CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

26 de janeiro de 2011

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS: CINQUENTENÁRIO (3)

Capitão Ferraz, autor da lei
que instala a PMAM, 1876
Esclareço que a foto postada pertence ao capitão Ferraz. Enquanto a data de 3 de maio de 1876 era festejada na PM do Amazonas, também o capitão recebia as homenagens, por sido o autor da lei que reinstalava a Guarda Policial. A mudança de data cassou-lhe a patente honorária da PM.
  
Pelo Regulamento n° 57, de 26 de agosto de 1887, a Guarda Policial passou a denominar-se Corpo Policial do Amazonas.

A Força Policial para o ano de 1888 foi fixada em 11 oficiais e 187 praças de pré, que formavam um corpo com duas companhias e era comandada por oficial com a graduação de major. Em 1889, ficou a mesma fixada para 1888: 11 oficiais e 187 praças de pré.

Foram comandantes da Polícia de 1876 a 1889:
Nome e data de posse

1. Severino Eusébio Cordeiro (2 maio 1876);
2. José Leonidio Guedes (14 ago. 1877;
3. Silvério José Nery, major ref. (19 fev. 1878);

4. Manoel Geraldo do Carmo Barros, tenente-coronel ref. (2 dez.1878);
5. João José de Aguiar (19 maio 1880);
6. João Manoel Dias (9 mar. 1882);
7.
Francisco Antonio Nepomuceno (19 jul. 1884);
8.
Miguel Victor de Andrade Figueira, capitão ref. (26 set. 1885);
9.
Antonio Tertuliano da Silva Melo, capitão EB (7 set. 1887);
10.
José Pereira da Rocha Filgueiras – (12 set. 1889).
Ao senhor major José Pereira da Rocha Filgueiras, comandante do Corpo Policial. Concedendo o governador deste Estado a exoneração que do cargo de comandante da Guarda Policial pedira o major Rocha Filgueiras, Sua Exa. dirigiu ao demissionário o ofício que transcrevemos a seguir:
Palácio do Governo. Manaus, 13 de janeiro de 1890.
Comunico-vos que, por ato desta data, ficastes exonerado a vosso pedido do cargo de comandante desse corpo, nomeado para substituir-vos o 1° tenente José Carlos da Silva Telles.
Apraz-me nessa ocasião louvar-vos e agradecer-vos o auxílio que prestastes a este Governo no exercício das funções de vosso cargo, apesar do precário estado de saúde.
Saúde e fraternidade

A. Ximeno de Villeroy


NA REPÚBLICA

Com a Proclamação da República o governador do Estado, usando das atribuições que lhe foram conferidas pelo parágrafo 8°, do Decreto n° 7, de 20 de novembro de 1889, em 13 de janeiro de 1890 dissolveu o Corpo Policial deste Estado e criou um Batalhão de Polícia. Os soldados do corpo dissolvido deveriam completar o tempo de serviço a que se obrigaram no Batalhão de Polícia, com direito aos respectivos prêmios.

Relação dos oficiais do Batalhão de Polícia, ago.1890,
assinado pelo tenente-coronel Silva Telles
O Batalhão de Polícia deveria reger-se pelo regulamento em vigor no exército, até que fosse publicado o regulamento próprio do batalhão. O soldo, etapa, gratificação dos oficiais, inferiores e praças do Batalhão de Polícia eram pagos de conformidade com esta tabela:
Categorias Soldo Etapa Gratificação. Total

1 Tenente coronel comando 180$000 120$000 100$00 400$000

1 Major fiscal 130$000 90$000 80$000 300$000

4 Capitães (cada um) 100$000 60$000 40$000 200$000

4 Tenentes (cada um) 70$000 60$000 40$000 170$000

4 Alferes (cada um) 60$000 60$000 30$000 150$000

1 Alferes secretário 60$000 60$000 30$000 150$000

1 Alferes ajudante 60$000 60$000 30$000 150$000

1 Alferes quartel-mestre 60$000 60$000 30$000 150$000

1 Sargento ajudante 55$000 3$000 16$000 100$000

1 Sargento quartel-mestre 55$000 30$000 15$000 190$000

4 1º Sargentos (cada um) 50$000 30$000 10$000 90$000

8 2º Sargentos (cada um) 45$000 30$000 10$000 85$000

4 Furriéis (cada um) 40$000 30$000 10$000 80$000

48 Cabos (cada um) 30$000 30$000 10$000 70$000

292 Soldados (cada um) 30$000 30$000 60$000
1 Mestre de música 45$000 30$000 10$000 85$000
1 Corneta mor 45$000 30$000 10$000 85$000
15 Músicos (cada um) 30$000 30$000 60$000
8 Cornetas (cada um) 30$000 30$000 60$000

Nessa mesma data, foi nomeado o 1° tenente de artilharia José Carlos da Silva Telles para exercer inteiramente o cargo de comandante do Batalhão de Polícia do Estado com a patente de tenente coronel. É ele hoje oficial superior reformado do nosso Exército. Foi comandante geral da Força Pública do Estado de S. Paulo e, durante muitos anos, dirigiu a Recebedoria de Rendas, em Santos.

Rua Lauro Cavalcanti com av. Getúlio Vargas, Manaus,
início do século XIX