| Manaus, 4 de julho de 1969 |
CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS
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quarta-feira, julho 17, 2024
CMA: INSTALAÇÃO EM MANAUS
Em 4 de julho (data nacional norte americana), marca a posse do CMA (Comando Militar da Amazônia) em Manaus. Aconteceu há 55 anos, em 1969, quando foi extinto o GEF (Grupamento de Elementos de Fronteira), em prol desta nova grande unidade das Forças Terrestres. Dias depois ocorreu a solenidade de posse do primeiro comandante: general Rodrigo Otavio Jordão Ramos, singularmente conhecido por RO.
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Rodrigo Otavio
domingo, março 11, 2018
ATLÉTICO RIO NEGRO CLUBE
Em novembro de 1971, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) organizou um torneio pentagonal, intitulado Taça Comando Militar da Amazônia (CMA). Apesar da reportagem referir-se a penta, somente quatro clubes participaram: Atlético Rio Negro Clube, Olímpico Clube, Fast Clube e Nacional FC, saindo vencedor o primeiro.
| Recorte do Jornal do Commercio, 30 novembro 1971 |
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sexta-feira, dezembro 08, 2017
GOVERNO MILITAR E O DESAFIO AMAZÔNICO (3)
Encerrando a postagem acerca da descrição de algumas Unidades da Força Terrestre no interior do Amazonas, elaborada pelo Governo dos Generais, em revista especial (foto), circulada em 1970.
Tudo em volta de Cucui é
verde e belo, dentro do grande silêncio potâmico. Lá, entre árvores e água — em
cima o azul cintilante do céu — perfila-se o 4° Pelotão de Fronteira. Um
punhado estoico de verde-oliva que ocupa os espaços em nome do Brasil. Defronte
ao quartel, a famosa Pedra do Cucui, já no território venezuelano, perto da
fronteira do Brasil e da Colômbia.
Ali também chegou o padre
com o Exército. Gandola e batina, numa autêntica cruzada de desbravamento e
conquista, convocaram pequenas comunidades salpicadas para a obra educacional e
cívica. A cartilha na frente, de mãos dadas com a saúde e a palavra Brasil.
Cucui está sendo ocupado.
O índio deixa a maloca e aprende a cantar o Hino Nacional. O braço corta a
árvore, e da clareira surge o roçado. Uma agricultura de sobrevivência. Espetam
o céu pequenas chaminés. Do rastro da farda vai nascendo a obra sonhada de
integração.
O
Brasil chegou ao Içá
Ipiranga, sede do 2°
Pelotão de Fronteiras, no Rio Içá, funciona como centro integrador na imensa
região. Não faz muito tempo era mato virgem, sem sinal de civilização, com uns
poucos nativos desterrados naqueles verdes. A presença do homem era assinalada
por canoas esparsas que subiam ou desciam o rio em razão da pesca para
sobrevivência.
Mas chegou o quartel com a
sua correspondente ação civilizadora. O velho Rio Içá, tão primitivo, tão sem
Brasil, experimentou pela primeira vez o toque de uma alvorada de ocupação
humano-econômica. E apareceram a quadra de esporte, a granja, o alfabeto
militar para a criança e o homem perdidos. Em função social, o Exército começou
a lecionar vida moderna para as gentes de Içá. A roça mais racional, a implantação
do curral e o artesanato. No mastro do quartel, a Bandeira do Brasil é uma mensagem
eterna de integração.
| Recorte do Almanaque Municipal |
Ele é responsável pelo movimento
cívico em relação ao Desenvolvimento. Produz o soldado e o cidadão. Implanta a
escola e o complexo social que torna possível a fixação do homem. É a Bandeira
no mastro além das copas, como corolário de um trabalho produtivo de conquista.
A colonização que sempre acompanhará a presença do Exército na região significa
o apossamento da terra: o cultivo, novas técnicas o agrícolas, o criatório,
tudo o que a terra poderá produzir para sobrevivência do homem do Brasil.
Tabatinga está dividida em
dois centros principais, interligados na obra integradora: o civil, no povoado
de Marco, por onde passa a divisa Brasil—Colômbia, e o militar, que se desdobra
pelo resto da área, semeando núcleos paisanos de ocupação. Destaca-se, neste
espaço, a Vila Militar, com o grupo escolar, o quartel, casas e uma farmácia.
Manaus fica a 5 dias de navio e 12 de pelo lancha, mas um avião da FAB, tipo
Catalina, aterrissa naquela região banhada pelo Solimões todas as semanas.
Vejam que o novo Comando
Militar, dentro do espírito da antiga Colônia Militar, vai também ao encontro
do brasileiro roceiro, na área, ensinando-lhe o bê-á-bá da agricultura moderna.
Nesta missão prolongada, o Exército proporciona assistência dentária,
veterinária, deflagrando um processo continuado de alfabetização.
É preciso que a farda dê
de tudo, porque não existe mesmo nada na área. Dessa operação conjugada — da
farda com a ocupação econômica — repontam os setores de agropecuária,
industrial, comercial, serviços públicos, habitacional e sanitário, sendo que o
fator educação do homem é o capitânea de todas as metas. Crianças, quando
deixam a escola pela manhã, buscam à tarde os aprendizados de carpintaria,
olaria, serraria, colchoaria, oficinas mecânicas e construção de embarcações
típicas da região.
![]() |
| Situação atual do Pelotão situado em Vila Bittencourt - Japurá, recebendo a visita do ministro da Defesa. |
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Vila Bitencourt
quinta-feira, dezembro 07, 2017
GOVERNO MILITAR E O DESAFIO AMAZÔNICO (2)
| Danilo Areosa |
Prosseguindo com a postagem anterior, sobre o tema, reproduzo
mais um trecho do Almanaque Municipal
Brasileiro, de 1970, quando era governador do Amazonas Danilo de Matos Areosa.
Manaus é a sede do Comando Militar da
Amazônia
A transferência do Comando
Militar da Amazônia de Belém para Manaus marcou a maior presença do Exército,
nos seus objetivos de Segurança e Desenvolvimento, em relação aos 3/5 de Brasil
quase sem ocupação: a Amazônia.
Esse deslocamento do CMA
para Manaus — capital da Amazônia Ocidental — evidencia a penetração fardada,
senão a conquista de novos e remotos espaços geográficos, onde a dispersão demográfica
e as grandes distâncias representam a maior dimensão do problema da integração.
O Exército quer ocupar — deixar seus rastros de colonização do vazio. Está
marchando mato adentro, transpondo rios e pântanos, para que o sigam atrás da
farda, nos sulcos de seu desbravamento, as colunas do empresariado industrial,
agrícola e de comercialização, implantando núcleos com condições de fixação do
brasileiro no Brasil amazônico.
| Recorte da citada publicação |
Por isso Manaus é a sede
do Comando Militar da Amazônia. Porque Manaus funciona como centro irradiador
da Amazônia Interior — a mais perdida, a mais distante, a mais longe do Brasil
Desenvolvido, a que mais necessita do pioneirismo do soldado.
As gandolas entram com o
capital do sacrifício. Por baixo da Bandeira que se mistura com o verde das
copas, o ponto civilizador iniciado: o quartel, salpicos de casas de sapé, a
escolinha, o hospital, a olaria, a serraria, a chaminé da pequena usina
elétrica. Em suma: a ocupação implantada, ainda balbuciante, mas a matriz do
que será, em breve, a grande Amazônia Brasileira.
Em Manaus, além da sede do
CMA, está o CIGS, o Centro de Instrução de Guerra na Selva. É sem favor, o mais
treinado e eficiente corpo de tropa de sua especialidade. Nem no Vietnã — nem
em selva outra de paz ou de guerra — existe um CIGS com tamanho poder operativo
e mobilidade de combate em meio adverso. É a lição da anti-guerrilha.
Sua fama se projetou em
outros Exércitos. Pois o CIGS está formando, nas técnicas da guerra na selva,
oficiais de outras nações amigas. Sua missão é a de transformar homens em supersoldados.
Quem não possuir têmpera de aço, vontade dura, saúde excepcional e, sobretudo,
quem não tiver motivação cívico-militar, não resistirá às rígidas instruções do
CIGS. Ele forma homens para vencer. Produz a síntese da
Coragem-Civismo-Técnica, dentro do imoderado amor à Pátria.
| Trabalho da Força Aérea junto aos indígenas |
O antigo 27° BC, hoje o 1°
Batalhão de Infantaria da Selva, foi o primeiro apoio do Exército em Manaus. De
suas baionetas partiu tudo o que existe na área militar da Amazônia Interior. É
um Batalhão querido do povo, por onde passaram as lideranças regionais.
Governadores do Amazonas contam com orgulho que foram praças do então 27° BC.
Hoje, este Batalhão
prepara o soldado para a missão de fronteira, a mais prioritária do
verde-oliva. Nas faixas perdidas da grande planície setentrional, a bandeira do
CMA assinala a vigilância permanente e a progressiva integração. De Manaus
parte o apoio logístico.
Ainda em Manaus funcionam,
entre outras organizações militares, o Hospital Geral de Manaus, a Companhia
Especial de Transportes, a 29ª CSM, a Comissão de Obras, com seu canteiro de
construções que não lhe permitiu, sequer, pela arrancada de trabalho, o
levantamento de sua sede própria. A Comissão opera na construção de casas para
oficiais e sargentos, como em outros setores vinculados aos objetivos de
integração.
Na Amazônia, o Exército assumiu
características regionais. Outro Exército dentro do mesmo Exército. Um Exército
caboclo – tão índio e tão Brasil — abrindo caminho para a passagem da
civilização brasileira. O Exército exato para a Amazônia.
quarta-feira, dezembro 06, 2017
GOVERNO MILITAR E O DESAFIO AMAZÔNICO (1)
| Capa da publicação |
Em 1970, em pleno verdor
do Governo Militar (1964-85), a presidência de Garrastazu Medici faz circular especial
publicação expondo a situação dos municípios, intitulada de Almanaque Municipal
Brasileiro. Aproveita,
ainda, para apregoar os avanços ministeriais.
Repartidos por Estados, o almanaque
tocante ao Amazonas, então governado por Danilo de Matos Areosa (1967-71), traz
um apologia sobre a atuação das Forças Armadas, destacando a Força Terrestre,
efetivamente a maior em atuação na região amazônica.
Esta postagem compartilha
o texto constante do volume sobre o Amazonas, discurso como se vê sopesa a
expansão governamental sobre a Amazônia.
O
EXÉRCITO NA PROA DO DESAFIO AMAZÔNICO
O quartel do seu Exército continua na Amazônia. Continua, porque
sempre esteve dentro da amplidão verde que a farda conquista para a nossa
economia. Principalmente agora, o Exército Brasileiro penetra nos 3/5 do Brasil
amazônico, fixando-se nos pontos estratégicos de ocupação humana e econômica.
Ao lado da FAB e da Marinha de Guerra, no mesmo abraço integrador, vai o
verde-oliva rasgando espaços de integração, numa resposta viva ao maior desafio
do século: a Amazônia.
Os claros demográficos e econômicos, todo o vazio continental de
florestas e rios da grande área — recebem a ação colonizadora do soldado,
mediante o apoio dos Ministérios do Interior, dos Transportes, da Saúde e da
Agricultura, num movimento integrado de apossamento da maior fronteira virgem do
Desenvolvimento Nacional.
Numa área cujo conceito geográfico transborda de nossos limites
político — alcançando, além do Brasil, a Colômbia, Peru, Bolívia, Venezuela,
Equador, Guiana, Suriname e Guiana Francesa —, o Exército irrompe como
sentinela avançada no dorso do universo amazônico.
| Catalina CA-12 "ancorado" num trecho de rio amazônico |
Aceita, de frente, a carga ocupacional de um terço da reserva
florestal do mundo, na vigésima parte do planeta. São 9 mil km de linhas de
fronteira — volume linear maior do que a nossa costa atlântica — debaixo de
vigilante e poderoso dispositivo de Segurança produzido pelo Triângulo das 3
Armas. Mas, além da missão primordial de Segurança, reponta o sacerdócio do
desbravamento.
O Exército reconstitui, no mar das selvas, a epopeia das bandeiras,
imprime o seu timbre rondoniano. Foi assim no Brasil-Sul, todo ele integrado
pela farda, ocupado pelas gandolas pioneiras. É assim no Super-Brasil da
Amazônia, todo ele encampado pela presença humana do uniforme. Oiapoque,
Manaus, Roraima, Cucuí, Japurá, Ipiranga, Tabatinga, Estirão do Equador,
Palmeira, Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Guajará-Mirim, Forte Príncipe da Beira,
Porto Velho — todo o corpo verde da Amazônia — experimentam os impulsos de
integração do Exército.
Brancos, pretos, mulatos, índios — a grande raça dentro da mesma farda
— a levantar o status social de comunidades vegetativas, levando a saúde, a
cartilha e o complexo de infraestrutura essencial à arrancada do
Desenvolvimento.
Onde o Brasil é apenas uma ficção geográfica — nas faixas ainda sem
Brasil — o Exército Brasileiro implanta a Pátria física: o homem e sua
economia. Em todos os quadrantes — lá, onde só existe o nada — o soldado deixa
o rastro da colonização.
Sentinelas da Amazônia — o braço armado do Brasil — elas chegam primeiro com a marca do exemplo. Para definitiva ocupação do vazio. (veja próxima postagem)
segunda-feira, dezembro 04, 2017
SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA
Ao final de seu governo,
em 22 de fevereiro de 1975, João Walter de Andrade efetuou uma viagem a São Gabriel da Cachoeira (ex-Uaupés), a fim de ali inaugurar alguns órgãos estatais. Para o deslocamento, utilizou um avião Bufalo C-115 da FAB e, desse modo, conduziu
uma extensa comitiva, como se verá abaixo.
A região, cuja população
na sede era de 13.569 (dados de 1970), era considerada de Segurança Nacional, conjuntura
que autorizava ao governador indicar o prefeito. Havia um esforço tanto do Governo
Federal quanto Estadual em consolidar no Alto Rio Negro a presença brasileira,
pois São Gabriel tem o encargo de assegurar a fronteira nacional com a Colômbia
e Venezuela.
Esta postagem
baseia-se na Nota de Serviço (operação cachoeira) expedida pela Casa Militar do Governador, no ensejo
chefiada pelo tenente-coronel Pedro Rodrigues Lustosa.
VIAGEM A SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA
Reveste-se a viagem do Excelentíssimo Senhor Governador a São
Gabriel da Cachoeira de uma significação maior. As inaugurações que lá irá
proceder são o coroamento dos esforços dispendidos em sua resposta à política
de Integração Nacional.
Considerada desde muito tempo, como área onde primeiramente o
colonialismo, com o governador Lobo d'Almada, criou o plantel de abastecimento
da Capitania, com as culturas e indústrias de transformação, esse pedaço do
Brasil necessita, hodiernamente, de bases de apoio ao grande eixo viário que é
a Perimetral-Norte, e por isso o Governo se apressa na consolidação dessas
bases, levando à região os elementos preparatórios capazes de, em futuro próximo,
aplicarem as soluções requeridas ao progresso do vale do Rio Negro.
Completa-se, pois, com êxito mais uma missão da atual gestão
governamental, sempre voltada ao bem estar e à integração, no contexto
civilizado, do nosso homem do Interior.
CONSTITUIÇÃO
DA COMITIVA
·
Eng. João Walter - Governador do Estado
·
Gen Div Fernando Belfort Bethlem e Senhora - Comandante Militar da
Amazônia e 12ª RM
·
Gen Bda Gentil Nogueira Paes - Comandante do 2º Grupamento de
Engenharia e Construção
·
Dep José Cardoso Dutra - Presidente da Assembleia Legislativa
·
Desdor. Luiz Francisco de Oliveira Cabral - Presidente do Tribunal
de Justiça
·
Dr. João Bosco Ramos de Lima – Vice-Governador eleito
·
Cel Mario Ramos de Alencar - Chefe do Estado-Maior do CMA/12ª RM
·
Cel Av Guilherme Alberto Dias Cal - Comandante da Base Aérea de Manaus
·
CMG Ricardo Raposo Carneiro - Comandante da Flotilha do Amazonas
·
Cel Manoel Jesus da Silva - Chefe da Agência do SNI
·
Cel Eliano Vieira de Souza - Chefe do Estado-Maior do 2º GEC
·
Dr. Ozias Monteiro Rodrigues - Secretário de Estado de Fazenda
·
Dr. Antonio Iran Gadelha - Secretário de Estado de Planejamento
·
Dr. Orlando Cabral de Holanda – Diretor-geral do Deram
·
Dr. Aluizio Campelo - Superintendente da Suframa
·
Dr. Delile Guerra de Macedo - Sarem
·
Dr. José Costa Neto - Funrural Dr. Naziano Pantoja Filizola - Presidente
da Celetramazon
·
Dr. Ernani Varela de Melo - Presidente do Banco do Estado do
Amazonas
·
Cap PM Francisco Orleilson Guimarães e Senhora - Ajudante de
Ordens do Sr. Governador
·
Cap Sergio Albuquerque - Ajudante de Ordens do Sr. Comandante do 2º
GEC
·
Dr. Djanir Guimarães Dantas - Suplan
·
Osny Araújo - Jornalista
·
Rubens Benzecry e Senhora
·
Carlos Alberto Viana - Cinegrafista da TVE
·
Francisco Dias Mendes — Fotógrafo
PROGRAMA
Dia 22 fevereiro 1975
06h30 -
Embarque na Base Aérea de Manaus
07h00 -
Decolagem
09h30 -
Chegada a São Gabriel da Cachoeira
10h45 -
Inauguração do Hospital, com assinatura de Convênio entre o Governo do Estado (Secretaria
de Saúde) e o Exército.
11h30 -
Inauguração da Agência do Banco do Estado do Amazonas (BEA)
12h15 -
Inauguração das ampliações da Usina da Celetramazon
13h00 -
Entrega de residência para o Juiz de Direito
14h00 -
Embarque para Manaus
16h30 -
Chegada a Manaus.
BREVE
HISTÓRICO
MUNICÍPIO
DE SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA
Freguesia em 1833. Por lei nº 92, de 6 de novembro de 1858, é
considerada freguesia o como tal reconhecida "para os efeitos civis e
eclesiásticos". Vila por lei estadual nº 10, de 3 de setembro de 1891. A
instalação do município efetua-se a 13 de maio de 1892.
Um dos municípios do Amazonas, em virtude da lei nº 33, de 4 de
novembro de 1892, que "Organiza o Município do Estado". Anexado ao
município de Moura por ato nº 45, de 28 de novembro de 1930. Anexado a Barcelos
por ato nº 33, de 14 de setembro de 1931, como Delegacia municipal.
Volta à condição de município independente, em virtude da
reconstitucionalização do Estado, em 1935. Elevada a Vila de São Gabriel à
categoria de cidade, na vigência do Decreto-lei de 31 de março de 1938, que dá
execução ao Decreto-lei nacional nº 311, de 2 do mesmo mês e ano.
Em virtude da divisão administrativa e judiciária para 1944/48,
passa a denominar-se Uaupés. O município passou a denominar-se São Gabriel da
Cachoeira pela Lei nº 233, de 8 de julho de 1965.
Foi declarado de "Interesse da Segurança Nacional" pela
Lei Federal nº 5.449, de 4 de junho de 1968.
AUTORIDADES
MUNICIPAIS DE
SÃO
GABRIEL DA CACHOEIRA.
Prefeito
- Francisco Chagas de Oliveira
Juiz - Kid
Mendes de Oliveira [hoje desembargador aposentado]
Exatoria
- Ivan Ferreira Gonçalves, responsável pela exatoria.
Delegado
- José Monteiro 2º Sargento PM
O Setor
de Saúde é de responsabilidade do 5º BEC.
O Setor
de Saneamento está em fase de implantação. Educação não possui nenhum convênio
assinado
Celetramazon
- Percy Brasil da Costa - Agente
BEA - Manuel
Araújo Pereira - Gerente
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sábado, novembro 21, 2015
NPOR – ENCONTRO ANUAL
Na
continuidade da comemoração do primeiro centenário do 1º BIS(Amv), o comando desta
Unidade promoveu nesta manhã o Encontro anual dos eternos alunos
do NPOR/1º BIS. Devo assinalar
que este curso funcionou em Manaus por ocasião da II Guerra. Depois de 20 anos
de interrupção, voltou a formar os oficiais da reserva, a partir de 1966.
![]() |
| Pavilhão de comando do 1º BIS, na formatura dos eternos alunos do NPOR |
Ao
encontro, compareceram mais de duas centenas de eternos alunos.
A
recepção ocorreu no Cirmam, onde as turmas foram se reencontrando, em especial
as mais antigas. Também neste local,
houve a recepção pelo comandante do BIS, tenente-coronel Alexandre dos Passos.
Seguiu-se
uma vídeo conferência com a transmissão da palavra do comandante do CMA
(Comando Militar da Amazônia), general de Exército Theophilo Gaspar, falando
desde o Estado de Roraima onde se encontra em missão.
A
seguir, a comunidade passou às dependências daquele quartel, para apreciar a
exposição de armas e outros recursos bélicos e visita as instalações do NPOR.
Veio,
então, o momento mais exigido dos “cabeças brancas”, ao menos da metade. Foi o momento da formatura no pátio externo,
com tudo que manda o regulamento: entrega de medalhas, salientando-se a que
premiou post mortem o aluno nº 1 da
turma de 1944, Roderick Castelo Branco (lembrado professor dedicado do Colégio
Estadual e eficiente filatelista). A comenda foi recebida pelo filho do
homenageado -- Rodemark Castelo Branco.
Ainda
tivemos (pertenço a turma de 1966), entrega de medalha do Centenário do BIS; a
palavra entusiasmada do representante dos oficiais da reserva; a do general
Poty, chefe do Estado-Maior do CMA; o canto da Canção da Infantaria e, ufa, às
11 horas da matina, em plena canícula, o desfile da tropa. Entre mortos e
feridos, todos chegaram ao destino.
No
meio do dia, encerrando o Encontro, foi sérvio o almoço na Toca da Onça.
A
ocasião serviu para múltiplos acertos, como a comemoração do cinquentenário da
turma Ajuricaba, que vai festejar seu
cinquentenário em março próximo. Serviu ainda para reafirmar que o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva nos une em prol da Amazônia.
Selva!!!
![]() |
| Registro da solenidade. |
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27 BC,
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Comando Militar da Amazônia,
Coronel Mael Sá,
Coronel Paulo Vital,
NPOR,
Osorio Fonseca,
Roberto Mendonça,
Selva
domingo, maio 24, 2015
DESFILE DE SETE DE SETEMBRO
Em 1963, ainda na avenida Eduardo Ribeiro, com o palanque instalado no cruzamento da rua José Clemente, ao lado do Tribunal de Justiça, ocorreu o desfile de Sete de Setembro. Era governador do Estado, Plínio Ramos Coelho, que presidiu seu último Dia da Pátria, pois foi cassado no ano seguinte.
Curioso é o aproveitamento do asfalto para a propaganda política. Pode se ler o anúncio do deputado Paulo Nery, bem em frente ao palanque.
A primeira foto mostra a Banda de Música, enquanto, na segunda, vê-se o comando da tropa da Polícia Militar do Amazonas.
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Comando Militar da Amazônia,
Paulo Pinto Nery,
Plinio Coelho,
Policia Militar do Amazonas,
Tribunal de Justiça do Amazonas
domingo, março 10, 2013
NPOR – TURMA 1966
| Foto oficial com alunos, comandantes e auxiliares, em frente ao comando do 1º BIS |
É praxe militar dar números aos
integrantes de curso; assim foi efetivado com a turma do NPOR da II Guerra. Em
decorrência dessa providência, os componentes do novo curso também foram designados
por números e na ordem alfabética, começando pelo Al (aluno)101 Amilcar da
Silva Ferreira. Porque me chamo Manoel Roberto, tomei o número 111. Já o Renato
de Azevedo Tribuzy, doutor em Matemática da Ufam, respondia pelo número 113.
Da turma pioneira, três concludentes
passaram pela Polícia Militar do Amazonas. Nessa ordem: Omar Gomes da Silveira, que foi
incluído como tenente em fevereiro de 1947. Quando tenente-coronel, Omar
assumiu o comando-geral da Força Policial (de novembro 1967 a março 1968), no
interregno entre oficiais do Exército, como era praxe no Governo Militar. Depois veio Alcimar Guimarães Pinheiro, falecido
coronel. Incluído na corporação em Bastante conhecido no bairro da Praça 14 e
no Palácio Rio Negro, aonde serviu na Casa Militar dos governadores Arthur Reis
e Danilo Areosa. Graduou-se em 1961 na Faculdade de Direito do Amazonas.
O terceiro foi Francisco de Assis
Albuquerque Peixoto, na condição de coronel comandante da Polícia Militar,
nomeado pelo governador Gilberto Mestrinho, em 1959. Tornou-se o último paisano
a dirigir esta instituição militar. Já postei algumas informações sobre o
comando do coronel Assis Peixoto, especialmente ressaltando a reforma e o embelezamento
que empreendeu no quartel da Praça da Polícia. Cabe-lhe a primazia de matricular
três alunos na Escola de Formação de Oficiais da Guanabara, constituindo a
primeira turma. Seu comando durou até 1963.
A turma que hoje completa 47 anos de conclusão do NPOR,
apesar do pequeno número de concludentes, nunca mais se encontrou. Semana
passada, ensaiei com outro colega um movimento para que isso ocorresse. Não ocorreu.
Talvez o cinquentenário, que se aproxima, seja a última oportunidade.
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Comando Militar da Amazônia,
Coronel Amilcar Ferreira,
Coronel Ilmar Faria,
Odaci Okada,
Osorio Fonseca,
Renato Tribuzy,
Roberto Mendonça,
Ruy Freire
sábado, março 09, 2013
NAVEGANDO PELO RIO SOLIMÕES, DE CAIAQUE
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| Coronel Hiram Reis |
Para homenagear ao chefe da expedição pelo rio Juruá, coronel da reserva do Exército Hiram Reis, reproduzo dele sua penúltima postagem, que narra a etapa vencida entre as cidades de Codajás e Anamã, no rio Solimões.
Com chegada marcada para a tarde deste domingo, 10 de março, a expedição encerra seus trabalhos de campo. É preciso destacar que este trabalho foi realizado em embarcação exótica para a dimensão de nossos rios, de caiaque, cobrindo vasta extensão do rio Juruá e parte do rio Solimões. Trabalho extenuante, que somente a dedicação e o empenho e a brasilidade de Hiram Reis e seus parceiros de luta poderiam vencer.
Selva,
camaradas, até o próximo desafio.
Codajás – Anamã (*)
Ao passar
pela Boca do Purus, minha memória, madrugando no passado, recolheu, no arquivo
ancestral, a imagem de dois ícones de nossa história, em outubro de 1905, navegando
no vapor Rio Branco, singrando este mesmo rio tendo como destino Manaus. José
Plácido de Castro tinha comandado o vitorioso Movimento Revolucionário Acreano,
que resultou na incorporação das terras “ditas” bolivianas ao Brasil.
Euclides
da Cunha chefiara a Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus, cuja
missão era mapear o rio Purus desde a foz, no Solimões, até suas cabeceiras,
definindo as fronteiras do país com a Bolívia e o Peru.
Novamente
os cordiais Policiais Militares nos apoiaram na hora da partida. Quando chegamos
ao flutuante do “Pisca”, ele já estava a postos para que pudéssemos
carregar na lancha “Mirandinha”, o material que ficara sob seus
cuidados.
Eu
havia visitado Codajás, pela primeira vez em janeiro de 2009, na minha descida
pelo Solimões. Deixamos para trás mais uma amazônica cidade que regrediu consideravelmente
nos serviços prestados à comunidade, apresentando uma triste realidade que
parece ser a tônica das cidades do rio Solimões pelas quais passamos, ao contrário
do que observamos no Juruá.
Partida
para Anamã (05.03.2013)
Deixamos
o cabo Mário para trás arrumando os badulaques na lancha Mirandinha e iniciamos nossa jornada. A noite emprestava à paisagem
um toque de magia e mistério, eu me orientava pela claridade da cidade que
ainda dormitava preguiçosamente e pelas luzes das embarcações que desciam
placidamente o formidável rio. Os primeiros raios solares só surgiram no
horizonte, depois de termos remado hora e meia, matizando as diáfanas nuvens.
Ao
raiar do dia cruzamos por uma embarcação da Marinha do Brasil, a P20, que
realizava manobras na área. O dia transcorreu sem grandes alterações, o calor
era insuportável e foi necessário reabastecer nossos cantis por três vezes.
Antes de entrarmos em um furo que conduzia à cidade de Anamã, solicitei ao Mário
que fizesse algumas tomadas da Boca do lendário rio Purus. Como em 2009,
cruzamos pelas enormes alfaces d’água (pistia
stratiotes) de mais de 50 cm de diâmetro, do Purus.
O
Furo, indicado ao Mário por um ribeirinho, diminuía consideravelmente a distância
até Anamã e por ele enveredamos. As águas do Solimões penetravam velozmente
pelo furo e chegando ao lago já tinham empurrado as águas negras mais para o
interior tingindo-o totalmente com suas águas leitosas. Depois de remarmos uns
dez minutos, avistamos a cidade das originais e multicoloridas casas de madeira,
ao fundo, e picamos a voga para atingi-la.
Fomos
direto para o Porto de Anamã, que por sinal encontra-se em péssimo estado de
conservação. Guardamos nossos materiais em um flutuante da Prefeitura, sob
custódia do Vovô, e contatamos o cabo PM Evandro Carreira, já orientado
pelo seu comandante, Major PM Michel, que nos levou até o hotel e às dezenove
horas até o restaurante do Soldado, que a Prefeitura havia-nos
igualmente franqueado.
Anamã
e a Enchente de 2012
Para saber mais, consulte
A
maioria das casas de Anamã é de madeira e sua arquitetura requintada, riqueza
de detalhes e pinturas vivas chamam a atenção de quem a visita. Os marceneiros
locais são muito hábeis e os acabamentos são originais raramente repetidos em
outra construção. A marca das águas nas paredes das residências não deixa
dúvidas do estado de calamidade que assolou a pequena Anamã. Verificamos muitas
obras sendo executadas e esperamos que o pico da cheia que se avizinha não venha
a causar mais transtorno aos moradores.
O
lendário rio Purus
Pelo
Purus havia passado alguns desbravadores em busca do conhecimento e da fortuna,
muitos em busca da simples sobrevivência, idealistas buscando estender nossas
fronteiras pela força do direito, e guerreiros tentando fazê-lo pelo direito da
força. O Purus não é apenas um rio, mas um protagonista que, junto com homens
de valor, gravou belas páginas na história da nossa nação.
Homens
que enfrentaram o desconhecido, que subjugaram a mata, que a analisaram,
estudaram, mas, também homens que tiveram suas vidas arrebatadas pela força da
natureza e cujos destinos foram manipulados inexoravelmente pelas titânicas
energias telúricas.
O
Purus merece nosso respeito pelo que foi, pelo que é e pelas contraditórias
passagens levadas a efeito na sua calha. Um rio patriota, que guarda nas suas
águas as imagens imaculadas de um Plácido de Castro e de um Euclides da Cunha.
Um rio de ambição e sem consciência, que reflete as carrancas dos ambiciosos
seringalistas que escravizaram os seringueiros nordestinos e suas famílias.
O
Purus pré-histórico é tudo isso e muito mais. Nas suas calhas, foram
descobertos os restos de gigantescos animais, como o “Purusaurus
brasiliensis” de 15 a 20 metros de comprimento, que dominava as águas no lago
Pebas. O purusaurus viveu de 5 a 6
milhões de anos atrás e provavelmente foi o maior dos crocodilianos gigantes
extintos.Nosso preito de respeito a esta artéria viva da nacionalidade brasileira que reflete, nas suas águas, a pujança de uma raça do porvir, alicerçada no invulgar passado, mas com os corações e mentes voltados para o futuro.
Encerramento
dos trabalhos de campo da Expedição
GBM
Convidamos
aos amigos que acompanharam fielmente nossa jornada cívica a comemorar nossa chegada às 15 horas, de 10
de março de 2013, no porto do Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia.
Participe e\ou convide seus amigos a fazer parte da escolta fluvial no Rio
Negro ou do congraçamento nas instalações do CECMA.
(*) Hiram Reis e Silva, Manacapuru (AM), 07 de
março de 2013
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