CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

8 de novembro de 2011

1º Batalhão em Petrópolis: 40 anos (3/4)



Em 1976 (29 jun.), assume o comando do 1º BPM o tenente-coronel Pedro Rodrigues Lustosa, no dia de São Pedro e de seu natalício. As necessidades de policiamento e o crescimento econômico do Estado, com o comércio da Zona Franca e, posteriormente, do Distrito Industrial, levam os governos a atender melhor a Polícia Militar. Não se pode desmerecer nesse aspecto a força do regime militar.
Quartel do 1º BPM, em Manaus, c1975
 O bairro de Petrópolis continuava reclamando socorro público. Instalado em um terreno deveras acidentado, como se pode observar ainda em nossos dias, o avanço se fazia sob medida. Mas, afinal a presença deste quartel foi importante para a prosperidade do bairro.
Tropa do 1º BPM, em Manaus, c1975
 Após o comando do tenente-coronel Pedro Lustosa vieram, pela ordem, os tenentes-coronéis Amilcar da Silva Ferreira (1979-81), Ruy Freire de Carvalho (1981-82) Ilmar dos Santos Faria (1982-83). Estávamos, então, dando os primeiros passos para a redemocratização do País. Em 1982, foi eleito o governador Gilberto Mestrinho, que assumiu no ano seguinte. Dois anos depois, com a substituição do presidente João Figueiredo, estava rematado o governo dos generais.
Coronel Amilcar  Ferreira
 A dimensão deste quartel permitiu seu uso para diversos fins. Quando a PMAM empreendeu esforços na formação de graduados e soldados, ao extinguir o Centro de Instrução Militar (CIM), foi no 1º BPM que ocorreu este trabalho. Pequenas unidades, como a Companhia de Guarda, foram acolhidas neste local. Ainda há dias passados conversávamos sobre o início do Canil, pois foi ali, com muita improvisação que os primeiros cachorros foram “incluídos”, foram que lá que eles aprenderam a “falar”.
Até 1990, quando passou pelo comando do 1º BPM o então major Moacir da Fonseca Carioca (cristão bem formado, não dispensava ajuda a quem o procurasse), comandaram o BPM os seguintes tenentes-coronéis: Mael Rodrigues de Sá (1983-84); Edson de Lima Matias (1984);Fausto Seffair Ventura (1984-85); Alfredo Assante Dias (1985); Edval Correa da Fonseca (1985); Odorico Alfaia Filho (1985-86); Antônio Ferreira Lima (1986); Edmilson da Silva Nascimento (1986-87); Edson de Lima Matias (1987-88); Raimundo Carlos Daniel Mar (1988-1990) e José Cabral Jafra (1990).
Fácil observar que não havia uma diretriz para o tempo do exercício de comando, alguns colegas passavam “uma chuva”, poucos meses. Como se esperar desses comandantes o estabelecimento de uma conduta? Na verdade, cumpria apenas os preceitos de praxe. Terá sido um reflexo da mudança de governo, do governo democrático que se estabelecia?
Alfredo Assante; Ilmar Faria; Fausto Ventura e Fernando Andrade (acima) Encarnação; Mael Sá; Carioca e Castelo Branco (da esq. para dir.)


Ressaltada mudança ocorreu em abril de 1997 quando, por exigência do melhor policiamento da cidade, o batalhão tomou a denominação de Batalhão de Polícia de Rádio Patrulha, sob o comando do tenente-coronel Fernando Antônio Andrade de Oliveira. Este, seis meses depois passou a direção ao então major Wilson Martins de Araújo que, tal qual o antecessor, permaneceu outros seis meses a frente do quartel. Na sequência, transferiu o comando ao tenente-coronel James Pedrosa Castelo Branco, que permaneceu “longo período” (dois anos), até 1999.

Em 2002, o 1º BPM foi “invadido”, ocupado pelo comando da corporação, que se fazia escoltar por diversos órgãos. Com esse procedimento, o comando-geral da PMAM ocupava o espaço que lhe fora destinado passado mais de trinta anos. Mas, a costumeira designação de 1º Batalhão perdurou por algum tempo, mesmo quando, em 2007, esta Organização Policial Militar (OPM) foi desativada ou extinta. (segue)