CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

9 de maio de 2012

Videoteipe da Palavra do Fingidor


A literatura amazonense contemporânea – nota de abertura


Allison Leão e Vera do Val


Marcos Frederico

Antes de começarmos esta conversa sobre Literatura Amazonense contemporânea, acreditamos que algumas coisas devem ser postas às claras. Louvamos o trabalho da empresa contratada para a organização e execução deste evento.

Louvamos a curadoria do Rogério, que se esmerou em trazer para nosso convívio nomes significativos da Literatura brasileira. Obrigado, Rogério. Mas existe em tudo isso um ruído que atordoa e nos deixa perplexos. As ausências.

Ninguém fez e faz mais pela Literatura em Manaus do que Tenório Teles. Ninguém conhece mais esta nossa Literatura que Marcos Frederico Krüger. Ambos, heróis intrépidos, vêm batalhando por anos a fio e todos sabemos disso.

A ausência deles, e de outros, torna este evento incompleto.

A Literatura não se prostitui, embora, às vezes, alguns escritores, sim. A literatura não abraça aqueles que melhor pagam. O livro é um objeto e, como tal, um objeto de mercado. Mas a Literatura está aquém do mercado e está além do livro.
Tenório Telles

A Literatura, que fazemos com tanto suor e dor, não se presta a ingratidões. Portanto, deixamos aqui nossa homenagem a estes ausentes.

Obrigado, Tenório Teles.

Obrigado, Marcos Frederico Krüger.

Obrigado, Literatura.


Nota: texto lido pelos escritores Allison Leão e Vera do Val na abertura do debate sobre a literatura amazonense contemporânea, na Bienal do Livro Amazonas, noite de sexta-feira, 04.05.2012. Efetuei o control-cê do Palavra do Fingidor, de 7, anteontem.
ste Blog
Link daqui