CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

3 de setembro de 2012

A Imprensa no Amazonas (5/7)


 
Em prosseguimento com a publicação do livro A Imprensa no Amazonas, elaborado pela comissao composta de Alcides Bahia; J. B. Faria e Souza e Antônio Monteiro, e editado pelo governo do Estado, em 1908, para celebrar o primeiro centenário da imprensa no Brasil. 

Resumo histórico 

O ano de 1889 tornou-se notável pelo grande número de jornais que foram publicados. Ainda nos primeiros anos que se seguiram a esse, surgiram algumas folhas, escritas com vigor e correção, quase todas com acentuadas tendências políticas, consequentes, certamente, da mudança de forma de governo.

É fato que depois disso o nosso jornalismo teve um quase período estacionário que se transmudou num entusiasmo significativo, especialmente em 1897, 1898, 1899, 1900 e 1901 quando apareceram muitos órgãos de publicidade, quer diários, quer periódicos.

Já se estabelecera em 1897 o telégrafo, propulsor de grande monta para o êxito seguro das empresas jornalísticas, auxílio valiosíssimo que desdobra as vantagens informativas do que ocorre pelo mundo inteiro.

De posse desse inestimável elemento, as folhas diárias adquiriram feição e importância diferentes dos tempos anteriores, avolumando os seus informes; os proprietários e as empresas jornalísticas estabeleceram nas oficinas tipográficas as reformas aconselhadas pelos aperfeiçoamentos modernos; apareceu a xilografia; circularam os órgãos sem interrupção de um só dia, enfim, um sopro novo de vida perpassou no jornalismo e a sua influência está hoje manifesta e patente.

Os jornais manauenses de hoje são atraentes, bem feitos, preenchendo as exigências do tempo. São escritos com proficiência e maestria e neles trabalham e têm trabalhado jornalistas de valor. Do Norte do país, sendo a mais nova, a imprensa de Manaus não desmerece ao lado das demais, das outras capitais, quer pelos recursos gráficos de que é dotada, quer pelos elementos inteligentes de que dispõe. 

*  *  *

No interior, a imprensa apareceu em 1874, com a publicação do periódico Itacoatiara, na cidade desse nome. Surgiram depois periódicos em Parintins, Manacapuru, Coari, Tefé, Barcelos, São Joaquim, Rio Branco [hoje Roraima], Humaitá, Manicoré e Lábrea.

Nestes dois últimos citados municípios conta-se o maior número de periódicos publicados no interior, pois cada um deles apresenta oito, seguindo-se Itacoatiara onde já foram impressos cinco.

Apesar das dificuldades que existem para que nesses pontos viva e prospere um periódico, muitos deles têm tido, no entanto, existência proveitosa, trabalhando devotadamente para o adiantamento desses lugares.

No território do Acre tem sido impressos seis periódicos assim divididos: quatro no Departamento do Alto Acre, um no do Alto Purus e um no do Alto Juruá. (segue)

 Catálogo geral de jornais circulados no Amazonas (1851-1889) 

1879

CENSOR
O 1º número é de 7 de setembro de 1880. Deixou de ser publicado em fevereiro de 1881. 

1880

O CENSOR DO CENSOR
O 1º número é de 3 de outubro de 1880. Terminou em 21 de novembro do mesmo ano, com o nº 8. Foi substituído pela Palmatoria. 

PALMATORIA
O 1º número é de 28 de novembro de 1880. Terminou em 30 de janeiro de 1881, com o nº 18. 

1881

VOZ DO POVO
O 1º número é de 1º de maio de 1881. Terminou em fins de agosto de 1882, com o nº 64. Foi substituído pelo Echo dos Andes.

QUINZE DE AGOSTO
Número único em comemoração desse dia em 1881, adesão da província do Pará à Independência.   (segue)