CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

19 de novembro de 2012

PONTA NEGRA E SUA VILÃ: A PMM

Jornal A Crítica, de hoje
A manchete de A Crítica, de hoje, traz duas figuras estapafúrdias: a do prefeito interino, circunstancial, passeando na praia da Ponta Negra de bug ou triciclo; a segunda, de que a bebida alcoólica é a causa superior das mortes na praia da Ponta Negra. Antes do prefeito, foi o vereador Waldemir José, com sua exuberante forma física, que examinou a mesma causa, circulando pela praia. Também não disse para que foi lá. Calou-se.

Prefeito interino Massami Miki, desce de triciclo na
Praia da Ponta Negra, Manaus. A Crítica, hoje
As autoridades devem chamar “o sindico”: o CREA. Este órgão tem capacidade para notificar, deliberar se o trabalho de engenharia realizado na praia coaduna-se com os cânones modernos. Em suma: se a obra foi bem realizada. Mas, este órgão até agora não se manifestou, vi apenas a Política com suas exigências de votos. Explico.

Antes de explicar, quero lembrar que a mesma engenharia aplicada no rio Preto da Eva, teve inicialmente o mesmo resultado, mortes não apuradas.

Quando o Corpo de Bombeiros ampliou o seu efetivo, colocou barcos, cordas, caiaques e outros recursos mais, porque se dizia que a ele cabia salvaguardar os banhistas,  o resultado foi de mais mortes. Os salva-vidas estão isentos de culpa.

Então, os Bombeiros, cientes do problema na construção do balneário, impuseram o fechamento da praia. A PMM aceitou. Mas, em menos de um mês, decidiu, contra a opinião dos Bombeiros, e apenas para agradar os eleitores de outubro, escancarar a praia. Resultado: mais mortes.Porque quando o Ministério Público apareceu depois da 12ª vitima, pensei que, agora sim, a verdade virá à tona. Qual nada, submergiu com uma facilidade.

Portanto, chame “o síndico”, senhor Massami, o CREA tem obrigação de esclarecer aos manauenses as condições de sua praia. E mais, senhor Massami, gostaria de saber o nome da empresa que realizou essa obra. A da praia permanente. Sim, será “permanente” lembrada pelo número de afogamentos.

Agora, lascar a culpa nos bebuns, é falta de juízo, afinal, quantas crianças morreram? Ou será que as mesmas também estavam alcoolizadas?

Tem mais para ser dito, mas acabou o tempo.