CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

1 de junho de 2010

Deu em O JORNAL

Para recordar dois eventos que preencheram o dia 1º de junho de 1960. O primeiro, a visita de Maysa (ex-Matarazzo, como sublinhava o periódico), que cantou no cinema Politeama, no início da noite, e no Atlético Rio Negro Clube, para a elite da cidade.
Apesar de precária, a foto de O Jornal (2.6.1960) permite observar que a cantora Maysa já não possuía as formas que encantaram o industrial Matarazzo. Devo lembrar que a Rede Globo realizou uma minisérie sobre a saudosa Maysa.



A segunda nota diz respeito a inauguração da escola de datilografia Olivetti, com máquinas dessa marca. Isso mesmo, de datilografia! Bom lembrar que, naquele tempo, era essa o engenho que dominava os escritórios e escolas. Os concursos públicos, como hoje ocorre com a digitação, exigiam dos candidatos certificado e um determinado número de toques. Daí as escolas de datilografia.
O Jornal, 2 junho 1960
A escola Olivetti pertencia ao ex-vereador (depois governador) Rafael Faraco, e estava situada à rua Luiz Antony, 379. Ao evento compareceram Dom João de Souza Lima, arcebispo do Amazonas; o empresário Emídio Vaz de Oliveira, representante da Olivetti; o deputado Arlindo Porto; o doutor Bernardo Cabral, chefe da Casa Civil do Governador Gilberto Mestrinho, que cortou a fita simbólica (foto), e o tenente PM Nathan Lamego de Oliveira, ajudante de ordens do governador.

Na ordem, Rafael Faraco, tenente Nathan, Arlindo Porto,
Dom João de Souza, Bernardo Cabral, Emídio Vaz de Oliveira e
o cônsul da Itália. O Jornal. Manaus, 2 junho 1960

Rafael Faraco nasceu em Parintins (AM) e foi eleito deputado estadual. Quando na presidência da Assembleia Legislativa, assumiu o governo do Estado em substituição temporária ao Governador Danilo Areosa (1967-1971).