CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

6 de setembro de 2010

Bandeira do Amazonas

Bandeira existente no
Parque Jefferson Péres
Um pouco mais sobre a "Bandeira do Amazonas: um símbolo quase desconhecido", de Evaldo Ferreira, no Em Tempo, de ontem.
De fato, não se conhece o idealizador da bandeira. Também é duvidosa a afirmação de que a tropa amazonense contra Canudos tenha conduzido a bandeira amazonense. São conhecidas apenas os dois exemplares da bandeira nacional participantes de desse conflito. Elas estão no Palacete provincial. 
A bandeira, como a conhecemos, certamente, existia. Tanto que em 1958, o casal Makk a coloca nas mãos dos combatentes de Canudos, em uma alegoria existente na entrada do Palacete.
No governo de Danilo Areosa (1967-1971) ocorreu a  primeira movimentação em redor da regulamentação dos símbolos estaduais. A bandeira, então, recebeu os primeiros cuidados. Quem conta é o poeta Luiz Bacellar.

Jornal do Commercio. Manaus, 25 setembro 1970

Bacellar conta que o governador Areosa encomendou ao Conselho de Cultura um estudo sobre a Bandeira do Amazonas. A existente era alvo de chacota, pela semelhança com a bandeira americana. Havia a possibilidade de substituição, mas, tal não aconteceu. A bandeira segue o padrão existente, e tudo que o Estado realizou neste sentido foi legalizar o estandarte.
Bacellar - poeta e heraldista - estudioso do assunto, apresentou uma nova bandeira. Na mesma dimensão da anterior, porém, "em fundo verde com uma faixa ondulada branca no meio, ladeada por 44 estrelas, representando os municípios". A bandeira não foi exposta pelo matutino, apenas as armas.

As armas do Estado imaginadas pelo poeta Luiz Bacellar,
mostradas no Jornal do Commercio, 25 setembro 1970
Acentua o jornal, que uma ala conservadora preferia o modelo do pavilhão levado a Canudos, o qual, todavia, não encontra representação no museu da corporação. Por tudo isso, o debate continua...