CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

14 de maio de 2011

A morte em A Crítica

Duas notícias na edição de hoje sobre o mesmo tema – a morte – espantam. Uma anuncia a missa de ação de graças pela morte de funcionários da Secretaria de Educação, acontecida ano passado. Certamente não foi com essa intenção que o vigário da Catedral de Manaus, onde ocorreu o ato religioso, rezou.

 A Crítica. Manaus, 14 maio 2011
Ação de graças, agradecimento pela morte de pessoas de bem, vitimadas em desastre de avião, não. Ao menos se fosse para o cara que passou para o outro “laden”... Assim, a missa foi mesmo para lembrar, recordar o primeiro ano de falecimento da ex-secretária de Educação, Cintia Regis do Livramento, e seus assistentes.


A outra nota vem da diretora geral do Detran, Monica Mello, que se orgulha de ter afixado um totem com todos os recursos da tecnologia para indicar o número de mortos! de trânsito no País. O totem da morte mereceu elogio de deste jornal, veja a coluna Sim & Não.
Jornal A Crítica. Manaus, hoje
Não seria interessante, doutora Monica, mais humano indicar o número de fiscais do trânsito, em condições de evitar os desastres, evitando assim essa estatística mortuária que envergonha o País? Ao invés de indicar os mortos, indique os vivos que fiscalizam nossos carros, para que a gente não veja “cacarecos” circulando; carros estacionados e transitando como bem entendem, na contramão, em fila dupla, e bote etc. nisso.


Breve, teremos mais totens, para destacar entre estados os mais e os menos matadores.