CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

12 de setembro de 2012

A Imprensa no Amazonas (7/7)

Detalhe da capa

Mais um capítulo do livro A Imprensa no Amazonas, elaborado por Alcides Bahia; J. B. Faria e Souza e Antônio Monteiro, e editado pelo governo do Estado, em 1908, para celebrar o primeiro centenário da imprensa no Brasil.

O fundador da imprensa no Amazonas 

O “Amazonas

Prometia O Amazonas, em seu primeiro número, aos seus assinantes, a publicação de um boletim comercial, à chegada a Manaus dos vapores procedentes de Belém, a fim de que se pudesse publicamente saber os preços correntes dos gêneros, naquela praça, cambio, e tudo mais que fosse de utilidade ao comércio.

O estabelecimento gráfico do Sr. Cunha Mendes denominava-se Tipografia Monarquista e funcionava à rua 5 de Setembro nº 4, hoje Henrique Martins. Essa tipografia não só se compunha do material antigo da Estrella do Amazonas como também da do Monarquista, periódico que o Sr. Cunha Mendes publicou em Santarém, no Pará, até 16 de dezembro de 1865, terminando a sua circulação com o número 450.

O Amazonas, no seu início, publicava-se uma vez por semana, sendo as assinaturas pagas adiantadamente, vigorando a tabela seguinte: ano 15$000 [quinze mil réis], semestre 7$000 [sete mil réis] e trimestre 4$000 [quatro mil réis]. Os assinantes tinham, quando publicavam anúncios, 20 linhas gratuitamente; o excedente pagava 80 réis por linha e 40 réis nas repetições.

Tinha o papel em que era impresso o semanário 41,5 cm de comprimento e 30 de largura. A composição ocupava 33 cm em comprimento e 26,5 de largura dividida em três colunas. A folha avulsa custava 200 réis. Era impressor E. Marques dos Reis.

Até o número 6 denominava-se O Amazonas, passando daí em diante a ter o título Amazonas.

Os artigos literários, noticiosos, industriais e comerciais, segundo se vê nos dizeres do primeiro número, nada pagavam. Em agosto de 1866, o semanário criava a seção denominada “Literatura”, iniciando-a J. B. Bueno Mamoré que escreveu uma série de artigos intitulados “Viagens no Pará e Amazonas”.

Nesse mesmo mês apareceu o primeiro folhetim, assinado por Baré Manao, pseudônimo usado por Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha, que ainda hoje existe e é o decano dos jornalistas amazonenses. O folhetim abordava três assuntos: o concerto musical realizado a 23 de agosto pelo clarinetista Croner, a bordo vapor Manáos, surto no porto; um baile efetuado a 4 de agosto, na residência do Sr. Joaquim José da Silva Pingarilho e, finalmente, a comemoração feita pelos paraenses à passagem da data de 15 de agosto, que marca o aniversario da adesão do Pará à Independência do Brasil.

A audição do clarinetista referido foi o primeiro festival, no gênero, realizado em Manaus. (segue)

Recorte do Jornal do Amazonas
 
Catálogo geral de jornais circulados no Amazonas (1851-1889)

1887

§  JORNAL DO COMMERCIO
O 1º número é de 7 de abril de 1887. Desapareceu em 11 de maio do mesmo ano, com o nº 13.

§  ECHO DO NORTE
O 1º número é de 11 de setembro de 1887. O último, nº 7, é de 23 de outubro do mesmo ano. Foi substituído pelo Manáos.
 
§  A PROVINCIA DO AMAZONAS
O 1º número é de 7 de outubro de 1887. Suspendeu a publicação em 27 de janeiro de 1889, com o nº 185.

§  MANÁOS
O 1º número é de 1º de novembro de 1887. Suspendeu a publicação em 18 de abril de 1888, com o nº 73.
Em substituição ao Americano reapareceu em 27 de dezembro de 1889, com o nº 74. Desapareceu definitivamente em março de 1890.

§  VELLOSIA (Revista)
“Contribuições do Museu Botanico do Amazonas”.
O 1º e único volume é de 31 de dezembro de 1887. A edição foi inutilizada por ordem da Presidência do Amazonas, visto os exemplares terem sido mal impressos e em papel de péssima qualidade. O volume, que se acha nesta coleção, tem por esse fato um extraordinário valor, por parecer que é atualmente o único existente.
Mais tarde, em 1891, foi essa revista editada, em 3 volumes, na Imprensa Nacional do Rio de Janeiro. 

1888

§  EQUADOR
O 1º número é de 1º de janeiro de 1888. O último, nº 17, é de 20 de maio do mesmo ano.

§  O CORNETA
O 1º número é de 12 de janeiro de 1888. Terminou a 5 de abril do mesmo ano, com o nº 12. Foi substituído pelo Evolução.

§  O NORTE DO BRAZIL
O 1º número é de 2 de fevereiro de 1888. O último nº é de 20 de novembro do mesmo ano. Foi substituído pelo Cidade de Manáos.

§  PITORRA
O 1º e único número é de fevereiro de 1888.

§  O CIPÓ
O 1º e único número é de fevereiro de 1888.

§  O MANTENEDOR
O 1º número é de 25 de março de 1888. Saíram poucos números.

§  A IMPRENSA UNIDA
Edição única de maio de 1888.
“A Imprensa do Amazonas unida à Imprensa do Brasil sem escravos”. A edição foi tirada nas tipografias do Amazonas; Commercio do Amazonas; Jornal do Amazonas e O Norte do Brasil.

§  O MUCUIM (manuscrito)
O 1º número é de maio de 1888. O último número é de 28 de maio de 1898.

§  O BILONTRA
O 1º número é de 11 de novembro de 1888. Saíram poucos números.

§  BILONTRA JUNIOR
O 1º e único número é de 22 de novembro de 1888.

§  CIDADE DE MANÁOS
O 1º número é de 22 de novembro de 1888. O último número é de abril de 1889.

§  A CONSTITUIÇÃO
O 1º número é de 2 de dezembro de 1888. Saíram poucos números.

§  EVOLUÇÃO
O 1º número é de 2 de dezembro de 1888. Saíram poucos números.

§  PETIZ-JORNAL
O 1º e único número é de 19 de novembro de 1888. 

1889 (até 15 de novembro)

§  LUZ DA VERDADE
O 1º número é de 6 de março de 1889. O último, nº 21, é de 9 de junho do mesmo ano.

§  VOZ DA RAZÃO
O 1º número é de 26 de abril de 1889. Saíram poucos números.

§  LUNETA (manuscrito)
O 1º número é de abril de 1889. Desapareceu em fins de abril com o nº 3. Reapareceu em 16 de maio do mesmo ano com o nº 4. Desapareceu em fins de maio com o nº 6.

§  O AMAZONENSE
O 1º número é de 11 de maio de 1889. O último numero é de 28 de junho do mesmo ano.

§  GAZETA LITTERARIA (manuscrito)
O 1º número é de maio de 1889. O 2º e último número é de 18 do mesmo mês.

§  ESPIÃO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  MALUCO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  CORSARIO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  PAPAGAIO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  SALTIMBANCO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  MOLEQUE (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  LOBO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  LEÃO (manuscrito)
O 1º e único número é de maio de 1889.

§  REVERBERO
 O 1º número é de 25 de setembro de 1889. Saíram
poucos números.

§  A EPOCHA
O 1º número é de 26 de setembro de 1889. Suspendeu a publicação a 25 de janeiro de 1890, com o nº 50.
Reapareceu em 1º de fevereiro do mesmo ano, com o nº 51. Desapareceu definitivamente em abril do mesmo ano.

§  O BEM PUBLICO
O 1º número é de 13 de outubro de 1889. Saíram poucos números. (segue)