CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

1 de maio de 2012

PARQUE JEFFERSON PERES: A VINGANÇA (1)

Tenho elogiado a conservação deste espaço, pela segurança, pelo verde em todos os quadrantes, a limpeza, e mais ainda, pela ausência de cachorros e suas fezes, o horário de funcionamento e pela bandeira tremulante, mesmo que não haja vento.  

Parque Jefferson Péres, seu playground, com Secretaria de
Cultura ao fundo
Ao contrário, tenho mostrado minha insatisfação e denunciado a situação inversa existente no Parque Paulo Jacob (onde moro) que, pela conexão dos igarapés de Manaus e Bittencourt, tornam-se xipófagos. Somente parecem.

O tratamento dispensado a cada um diverge em decorrência do governo que o protege ou conserva.

O Parque JPéres interessa ao governo do Estado, encontra-se abrigado ao alcance da Secretaria de Cultura, cuja sede margina o parque, ainda que encoberta por imenso painel. O Parque desembargador Paulo Jacob permanece no limbo, a alçada é (ou deveria ser) da prefeitura de Manaus.  Mas, não cuidados.

Aqui começa o descuido e não sei onde termina. Não há respeito pelo coletivo e, sem qualquer fiscalização, tudo de proibitivo se pratica no seu perímetro.  É tanto descuido, que permitiu o assentamento de uma “colônia” de sem teto, sem família, movida a dígitos bebíveis  – 51, 61 e outros corotes da vida.

O colchão-troféu junto a ponte do Parque

No entanto, chegou o dia da vingança: um colchão abandonado (veja ilustração) no leito do igarapé do Bittencourt, que atravessa a avenida Sete de Setembro, acompanhando a rua Jonathas Pedrosa, e é um dos formadores do Parque JPéres. Este troféu, que reconheço não é muito original, madrugou. Está lá, ainda. Nada de criativo, pois já vi estes e outros utensílios domésticos de bubuia nas águas do igarapé, antes do Prosamim.

Apesar de todo o descaso e sujeira que infesta seu irmão gêmeo, o Parque Paulo Jacob ainda não foi contemplado com tão expressivo prêmio. Na verdade, isso não constitui premiação, afinal, isso demonstra simplesmente escassez de costumes, de educação, de princípios básicos de moradores vizinhos.