CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

16 de maio de 2011

Abastecimento de água em Manaus

A partir de hoje, um pouco da evolução desse serviço. O problema é obvio data do período provincial. Até então a água era “distribuída” pelos aguadeiros, que recolhiam dos mananciais da cidade. Mas, a água dos igarapés tinha todo tipo de serventia, inclusive para banho de pessoas e animais.

Pensando na melhoria da captação e distribuição de água, as primeiras medidas são tomadas na gestão do presidente José Lustosa da Cunha Paranaguá (1882-84). Consistiram em explorar as fontes dos igarapés do Mocó e da Castelhana.

Os técnicos da diretoria de Obras Públicas descartam as águas tanto de um quanto do outro igarapé, alegando a insuficiência para o abastecimento de Manaus. Voltam-se então para as fontes do igarapé da Cachoeirinha, mas estas também são inviabilizadas, devido a impureza causada pelo fenômeno das enchentes periódicas.
Represa da Cachoeira Grande (desaparecida) em funcionamento
Diante desse quadro, restavam as águas do igarapé da Cachoeira Grande (hoje descaracterizados, cachoeira e igarapé, sob a ponte velha de São Jorge), que se prestava para o abastecimento pelo volume considerável apresentado. Na época, avaliado em 80 milhões de litros/dia.
Reservatório da Castelhana, ainda existente,
na av Constantino Nery com Boulevar Amazonas
Iniciam-se os estudos para o aproveitamento deste manancial. Uma alternativa básica, afinal desenvolvida, era instalar máquinas para aproveitar a força da queda d´água, construir um reservatório no centro da cidade e deste, por encanamentos, para diversos pontos de Manaus. (segue)