomo a liberdade de abrir uma gelada para acompanhar aquele "bicho de casco". No mais, vida longa para o "Rei"!

segunda-feira, abril 05, 2010

Estádio Vivaldo Lima - Vivaldão



Quarenta anos nos separam da pré-inauguração do estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão. Em 1970, nesse dia, Manaus assistiu a dupla apresentação da seleção nacional de futebol. Mesclados com jogadores locais, o selecionado brasileiro, que se preparava para a Copa do México, tomou conta da cidade.

                 As fotos foram retiradas de O Jornal, 5 abr. 1970.



O estádio ainda estava em construção, por isso, os torcedores preocuparam-se em chegar cedo, a fim de alcançar algum lugar. Havia necessidade de levar alimentação, pois tudo era improvisado e, se alguém deixasse o lugar por algum motivo, era improvável retomá-lo. Mas, valeu todo o sacrifício.
   




Quero lembrar um expectador privilegiado: Sílvio Moreira da Silva, hoje, próximo dos cinquenta anos. À época, menino ainda, deficiente físico, deslocava-se usando muleta. Antes dessa visita de Pelé e seus companheiros, Silvio já fizera amizade com o Rei, quando o time do Santos jogara aqui em 1968.






Assim, Sílvio aproveitou a presença da seleção para relembrar essa amizade e até ampliá-la com outros jogadores. Os recortes dizem melhor.




Sílvio Moreira, que a deficiência física marcou, é mais conhecido por Sapinho. Ironicamente, segue “envolvido” com o esporte, pois vive da venda de bilhete da loteria esportiva. E pode ser encontrado quase diariamente na Rua Dr. Moreira, a mesma em que foi fotografado ao lado de atletas brasileiros. Há 40 anos.



 Mais importante: em junho, o Brasil conquistou o tricampeonato mundial de futebol no México.

sábado, abril 03, 2010

Seleção Brasileira em Manaus


A seleção brasileira de futebol, incluído o melhor jogador do mundo – Pelé -, estava chegando a Manaus. O evento aconteceu em abril de 1970, portanto, passados 40 anos.



Em preparativos para a Copa do Mundo, a seleção, não, as duas: titular e suplente vieram pré-inaugurar o estádio Vivaldo Lima, esse que vai tombar para dar lugar ao complexo esportivo para a competição de 2014.


Na época, o prestígio do presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), jornalista Flaviano Limongi, junto a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), pode concretizar o anseio do manauense.                                     


Em 3 de abril, já estava em Manaus a direção do futebol nacional, inúmeros jornalistas e a cidade fervilhava. Compra de ingressos, acertos com os amigos para alcançar acomodação, pois, o estádio não estava completo. Tudo isso animava a capital.
                   O Jornal. Manaus, 3 abril 1970
A responsabilidade pela segurança geral levou o comando da Polícia Militar, os falecidos coronéis Maury Silva e Neper Alencar, a se reunir com o Governador do Estado,Danilo Areosa, e o presidente da FAF. 


Dia 4, desembarcou a delegação esportiva, e a 5, ocorreu a tarde esportiva. Tanto na preliminar quanto no jogo principal exibiram-se os craques brasileiros. Os mesmos que, adiante, se consagrariam nos campos mexicanos. Era o tricampeonato.