CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

6 de maio de 2011

CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS (XXIi)

Portão das armas do Corpo de Bombeiros
Prosseguiu a instalação de postos avançados, no Corpo de Bombeiros. Competiu ao comandante Ruy Freire (1982-84) aproveitar o quartel da Polícia Rodoviária (hoje dos Bombeiros), existente no entroncamento de Flores, ou seja, no cruzamento da av. Constantino Nery com a rua Recife, local complicado, que sujeitava os policiais de trânsito a engenhosas manobras a fim de disciplinar o fluxo de trânsito, para o novo ponto.

Quase tudo desapareceu com a construção do complexo viário de Flores, como o restaurante “Canto do Galeto” (atualmente o Terminal Rodoviário Municipal) assim como, para nostalgia dos notívagos, o bordel Lá Hoje (ocupado pela subestação da Amazonas Energia).

Este Posto foi implantado em 1º de fevereiro de 1983, obrigando-se a atender inúmeros bairros e conjuntos habitacionais (no livro competente, a relação vai de a. Parque das Laranjeiras a w. Ponta Negra). As viaturas de bombeiros já eram poucas, por isso, o posto alojava somente um APQ e um ABT (Auto Bomba Tanque) e 22 bombeiros, no regime de serviço 24x24 (um dia de serviço, outro de folga).

Terminal Rodoviário, em construção.
Jornal do Commercio, 3 jul. 1980
Com o desaparecimento da Polícia Rodoviária, em nossos dias o aquartelamento abriga o Batalhão de Bombeiros Especiais (BBE), transferido da Manaus Moderna, em 2009.

Vista aérea do Porto de Manaus
No mesmo ano de 1983 surgiu mais um espaço, na Portobras (Empresa de Portos do Brasil S/A, criada em 1975 e extinta em 1990). Acolá, o Corpo instalou em 17 de agosto novo Posto Avançado para atender ao centro da Cidade, sob a direção do tenente Geraldo Augustinho.



Segundo registro, os limites para o atendimento estavam circunscritos à rua Leonardo Malcher, bairro de Aparecida até a rua Jonathas Pedrosa, ao norte; ao sul, o bairro de Educandos, passando pela ponte cônego Antonio Plácido, pelo Porto, para fechar o limite no início da rua Leonardo Malcher.
Estava equipado com quatro viaturas (Auto Pó Químico, Auto Bomba Tanque, Auto Escada Mecânica e Auto Salvamento Terrestre) e compunha-se de 24 bombeiros, trabalhando no regime de 24x24h.

Foi de muita valia aos bombeiros esta estação, ao encurtar o tempo para acudir as “chamadas” na área central de Manaus, e ali permaneceu enquanto o Porto de Manaus subordinava-se ao Governo Federal. Tão logo houve mudanças políticas, provavelmente em 1995, o posto desapareceu.