CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

25 de setembro de 2012

A sucessão de Alencar e Silva



Alencar e Silva, bico de pena de J. Maciel,
em Os poetas do Amazonas
Há um ano, em 25 de setembro, morria no Rio de Janeiro, o poeta Joaquim de Alencar e Silva, integrante da Academia Amazonense de Letras. Acabara de completar 81 anos e vinha enfrentando dura luta pela saúde. A vaga aberta com sua morte foi ontem preenchida, em eleição disputada, ao menos, em número de concorrentes: quatro foram os inscritos.

Alencar e Silva, que os mais próximos chamavam de Neto, nasceu em Fonte Boa (AM), em 1930. Realizou seus estudos em Manaus, alcançando o bacharelado pela Faculdade de Direito do Amazonas.  Aos 22 anos lançou seu primeiro livro de poesia – Painéis. Outras publicações foram realizadas, como Lunamarga, 1965, e Território noturno, 1982. Postumamente, em dezembro passado, saiu Quadros da Moderna Poesia Amazonense, pela Editora Valer.
Um pouco adiante, Alencar, ao participar com efusão do movimento literário criado em 1954, tornou-se “uma testemunha privilegiada das ações que transformaram o Clube da Madrugada num marco do fazer cultural no Amazonas” (Tenório Telles). Do Madrugada dirigiu por dez anos a “página literária” deste, encartada aos domingos em O Jornal.
Quando diretor-presidente do Diário Oficial do Amazonas, permitiu que nesse periódico fosse publicada uma página literária, experiência que perdurou enquanto seu mandato foi efetivo.

Na eleição de ontem, quatro concorrentes disputaram a Cadeira 23, do saudoso Alencar e Silva. Venceu o doutor Júlio Antônio Lopes, diretor de A Crítica, com 23 votos. Os demais pela ordem de sufrágios: empresário Rita Bernardino obteve cinco; padre João Batista Mendonça, dois; e Urias Freitas, um voto.  Novamente o jornal A Crítica vê-se recompensado pelos seus elementos; a primeira vez ocorreu na escolha da jornalista Mazé Mourão.

Alencar e Silva, por questões bem mais que plausíveis, decidiu morar na bela cidade do Rio de Janeiro, onde faleceu e foi sepultado.