CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

12 de outubro de 2012

Cervejaria Amazonense: centenário



Cervejaria Miranda Corrêa, foto anos 1940
Inaugurada nessa data em prédio construído no bairro de Aparecida, de propriedade da família Miranda Corrêa, ainda segue contemplando a cidade. Foi ali no barranco do igarapé de São Raimundo que surgiu o centenário edifício, hoje desativado. Apesar desse impacto, já contemplou algumas marcas da festiva bebida.
Seu fundador foi o engenheiro Luiz Maximino Miranda Corrêa, de família de Santarém (PA). Registra um conterrâneo deste empreendedor, que a Fábrica de Cerveja Paraense trabalhou politicamente para evitar semelhante indústria na Amazônia, que trouxesse competição.
Em 1909, os irmãos Miranda Corrêa, apoiados pelo deputado Raul de Azevedo, conseguem autorização para a implantação “de uma fábrica de cerveja, guaraná e outros refrigerantes, implícita a fabricação de gelo”. No mesmo ano foi lançada a pedra fundamental, à frente o industrial Antonino Corrêa. Morto este, prematuramente, Luiz Maximino assume a direção.
Rótulos de produtos da Cervejaria Amazonense

 
As duas guerras mundiais do século passado impõem diversos e duros abalos a essa indústria que, contudo, não a abateram. Funcionou esta, primeiro, com o fornecimento de gelo e de chope. Depois, com os refrigerantes e com a conhecida cerveja XPTO, que os apreciadores, os da terceira idade atual, apelidaram de Maroca. Resistiu às dificuldades costumeiras e ao desastre da borracha e suas consequências. Até que, já em principio da Zona Franca (1967) foi adquirida pelo fabricante da cerveja Astra, de Fortaleza (CE). E segue toda uma história que os jovens sabem em detalhes.
Para comemorar esta data, reproduzo rótulos e fotos deste altaneiro edifício, que segue ressalvando os empecilhos de nossas conquistas.
 
Prédio da cervejaria (à esq.) ainda existente no bairro de
Aparecida. No local, é  fabricada a cerveja Kaiser