CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

15 de setembro de 2012

CENTENÁRIO DE VIOLETA BRANCA


Violeta Branca
Ocorre hoje o primeiro centenário de nascimento da poeta Violeta Branca, nascida na Manaus bellepoquiana. Era filha de José, oficial do Exército, e de Tarcila Hermínia Menescal de Vasconcelos.
Nenhuma festa, comemoração ou nota jornalística foi promovida pelos seus conterrâneos. Tampouco as entidades culturais, como a Academia Amazonense de Letras, que a acolheu em 1949, tornando-a a primeira mulher no Brasil a pertencer a uma academia de letras.

Apesar do Dicionário... de Almir Diniz, havia dúvida sobre essa data: criam os acadêmicos amazonenses que ela nascera em 1915, porque se dizia que a publicação de seu primeiro livro – Ritmo de inquieta alegria, ocorrera quando a jovem poeta possuía apenas 18 anos.
Não foi difícil sanar tal incerteza: visitei, isso mesmo, eu fui ao Cartório do 1º ofício do registro de pessoa natural. Lá se encontra o registro de Violeta (Branca, seria apelido doméstico? consolidado com o sucesso do primeiro livro?).

Moradora do Rio de Janeiro por anos, Violeta Branca representou o silogeu amazonense junto a Federação das Academias de Letras do Brasil, durante anos. Nesta cidade, morreu em outubro de 2000. Dois meses depois, a Casa de Adriano Jorge, na presidência de Max Carphentier, efetuou sessão solene para celebrar a primeira mulher acadêmica.