CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

13 de dezembro de 2010

Dia de Santa Luzia

A família católica do bairro de Santa Luzia segue homenageando sua padroeira, especialmente no dia de hoje. Tomara que a chuva que desaba sobre a cidade quando escrevo permita que se realize a procissão de praxe.

Para lembrar a data, porém, tomei emprestado trabalho de dois escritores: o primeiro é do Aguinaldo Figueiredo, autor de Santa Luzia: história e memória do povo do Emboca, já em segunda e preciosa edição. Apesar de alguns desencontros, causados em grande parte pela memória de terceiros, Aguinaldo lembrou com predicado o padre Paulino Lemmeier (esta me parece ser a grafia correta), o primeiro vigário do bairro, portanto, o fundador da igreja de Santa Luzia. Em seu livro descreve a robustez do germânico sacerdote e sua predileção pela cerveja amazonense XPTO. Igualmente recorda e sublinha a devoção aos amigos conquistados em Maués (AM), onde exerceu o sacerdócio.

Padre Paulino e paroquianos,
do livro Santa Luzia

Antes de prosseguir, quero deixar registrar minha reminiscência. Estudante no seminário São José, frequentei a igreja de Santa Luzia por quatro anos, a partir de 1960. Assim, tive contato com o padre Paulino tanto no seminário, como meu professor de francês, quanto na paróquia. Ainda na capela primitiva, construída de madeira e com capacidade para “meia dúzia de paroquianos”.


Depois, os caminhos da vida nos separaram. E, sobre o velho sacerdote, sei apenas que se encontra sepultado no cemitério de São Francisco, no Morro da Liberdade.

Para completar a homenagem ao primeiro vigário e, por extensão ao bairro de Santa Luzia, transcrevo uma crônica do Doutor Newton Sabbá Guimarães, eminente membro da Academia Amazonense de Letras, entre outros títulos, ora residindo na capital de Santa Catarina, publicada há 50 anos no extinto O Jornal de nossa capital

Os trinta anos de sacerdócio do padre Paulino


Newton Sabbá Guimarães