CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

10 de março de 2013

NPOR – TURMA 1966


Em 10 de março  – Ocorreu no quartel do 27º BC (atual 1º BIS) a formatura da 1ª turma do renovado NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva). Parte dos 17 concludentes dessa Turma Ajuricaba ingressou na Polícia Militar do Amazonas, os hoje coronéis da reserva Osório Fonseca Neto, Amilcar da Silva Ferreira, Ruy Freire de Carvalho, Odacy de Lima Okada e Manoel Roberto Lima Mendonça (autor deste post) e Ilmar dos Santos Faria, que morreu em 1999. Outros três experimentaram a então farda caqui da corporação estadual, porém a deixaram em pouco tempo. São eles: Antônio Germano Gadelha; Carlos Salustiano Coelho e Hélio dos Santos Graça.

Foto oficial com alunos, comandantes e auxiliares, em
frente ao comando do 1º BIS
Quando me refiro à renovação do NPOR, torna-se necessário explicar que ocorreu uma etapa deste curso em Manaus, durante a II Guerra Mundial. No biênio 1942-43, o mesmo 27º BC preparou a pioneira, vastíssima turma de jovens, visando apoiar obviamente o esforço de guerra em que se metera o Brasil. Preparou 100 (isso mesmo, uma centena) oficiais da reserva, e com isso envolveu filhos das famílias mais distintas da cidade. Acredito que, dos mais conhecidos, o último destes oficiais R/2 a morrer foi o doutor Samuel Benchimol, em 2002.

É praxe militar dar números aos integrantes de curso; assim foi efetivado com a turma do NPOR da II Guerra. Em decorrência dessa providência, os componentes do novo curso também foram designados por números e na ordem alfabética, começando pelo Al (aluno)101 Amilcar da Silva Ferreira. Porque me chamo Manoel Roberto, tomei o número 111. Já o Renato de Azevedo Tribuzy, doutor em Matemática da Ufam, respondia pelo número 113.

Da turma pioneira, três concludentes passaram pela Polícia Militar do Amazonas.  Nessa ordem: Omar Gomes da Silveira, que foi incluído como tenente em fevereiro de 1947. Quando tenente-coronel, Omar assumiu o comando-geral da Força Policial (de novembro 1967 a março 1968), no interregno entre oficiais do Exército, como era praxe no Governo Militar. Depois veio Alcimar Guimarães Pinheiro, falecido coronel. Incluído na corporação em Bastante conhecido no bairro da Praça 14 e no Palácio Rio Negro, aonde serviu na Casa Militar dos governadores Arthur Reis e Danilo Areosa. Graduou-se em 1961 na Faculdade de Direito do Amazonas.
O terceiro foi Francisco de Assis Albuquerque Peixoto, na condição de coronel comandante da Polícia Militar, nomeado pelo governador Gilberto Mestrinho, em 1959. Tornou-se o último paisano a dirigir esta instituição militar. Já postei algumas informações sobre o comando do coronel Assis Peixoto, especialmente ressaltando a reforma e o embelezamento que empreendeu no quartel da Praça da Polícia. Cabe-lhe a primazia de matricular três alunos na Escola de Formação de Oficiais da Guanabara, constituindo a primeira turma. Seu comando durou até 1963.
A turma que hoje completa 47 anos de conclusão do NPOR, apesar do pequeno número de concludentes, nunca mais se encontrou. Semana passada, ensaiei com outro colega um movimento para que isso ocorresse. Não ocorreu. Talvez o cinquentenário, que se aproxima, seja a última oportunidade.