CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

2 de novembro de 2011

Dia dos Finados

Anjo azul
Anjo dourado

Quebrei uma tradição pessoal: não compareci hoje aos cemitérios para a reverência aos meus mortos. Falei em cemitérios, porque tenho finados em pelo menos três locais. Mas, não sei que motivos me bloquearam.

Aproveitei o retiro para recordar certa atividade que empreendi já são passados dois prefeitos. Explico: antes do governo de Serafim Corrêa, frequentei o cemitério São João Batista, com o intuito de efetuar um levantamento de seu patrimônio. Sua riqueza de vários aspectos.
Ademais, fotografei as sepulturas mais distintas e as mais estranhas. Estranhas por motivos como lápide com epitáfio em versos; em idiomas diversos. Reproduzi as fotos existentes. Revi os mortos do cemitério São José, transferidos para o São João.

Detalhe da porta da capela do cemitério São João

Acompanhei a restauração da capela do patrono. Na época, arrematava o trabalho sobre o prefeito-comandante Adolpho Lisboa. E foi da porta da capela que saquei o título do livro – Administração do coronel Lisboa, afinal premiado pela extinta Concultura, do saudoso Anibal Beça.
Capela e o cruzeiro
Detalhe gótico da capela

Ainda da pesquisa do cemitério guardei vasto material, que espero breve publicá-lo. Apesar de não ter concluído o trabalho, pois havia olhos vivos que me espreitavam. Mais uma explicação: há um comércio estranho e, diria, criminoso dentro do campo santo.

Não era meu intento, mas ouvi e vi alguns adornos trocando de lugares. A venda descarada de placas, fabricadas no interior do cemitério. A venda de sepulturas abandonadas. A invasão destas. Confesso que me assustei. Busquei apoio da prefeitura e, como não consegui, abandonei a empreitada.
Neste Dia dos Finados, em homenagem aos meus mortos, revi este material, e com ele ilustro esta postagem.