CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

23 de dezembro de 2010

Natal

A data natalina sempre exigiu um esforço e tanto a tantos. Para celebrá-la neste espaço fui à cata desses esforços. Os jornais de Manaus estão repletos dessas manifestações, seja de autores conhecidos ou consagrados, seja de “ilustres desconhecidos”.

Reproduzo hoje o poema Natal, de Fernando Cruz (não possuo informação sobre o autor), escrito como se vê em peça figurativa (uma árvore de Natal), segundo me ensinou o poeta Zemaria Pinto.
A publicação ocorreu no dia de Natal de 1958, no matutino O Jornal, ano felicíssimo para o Brasil, por vários e doces motivos.




Natal
Ó meu Menino-Jesus!
O mundo ainda hoje, passado tanto tempo
depois daquela noite de encantamento
do Teu primeiro Natal,
ainda se sente embalado pela meiguice suave dos cânticos dos anjos,
anunciando com as pompas celestes o
“Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”,
nos céus de Belém.
“Agnus Dei qui tollis peccata mundi exaudi nos, Domini”
– Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo!
Que a paz maravilhosa a que a humanidade se deixa acalentar
no Natal que ora assiste, seja perece,
pejada dos belos frutos do amor,
esse elo que nos identifica como filhos do
Senhor Deus.