CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

15 de junho de 2010

Luiz Bacellar, o poeta

Em junho de 1970, o Jornal do Commercio inaugurou seu sistema de impressão em offset. De fato, o matutino de Epaminondas Barauna renovou sua apresentação. Dava gosto ler o jornal e, especialmente, ver as fotos. Sem comparação com as publicadas hoje no jornal de "maior circulação". Algumas já revelei neste espaço. 

Aos domingos, circulava com uma página literária, de responsabilidade da União Brasileira de Escritores (UBE), seção local. Reproduzo uma dessas páginas (14 agosto 1970), homenageando o poeta Luiz Bacellar.

Quem roubou a Frauta de Barro do poeta Bacellar que ele ganhou em um dia de Sol de Feira




O poeta achou um dia
Bem no fundo de um surrão
Um frio tubo de argila
E foi feliz desde então.
E mesmo que toda a gente
Fique rindo, duvidando
Das estórias que narra,
Luis Franco de Sá Bacellar
O poeta da cidade de Manaus
Continua a marcha
Toscamente improvisando
Na sua Frauta de Barro
O canto verde conciso
Das frutas de Sol de Feira.

O texto pertence ao saudoso poeta Anibal Beça.