CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

12 de setembro de 2010

Incêndio da Orquideas Modas

Orquídeas Modas
Na Praça da Polícia existia uma loja de moda feminina, frequentada pela grafinagem de Manaus nos anos 1960. Denominada de Orquídeas Modas, a loja estava situada entre o Mocambo, um arremedo de lanchonete, e a residência da família Grosso, quase na esquina da rua Dr. Moreira.
Sua proprietária, dona Anita Pereira, dirigia o estabelecimento junto com seu filho Fernando Pereira. 
Ao meio-dia de 10 de setembro de 1970, o fogo tomou conta da loja. Os Bombeiros, que estavam aquartelados na avenida Sete de Setembro, logo chegaram ao local. Descreve o Jornal do Commércio, de 11 de setembro, que os bombeiros acorreram com a única viatura disponível - o Auto Bomba Tanque nº 2, no popular, alcunhado de carro pipa. Atacaram o fogo, mas encerrada a carga do ABT, tiveram que se deslocar ao Parque Dez (balneário) para o reabastecimento. Tempo de espera: 40 minutos.
Os bombeiros, que pertenciam ao município de Manaus, passavam por reestruturação sob o comando do tenente Nicanor Silva, mas ainda não dispunham de equipamentos com recursos necessários ao combate de incêndio mais grave. Por isso, o mesmo jornal criticou mais essa desastrada atuação. Menos de três anos depois, a obrigação de combater o fogo passou para a esfera da Polícia Militar.

Policiais militares cooperam na proteção ao patrimônio

A proximidade do Quartel da Praça da Polícia permitiu que os policiais colaborassem, retirando do prédio sinistrado e dos ameaçados pelo fogo os móveis e utensílios possíveis. Também colaboraram na proteção desse patrimônio, como se observa nas fotos expostas. Obviamente, os comandados da PM foram contemplados com elogios.

Bombeiros atuam na Orquídeas, à esq. desta, o Mocambo
Mesmo local, 40 anos depois 

A demora do transporte de água e a fragilidade dos Bombeiros contribuiram para a expansão do desastre. A Orquídeas voltou a funcionar, mas hoje no endereço funciona uma loja de comércio, ao lado do restaurante .
Jornal do Commercio. Manaus, 11 setembro 1970