CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

27 de janeiro de 2011

Polícia Militar do Amazonas: cinquentenário IV

A quarta parte dessa retrospectiva, de autoria do saudoso J. B. Faria e Souza, publicado no Diário Oficial do Estado, em 3 de maio de 1926, prossegue descrevendo as atividades policiais até o embarque da tropa amazonense contra Canudos, em 1897.

Em 13 de janeiro de 1890, foi nomeado o 1° tenente de artilharia José Carlos da Silva Telles para exercer inteiramente o cargo de comandante do Batalhão de Polícia do Estado com a patente de tenente coronel. É ele hoje oficial superior reformado do nosso Exército. Foi comandante geral da Força Pública do Estado de S. Paulo e, durante muitos anos, dirigiu a Recebedoria de Rendas, em Santos.


A 21 de março, o Batalhão de Polícia mudou-se para o pavimento térreo do próprio do Estado, onde funcionava o Tesouro, sito à Praça 28 de Setembro, hoje da Constituição, [em nossos dias, Heliodoro Balbi] onde ainda se acha [afastado em 2002].
Em 1° de setembro, pelo decreto n° 57, foi aumentado o número de oficiais do Batalhão de Polícia e, pelo decreto n° 58, autorizado o comandante a organizar a 3ª companhia do respectivo batalhão.
Facsimile da assinatura do governador Ximeno de Villeroy
A 24 de outubro foi também autorizado a contratar 15 músicos e um mestre para exclusivamente ensaiar e comparecer completamente fardados em qualquer formatura e tocata que fosse determinado.
O batalhão foi dotado de uma bandeira [nacional ou estadual?] de seda, fornecida a pedido do respectivo comandante, pelos comerciantes M. J. da Costa e Silva & Cia., de Belém, e fabricada na Capital Federal.
Essa bandeira esteve por alguns dias exposta na loja Flora, do Sr. Bernardo Ramos, a rua Municipal, hoje avenida 7 de Setembro, onde está atualmente o belo estabelecimento Au Bon Marché.

A 6 de maio de 1891 foi nomeado o tenente do 36° batalhão de infantaria Raymundo de Amorim Figueira para comandar, em comissão, o Batalhão de Polícia. No mesmo ano, a 10 de setembro, foi dispensado, a pedido, do comandando o tenente Amorim Figueira.
Assumiu o comando o capitão João Francisco do Espírito Santo que, a 18 do mesmo mês, passou ao major Ismael César Paes Barreto.
Por ato de 26 de novembro foi nomeado o alferes do 36° batalhão João de Deus Moreira de Carvalho para servir, em comissão, o cargo de comandante.


Pelo decreto n° 15, de 5 de janeiro de 1892, a força pública do Estado ficou composta:
1. de um batalhão militar de polícia;
2.
de uma companhia de bombeiros;
3. 
de guardas locais nos municípios.

Pelo decreto n° 19, de 31 de maio, foi dado regulamento ao Batalhão Militar de Polícia, que ficou com quatro companhias e um piquete de cavalaria, montado por praças do mesmo batalhão.
Eduardo Ribeiro, governador
1892-1896

A 6 de agosto, foi aprovado o termo de contrato assinado pelo cidadão Cincinato Ferreira de Sousa para dirigir a Banda de Música do batalhão.

A 8 do mesmo mês, o major Raymundo Afonso de Carvalho assumiu o respectivo comando.
Em 1893, a 25 de agosto, a Força Pública do Estado foi fixada em 832 homens, inclusive os oficiais, distribuídos em um batalhão de infantaria, um esquadrão de cavalaria e um corpo de bombeiros. Foi criado o posto de coronel comandante geral.
O major Afonso de Carvalho, promovido a tenente coronel em 13 de outubro, continuou no comando do batalhão.
Por ato de 10 de agosto de 1894 foi exonerado Amorim Figueira do cargo de comandante geral da Força Pública.
Em 23 de julho de 1895, a força pública do Estado foi fixada em 963 homens, inclusive oficiais, distribuídos em um batalhão de infantaria, um esquadrão de cavalaria e um corpo de bombeiros. O comando do batalhão passou a ser dirigido por um coronel.

Para o exercício de 1896-97, a força pública foi fixada em 968 homens, inclusive os oficiais, distribuídos em um Regimento de dois batalhões de infantaria, um Corpo de Bombeiros e um piquete de cavalaria. Na força do Estado foi criado o lugar de médico com a graduação de capitão.

Por ato de 23 de julho, foi nomeado o capitão do Exército Pedro Henrique Cordeiro Junior para, em comissão, exercer o cargo de coronel comandante do Regimento. Assumiu o comando a 1° de agosto quando deixou o comando do batalhão o coronel Raymundo Afonso de Carvalho, que esteve, por mais de quatro anos, a frente das Forças do Estado.


Até essa época os batalhões se achavam armados a Comblain e o corpo de bombeiros à Winchester. A cargo do 1° batalhão de infantaria existia um parque de artilharia, que se compunha de três canhões de tiro rápido e quatro metralhadoras (Maxin).

A 13 de maio de 1897 foi inaugurado o quartel do Corpo de Bombeiros, à rua Joaquim Sarmento.

Quartel dos bombeiros, a rua Joaquim Sarmento (à dir.),
Teatro Amazonas (ao fundo)
Tomada atual, onde se encontra o supermercado DB

Outra visão do quartel dos Bombeiros, na rua Joaquim Sarmento,
ao fundo, a torre da Matriz
A 1° de março, foi novamente nomeado o tenente Raymundo de Amorim Figueira para, em comissão, exercer o cargo de comandante do batalhão.