CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

30 de setembro de 2010

A Academia não escolheu Roberto Mendonça

A Academia Amazonense de Letras escolheu, sim, ao eminente político Almino Affonso, 81a, para a cadeira 15, de Graça Aranha, vaga do finado escritor e doutor acadêmico Narciso Lobo. Lobo morreu em julho de 2009.

Almino Affonso, no IGHA, 2003
Como amplamente divulgado, a reunião ocorreu ao final da tarde de ontem, com expressiva maioria de seus membros, aliada ao número de votos recolhidos entre os assoaciados. Ao todo, foram 28 votos.

Não foi dessa vez!, consolou-me o amigo Zemaria Pinto. Bem que eu me esforçei, porém, a minha ousadia foi exemplarmente castigada. Obtive 21%, ou melhor, "expressivos" seis votos.
Tamanha sova me permite sugerir que, deveria ser motivo de impedimento um anêmico escrivinhador de província desafiar a um "amazonense vitorioso fora", além de reverenciado pelos acadêmicos amazonenses. Hoje, ao abrir A Crítica, encontrei uma "notinhazinha" no colunista social. Mestre Almino Affonso, parabéns, o senhor merece ser nome de município, de rodovia, e de imensa avenida.

Estou contente por ter combatido "o bom combate". O apóstolo, de certo, vai me permitir perseverar no ideal. 

Não foram poucos os amigos, em especial aqueles que têm a cabeça no lugar, que me sugeriram o recúo. Como já havia realizado essa manobra na eleição do historiador Abrahim Baze, não entendia ser acertado este movimento. argumentava que, disputando com o ex-ministro do Trabalho e ex-vicegovernador de São Paulo, qualquer resultado me seria vantajoso. Se perdesse, como ocorreu, teria sido para o doutor Almino Afonso e, ao contrário, teria vencido do notável e douto Al-mi-no...

Agradeço àqueles que me sufragaram na urna acadêmica. Como foram poucos, pouquíssimos, posso escrever pouco e errar menos. A turma do "Chá do Armando": Almir Diniz, Zemaria Pinto e Armando de Menezes, que concretamente me estimularam, conduziram e votaram. 
Mais dois sufrágios: o do doutor Antonio Loureiro que, com seu voto vingativo, me ensinou a confiar. O do poeta Luiz Bacellar, por me permitir inquietá-lo com meus disparates. O sexto voto saiu de uma cuia de tantas promessas; dessa maneira, devido sua sacralidade, dorme comigo.
R. Mendonça, 2010

Prometo aos simpatizantes (aqueles a quem só é permitido torcer), não arrefecer. No entanto, devo cumprir os preceitos traçados por um doutor acadêmico, quando o procurei em busca de "luzes".
Enfim, cantarolando com o poeta suburbano: Por que não eu? Por que não eu?