CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

6 de agosto de 2012

Coronel da PM baleado

Jornal Agora, de hoje
Os jornais e tabloides da cidade de hoje foram unânimes: coronel Luís Gonzaga Júnior, da Polícia Militar, foi baleado. A despeito de que cada um dos matutinos descreveu o fato com variados retoques, que acabam por confundir o relato, a questão básica se mantém, o coronel Gonzaga reagiu ao assalto e foi ferido. É assustador. Afinal, se os responsáveis maiores pela segurança pública amazonense estão sendo derrotados, ou afrontados, como vamos, moradores desarmados! – nos sobrepor aos ataques da marginalidade?

Obviamente que o lamentoso fato permite várias leituras, no jargão acadêmico. Um deles: deve-se ou não reagir a um assalto? Para elucidar, lembro-me de duas opiniões.

Ainda semana passada, entrevistado em noticioso local, o coronel responsável pelo policiamento da Zona Norte, enfatizou que NUNCA se deve reagir. Que é mais adequado aceitar as imposições do marginal. Nesse sentido, ecoava a orientação da Rede Globo, cujo orientador de segurança preconiza o mesmo procedimento.

Para minha consternação, assisti ao jovem global “instruindo” os telespectadores, delineando o passo-a-passo diante de um ataque, em destaque, quando a vítima estivesse conduzindo veículo. Baixar a cabeça e sair de fininho era a melhor saída.

A questão não é bem assim. Como não reagir diante de um ataque, ainda mais se você for surpreendido? Se você estiver sozinho, sem maiores bens ou valores, é uma situação. Mas, se estiver presente a família, com crianças, não sei o que recomendar. Essas premissas devem ter levado o policial, o coronel Gonzaga, a reagir como autoridade armada.

Portanto, é preciso que a Polícia Militar do Amazonas, diante da presente tragédia, reveja seus ensinamentos internos, ou suas orientações ao “público externo”. Se é que tais ideias fazem parte em nossos dias da instrução policial.  

Enfim, quero desejar ao coronel Gonzaga sua melhor e mais pronta recuperação, estendendo tais votos aos seus familiares.