CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

20 de maio de 2011

Abastecimento de água em Manaus (III)

Na época, para solucionar o lançamento de esgotos, duas opções chegaram ao governo: ou lançar em terreno distante da cidade ou no rio Negro. Era ideia racional, para sanear esgotos, utilizar as águas do rio. E rios eram abundantes em derredor de Manaus, podia até optar: o Amazonas ou o Negro.

Estação de tratamento de esgotos, hoje
Centro Cultural Chaminé, na
Manaus Moderna

Estudos empreendidos então concluíram que as águas do Negro eram as mais apropriadas, pelos fenômenos mecânicos, físicos, químicos e até biológicos que apresentava. E mais, pela qualidade dos terrenos que constituem tanto o leito quanto a margem do rio e, em especial, pela acidez das águas.

Diante desse relatório, assinado pelo Secretário dos Negócios do Interior, Francisco Públio Bittencourt, as águas do rio Negro foram “escaladas” para purificar os esgotos, os dejetos da cidade. Levando-se ainda em consideração a declividade natural, que auxiliava a construção de um escoador rio a dentro.

Somente em dezembro de 1906, no governo de Constantino Nery, o assunto tem definição. Para completar a modernidade de Manaus, que já dispunha de eletricidade, bondes, água, faltava um completo aparelho de esgotos.
Dirigentes da empresa encarregada

A construção foi entregue a Antonio Lavandeyra, o mesmo que construíra o Porto de Manaus. Para tanto, Lavandeyra organiza na Europa uma empresa para explorar os serviços. Encerrados, teria a concessão de 60 anos de exploração. (segue)