CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

27 de setembro de 2010

Eleições amazonenses 1950

Algumas décadas depois do ciclo da borracha, Manaus vivia cercado de uma pobreza extrema, "para encurtar a conversa", sequer havia energia elétrica. Havia sim, energia produzida pelo "motor de luz" do Porto e distribuida pelo "cabo C", que apenas distinguidos cidadãos privilegiavam. E tristemente candidata a "porto de lenha". 

O Jornal, no dia das eleições, convoca os eleitores

Sob esse panorama encerrava-se o mandato do governador Leopoldo Neves, ou, simplesmente Pudico. Aliás, este já renunciara ao cargo para se inscrever ao Senado nas eleições de 3 de outubro de 1950. Como deve ocorrer no final de semana, 60 anos depois!
Dois partidos seguiam dominando a cena política: Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN). Mas, outras siglas já prosperavam no País, destacando-se o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
O Jornal. Manaus,
3 outubro 1950

Outra questão influiu nas eleições regionais. Dizia respeito à presença de Getúlio Vargas, de volta ao poder executivo nacional. Envolvido pelo movimento do "queremismo", Vargas atropelou seus concorrentes. Sua vitória estendeu o mesmo efeito para antigos correligionários.


O Jornal. Manaus, 1º outubro 1950

No Amazonas, os dirigentes do PSD não se entenderam e, devido ao "racha", foram à disputa dos votos. Dessa maneira, restou para governador, pelo PSD, Álvaro Maia, e pela união UDN-PTB, Severiano Nunes.

Venceu o pleito o ex-interventor federal, também poeta e prosador, Álvaro Maia. A posse do novo governante ocorreu em 31 de janeiro de 1951.

O Jornal. Manaus, 4 outubro 1950
Resultado parcial em O Jornal. Manaus, 24 outubro 1950