CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

1 de dezembro de 2010

Serviço de Saúde da Polícia Militar do Amazonas III



O Jornal. Manaus, 22 fev. 1934, quando
a PM estava dsativada
  Dissemos na postagem anterior que a Polícia Militar do Amazonas esteve “fora do ar” por seis anos, entre 1930 e 1936. Que, ao ser reintegrada ao serviço público, foi contemplada com um serviço de saúde. Ainda que incipiente.
Mas, antes do passo seguinte, vou relembrar a maneira como eram tratados os integrantes do Corpo de Bombeiros, que sucedera a força estadual no período.


Em 1936, retorna a Manaus, depois de formado em medicina e realizado a etapa da residência, o doutor Ramayana de Chevalier. Homem bem relacionado, muito em função da ascendência paterna, encontrou acolhida em Alvaro Maia, interventor federal, que o designou para dirigir o Serviço de Saúde da Pmam.
Apesar do disposto em Regulamento, uma severa dificuldade sitiava o pessoal dos bombeiros: o atendimento médico. Como se tratava de efetivo bastante limitado, o recurso encontrado, ou já utilizado pela administração municipal, foi a designação temporária de facultativos, assim designados os médicos, para o atendimento. Em 1932, sucedem algumas indicações. Em fevereiro, ocorreu a substituição do Dr. Kronge Perdigão pelo Dr. João de Paula Gonçalves, ambos do quadro da municipalidade. Três meses depois, o Prefeito Antonio Rogério Coimbra designou “para revezadamente fazer a visita médica desta companhia os facultativos da municipalidade, doutores João de Paula Gonçalves e Leão Ezagui, residentes à rua Monsenhor Coutinho, 51, e avenida Joaquim Nabuco, 232“. Outros três meses adiante foi a vez do médico Paula Gonçalves largar o rodízio para entrar o doutor Fulgêncio Vidal, residente à rua Henrique Martins, 60. (Nota extraída do meu livro Os Bombeiros do Amazonas, em finalização)
Não se conhece qualquer outro auxiliar. O atendimento, portanto, seguiu a rotina anterior. Talvez, pior, pois o doutor Ramayana não possuía vocação para este ofício. Sua vocação era a do jornalismo, do jornalismo combativo, polêmico. Assim, algum tempo depois, quando Getúlio Vargas assumiu ditatorialmente o governo, em 1937, Ramayana seguiu para o Rio de Janeiro, onde se instalou em definitivo, salvo algumas passagens por Manaus para secretariar o governo de Gilberto Mestrinho (1959-1962).
O Serviço de Saúde, então, foi suprido pelos médicos Antonio Hosanah e Correia Lima, além do dentista Francisco Menezes. Esses profissionais dariam início a uma nova etapa, que será contada na próxima postagem.