CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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segunda-feira, setembro 16, 2024

IMÓVEL PECULIAR NO IGARAPÉ DE MANAUS

 A publicação de A Gazeta, edição de 4 de novembro de 1963, ao meu ver, registra a primeira residência “estilosa” edificada naquele igarapé, o de Manaus. Outras existiram no local e foram motivos de fotos, em particular, de turistas, e de bisbilhoteiros com tanta “engenharia" empregada. 

Recorte do jornal mencionado

A Cidade em Foto

Cartão Postal para Turismo Abstrato

Não é pagode chines. Tampouco uma palafita e muito menos, embora pareça, um pombal em estilo modernista. Entre o asfalto da [rua] Major Gabriel e o leito seco do igarapé da Primeira Ponte, a residência se ergue contrariando todas as regras arquitetônicas. Tem leme, proa, passadiço, aviso aos navegantes. Mas não é navio. Também possui telhado. Na falta de simetria, pode ser encontrada muita beleza. Em seus seis andares, um pouco de majestade sobre os humildes flutuantes da margem oposta. Oscar Niemeyer e Lúcio Costa perderam o cartaz. Se Juscelino soubesse. Brasília seria bem diferente... 

Notas do administrador: 1) a primeira ponte romana cobre o igarapé de Manaus; 2) acredito que este imóvel estava construído com frente para a rua Ipixuna, pois (com algum esforço) se pode observar ao fundo residências demolidas junto ao Palácio Rio Negro.

domingo, março 05, 2023

LEMBRANÇAS (TRISTES) DE MANAUS

 A fartura de águas amazônicas produz efeitos indesejáveis, como a construção de moradias às margens de igarapés. Manaus conviveu com esta miséria até recente, quando o governo extinguiu as palafitas, em troca de moradias do projeto Prosamim.

As fotos pertencem a Gunter Engel



quinta-feira, outubro 25, 2018

IGARAPÉ DE MANAUS: LEMBRANÇAS


Igarapé de Manaus, meados de 1960

SE ESTE IGARAPÉ TEVE DATA DE NASCIMENTO OU DE DESCOBERTA, NÃO SE TEM NOTÍCIA. PORÉM, É CERTO QUE FOI EXTINTO EM 2006, QUANDO A MANAUS MODERNA O SOTERROU.


Obras de construção do parque Jefferson Peres


Arcos do parque Jefferson Peres, construído sobre o igarapé

  

domingo, fevereiro 07, 2016

MANAUS DOS CARTÕES POSTAIS

INÍCIO DOS ANOS 1970






domingo, junho 28, 2015

AS PONTES DE MANAUS

Algumas das pontes existentes em Manaus:
Ponte Benjamin Constant (ou de Ferro), na ligação com a Cachoeirinha

Ponte Efigenio Sales, a primeira a ligar o bairro de Educandos a cidade

Ponte Romana I, na av. Sete de Setembro, sobre o igarapé de Manaus

Primitiva Ponte que liga o bairro de São Raimundo à Cidade

Hoje conhecida por Barreira, o local serviu de balneário muito usado pela população

Ponte Padre Antonio Placido, que liga o bairro de Educandos ao Centro,
inaugurada em outubro de 1975


Ponte Rio Negro, que liga Manaus a municípios do rio Solimões

quinta-feira, maio 03, 2012

PARQUE JEFFERSON PERES: A VINGANÇA (2)


Jefferson Péres, patrono
do Parque
Não foi certamente em função do meu apelo-vingança, que postei dia primeiro, no qual mostrava um colchão de casal bubuiando nas águas do Bittencourt. Não. Certamente foram os usuários dos parques, mais do Jefferson que do Jacob, que estenderam nesta madrugada apreciável faixa reclamando de segurança e de limpeza.

Ainda chegue a ler os ditos passados na reclamatória, isso aconteceu antes da primeira chuva. Quando me preparei para registrar a tal reclamação, cadê a faixa? Havia sumido.

Conversa vai e conversa vem, um viandante contou-me que um segurança do parque viu a faixa, leu-a, e pela radiofonia consultou o chefe. Logo, socorrido por mais dois, sacaram o painel do local em que fora exposto. Portanto, pode não existir pessoal da limpeza, tanto que o colchão segue flutuando, mas há segurança.

Faixa estendida no Parque Paulo Jacob
O Parque do Jacob, de fato, não tem pessoal de limpeza nem de segurança. Tanto que a faixa aberta (veja ilustração) na mureta do reservatório fecal do igarapé de Manaus, segue estendida.

Por isso, recordando saudosa e enfadonha ladainha: “seu” Amazonino, olhai por nós! olhai por nós!

terça-feira, maio 01, 2012

PARQUE JEFFERSON PERES: A VINGANÇA (1)

Tenho elogiado a conservação deste espaço, pela segurança, pelo verde em todos os quadrantes, a limpeza, e mais ainda, pela ausência de cachorros e suas fezes, o horário de funcionamento e pela bandeira tremulante, mesmo que não haja vento.  

Parque Jefferson Péres, seu playground, com Secretaria de
Cultura ao fundo
Ao contrário, tenho mostrado minha insatisfação e denunciado a situação inversa existente no Parque Paulo Jacob (onde moro) que, pela conexão dos igarapés de Manaus e Bittencourt, tornam-se xipófagos. Somente parecem.

O tratamento dispensado a cada um diverge em decorrência do governo que o protege ou conserva.

O Parque JPéres interessa ao governo do Estado, encontra-se abrigado ao alcance da Secretaria de Cultura, cuja sede margina o parque, ainda que encoberta por imenso painel. O Parque desembargador Paulo Jacob permanece no limbo, a alçada é (ou deveria ser) da prefeitura de Manaus.  Mas, não cuidados.

Aqui começa o descuido e não sei onde termina. Não há respeito pelo coletivo e, sem qualquer fiscalização, tudo de proibitivo se pratica no seu perímetro.  É tanto descuido, que permitiu o assentamento de uma “colônia” de sem teto, sem família, movida a dígitos bebíveis  – 51, 61 e outros corotes da vida.

O colchão-troféu junto a ponte do Parque

No entanto, chegou o dia da vingança: um colchão abandonado (veja ilustração) no leito do igarapé do Bittencourt, que atravessa a avenida Sete de Setembro, acompanhando a rua Jonathas Pedrosa, e é um dos formadores do Parque JPéres. Este troféu, que reconheço não é muito original, madrugou. Está lá, ainda. Nada de criativo, pois já vi estes e outros utensílios domésticos de bubuia nas águas do igarapé, antes do Prosamim.

Apesar de todo o descaso e sujeira que infesta seu irmão gêmeo, o Parque Paulo Jacob ainda não foi contemplado com tão expressivo prêmio. Na verdade, isso não constitui premiação, afinal, isso demonstra simplesmente escassez de costumes, de educação, de princípios básicos de moradores vizinhos.

terça-feira, junho 14, 2011

Igarapé de Manaus: rua, avenida ou beco

Contei a bravata sobre os parques do Prosamim, para discutir a questão do nome da rua Igarapé de Manaus, pois, “é aki que nois mora”.

Quero mesmo é anunciar meu endereço correto, e não relembrar o debate sobre a forma de expressão popular. Afinal, foram páginas e páginas, e a gente ficou na mesma, o livro foi recolhido, segue valendo?
Placa indicativa residencial

Desde que me conheço por gente, a rua que começa na avenida Sete, junto à primeira ponte, e se estende pela margem do igarapé de Manaus, copiava o nome desse acidente geográfico.
Tudo ia muito bem, acredito até que o correio já havia iniciado a implantação do conhecido CEP, quando o nobre vereador Expedito Teodoro interferiu. Conheci sua iniciativa, mas não participei.

Ele apresentou projeto na Câmara Municipal de Manaus, para organizar o nome das ruas da cidade. Não que estivesse uma bagunça, não. Havia, como ainda há, nomes repetidos, artérias lembradas por letras ou números ou apelidos e por aí a fora. O vereador apresentou as modificações acertadas nas várias deliberações com a comunidade, que contribuiu muito pouco.

Em 1996, o projeto virou lei municipal, dando início a mudança da nomenclatura de ruas. Houve inclusive a publicação do texto legal, em um monstruoso volume. Só então a população se deu conta do negócio, e se rebelou.
Como ocorreu com os moradores da rua São Domingos, no Aleixo. Na manhã de um dia, as placas anunciavam o novo nome desta artéria: Constelação de Touros. Não deu outra. Os marmanjos não admitiram, temerosos de que a via se tornasse reconhecida pela alcunha de... e que fosse colocar os chifres noutro logradouro. Neste local, portanto, a lei não pegou; permanece protegido pelo santo.
Placa indicativa instalada pela prfeitura de Manaus
No igarapé de Manaus, porém, a lei pegou, a rua tomou a denominação de Walter Rayol. Ocorre que havia outra rua, até um mercado com o nome deste saudoso vereador. Então, temos duas ruas Walter Rayol, uma no centro 69020-020, onde moro, e outra na Matinha.
O problema começa ou se agrava quando se consulta o CEP e se oferecesse o código mencionado. Então, aparece a indicação de avenida Igarapé de Manaus. Portanto, o mesmo CEP tem dois nomes. Para complicar geral, veio a prefeitura e fincou um poste na entrada da rua Igarapé de Manaus, com mais um problema, o CEP.
Mais placa, mais confusão

É que o CEP indicado na placa (69020-250) diz respeito a um beco existente nas proximidades. Diante dessa barafunda, fico sem saber meu endereço; e, por isso, como convidá-lo para o meu aniversário. Consulto a quem?

domingo, junho 12, 2011

Os Parques do Prosamim


O igarapé de Manaus que corre sob a primeira ponte, ficou mais charmoso agora, após o trabalho do Prosamim (Programa de Saneamento de Igarapés de Manaus). Ganhou dois parques; o “dos ricos” e o “dos pobres” (ou dos irmãos “rico” e “pobre”).
Parque Jefferson Péres, a bandeira (abaixo)    
 

O primeiro localiza-se no entorno do Palácio Rio Negro e prossegue sob cuidados de toda ordem; limpeza constante, proibições diversas, horário rigoroso de funcionamento e segurança para fazer cumprir. Acolhe a bandeira do Amazonas, com direito à ventilação própria.

De fato, a vigilância mantida pelo governo do Estado, com o beneplácito da Secretaria de Cultura, é exemplar. Enfim, o parque carrega o nome do saudoso senador Jefferson Péres.
Parque Paulo Jacob, antes da estreia
 
 É simples alcançar o dos “pobres”, basta atravessar a avenida Sete de Setembro. Ambos são parecidos, têm quase a mesma dimensão, a grama e o malcheiro idênticos. Somente.

O “dos pobres” não tem programação cultural ou outra atração, não tem limpeza, nem horário de funcionamento. Bom é que desse lado tudo é permitido. Esportes a qualquer hora, namoro idem, melhor quando os interessados desligam o circuito de energia. Cachorros e outros animais circulam a vontade, e deixam no gramado cada cocô, que muito em breve esta sujeira vai substituir a grama.

Desse lado, não se conhece o “dono” do parque, ou seja, qual o governo que cuida dele. Sabe-se o nome famoso que batiza o parque, o do finado desembargador Paulo Jacob. 

Péres e Jacob foram tão amigos, trabalharam no mesmo Tribunal de Justiça, no templo da justiça na avenida Eduardo Ribeiro. Então, por que essa discriminação?

Em Manaus, há pouco tempo mudou-se um princípio básico: o de que o prefeito cuida da cidade. Aqui, basta observar que as praças consertadas pelo governo estadual, passaram à jurisdição do mesmo. Isso ocorre com o Largo de São Sebastião e a Praça da Polícia (desculpe-me, eminente Heliodoro Balbi).
A prefeitura de Manaus, como organizou o Parque dos Bilhares e a Praça da Saudade, cuida apenas delas.

O Prosamim, que é obra do governo do Estado, cuidou do que lhe interessava e deixou a conservação, a manutenção dos demais logradouros beneficiados pelo programa dos igarapés, para quem mesmo? Não deveria ser da comuna? Pela razão que bem se conhece, o dono da cidade nem liga.Talvez nossos bispos possam esclarecer.

quarta-feira, março 17, 2010

IGARAPÉ DE MANAUS

Ontem a noite, foi inaugurado o Parque Igarapé de Manaus, junto com o do igarapé Bittencourt, obras primordiais do Prosamim. A festa noturna contou com música e promessas políticas. O Chefe do Executivo - Eduardo Braga - esteve presente despedindo-se do governo. Para tornar compreensível a evolução sofrida pela área, publica-se algumas fotos.

Palácio Rio Negro e igarapés

.Igarapé de Manaus, década 1950

Outro momento da mudança